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O estilo jugular

por João Távora, em 24.03.10

 

Este enigmático texto de António Nogueira Leite, que venho a saber posteriormente por aqui, é a respeito duma pessoa que prezo e cuja coerência admiro, reflecte uma inusitada vulgaridade que na minha opinião nenhum combate politico justifica. Muito menos por parte daqueles que, sendo do mesmo partido, partilham uma mesma causa e um mesmo adversário. Pena é que, apesar das declarações de princípios e profissões de fé, se reproduza assim num blogue que se quer respeitável o que mais intestino e insidioso caracteriza uma certa classe política.

De resto, este tom jugular em nada desmerece o estilo a que nos vimos habituando desde há alguns anos com a "ascensão", ou “preparação” como muitos lhe chamam, de Pedro Passos Coelho na conquista do PSD, que assim vem deixando indeléveis fracturas e profundas feridas, que suspeito, pagará a prazo com língua de palmo. Por mais que agora venha reclamar tréguas e unidade.

Meeedo, muuito meeeedo!

por João Távora, em 16.03.10

 

É no mínimo duvidoso o exagerado interesse despertado à entourage do poder as disputas eleitorais no PSD, particularmente obstinada com Paulo Rangel. Que estranha força possui este candidato, qual o fenómeno que tanto descontrola e faz espumar os cães de fila do governo Sócrates?

Um debate animador

por José Mendonça da Cruz, em 04.03.10

 

Animador, muito animador o debate, hoje, às 22 h, na SicNotícias, entre Paulo Rangel e Aguiar Branco. Ou, como Ricardo Costa e António Costa Pinto disseram depois: «O PS não tem razões nenhumas para rir com nenhum dos candidatos.»

Animador, primeiro, porque desta vez não resta ao PS - nem como piada forçada - a alegação de que no PSD continua a tragicomédia da liderança, por oposição aos conflitos internos do próprio PS que são sempre apresentados como «rico debate interno». Não, hoje vimos dois candidatos de grande qualidade, discutindo, combativos, mas claramente do mesmo partido. Aguiar Branco surpreendente; Paulo Rangel melhor, mas ainda insuficiente.

Animador, porque há ali ideias e possibilidade para o líder que for eleito de contar com o outro. E há ali ideias sérias (seriedade, essa noção saudosa) de governação.

Animador, por fim (para mim, ao menos), porque talvez, afinal, a vitória de Passos Coelho seja cada vez menos certa.

Preconceito meu? Conceito prévio a estes debates, sem dúvida. Ideia concebida depois de previamente julgar o percurso de Passos Coelho, os seus apoios, as suas repetidas intervenções nos piores momentos para o PSD e nos melhores para ajudar o PS e os orgãos de comunicação, e - também, sim, penosamente - depois da leitura da imensa vacuidade do seu livro.

Mais do mesmo

por João Távora, em 04.03.10

 

Consciente de que se encontra muito perto de alcançar o gabinete em S. Bento caído do céu, Pedro Passos Coelho vem adoptando um discurso empastelado, claramente condicionado pelos cinzentos chavões do politicamente correcto e das sôfregas clientelas do regime. Numa postura excessivamente plástica, não se lhe detecta qualquer brilho de sonho ou rasgo de imaginação. De resto, assumidamente “progressista” quanto às questões fracturantes, também nesse campo promete um posicionamento de continuidade. 

Perante o atoleiro de desmoralização e falência económica em que o país de encontra, parece-me que Pedro Passos Coelho é a liderança social democrata que liberta (e divide) mais o espaço à sua direita acabando por favorecer uma estratégia de maior afirmação por parte do CDS, assim queira esse partido reforçar um discurso de ruptura. 

Resposta a um modelo de objectividade e virtudes

por José Mendonça da Cruz, em 03.03.10

 

Luís Naves, daqui, sentiu muita vergonha da minha «análise» (aspas dele) sobre o debate Paulo Rangel / Passos Coelho, decretou que ela é um exemplo de como o debate na blogosfera está «abaixo de cão», acha (em sentido diametralmente oposto) insuportável a superioridade do meu tom, proclama que eu fiz uma leitura em que um é bom e o outro horrível, e sentencia que eu não percebi nada.

Há, de facto, coisas que eu percebo muito mal.

A primeira, é que se arvore em juiz da elevação dos debates quem começa por sugerir que o meu post está «abaixo de cão» e se apresenta como modelo de objectividade apodando de «vergonha» as posições contrárias.

A segunda, é que Luís Naves confunda o que chama «análise», com aspas dele, com o que é opinião, sem aspas minhas nenhumas. E que esteja tão desconfortável com o debate e o português que confunda polemização com «tom de superioridade».

A terceira, é que Luís Naves, afinal, tenha lido o meu post à pressa. É que não só não aborda nem uma das minhas críticas a Passos Coelho (que ecoa posições do governo sobre finanças regionais, educação e críticas à claustrofobia democrática), como não reparou que eu critiquei duramente Rangel e a sua impreparação. Se calhar foi por isso que achou que eu não tinha percebido nada.

Rangel e uma espécie de Sócrates

por José Mendonça da Cruz, em 02.03.10

Decepcionante o debate, hoje às 22, na Sic Notícias, entre dois candidatos à liderança do PSD, entre Paulo Rangel e uma espécie de Sócrates.

Rangel reclamou a ruptura; a espécie de Sócrates, apesar de querer «Mudar», defendeu a distensão.

Rangel defendeu reformas profundas na Educação; a espécie de Sócrates disse que se fez muito.

Rangel falou de claustrofobia; a espécie de Sócrates disse que falar disso prejudicou o governo nos mercados.

Rangel apoiou Jardim e a Madeira, a espécie de Sócrates continuou a defender (agora até já mesmo sem o apoio socialista) que dinheiro para a Madeira é um mau sinal para a austeridade necessária.

Mas Rangel esqueceu-se que as espécies de Sócrates, embora possam ter a alma vazia, têm um discurso cheio e fluente; Rangel esqueceu-se de dar as linhas mestras do que pensa, além de esmiuçar pormenores avulsos; Rangel esqueceu-se de que o brilho cosmético pode ser mais visível que o brilho intelectual; Rangel esqueceu-se de que o especial tipo de mansidão cultivado pelas espécies de Sócrates apenas pretende desprevenir o adversário para os golpes baixos que vão semeando.

Rangel precisa, de facto, de preparar-se muito melhor.

 



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