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Poupem-me este Egipto Lorosae

por Maria Teixeira Alves, em 04.02.11

 

 

Recebi, através do Facebook, o seguinte convite para um "evento" de nome arabesco: Tahir Square em Lisboa

 

Dizia o seguinte: "Prepara-se para este Sábado uma demonstração global de solidariedade para com os manifestantes pacíficos e corajosos que estão nas ruas do Egipto a tentar resgatar-se de uma ditadura de 30 anos. Nós, em 1974, seguimos o MFA. Eles vieram para as ruas e aguardam ainda que o exército os siga. Juntamo-nos a eles na Praça do Município, morada dos representantes da nossa cidade".
POUPEM-ME.
E eu tenho a dizer que nós cá temos mais pelo que nos manifestarmos. Os Portugueses não lutam por nada. A Greve Geral foi um flop, ninguém nas ruas. Aos portugueses tiram-lhe fatias do ordenado, aumentam-lhes os impostos. Sofrem com a inflação, apesar de não serem aumentados durante anos, tiram-lhes os medicamentos e espetam-lhes taxas na saúde. O desemprego é o mais alto de sempre. E nunca se viu uma manifestação a sério nas ruas. Nunca enfrentam o verdadeiro poder instalado, e depois são muito solidários com causas longínquas, assim tipo Egipto e Timor Lorosae! Assim é fácil ser corajoso...

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Prenúncios maus

por José Mendonça da Cruz, em 04.02.11

 

Ontem, num acesso de suprema idiotia, a RTP deu no seu jornal de horário nobre uma reportagem sobre como é difícil e perigosa a vida dos repórteres no Egipto. É como se, no meio de uma insurreição que pode mudar todo o Médio Oriente, os almeidas do Cairo se viessem queixar de que os motins fazem muito lixo.

 

Em momentos mais serenos e racionais, comentadores e analistas vão bordando incógnitas sobre como isto acabará, este aqui quanto vale, aquele ali quem é.

Eu prefiro ouvir Israel, que cura bem dos seus interesses, está bem informado na sua defesa (na sua sobrevivência perante perigos mortais), vive na zona e conhece-a, e, além disso, me suscita a simpatia de ser uma democracia no meio de ditaduras assassinas. E Israel diz assim: que há um plano-mestre do Irão e que vamos presenciar um dominó; que a Irmandade Muçulmana mandará e não terá contemplações com os que hoje se julgam seus aliados; que à Tunísia e ao Egipto se seguirão Líbia, Jordânia, Argélia, Síria. Síria, Egipto, Líbia, Tunísia, Argélia, são praticamente a margem sul do Mediterrâneo.

Parece-vos longe? Não, pois não?

 

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Poderão os países árabes viver em democracia?

por Maria Teixeira Alves, em 02.02.11

O que distingue este movimento, que eclodiu nestes países árabes, das revoluções pela democracia na América Latina e na Europa, é que estas revoluções árabes não têm direcção, nem organização, nem programa.

Pode ser que este seja o primeiro dia do resto da vida dos países árabes, que têm estado entalados entre as ditaduras laicas e o fundamentalismo religioso.

 

 

Mas é preciso perguntar:

 

O que há para lá de Mubarak? A Irmandade Muçulmana é o grupo mais organizado da oposição no Egipto. Quem é a Irmandade Muçulmana?  A Irmandade Muçulmana atacou o turismo através de grupos saídos das suas fileiras e o turismo faz viver dois a três milhões de famílias egípcias.

Este grupo anunciou que iria juntar-se aos manifestantes anti-Mubarak que têm abalado o regime egípcio nos últimos dias. Os especialistas não acreditam que este grupo, meio clandestino, seja governo. No entanto a Irmandade consegue fazer eleger vários deputados que se candidatam como independentes.

 

O que há para lá de Ben Ali? A Tunísia está sob um governo de União Nacional, desde a queda e fuga de Ben Ali. Liderado provisoriamente e até às eleições por Mohamed Ghannouchi. Mas nem por isso a violência parou na Tunísia. Nas ruas de Túnis há uma forte oposição ao governo de transição por incluir pessoas do partido de Ben Ali, o RCD. Desde a queda de Ali, foram constituídos três partidos que se preparam para disputar o poder. São eles: o Tunísia Verde, de Abdelkader Zituni, o Partido Socialista de Esquerda, de Mohamed Kilani, e o Partido do Trabalho Patriótico e Democrático, de Abderrazek Hamami.

 

Já há apelos a uma revolução esta sexta-feira na Síria, a que chamam o "Dia da Ira Síria".

Pode isto ser uma viragem estrutural do mundo árabe para a democracia? Ou é isto o rastilho para uma guerra no mundo árabe?



Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com




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