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Férias

por João Távora, em 01.08.14

Isto está pr'aqui um aquecimento global de bater o dente. Valha-nos o cheiro a Urze e o chapinhar dos barcos. 

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Leituras de férias

por João Távora, em 29.07.13

Continua a admirar a rápida expansão da mensagem cristã num mundo como o da bacia mediterrânica do séc. I, numa sociedade profundamente desgastada pelo cepticismo religioso e pelo sensualismo, onde a lei do mais forte esmagava multidões de escravos e gente humilde. – Que sedução poderia exercer aí a doutrina, que exigia aos seus mais fieis uma perfeição à imagem da divina, um perdão alargado aos inimigos, a superação das inclinações distorcidas da carne?

 

D. Manuel Clemente - A Igreja no Tempo – Grifo

 

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Bilhete postal

por João Távora, em 26.07.13

 

“(…) E a rapariga |Maria Monforte| principiou a aparecer em S. Carlos, fazendo uma impressão – uma impressão de causar aneurismas, dizia o Alencar.“ A escrita genial de Eça de Queiroz parece-me contra-indicada para menores de 30 anos e é decididamente um desperdício para miúdos do secundário, em que pouco mais captam do que o seu pessimismo militante e a rebeldia anti-católica.

Agora até amanhã que vou à feira dar uma volta nos carrinhos-de-choque.  Férias são Férias.

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Não digam que vêm daqui

por João Távora, em 09.08.12

 

 

Vou contar-vos um segredo: a par da exigente tarefa de educar (no sentido ortopédico do termo), do silêncio, da solidão e do tédio, todas elas experiências fundamentais na formação do carácter, brindar as cabecinhas das crianças com boas memórias é uma importantíssima tarefa a que os pais são chamados a empreender.
Acontece que uns quantos momentos felizes na infância podem a prazo salvar uma vida confrontada com o desespero. Umas memórias felizes constituem o mais valioso legado que podemos deixar aos nossos filhos. Falo de um património imaterial e afectivo como as festas em família, os passeios, as férias na praia ou no campo, uma ida ao circo ou ao cinema com os primos e amigos, falo de muita partilha de rituais e momentos marcantes, vividos em cumplicidade e sentido de pertença. Mais do que grandes artifícios ou destinos de emoções tão fáceis quanto descartáveis, essas recordações são uma laboriosa construção em que nos cabe o papel de engenheiros: preencher os rituais de significado, fazer que as relações com as pessoas, lugares e acontecimentos ganhem densidade e raízes nas suas existências. Esse é um trabalho de sapa em que os miúdos nos exigem coerência e verdade: eles são os primeiros a desacreditar na fancaria dos afectos e das fúteis ligações. Com as pessoas, com os lugares e com os acontecimentos. Nas suas memórias só guardarão o que seja fecundo de espanto e significado. Eles não sabem ainda, mas as suas marcas de felicidade poderão um dia ser a sua redenção. 

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Bilhete postal (último)

por João Távora, em 07.08.12

 

"Os homens que não deixam amolecer o coração acabam por sofrer de amolecimento do cérebro"

Chesterton


Foto: Foz do Rio Mira

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Bilhete postal

por João Távora, em 06.08.12

 

Tendo em consideração que tomámos o círculo como símbolo da racionalidade e da loucura, podemos agora tomar a cruz como símbolo do mistério e da saúde mental. (…) É que o círculo tem uma natureza perfeita e infinita; mas está perfeitamente fixado nas suas dimensões; nunca pode ser maior nem mais pequeno. Ao passo que a cruz, embora tenha no centro uma colisão e uma contradição, pode estender indefinidamente os quatro braços sem que a sua forma se altere. Dado que tem um paradoxo no centro, pode crescer sem se modificar. O circulo gira sobre si mesmo e está preso. A cruz abre os braços aos quatro ventos; é um marco no caminho dos viajantes livres.

 

Chesterton

 

Vilanova de Milfontes - Igreja Matriz num registo fotográfico de 1930 (arquivo de Filipe Menezes)

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Bilhete postal

por João Távora, em 05.08.12

 

Eu diria mesmo que qualquer homem são sabe que tem uma parte animal, uma parte demónio, uma parte de santo, uma parte de cidadão; mais ainda, um homem que seja de facto são sabe que também tem uma parte de louco. Já o mundo do materialista é totalmente simples e sólido, tal como o louco tem a certeza absoluta que está são. O materialista tem a certeza de que a história foi, pura e simplesmente, uma cadeia de causas e efeitos, tal como o interessante sujeito atrás mencionado tem a certeza de que é, pura e simplesmente, uma galinha. Os materialistas nunca têm dúvidas.


Chesterton


Foto: Irmãos - Vilanova de Milfontes 

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Bilhete postal

por João Távora, em 04.08.12


A tradição consiste em confiar no consenso das vozes humanas, em vez de confiar no registo isolado ou arbitrário. Por exemplo, uma pessoa que cite um historiador alemão para se opor à tradição da Igreja Católica está, rigorosamente falando, a apelar à aristocracia. Está a apelar à superioridade de um especialista contra a tremenda autoridade de uma multidão.


Chesterton


Foto: Maré Cheia no Rio Mira - Vilanova de Milfontes

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Bilhete postal

por João Távora, em 03.08.12

 

Os democratas opõe-se à exclusão das pessoas devido aos acasos do nascimento; pois a tradição opõe-se à sua exclusão devido aos acasos da morte. A democracia sugere-nos que não ignoremos a opinião de um homem bom, mesmo que seja o criado lá de casa; pois a tradição sugere-nos que não ignoremos a opinião de um homem bom, mesmo que seja o nosso pai. Por mim, não consigo separar as duas ideias, a da democracia e a da tradição; parece-me evidente que se trata da mesma ideia. 


Chesterton


Foto: Vilanova de Milfontes

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Bilhete postal

por João Távora, em 02.08.12



"É ocioso estar sempre a discutir a alternativa entre a razão e a fé. A razão, é ela própria, uma questão de fé. É um acto de fé afirmar que os nossos pensamentos têm alguma relação com a realidade" 

Chesterton


Foto: Furnas ao luar, Foz do rio Mira

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Bilhete postal

por João Távora, em 01.08.12

 

"As pessoas que fazem coisas inúteis são as pessoas mais felizes; as pessoas doentes não têm energia para serem ociosas." 

.
Chesterton
.

Foto: A Pirâmide do Malhão, construída pelo meu sobrinho Francisco

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Com a cabeça no céu

por João Távora, em 31.07.12


"O poeta pretende apenas meter a cabeça nos céus. É o lógico que quer meter os céus na cabeça. E é a cabeça do lógico que rebenta."

Chesterton


Foto: Fim de tarde ao luar na praia do Malhão

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bardamerda!*

por João Távora, em 26.07.12

 

A poucos dias de partir para banhos relaxar um pouco, oiço na telefonia uma douta especialista na matéria, avisando que a ciência descobriu que não se deve expor o corpo ao sol… entre as 11,00 da madrugada e as 17,00 da tarde! Tenho a impressão que também esteve a falar uns minutos sobre alimentação saudável, mas de tão deprimido, disso já não apanhei nada.

 

*Com a V. licença...

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Férias, retiro e outros

por Vasco M. Rosa, em 11.08.11

Tem sido motivo de farpas e de reportagens cor de rosa mas pouco ingénuas a saída por uns dias do PM e do PR. Espera-se que sejam super-homens, mas mostrando-se humanos, ficam expostos às mais incongruentes admoestações. Acho mal.

Em primeiro lugar, um Governo ou uma Presidência (da mesma maneira do que uma Casa Real) não é coisa duma pessoa só, mas duma considerável equipa de gente esforçada, que por uns dias se pode revezar sem prejuízo nenhum do que tem de ser feito. E o que tem de ser feito agora, em Portugal, por conta duns tais que bem sabemos, precisa de gente duma enorme nobreza, que recebeu uma herança de irresponsáveis, e tem de convertê-la positivamente numa nova direcção do país, remando freneticamente contra a maré que leva à catarata e ao abismo. Que tenham assumido esse encargo tão dramático e especial, já nos deveria merecer gratidão, mesmo que aqui e ali apareçam coisas menos boas ou razoáveis. Mas não: trata-se logo de achincalhá-la à primeira oportunidade!

Até um médio quadro de empresa que seja responsável pode estar no Algarve de calção e havaianas tomando o pulso diário do andamento das coisas. Temos hoje instrumentos de comunicação e informação poderosos e cómodos, que nos permitem agir em qualquer lugar, em qualquer momento, seja com quem for. Em casos especiais, as gentes voltam à base, como fez David Cameron, e pronto. Mas qual é o problema?!

Talvez Mário Soares, pela sua índole mundana e preguiçosa, tivesse merecido maiores críticas nos tais anos difíceis, de igual FMI etc.. Deixou ele de ir para o Vau? Façam o favor de conferir! 

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Férias alternativas (pub)

por João Távora, em 04.08.11

 

Principalmente em Agosto, usufruir umas férias revigorantes e descontraídas passa por fugir ao stress dos destinos de massas. O Monte do Laranjal, unidade de turismo rural que acaba de abrir em Monsaraz, empreendimento de família dum amigo meu, pode ser uma solução. Para além do alojamento e dos mimos inerentes, este Monte possui uma produção de deliciosos (experiência própria) vegetais biológicos gourmet. A decisão pode começar por uma visita ao site, acabadinho de produzir.

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Milfontes aí vamos nós!

por João Távora, em 22.07.10

 

No meio das grandes mudanças que têm abalado a minha vida profissional perspectivam-se umas almejadas férias já a partir de Sábado.

Por duas semanas será tempo de me importar com as marés, com a temperatura do mar, passar pelas brasas, ler romances e muitos jornais, brincar com os miúdos, passear com a minha Senhora. Tudo isto até que num fim de tarde de calor, de dentro duma piscina cavada na areia em maré vazia, a realidade se me exiba clarividente. Depois, que venha o Mundo que a vida pega-se de caras.

 

PS.: Aqui voltarei sem hora ou compromisso, por gosto e prazer como (quase) sempre foi.

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Escorregou no coqueiro...

por Pedro Quartin Graça, em 06.06.10

Cavaco Silva, ainda que involuntariamente, parece cada vez mais apostado em desbaratar crédito junto dos seus potenciais eleitores. O seu apelo de ontem para que os Portugueses passem férias... cá dentro, a fazer fé, pela leitura de muitas centenas de comentários na net, teve o alcance contrário ao pretendido e apenas despertou as mágoas e ódios adormecidos. É que se os Portugueses mal têm dinheiro para as despesas mensais e metade deles não vai sequer de férias e vem o Presidente falar-lhes disso... Será que Cavaco não quer mesmo ser reeleito?

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Igualdade de géneros

por João Távora, em 10.08.07
Pouco se importaria que eu descobrisse a cura da calvície ou salvasse a Pátria. Condescende algum interesse nos livros que leio ou no que escrevo. Importante, importante, para a minha mulher é que eu faça a sopa do José Maria! Toda a família e arredores será rapidamente informada do prosaico acontecimento...

P.S.: Não queiram saber a dificuldade que é manipular o computador portátil com um miúdo de 6 meses aos guinchos ao colo. Nem vos digo!

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O amor no Verão

por João Távora, em 06.08.07
Surpreendentemente as minhas férias desagradaram a alguns dos nossos habituais comentadores anónimos, uns cobardes seres que parasitam à volta deste blogue. O Sr. Sarkozy também teve que levar com os socialistas que queriam outro destino para os banhos do Sr. Presidente. Talvez a Colónia Balnear de “O Século” ali na Parede. Por castigo.
Entretanto soube que Portugal ganhou 200 milhas de território. As melhores notícias para o mal-amado "Território Nacional", desde a perda de Olivença e da independência das “Províncias Ultramarinas". Pena que as milhas sejam submersas, o que torna a especulação imobiliária mais difícil. Desconfio que a nossa ambicionada expansão terá que ser projectada em socalcos.

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Férias III

por João Távora, em 03.08.07
Férias é ter o carro cheio de pó, areia e pegadas,
sem querer saber, sem me chatear.
Férias é ver no telejornal de relance no café,
o Sá Fernandes e o país a arder.
Férias é ir ao cinema à noite, e ter a barba por fazer.
Escrever postais à família, comprar os selos,
e pô-los no correio mesmo a tempo do regresso.
As férias também dão uma trabalheira,
choros, amuos e muitas sanduíches de fiambre.

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