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As coisas são o que são

por Pedro Correia, em 01.06.08

 

 

1. Manuela Ferreira Leite chega a líder do PSD numa eleição directa, método de escolha a que sempre se opôs.

2. Manuela Ferreira Leite chega a líder do PSD devido a uma clamorosa falha estatutária. A leitura do resultado permite concluir que seria claramente derrotada se houvesse segunda volta.

3. Manuela Ferreira Leite ficará em minoria nos órgãos nacionais, mesmo contando com as célebres "inerências", tão relevantes num partido como o PSD.

4. Manuela Ferreira Leite bem pode agradecer a Luís Filipe Menezes a forte ajuda que lhe deu ao anunciar que não votaria nela.

5. Alguém se lembra de uma só ideia expressa por Manuela Ferreira Leite durante a campanha interna? Eu também não. Haja fé.

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Rota de solidão

por Pedro Correia, em 31.05.08

Manuela Ferreira Leite, com apenas 37,91% dos votos dos militantes e sem assento na Assembleia da República, prepara-se para governar um partido dividido em três. Não lhe gabo a sorte.

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Mau perder

por Pedro Correia, em 31.05.08

 

Algumas frases que Pacheco Pereira escreveu há oito meses no seu blogue, a 29 de Setembro de 2007, poucas horas após Luís Filipe Menezes ter vencido a eleição para líder do PSD.

- "Em matéria do PSD este é o blogue do mau perder. Direi mais ainda, do péssimo perder. E continuará assim até a bandeira ficar direita, se é que alguma vez fica direita."

- "Uma coisa que morreu ontem: os últimos restos do processo de refiliação de Rui Rio, os últimos restos de alguma moralização da vida interna para garantir a democracia dentro do partido."

- "A blindagem contra surpresas futuras vai ser total, porque eles não brincam em serviço. Se alguém pensa que Manuelas Ferreira Leite, Rios, Relvas, ou seja lá quem for podem ganhar alguma vez contra alguns daqueles profissionais, está bem enganado."

- "O PSD tinha até ontem uma crise de afirmação, mas estava a atenuar a crise de credibilidade. Hoje voltou em pleno à crise de credibilidade, e vai continuar a ter a crise de afirmação."

- "A outra razão pela qual Menezes ganhou, a mais importante para os votos que obteve, tem a ver com a incapacidade do PSD suportar mais tempo de oposição e ter "pressa" de chegar ao poder. Por isso acredita no Houdini, no milagre salvador."

 

Convém ter memória. Há oito meses foi assim: Menezes, que acabara de vencer a eleição por 56%, não teve um momento de trégua interna. O que sucederá agora a Manuela Ferreira Leite, com uma vitória bem mais escassa? Não custa vaticinar. Reparem nas setas, lá em cima - viradas para baixo. Onde terei eu já visto este filme?

 

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Mais do mesmo

por Pedro Correia, em 29.05.08

Nas questões cruciais, Manuela Ferreira Leite já manifestou apoio ao actual Governo. Aplaudiu a consolidação orçamental conduzida por Teixeira dos Santos. Defendeu a celebração de pactos PS-PSD para a justiça, segurança interna e leis eleitorais. Considerou "absolutamente essencial" a reforma da rede hospitalar encabeçada pelo anterior titular da Saúde, condenando a reacção "emotiva" do PSD: nisto foi ultrapassada por muitos socialistas e pelo próprio José Sócrates, que afastou Correia de Campos. E destacou a "coragem da ministra da Educação para levar a cabo as reformas". No auge da contestação aos professores, chegou mesmo a incentivar José Sócrates a "fazer o que interessa ao País" sem se preocupar com "questões eleitorais".

Se for eleita para a presidência dos sociais-democratas, Sócrates tem todos os motivos para ficar satisfeito: em nenhum aspecto essencial a ex-ministra das Finanças se distingue da actual gestão socialista. É apenas mais do mesmo.

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Groucho Marx no PSD

por Pedro Correia, em 28.05.08

As primárias no PSD revelam que neste partido cresce exponencialmente a cartilha marxista - tendência Grocho. "Estes são os meus princípios. Se não gostarem, tenho outros", dizia o genial mestre da comédia norte-americana. Nada define tão bem a campanha em curso no partido laranja rumo a coisa nenhuma. Como o futuro próximo amplamente demonstrará.

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Sem chama

por Teresa Ribeiro, em 22.05.08

 

Estou curiosa. Será possível vencer uma campanha sem o barulho das luzes a que o eleitorado já se habituou? É suicídio ir para a estrada sem o apoio de uma agência de comunicação? Em breve descobriremos, mas até lá pergunto-me o que levou Manuela Ferreira Leite a agir assim. Trata-se de falta de empenhamento, ou como já foi aqui escrito, de arrogância? Também pode ser uma estratégia. Uma estratégia pensada para parecer que não o é...
Como observadora, o que me interessa mais é saber qual vai ser o resultado desta experiência. Sim, porque chamem-lhe o que chamarem, esta decisão de participar numa campanha eleitoral sem recorrer a todos os meios que o marketing coloca à disposição dos políticos é sobretudo uma experiência. E uma experiência de risco.
Convenhamos que o actual cenário de desmoralização pública do PSD seria o único plausível para que se tentasse uma abordagem tão minimalista e contra-corrente. Esta quase não-campanha no actual contexto poderá, por contraste com a dos seus oponentes, reforçar a imagem de credibilidade apetecida por quem deseja ver, acima de tudo, o prestígio do seu partido de volta. Sócrates, com quem tanto a costumam comparar, acaba, involuntariamente de lhe dar uma ajudinha com a última "derrapagem" no voo para a Venezuela, distanciando-se ainda mais da imagem de verticalidade que MFL passa tão bem.
Os militantes do PSD que pensam que abrir caminho a Manuela Ferreira Leite para Primeiro Ministro é apenas mudar algo para que tudo fique na mesma, distingui-la-ão de Sócrates justamente no plano ético. Se as propostas ou o perfil dos outros candidatos à liderança do PSD lhes suscitarem dúvidas, poderão até não amar Manuela, poderão até antever, num governo chefiado por ela, a continuação das políticas de Sócrates, mas votarão, sem entusiasmo, na dama de ferro, premiando não o que propõe para o partido e para o país, muito menos o seu desempenho no passado, mas apenas o seu carácter. Não por acaso, é esta a principal bandeira da sua não-campanha.
 

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