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Isto é aqui só a gente a conversar

por João Távora, em 13.11.15

De repente toda a gente se esqueceu que o regime é semi-presidencialista.
Quer no funcionamento. Quer na legitimidade democrática. Deputados, através dos partidos,  e Presidente da Republica têm de atingir um nível de entendimento pelo menos tácito para a nomeação do PM - para isso é que servem as audições aos partidos -, pressupondo que os partidos, através dos seus deputados vão deixar passar o governo. Isto envolve uma coisa que não está escrita na Constituição:  Sentido de Estado.
Se o PR não consegue esse nível tácito prévio e impõe um PM  que  aos deputados só resta rejeitar, isso não significa  que os Deputados poderão ter a veleidade de impor ao PR um outro PM  alternativo  em resposta vingativa sem a concordância prévia, pelo menos tácita, do PR.
Porque o entendimento tácito funciona nos dois sentidos. E apura-se através de sinais, mesmo quando não há declarações expressas. 
É necessário o acordo de ambos os dois - como diria o outro.
A legitimidade democrática é, pelo menos, de igual intensidade - ambos, deputados e PR são eleitos por voto directo. Aliás, os teóricos destas coisas até entendem que a maior legitimidade democrática é  a do Presidente por ser unipessoal, universal e directa. E Funcional, devido ao facto do PR estar colocado no topo da hierarquia. É o último elo da cadeia de poder. Por muito que custe ás guinchadoras, a legitimidade democratica e funcional delas é menor. E a educação também, como é manifesto.
Ademais, a legitimidade politica do acordo de coligação da esquerda nem servia para um aluno do primeiro ano de ciencia politica. Aquilo é igual a nada. Como a questão da TAP começou imediatamente a demonstrar. O PCP já apanhou o PS com as calças na mão.

 (Obviamente que o PS sempre concordou com a privatização da TAP, vai dizendo umas coisas de esquerda só porque sim, só para fazer o seu papel. Quanto muito há pessoas dentro do PS que gostariam de ter sido elas a fazer a privatização apenas por causas das fotocópias.)

E do ponto de vista pessoal, Partidos politicos, dirigentes politicos que há dez anos têm andado a insultar institucionalmente a presidencia da republica dirigindo insultos pessoais ao Presidente, pondo em causa a dignidade pessoal, as faculdades intelectuais e mentais, tratando-o de atrasado mental para baixo, dirigentes que  no entusiasmo  das manifestações  atingem com insultos a família do Presidente, esperam agora tratamento de favor ?
Aquilo que Mario Nogueira e restantes parasitas - porque não lhes é conhecido trabalho certo -   fizeram a Cavaco em certo 10 de Junho está na memória de muita gente. E na de Cavaco também. Era o que faltava Cavaco dar posse ao governo de Costa para reverter as privatizações em curso que só serviriam para atrasar o país com o único efeito útil de garantir o tacho aos amigos do senhor Mário Nogueira.
Cavaco não vai permitir o Reviralho. 
Ademais, Cavaco só é politicamente responsável até ao fim do seu mandato. Sabemos que Sampaio não fez isso. Teve o cuidado de largar o poder deixando um psicopata ladrão no poder. Mas Cavaco só tem que gerir o País até ao final do seu período. O novo Presidente que resolva a crise. Aliás, as eleições presidenciais ficam muito mais claras: cada candidato tem que esclarecer como pretende resolver o impasse institucional. (até o Prof Marcelo vai ser obrigado a assumir uma posição e deixar de andar a passar pelos intervalos da chuva).
Daí que para desgosto das Esquerdas e de Passos Coelho, vamos ficar com um governo em duodécimos, o que tem a vantagem de controlar os danos norçamentais.
Eu fico com o desgosto de levar com o ministro dos sacos de plasticos e aquele novo das cheias. Pessoalmente serão pessoas amabilíssimas, não sei, não conheço, mas na TV estão tremendamente longe de resultar. Cá em casa mudamos de canal. 
Pena são os 207 mil empregos que o Costa ia criar.

Da caixa de comentários

Ass.: Carneiro

 

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Sobre o debate*

por João Távora, em 10.09.15

Foi um suplício assistir àquela seca e confesso que houve momentos em que mudei de canal. É extraordinário como o Passos Coelho não conseguiu desmontar com uma frase, nem é preciso mais, a "obra" do Costa na Câmara de Lisboa. A Câmara de Lisboa é a entidade mais subsidiada do país, só tem de fazer obras, pagar a funcionários, e quando se lhe acaba o dinheiro vai pedir ao Governo. Alguma vez isso é modelo para o país? Portugal não funciona assim, muito menos agora com as regras do Tratado Orçamental. O Costa diminuiu a dívida da Câmara devido a uma receita extraordinária, ainda por cima por uma decisão do Governo, não foi mérito da gestão socialista da Câmara. Então a esquerda anda a atacar o Governo com as privatizações e o Primeiro-ministro deixa passar esta? Só se lembrou da venda dos terrenos do aeroporto no final do debate e mesmo assim deixou o Costa ficar com a última palavra.

Foram várias as vezes que dei um murro no sofá de frustração porque o Costa não levou a resposta que devia. O PS é um partido unipessoal que vive da imagem do seu líder e da construção mediática em torno da sua "obra" na Câmara de Lisboa. A sua imagem passa incólume à forma como tratou António José Seguro e como agora despreza José Sócrates (não que isso me interesse, porque estão os dois bem um para o outro), apesar de ter tido o seu apoio e financiamento para chegar à liderança do PS. Isto diz muito da personalidade de António Costa. Já nem falo no Costa Ministro da Justiça, nomeadamente na sua intervenção no processo Casa Pia e nas alterações à Lei na sequência desse processo, ou na sua megalomania como Ministro da Administração Interna, entregando à GNR lanchas rápidas para vigilância marítima, obrigando o país a gastar ainda mais dinheiro devida à duplicação de meios (felizmente que não teve tempo de fazer mais asneiras...).

A demagogia e a aldrabice ficaram patentes na forma como descreve os efeitos da austeridade imposta pelos credores, omitindo porque é que Portugal ficou sem dinheiro e a Troika tutelou Portugal durante três anos. Além disso, todo o programa socialista é um exercício bacoco efectuado por economistas supostamente competentes, evidenciando o vazio que é o PS neste momento. Tal não é nada de diferente em relação ao que Guterres havia feito com os Estados Gerais, e depois foi o que se viu.

Não gostei da falta de intensidade e da dispersão do Primeiro-ministro. A mensagem tem de ser clara e concisa. O adversário não pode ficar sem resposta, os "moderadores" que se lixem. A esquerda está a usar as perguntas nos debates para fazer acusações e depois o Passos e o Portas têm de se ficar e só responder para o futuro? Não pode ser. Já na terça-feira com a bloquista foi a mesma coisa. Ela não apresentava medidas, só fazia acusações e queixinhas, e quando chegava a vez do Portas a "moderadora" queria que este só falasse no futuro e não pudesse rebatar a outra.

Não é possível construir o futuro sem entender o passado e por isso não se pode deixar o PS passar por entre os pingos da chuva na matéria da dívida, do Euro ou da integração europeia. Não se pode mudar tantas vezes de posição como o PS mudou. Não se pode ser pró-Syriza num dia e no outro já nem conhecer os gregos (não admira que o Costa faça o mesmo ao Sócrates...), não se pode ser europeísta quando a Europa nos financia o modo de vida e passar a ser "nacionalista" quando as regras ficam mais apertadas, não nos podemos queixar do "protectorado" quando temos de reduzir a dívida e já não nos importarmos quando nos obrigam a receber refugiados sem qualquer critério. Os hipócritas e os cínicos podem. O PS pode, à cara podre, por isso é que não merece confiança nenhuma.

 

* De um comentador anónimo, retirado daqui

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Progresso mesmo

por João Távora, em 29.09.11

 

... é os cubanos poderem comprar carro e as mulheres sauditas votar.

 

Créditos: Lawrence

 

Comentário de João Quaresma no facebook: 

 

A próxima etapa será os cubanos poderem votar e as mulheres sauditas conduzirem um carro.

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