Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Ouch!

por João Villalobos, em 30.10.08

 

O anúncio dos cinco milhões de euros não é este

mas outro cujo conteúdo pode ser lido aqui

A mulher não desiste

por João Villalobos, em 29.10.08

Paris For President

(The real maverick in DC)

Visões transatlânticas

por João Villalobos, em 27.10.08

«Transatlantic Trends 2008 analisa atitudes de americanos e europeus em relação a um conjunto de temas prementes de política internacional. O "Key Findings Report" contém dados sobre as expectativas de americanos e europeus em relação aos cenários pós-eleições americanas, sobre a capacidade dos Estados Unidos e a Europa em gerir as ameaças globais e os desafios, e visões em relação a uma Rússia cada vez mais assertiva, à missão da NATO no Afeganistão e a relação da Turquia com o Ocidente».

Com assessores destes...

por Teresa Ribeiro, em 25.06.08

Para que precisa ele de má Imprensa?

No fundo, tanto se me dá

por João Villalobos, em 04.06.08

Isto é lá com eles, mas parece-me que os democratas acabam de desperdiçar mais uma oportunidade para chegarem à Presidência. O que não me deixa satisfeito, porque acho que McCain é um chanfrado embora vá disfarçando como pode.

Além disso, o tipo que escreve os discursos do Obama é muito, muito bom mas, infelizmente, não será ele a sentar-se na Sala Oval caso os meus vaticínios falhem. Enfim, é um aborrecimento mas não me tira o sono porque, graças a Deus, existe o Grupo de Bilderberg. 

Contas americanas

por Pedro Correia, em 01.06.08

A direcção do Partido Democrático satisfez parcialmente as pretensões de Hillary Clinton, como antevi aqui. Florida e Michigan vão contar para a soma total de delegados na corrida democrata à Casa Branca, embora apenas com meio voto por cabeça. O que torna ainda mais difíceis todas as operações aritméticas. Seguem-se hoje as primárias em Porto Rico.

Hillary Clinton: até ao fim

por Pedro Correia, em 21.05.08

Os que queriam cantar vitória antes do tempo ficaram certamente desiludidos: Hillary Clinton obteve um triunfo esmagador nas primárias do Kentucky, batendo Barack Obama por 35 pontos percentuais (65% contra 30%). Fez um excelente discurso aos seus apoiantes em que deixou claro que não desistirá: vai à convenção de Agosto em Denver apostada em disputar a nomeação, voto a voto, com Obama, que por sua vez a derrotou ontem nas primárias de Oregon, embora por uma percentagem menos expressiva (58% contra 42% da senadora por Nova Iorque).

"Nenhum de nós conseguirá o número de delegados suficiente", acentuou Hillary. É cada vez mais óbvio, portanto, que o desempate (por ironia...) será feito pelos chamados superdelegados - "grandes eleitores" que compõem a nata do Partido Democrático. E aí tudo pode acontecer, o que mantém de facto a corrida em aberto, por muito que isso doa aos "obamistas" mais militantes, incluindo alguns portugueses - que se fartam de bradar contra os Estados Unidos mas adorariam ter direito de voto nas eleições americanas.

Pormenor adicional: como há dois dias aqui sublinhei, Hillary não desiste de contabilizar os delegados de Michigan e Florida, onde o Partido Democrático tem cerca de dois milhões de eleitores registados.

São boas notícias para John McCain? Não sei. A verdade é que os democratas estão a revelar imensa vitalidade nestas primárias que mobilizam todo o partido. Isto pode proporcionar-lhes uma dinâmica de vitória nas presidenciais de Novembro. É, desde já, um dos grandes acontecimentos do ano. A acompanhar com máxima atenção.

Cinco notas sobre as eleições americanas

por Pedro Correia, em 19.05.08

  

1. Hillary Clinton deixou bem claro, em entrevista à CNN, que irá manter-se até ao fim na corrida pela nomeação democrata. A expressiva vitória de terça-feira passada na Virgínia Ocidental, sobre Barack Obama, deu mais confiança à senadora: o seu opositor continua a ter dificuldades de implantação entre os eleitores da classe trabalhadora branca.

2. Obama obteve mais um apoio de peso: John Edwards, que chegou a ser o terceiro candidato nas sondagens (e ficou em segundo lugar em Iowa, onde tudo começou), expressou-lhe o seu apoio. São mais alguns delegados com que Obama poderá contar, na convenção do partido.

3. O apoio de Edwards a Obama estragou a festa a Hillary, que mal dispôs de 24 horas para celebrar o esmagador triunfo na Virgínia (70% contra 30% de Obama). Isto poderá valer a Edwards uma palavra decisiva na candidatura à vice-presidência. A política funciona assim, em permanente permuta de favores.

4. Hillary, que tem menos delegados, pode no entanto gabar-se dos triunfos que obteve até agora nos maiores estados - Califórnia, Texas, Ohio, Nova Iorque e Pensilvânia. Obama só venceu num grande estado - o Illinois, que representa como senador.

5. Uma guerra administrativa pode vir a travar-se em torno dos delegados de Michigan e Florida, primárias consideradas inválidas pela direcção do Partido Democrático por se terem realizado antes do calendário oficialmente previsto. Acontece que Hillary venceu nestes dois estados e reclama que os delegados aqui obtidos sejam considerados válidos, o que poderia alterar as contas finais. "Não aceitamos nenhum apuramento que não inclua Michigan e Florida", declarou à CNN Howard Wolfson, membro da direcção da campanha de Hillary. A cúpula nacional do partido voltará a reunir no dia 24 para tomar uma decisão definitiva sobre o assunto. Atenção ao que vai passar-se.

Como um saquinho de chá*

por Teresa Ribeiro, em 06.05.08

Não há relato mais parcial que uma autobiografia, no entanto acredito que quem as escreve cede a um desejo de partilha que se revelaria absurdo se tudo o que nelas se inscrevesse fosse ficção. Por muito que se queira vender uma imagem – e é isso que todas as autobiografias fazem – estas bio relatadas na primeira pessoa desvendam sempre o bastante da vida e do carácter de quem as escreve. É por isso que valem como documento e interessam como leitura.
Acabei agora de ler “Minha História”, de Hillary Clinton. São 500 páginas de prosa escorreita e despretensiosa pontuadas por pequenas notas de humor, muito ao estilo americano. Precisava de viver do lado de lá do oceano para entender melhor porque terá esta mulher tantos anticorpos nos Estados Unidos. É claro que a leitura deste livro ajudou-me a perceber algumas coisas. Confessa admiradora de Eleanor Roosevelt, uma dama de ferro do seu tempo, Hillary sempre recusou o papel apagado de first lady e protagonizou lutas políticas importantes, como a da reforma do sistema de saúde, que a levou a percorrer o país em campanha. Este estilo interventivo contribuiu para a imagem de mulher individualista e ambiciosa que mantém até hoje (mas não serão estes defeitos adequados a uma putativa presidente dos Estados Unidos?).
Creio que foi depois do caso Lewinsky que ela ganhou a alcunha de cold bitch. Só porque não derramou uma lágrima em público, não se deixou abater, nem se divorciou de Bill Clinton. Diz ela que durante a sua campanha para o Senado ainda havia mulheres que lhe cobravam o facto de não se ter separado do marido, considerando que essa decisão estava em flagrante contradição com o que ela representava para a opinião pública.
O mais interessante no testemunho de Hillary é perceber até que ponto os players da política têm que lutar para não serem instrumentalizados. Enfim, ela não nos conta nada que não saibamos, mas a vantagem que este relato tem sobre a ficção de muitos filmes que versam o tema é que nos aproxima dessa realidade através de pequenos episódios do quotidiano. Episódios tão insignificantes e triviais que podemos comprar pelo seu valor facial, pois certamente não foram objecto de distorção.
É uma forma muito feminina de contar uma história. Constantemente convocadas para cuidar de detalhes, as mulheres têm mais facilidade em cruzar o acessório com o essencial, compondo retratos fiéis dos factos que pretendem descrever.
Além de nos ajudar a conhecer melhor a mulher que quer ser dona do mundo, “Minha História” dá-nos ainda como bónus o testemunho privilegiado (embora parcial) do que foram os oito anos da administração Clinton na Casa Branca. Recomendo.


* O meu título inspira-se numa citação que Hillary faz, neste livro, de Eleanor Roosevelt, a sua musa inspiradora:  “Uma mulher é um saquinho de chá. Não se sabe até que ponto é forte até estar em água quente”.



Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com




Notícias

A Batalha
D. Notícias
D. Económico
Expresso
iOnline
J. Negócios
TVI24
JornalEconómico
Global
Público
SIC-Notícias
TSF
Observador

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários recentes

  • Anónimo

    Portugal, iniciou a sua auto destruição em 1/2/190...

  • Anónimo

    Assim vai o "regime". Eis o retrato da 3ª Repúblic...

  • Anónimo

    E por ex., em relação aos Papas, em sua opinião co...

  • Anónimo

    Achei um texto tão acertivo , logo no título, que ...

  • Anónimo

    Tudo bem desde que a sucessão não caia num Harry.....


Links

Muito nossos

  •  
  •  
  • Outros blogs

  •  
  • Links úteis


    Arquivo

    1. 2021
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2020
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2019
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2018
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2017
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2016
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2015
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2014
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2013
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2012
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2011
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2010
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D
    157. 2009
    158. J
    159. F
    160. M
    161. A
    162. M
    163. J
    164. J
    165. A
    166. S
    167. O
    168. N
    169. D
    170. 2008
    171. J
    172. F
    173. M
    174. A
    175. M
    176. J
    177. J
    178. A
    179. S
    180. O
    181. N
    182. D
    183. 2007
    184. J
    185. F
    186. M
    187. A
    188. M
    189. J
    190. J
    191. A
    192. S
    193. O
    194. N
    195. D
    196. 2006
    197. J
    198. F
    199. M
    200. A
    201. M
    202. J
    203. J
    204. A
    205. S
    206. O
    207. N
    208. D