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Esta é a minha luta

por João Távora, em 06.10.09

Concordo com o Luís, pois certamente a forma chefia de Estado, por si só, não resolve os profundos problemas de Portugal. Mas eu acredito que, para além da eficácia comprovada da instituição real nas monarquias parlamentares, a simbologia contida numa “restauração” nacional, serviria de ignição para uma mudança de mentalidades. 

Para mim, a Monarquia (certamente que já não em tempo da minha vida) é uma porta de esperança para a viabilização e "moralização" do país em que nasci e que amo. O que eu não admito como razoável é que um regime comprovadamente falhado, uma geração, declare os seus paradigmas indiscutíveis, penhorando a esperança dos vindouros.

 

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Liberdade controlada

por João Távora, em 03.09.09

 

Diferentes meios para os mesmos fins: Hoje como ontem.  

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Por estranho que pareça eu concordo com a afirmação de Luís Fazenda no seu cartaz de propaganda eleitoral de que “Lisboa não é negócio”. De facto, com um mercado de arrendamento e imobiliário completamente disfuncional e “estatizado”, Lisboa é um péssimo negócio. É isso que comprova um passeio atento pelo centro da cidade: o espectáculo revela-nos um cenário desolador, de desertificação, ruína e desleixo. E é quase sempre deprimente entrar num prédio habitacional que ainda tenha inquilinos: mesmo que a fachada esteja razoável, as escadas e patamares são escuras e sujas, a porta da rua mal se fecha e a segurança é precária. Um mau negócio, portanto.

O cartaz deste candidato à Câmara Municipal de Lisboa revela muito mais do que parece sobre a matriz comunista do do bloco de esquerda, ao relacionar o termo negócio a algo perverso e maligno. Assim se acicatam os sentimentos mais básicos, como a  inveja e de quem tem para com quem não tem. Etimologicamente a palavra "negócio" deriva do latim neg-otiu;  negação do ócio (latim otiu), enfim falamos de trabalho, um valor inestético à esquerda mas que constitui a única redenção possível de qualquer nação. Por bons negócios almejamos todos e oxalá Lisboa fosse um bom negócio...

 

Publicado também aqui

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Tornei-me leninista

por Tiago Moreira Ramalho, em 18.07.09

Depois de ter sido considerado um perigoso liberal por vários leitores desde que aqui entrei, passei a ser considerado um leninista pelo Carlos Abreu Amorim. Gostei imenso do texto, Carlos. Aliás, penso que devia ser afixado e distribuído nos correios. Mas olhe, já que me acusa de apenas expelir certezas, experimente ir ao seu twitter ler as dúvidas que lá não escreveu. É que é preciso descaramento para me acusar de apenas expelir certezas quando passei a discussão a pedir estudos que provassem alguma coisa, pedido a que o Carlos respondeu dizendo, simplesmente, que os estudos são irrelevantes. Pois se os estudos são irrelevantes para o Carlos, significa que tudo aquilo que disse foi o argumentário costumeiro, os lugares-comuns que empurra para os outros. 

É que eu, para além de ter estado a tentar discutir o assunto consigo e com o João Miranda, escrevi aqui aquilo que me levava a discordar da medida (coisa que não vi no Blasfémias). Texto que não é muito diferente, em relação às ideas, do do Vasco Barreto - que asseguro ter lido agora pela primeira vez e recomendo vivamente. Mas, eu sei, é tramado quando alguém contra-argumenta e não desiste à primeira. Deixe lá. Consigo não volta a acontecer.

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Limites

por Tiago Moreira Ramalho, em 14.04.09

Que não vou à bola com o Carlos Santos, já é sabido. Quando o descobri na blogosfera, apresentando-se como um professor universitário, autor de um livro sobre Obama e mais um monte de credenciais, nunca imaginei que fosse o tipo de blogger mesquinho que se diverte a insultar, sim, tratam-se de insultos; outros bloggers que apenas estão a fazer livre uso do seu direito à livre expressão de opinião. Até agora, felizmente, ainda não me tinha atirado o veneno. Até agora.

Hoje fui dar, através deste post do RAF, com um texto do Santos no qual se dirige directamente a mim, insultando-me. Afirma que sou um bajulador e que sou um "ser absolutamente desprovido sequer de capacidade para compreender como se locomover sem caír de 4 a bajular alguém". Bom, julgo que o texto fala por si e é bem revelador do tipo de pessoa que é o seu autor. Eu, que não conheço nem pretendo conhecer o Santos, não tenho de dizer coisas do tipo "quem me conhece sabe bem que não sou isso". Apenas lhe digo: Santos, levaste uma referência do Corta-fitas. Chega ou é preciso mais qualquer coisinha?

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Resiliência ou desistência?

por João Villalobos, em 04.04.09

Kill Bill: Volume 2

Tudo ferve. No Facebook cria-se um grupo de apoio ao João Miguel Tavares e ainda outro apelando à resigmação do PM do seu cargo. No twitter, de segundo em segundo a timeline vai-se preenchendo a um ritmo frenético de contestação, acumulando comentários sarcásticos sobre o Freeport, os processos colocados e a colocar por Proença de Carvalho ou as amplitudes do verbo «pressionar». É uma autêntica tempestade de areia digital a qual torna invisível, por entre o vento e a fúria, o que solidamente sustenta aquilo que efectivamente se vier a passar.

Enquanto isso, lá fora no mundo 1.0, aqueles que antecipam o novo ciclo político disseminam um discurso de requiem para José Sócrates e asseguram os nomes de Costa, de Vitorino ou de António José Seguro como alternativas já listadas. Para esses, o socratismo descansa já em paz e as exéquias estão feitas, aguardando apenas o momento formal da despedida.

Eu, no entanto, revi há pouco o Kill Bill  de Tarantino. E tenho ainda fresca na memória a cena em que Uma Thurman, encerrada dentro de um caixão a sete palmos de terra da superfície, se liberta depois de muitos socos pacientes e certeiros na madeira dura. Como ela, Sócrates poderá ter recursos que aos muito bem informados escapam. Tal como ele lhes pode escapar. Opto por esperar, até ver onde chegam os seus poderes de Kung-Fu. Os dele e os dos seus mestres. 

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Que se passa? Então isto não é uma ameaça?

por João Villalobos, em 13.03.09

Manuel Alegre: «Se eu fosse às reuniões do grupo parlamentar, se calhar já não havia grupo, nem governo».

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Na íntegra

por João Villalobos, em 06.03.09
Aguardo pontuação no índice do situacionismo

José Pacheco Pereira não poderá ficar indiferente a esta notícia, ao prof. Marcelo Rebelo de Sousa que deu origem à mesma terá de aplicar igual princípio que o levou a considerar como ataques à liderança de Manuela Ferreira Leite, propostas avançadas por outros militantes que também indicaram nomes para encabeçarem a lista do partido nas eleições para o Parlamento Europeu, sob pena de ser totalmente incoerente com este post que escreveu há apenas dois dias.

António de Almeida no Direito de Opinião

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As «intrigalhadas» do PSD

por João Villalobos, em 05.03.09

Lido o que o Pedro Correia escreveu aqui, fui ler também a notícia do Público (pág.6) dos experientes jornalistas de política Leonete Botelho e Nuno Simas e fiquei algo curioso, dado que  a fonte não é citada: Quem é que, na cúpula do PSD, acha que «Marques  Mendes é o candidato natural mas pouco provável»; Quem é que considera Aguiar Branco «uma hipótese demasiado óbvia mas já afastada»; Quem é que afirma que «António Borges não suscita entusiasmo» (bom, aqui a resposta podia ser "qualquer um"). E, finalmente, quem é que foi o autor da ideia extraordinária - no que transparece como demonstração de boas práticas e deontologia - que passaria por candidatar Passos Coelho porque, e continuo a citar, «ainda o afastava para longe e, se perdesse,a derrota seria sua, pessoal». É esta linda postura que Pacheco Pereira defende? Só pergunto porque, ao lado disto, vejo-me obrigado a dar razão ao Paulo Tunhas e considerar a petição uma brincadeira de crianças. Crianças, não. Bebés.

Adenda: Sobre o mesmo assunto é favor ler o PPM

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O PSD a(o) frio

por João Villalobos, em 22.01.09

Depreendo, depois de ler este post da Joana, que a autora de Hole Horror embarca no discurso de José Pacheco Pereira, o qual sempre considerou as empresas de consultadoria em comunicação como anátema. Vamos pois por partes e em resposta à Joana:

1. Ignoro se Pedro Passos Coelho contratou ou não uma empresa do sector. Se o fez e soube escolhê-la, está de parabéns. Só pode ter a ganhar na profissionalização e eficácia da sua comunicação. 

2. Quando escrevi que PPC, ao contrário de MFL, desenvolve uma estratégia coerente de marketing político fi-lo porque, ao contrário de JPP, olho para a visibilidade alcançada na comunicação social com a frieza analítica de quem, despido de subjectividades, reconhece os resultados alcançados: Protagonismo, diferenciação, imagem de vitalidade e de «futuro», com racionalidade nos discursos e sem excessiva emotividade nas reacções.

3. Ao contrário do que diz a Joana, mas isso é algo que admito não seja a percepção geral existente, as empresas de comunicação não «ofuscam a mensagem política». Se o fazem, trabalham mal. Pelo contrário, elas devem realçar a mensagem e saber jogar com a tendência mediática para o soundbyte e a simplificação, lidando correctamente com os temas em agenda  mas sem esquecer o objectivo a alcançar a médio ou longo prazo. Neste caso, suponho que a médio prazo seja para PPC a liderança do PSD e,  a longo, a liderança do Governo.

4. Resumindo, é muito, mas muito redutor da actividade dos jornalistas e da dos consultores a maniqueísta visão reflectida pela Joana. Ela replica o discurso de pessoas como Pacheco Pereira, que preferiam que a actividade fosse desempenhada por pessoas como ele e não por aqueles que muitos apelidam de «mercenários». Ora trabalhar profissionalmente e bem com quem nos paga é suposto ser a missão de cada um, independentemente da sua profissão. Um consultor não veste camisolas, motiva outros a vesti-las. Já Pacheco Pereira, por outro lado, não só veste excessivamente a sua, como consegue colocar muita gente em tronco nu. O que, com este frio, não dá lá muito jeito. Com tanta constipação, o PSD ainda se arrisca a uma pneumonia.

 

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O estranho caso do comunicador incomunicante

por João Villalobos, em 21.01.09

Leitor atento de jornais e de blogues, não vejo nenhum editor ou jornalista de política tão na ribalta como o nosso FAL. Pela qualidade das suas fontes, capacidade de escrita e nenhuma tendência para a subserviência, ele incomoda muita gente. De vez em quando, lá surgem os ataques à esquerda e à direita tentando condicioná-lo e limitá-lo no que publica como o faz, mais uma vez, José Pacheco Pereira, pelo menos desta vinda com a coragem de escrever o nome da pessoa que acusa.
Autor de cada vez menos linhas, Pacheco Pereira parece ter agora mais tempo livre para dissecar notícias e editoriais em anatomias do «situacionismo» e posts que "denunciam" a suposta conspiração Passos Coelhista do Diário de Notícias e do Francisco em particular. Isto é: A JPP não interessa analisar o facto de Manuela Ferreira Leite, ao contrário de Passos Coelho, nunca ter tido uma estratégia de comunicação coerente, ou sequer associar a visibilidade superior deste último, face à líder, com a certeza instalada de que se MFL conseguir chegar até às eleições é apenas para se demitir a seguir ou dar lugar ao senhor que se segue. Não. Para Pacheco Pereira, cada notícia ou ausência dela sobre a direcção do PSD brota de uma campanha estruturada onde os autores são à vez o Governo, o Francisco ou quem fala com o Francisco.

Não atravessa a sábia mente do autor do Abrupto que cada notícia ou ausência dela reflecte apenas o desconforto e a inabilidade com que a líder e a sua entourage tratam a comunicação social, com excepção de Azevedo e Silva (alguém que imagino só não faça bem o que não lhe deixam fazer). É triste, porque é um comportamento autista que não leva a lado algum. Se JPP; como diz, apenas iniciou a lista de toda uma série de jornalistas e jornais a quem apontará os dedos todos da mão, faz mal. Bater no mensageiro, como todos sabemos, não elimina o conteúdo da mensagem. Por mais que desagrade a Pacheco Pereira, ele falhou e a direcção que apoia falhou também. Mas pronto. Imagino que ele só veja neste post «uma manobra evidente do lobby das agências de comunicação», essas grandes nacionais-situacionistas. E amiguismo. É capaz de ver aqui uma demonstração de amizade e nisso - só nisso - não falha. Sou amigo dos meus amigos e mais amigo da verdade. Quando as duas coisas se juntam, como neste caso, não há que hesitar.   

P.S. Agradeço que não escrevam comentários a vilipendiar Pacheco Pereira. Este post não é para isso e eu não me presto a aprovar insultos anónimos. 

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Entre o discurso e a parede

por João Villalobos, em 29.12.08

Se toca num ponto sensível o post abaixo da nossa Isabel, permitam-me que toque noutro ainda após ouvir o discurso proferido. Com o seu habitual tacticismo, que aliás só Pedro Santana Lopes percebeu contra corrente, o Governo sempre soube de antemão que o PR não tem à sua disposição armas de combate corpo a corpo, mas sim apenas uma de destruição maciça; a dissolução da Assembleia.

Sucede que a convocação de eleições antecipadas, neste momento em que o PSD é o que é e Alegre não ata nem desata, só poderia dar ao PS um resultado melhor do que aquele que inevitavelmente teria em Outubro de 2009. Em síntese, se Cavaco fizesse aquilo que provavelmente lhe apetecia fazer, a única consequência seria entregar a Sócrates um bolo-rei não apenas sem fava mas com dois brindes lá dentro (E sim, sei que a imagem transporta consigo todo um passado traumático).

Vamos, assim, ter um 2009 em clima de guerra fria e de desgaste. Para os portugueses, é só mais uma má notícia a somar a todas as outras. E tudo por causa dos Açores, essas ilhas muito bonitas que dão esplêndidas fotografias para promoção turística mas que, convenhamos, não valem as dores de cabeça que ainda vamos ter nos próximos meses.

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Não deve fazer ela outra coisa!

por João Villalobos, em 12.12.08

«Ângelo Correia desafia Manuela Ferreira Leite a reflectir sobre a continuidade à frente do PSD».

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Yin e Yang

por João Villalobos, em 07.09.08

Vários comentadores vieram já a terreno (e muitos mais certamente surgirão) proclamar em coro com Vitalino Canas e o PS que Manuela Ferreira Leite «não disse nada de novo» ou que «não apresentou uma única alternativa».

Acho fabuloso tanto enfadado encolher de ombros, depois daquele que foi um violentíssimo ataque ao Governo (colocando o dedo nessa «ferida» cada vez mais exposta que é a partidarização da máquina económica do Estado mas também de certos interesses privados e dos média) acusando-o entre outras coisas de compadrio e de ser politicamente vingativo, anti-democrático e manipulador. É como se estivessemos a ver um filme em que alguém dá uma catanada em outro alguém e nem pestanejamos, de tão anestesiados que já estamos pela violência de uma maratona Grand Theft Auto.

Este discurso de MFL foi puramente político e assente num contundente retrato da nação. E muito mais orientado para as elites do que parece. A ele deverá seguir-se o reverso da medalha, o yang deste yin, durante a discussão do Orçamento de Estado. Eu, se fosse aos ditos comentaristas, não cantaria de galo tão cedo. (O discurso de Manuela Ferreira Leite pode ser lido na íntegra aqui)

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Serei democrata?

por João Villalobos, em 08.08.08

Caro João Gomes, irei por partes e por ordem crescente de relevância:

1. Não uso havaianas. Foi uma figura de estilo. Vou para a praia de sapatilhas.

2. Pedro Passos Coelho veio à conversa porque se declarou, na altura das directas, a favor da privatização da CGD, enquanto MFL veio dizer que era contra. Relembrar isto (aliás o Pedro Correia foi o primeiro a fazê-lo) teve todo o cabimento.

3. Não concordo que, em assuntos da relevância deste, «um membro de uma comissão política de um partido, seja ele qual for, com excepção do PCP, tem a liberdade de emitir uma posição que seja contrária à do seu líder». Como eleitor, confunde-me que um vice-presidente diga o contrário da presidente. Se eu fosse o presidente, demitia o vice-presidente antes que ele decidisse ter a liberdade de dizer outra coisa qualquer, igualmente inapropriada. Dito isto, acho que já nos percebemos um ao outro.

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Vantagem competitiva

por João Villalobos, em 07.08.08

O Miguel Abrantes chama-me hippie e para o comprovar publica duas fotografias minhas. Tenho outras melhorzinhas e pouca culpa de não ser bonito embora, admito, goste de usar écharpes quando faz frio, em vez dos cachecóis. Passe a frivolidade e seja como for, também gostaria de poder replicar e classificar  o Miguel Abrantes pela sua indumentária. Infelizmente, para além do nome, ele  prima pela inexistência. É o que se chama a «vantagem competitiva». Enfim, vou fumar um charrito a ouvir os Jefferson Airplane e esquecer a coisa. Para hoje já tenho a minha dose.

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O Rodrigo, essa conhecida toupeira

por João Villalobos, em 07.08.08

O Rodrigo, que vai dar aulas de comunicação aos PSDs na Universidade de Verão e por isso sabe bem como estas coisas se fazem, sentiu-se na necessidade de justificar as declarações de António Borges. Escreve ele: «Se numa comisão política todos tivessem a mesma visão de todos os problemas, a mesma opinião sobre todos os assuntos, não valia a pena existir comissão política». Como quem diz que pode alguém defender a privatização da Caixa e outro alguém o seu contrário, a bem do pluralismo democrático interno.

Pois eu acho que isso é conversa da treta. O tema em causa foi - como já escreveu aqui o nosso Pedro - um dos poucos sobre os quais Manuela Ferreira Leite tomou uma posição clara face a Pedro Passos Coelho, aquando da campanha das directas. 

Ou seja, a não privatização da CGD (com o que isso significou de separação de águas quanto à postura liberal do seu adversário) terá sido para muitos militantes uma das razões de fundo para darem o seu voto a MFL, a qual fez na altura uma declaração que definiu um posicionamento ao nível da política económica pretendida para o partido.

Vir defender a pluralidade de opiniões numa situação destas é só deitar poeira para os olhos. Ou então, ser também defensor da privatização da CGD. Vai-se a ver e o Rodrigo é um passoscoelhista infiltrado.

 

Actualização: A resposta do Rodrigo pode ser lida aqui. Para começar, queria dizer que se soubesse que o Miguel Abrantes tinha escrito um avacalhanço daqueles teria ficado calado. Não me apetece partilhar barricadas com essa inexplicável figura.

No entanto, acrescento que mantenho a minha opinião: Se MFL não fala, os restantes membros da sua Comissão Política são obviamente livres de o fazer. Mas se for para virem dizer o contrário daquilo que todos acreditam ser o pensamento da líder não me parece clarificador e, pelo contrário, só confunde. António Borges pode ter, pessoalmente, as ideias que entender. Mas era muito mais interessante sabermos quais são as ideias do Partido. É disso que a malta está à espera. Aliás, começa a ficar um bocadinho saturada de esperar. Mas faltam só mais uns dias de suspense, não é verdade?

 

Actualização 2: Só me faltava esta. Chamarem-me passoscoelhista e dizerem que advogo com ele um mundo melhor. Ou o João Gomes não lê o que escrevo ou o que eu escrevo não se percebe. Se for o segundo caso por favor digam que penduro já as havaianas.

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Aqui ao lado, no se callan

por João Villalobos, em 05.08.08

«Repressões em Lhasa: Justiça espanhola vai investigar regime chinês por genocídio» 

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Comité Olímpico rejeita apelos

por João Villalobos, em 09.06.08

«A reunião final do Conselho Executivo do Comité Olímpico Internacional finalizou hoje (07.06), sem que tenha havido progresso face às preocupações levantadas por Tibetanos e seus apoiantes, relativamente à ausência de liberdade de imprensa no Tibete e às repercussões negativas de levar a tocha Olímpica por áreas Tibetanas.

A tocha tem a sua entrada no Tibete agendada para 11 de Junho; aos jornalistas foi negado o acesso às áreas Tibetanas, desde finais de Março. Grupos de Apoio ao Tibete alertaram o COI, durante a sua reunião em Atenas, expressando a preocupação de que a passagem da tocha encorajaria acrescida repressão sobre os Tibetanos, por parte das autoridades Chinesas

 "Estamos chocados que o COI insista cegamente em ostentar a tocha Olímpica pelo Tibete, numa altura em que se encontra sob tamanha tensão e em que nem aos jornalistas é dado acesso livre de modo a que vejam o que está realmente a acontecer" afirma Paulo Borges. "Ao falhar na eliminação da passagem da tocha pelo Tibete, o COI está a apoiar a repressão e censura à Imprensa empreendida pelo governo Chinês, assim como a permitir que as autoridades Chinesas actuem com brutalidade, num esforço desesperado para manterem o percurso da tocha Olímpica livre de protestos."

Tibetanos e apoiantes em todo o mundo têm pressionado os 15 membros individuais do Conselho Executivo do COI de modo a que este retire a autorização de passagem da tocha Olímpica pelo Tibete ao Comité Organizador dos Jogos Olímpicos de Pequim.

A tocha tem chegada prevista a Gyalthang em 11 de Junho, na província Yunnan, área Tibetana do Kham, e posteriormente, em 18 ou 19 e até 23 de Junho, tem passagem prevista por Lhasa e cidades da área Tibetana do Amdo, actualmente Qinghai».

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Os clandestinos

por João Villalobos, em 06.06.08

«Sei de muitos encontros entre socialistas e pessoas sem filiação partidária. Eu próprio já me associei a alguns, como mero cidadão interessado no futuro do País. Devo dizer que essas reuniões têm-se efectuado numa espécie de estrita clandestinidade.

O medo de retaliações, de denúncias e de vinganças impele os participantes do PS a cuidadosas prevenções. Num desses encontros, um conhecido ex-dirigente do Partido Socialista advertiu: "Não sei se entre nós, não haverá aqui um informador". Não estavam presentes mais de trinta pessoas». 

Baptista-Bastos no Jornal de Negócios 

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    179. S
    180. O
    181. N
    182. D