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Domingo de Páscoa

por João Távora, em 21.04.19

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas 


No primeiro dia da semana, ao romper da manhã, as mulheres que tinham vindo com Jesus da Galileia foram ao sepulcro, levando os perfumes que tinham preparado. Encontraram a pedra do sepulcro removida e, ao entrarem, não acharam o corpo do Senhor Jesus. Estando elas perplexas com o su¬cedido, apareceram-lhes dois homens com vestes res¬¬plandecentes. Ficaram amedrontadas e inclinaram o rosto para o chão, enquanto eles lhes diziam: «Porque buscais entre os mortos Aquele que está vivo? Não está aqui: ressuscitou. Lembrai-vos como Ele vos falou, quando ainda estava na Galileia: ‘O Filho do homem tem de ser entregue às mãos dos pecadores, tem de ser crucificado e ressuscitar ao terceiro dia’». Elas lembraram-se então das palavras de Jesus. Voltando do sepulcro, foram contar tudo isto aos Onze, bem como a todos os outros. Eram Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago. Também as outras mulheres que estavam com elas diziam isto aos Apóstolos. Mas tais palavras pareciam-lhes um desvario e não acreditaram nelas. Entretanto, Pedro pôs-se a caminho e correu ao sepulcro. Debruçando-se, viu apenas as ligaduras e voltou para casa admirado com o que tinha sucedido. 


Palavra da salvação. 

 

Ilustração: pintura de Raffaellino del Garbo (1466 - 1524)

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Os valores ocidentais, graças a Deus

por Corta-fitas, em 20.04.19

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Esta Semana Santa tem sido pródiga em declarações de esperança de que a catedral de Notre Dame pode ser ressuscitada. É esta a lição da Páscoa: que a vida pode surgir da morte. Ao contrário da Torre Eiffel, o outro grande símbolo de Paris, Notre Dame, proporciona aos franceses a evidência de que a sua república moderna e secular tem as fundações profundamente enraizadas na Idade Média. Notre Dame foi sempre mais do que um conjunto de pedra e vitrais. É também um monumento a um passado especificamente Cristão.

 

No verão passado, um dos cientistas mais conhecidos a nível mundial, um homem famoso pelas suas polémicas contra a religião e pelos seus escritos sobre biologia evolucionária, sentou-se noutra catedral, Winchester, a ouvir os sinos. ‘Muito melhor que o som agressivo de “Allahu Akhbar”,’ partilhou no Twiter Richard Dawkins. ‘Ou será apenas a minha formação cultural?’ Uma preferência por sinos da igreja face ao som dos Muçulmanos a rezar a Deus não surge por magia. Dawkins — sendo agnóstico, secularista e humanista – partilha em absoluto os instintos de uma pessoa criada numa civilização Cristã.

 

Talvez então a dívida do Ocidente contemporâneo à Cristandade seja mais profundamente enraizada do que muitos  - crentes e não crentes – possam pensar.

 

Hoje, à medida que a maré de poder e influência do ocidente se esvazia, as ilusões dos liberais Europeus e Americanos estão em risco de ficar encalhadas. Muitos dos que procuraram classificá-las como universais, provaram nunca ter sido nada disso. Os livres pensadores, que fazem troça da própria ideia de Deus como uma fada do céu, um amigo imaginário, ainda mantêm tabus e costumes que derivam evidentemente do Cristianismo. Em 2002, em Amesterdão, o Congresso Humanista Mundial afirmava ‘o valor, a dignidade e a autonomia do indivíduo e o direito de cada ser humano à maior liberdade possível compatível com os direitos dos outros’. No entanto esta — apesar da ambição referida pelos humanistas de proporcionarem  ‘uma alternativa à religião dogmática’ — não era mais do que uma declaração de crença. O pressuposto humanista de que o ateísmo e uma preocupação pela vida humana são complementares é apenas isso: um pressuposto. Que base – além da mera sentimentalidade – existe para o defender? Talvez, como referido no manifesto humanista – através da ‘aplicação dos métodos da ciência’. No entanto, isto é tanto um mito como a história bíblica de que Deus criou a humanidade à sua imagem. Não é a verdade que a ciência oferece aos moralistas, mas um espelho. Os racistas identificam-se com valores racistas; os liberais com valores liberais. O dogma primordial do humanismo — ‘que  a moralidade é uma parte intrínseca da natureza humana e uma preocupação para os outros’ — não encontra mais corroboração na ciência do que o dogma dos Nazis de que qualquer pessoa que não fosse apta para a vida devia ser exterminada. A fonte dos valores humanistas não reside na razão, no pensamento baseado na evidência, mas no passado, e especificamente na história do modo como um culto inspirado pela execução de um criminoso obscuro num império há muito desaparecido surgiu para se tornar – como o grande académico Judeu Daniel Boyarin o apresentou - ‘o  mais poderoso dos sistemas culturais hegemónicos na história do mundo’.

 

A história da Páscoa centra-se no coração desta narrativa. A crucificação, na opinião de intelectuais Romanos, não era um castigo como os outros. Era particularmente adequado aos escravos. Ser crucificado nu, sem poder afastar os pássaros que gritam, ‘numa agonia prolongada’, como o filósofo Séneca o apresenta, ‘tumefacto, com marcas horrendas nos ombros e no peito’, era o pior de todos os destinos. No entanto, na exposição do crucificado ao olhar do público residia um paradoxo. O odor da sua desgraça era de tal forma fétido que muitos se sentiam contaminados só por ver uma crucificação. Certamente, poucos paravam para pensar sobre isso em detalhe. A ordem, a ordem amada pelos deuses e cumprida pelos magistrados investidos com toda a autoridade do maior poder na terra, era o que importava — não a eliminação dos vermes que a punham em causa. Algumas mortes eram tão vis, tão sórdidas, que o melhor era passar completamente um véu sobre elas.

 

A surpresa, então, não se prende com o facto de termos tão poucas descrições pormenorizadas na literatura antiga do que uma crucificação poderia realmente envolver, mas antes de termos algumas. No entanto, entre o silêncio generalizado, há uma excepção principal que comprova a regra. Quatro descrições detalhadas do processo pelo qual um homem podia ser condenado à cruz, e sofrer o seu castigo, sobreviveram da antiguidade. Estas descrições são encontradas, claro está, no Novo Testamento. Não há razão para duvidar dos seus pontos essenciais. Mesmo os historiadores mais cépticos tendem a aceitá-las. Nas palavras de um dos mais conceituados, Geza Vermes, ‘A morte de Jesus de Nazaré na cruz é um facto estabelecido, possivelmente o único facto comprovado sobre ele.’

 

Mais controversas, claro, são as histórias sobre o que aconteceu a seguir. Que as mulheres, indo até ao sepulcro, encontraram a pedra da entrada movida. Que Jesus, ao longo dos 40 dias seguintes, apareceu aos seus seguidores, não como um fantasma ou um cadáver reanimado, mas ressuscitado numa nova forma gloriosa. Que subiu ao céu e deverá voltar um dia. O tempo viu-o aclamado, não apenas como homem, mas como Deus. Ao enfrentar o destino mais angustiante que se possa imaginar, tinha conquistado a própria morte. ‘Por isso mesmo é que Deus o elevou acima de tudo e lhe concedeu o nome que está acima de todos os nomes, para que, ao nome de Jesus, se dobrem todos os joelhos, os dos seres que estão no céu, na terra e debaixo da terra…’

 

A completa estranheza de tudo isto, para a grande maioria das pessoas no mundo Romano, não reside na noção de que um morto se pode tornar divino. A fronteira entre o celeste e o terrestre era vastamente considerada permeável. A divindade, no entanto, era para os maiores entre os grandes: para vencedores, e heróis, e reis. A sua medida era o poder para torturar os seus inimigos, e não sofrer a tortura por si próprio. Mesmos os Cristãos nos primeiros anos do culto, poderiam vacilar ao encarar de frente a forma da morte de Jesus. Tinham as mesmas conotações da crucificação que todos os outros. Paulo, o mais bem sucedido e influente dos primeiros missionários, descreveu prontamente a execução de Cristo como um ‘escândalo’. A vergonha foi sentida por muito tempo. Apenas séculos depois da morte de Jesus começou a sua crucificação a surgir como um tema aceitável para os artistas. No ano de 400 DC a cruz começava a deixar de ser vista como uma coisa vergonhosa. Banida como um castigo décadas antes por Constantino, o primeiro imperador Cristão, a crucificação começou a ser encarada pelo povo Romano como um sinal de triunfo sobre o pecado e a morte. Um artista, ao esculpir a cena em marfim, poderia representar Jesus com tanga esfarrapada como um atleta. Não parecendo derrotado, seria apresentado não menos musculado ou dilacerado que os deuses antigos.

 

Nós somos os herdeiros de uma forma posterior, mais inquietante, da crucificação de Cristo. O Jesus pintado ou esculpido por artistas medievais, torcido, ensanguentado, a morrer, foi uma vítima de tortura, tal como os carrascos originais teriam reconhecido. A reposta ao espectáculo, foi retirada da mistura de repulsa e desdém que tinha sido atribuída pelos antigos à crucificação. Os Cristãos na Idade Média, quando viam uma imagem do seu Senhor na cruz, com os pregos cravados nos tendões e ossos dos pés, com os braços estendidos de tal forma que pareciam arrancados dos ombros, com a cabeça coroada de espinhos caída sobre o peito, não sentiam desprezo, mas compaixão, pena, e medo. Que o Filho de Deus, nascido de uma mulher e condenado à morte como um escravo, tivesse morrido sem reconhecimento dos seus juízes, era uma reflexão digna de fazer parar mesmo o monarca mais poderoso. Este conhecimento não podia deixar de introduzir nas consciências dos Cristãos medievais uma suspeita visceral e extraordinária: que Deus estava mais próximo dos frágeis que dos poderosos, dos pobres que dos ricos. Qualquer pedinte, qualquer criminoso, poderia ser Cristo. ‘Assim os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos.’

 

O Cristianismo tinha revelado ao mundo uma verdade extraordinária: que ser a vítima poderia ser uma fonte de força. Ninguém nos tempos modernos viu isto mais claramente que o crítico mais brilhante e mais implacável da religião. Foi devido ao Cristianismo que Friedrich Nietzsche escreveu, ‘a medida da compaixão de um homem pelos humildes e pelo sofrimento passa a ser a medida da elevação da sua alma’. Os lugares do poder da cultura ocidental podem agora estar ocupados por pessoas que descartam o Cristianismo como superstição; mas os seus instintos e pressupostos não deixam de ser menos Cristãos por isso. Se Deus está de facto morto, então a sua sombra, imensa e terrível, continua a cintilar mesmo com o seu cadáver já frio. O Cristo ressuscitado não pode ser evitado simplesmente recusando acreditar nele. Que os perseguidos e desfavorecidos têm queixas face aos privilegiados — amplamente dado como certo hoje em todo o Ocidente — não é remotamente uma verdade evidente. As condenações do Cristianismo como patriarcal, ou repressivo, ou hegemónico decorrem de um conjunto de valores que em si próprios não são nada se não forem Cristãos.

 

A familiaridade com a história da Páscoa dessensibilizou-nos face ao que Paulo e Nietzsche, de duas formas muito diferentes, reconheceram instintivamente naquela: um escândalo. A cruz, a ferramenta antiga do poder imperial, permanece o que sempre foi: o símbolo apropriado de uma transfiguração na história da humanidade tão profunda e vasta como qualquer outra na história. ‘O que há de fraco no mundo é que Deus escolheu para confundir o que é forte.’ É a audácia – a audácia de descobrir num cadáver torcido e derrotado a glória do criador do universo – que serve para explicar, com mais certeza do que qualquer outra coisa, a completa estranheza do Cristianismo e da civilização à qual deu origem.

 

Hoje, o poder desta estranheza perene está tão vivo como sempre esteve. É manifesto no aumento das conversões que varreram a África e a Ásia no último século; na convicção de milhões e milhões de que o poder do Espírito, como um fogo vivo, ainda arde no mundo; e, na Europa e na América do Norte, nas convicções de muitos mais milhões que nunca pensariam em descrever-se a si próprios como Cristãos. Somos todos herdeiros da mesma revolução: uma revolução que tem, no seu cerne, a imagem de um Deus morto, depois de ser torturado.

 

"Thank God for western values" Tom Holland in The Spectator

 

Tradução Carlota Cambournac

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Domingo de ramos

por João Távora, em 14.04.19

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

 

Naquele tempo, Jesus seguia à frente dos seus discípulos, subindo para Jerusalém. Quando Se aproximou de Betfagé e de Betânia, perto do monte das Oliveiras, enviou dois discípulos e disse-lhes: «Ide à povoação que está em frente e, ao entrardes nela, encontrareis um jumentinho preso, que ainda ninguém montou. Soltai-o e trazei-o. Se alguém perguntar porque o soltais, respondereis: ‘O Senhor precisa dele’». Os enviados partiram e encontraram tudo como Jesus lhes tinha dito. Quando estavam a soltar o jumentinho, os donos perguntaram: «Porque soltais o jumentinho?». Eles responderam: «O Senhor precisa dele». Então levaram-no a Jesus e, lançando as capas sobre o jumentinho, fizeram montar Jesus. Enquanto Jesus caminhava, o povo estendia as suas capas no caminho. Estando já próximo da descida do monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos começou a louvar alegremente a Deus em alta voz por todos os milagres que tinham visto, dizendo: «Bendito o Rei que vem em nome do Senhor. Paz no Céu e glória nas alturas!». Alguns fariseus disseram a Jesus, do meio da multidão: «Mestre, repreende os teus discípulos». Mas Jesus respondeu: «Eu vos digo: se eles se calarem, clamarão as pedras».

 

Palavra da salvação.

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Domingo

por João Távora, em 31.03.19

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas 


Naquele tempo, os publicanos e os pecadores aproximavam-se todos de Jesus, para O ouvirem. Mas os fariseus e os escribas murmuravam entre si, dizendo: «Este homem acolhe os pecadores e come com eles». Jesus disse-lhes então a seguinte parábola: «Um homem tinha dois filhos. O mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me toca’. O pai repartiu os bens pelos filhos. Alguns dias depois, o filho mais novo, juntando todos os seus haveres, partiu para um país distante e por lá esbanjou quanto possuía, numa vida dissoluta. Tendo gasto tudo, houve uma grande fome naquela região e ele começou a passar privações. Entrou então ao serviço de um dos habitantes daquela terra, que o mandou para os seus campos guardar porcos. Bem desejava ele matar a fome com as alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. Então, caindo em si, disse: ‘Quantos trabalhadores de meu pai têm pão em abundância, e eu aqui a morrer de fome! Vou-me embora, vou ter com meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra o Céu e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho, mas trata-me como um dos teus trabalhadores’. Pôs-se a caminho e foi ter com o pai. Ainda ele estava longe, quando o pai o viu: encheu-se de compaixão e correu a lançar-se-lhe ao pescoço, cobrindo-o de beijos. Disse-lhe o filho: ‘Pai, pequei contra o Céu e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’. Mas o pai disse aos servos: ‘Trazei depressa a melhor túnica e vesti-lha. Ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés. Trazei o vitelo gordo e matai-o. Comamos e festejemos, porque este meu filho estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado’. E começou a festa. Ora o filho mais velho estava no campo. Quando regressou, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. Chamou um dos servos e perguntou-lhe o que era aquilo. O servo respondeu-lhe: ‘O teu irmão voltou e teu pai mandou matar o vitelo gordo, porque ele chegou são e salvo’. Ele ficou ressentido e não queria entrar. Então o pai veio cá fora instar com ele. Mas ele respondeu ao pai: ‘Há tantos anos que eu te sirvo, sem nunca transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito para fazer uma festa com os meus amigos. E agora, quando chegou esse teu filho, que consumiu os teus bens com mulheres de má vida, mataste-lhe o vitelo gordo’. Disse-lhe o pai: ‘Filho, tu estás sempre comigo e tudo o que é meu é teu. Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado’». 


Palavra da salvação. 

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Domingo

por João Távora, em 24.03.19

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

 

Naquele tempo, vieram contar a Jesus que Pilatos mandara derramar o sangue de certos galileus, juntamente com o das vítimas que imolavam. Jesus respondeu-lhes: «Julgais que, por terem sofrido tal castigo, esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus? Eu digo-vos que não. E se não vos arrependerdes, morrereis todos do mesmo modo. E aqueles dezoito homens, que a torre de Siloé, ao cair, atingiu e matou? Julgais que eram mais culpados do que todos os outros habitantes de Jerusalém? Eu digo-vos que não. E se não vos arrependerdes, morrereis todos de modo semelhante. Jesus disse então a seguinte parábola: «Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi procurar os frutos que nela houvesse, mas não os encontrou. Disse então ao vinhateiro: ‘Há três anos que venho procurar frutos nesta figueira e não os encontro. Deves cortá-la. Porque há-de estar ela a ocupar inutilmente a terra?’. Mas o vinhateiro respondeu-lhe: ‘Senhor, deixa-a ficar ainda este ano, que eu, entretanto, vou cavar-lhe em volta e deitar-lhe adubo. Talvez venha a dar frutos. Se não der, mandá-la-ás cortar no próximo ano».

 

Palavra da salvação.

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Procissão do Senhor dos Passos da Graça

por João Távora, em 18.03.19

Senhor dos Passos.jpg

Emocionado, ontem participei na Procissão do Senhor dos Passos da Graça, uma das mais antigas e genuínas manifestação da tradição católica da cidade de Lisboa, que, presidida pelo Cardeal Patriarca, todos os anos na Quaresma evoca o caminho de Jesus Cristo para o calvário. Éramos bastantes a atravessar as ruas da velha Lisboa, da Igreja de São Roque à Igreja da Graça, e nesse percurso muito rezei pelas minhas aflições. O caminho foi feito debaixo do olhar atento das gentes aglomeradas nos passeios, uma mescla equilibrada de etnias e culturas, residentes e turistas, respeitosas ou condescendentes. Consolou-me em particular constatar a presença de figuras públicas como a Duquesa de Bragança, de Marcelo Rebelo de Sousa e de Assunção Cristas que não se inibiram em afirmar a sua pertença a Jesus Cristo. Parabéns à organização que com tanto esforço e brio vem mantendo viva esta tradição com mais de 400 anos, para ela perdure pelo menos outros tantos.

Imagem Lusa

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Domingo

por João Távora, em 17.03.19

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

 

Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, João e Tiago e subiu ao monte, para orar. Enquanto orava, alterou-se o aspecto do seu rosto e as suas vestes ficaram de uma brancura refulgente. Dois homens falavam com Ele: eram Moisés e Elias, que, tendo aparecido em glória, falavam da morte de Jesus, que ia consumar-se em Jerusalém. Pedro e os companheiros estavam a cair de sono; mas, despertando, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com Ele. Quando estes se iam afastando, Pedro disse a Jesus: «Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias». Não sabia o que estava a dizer. Enquanto assim falava, veio uma nuvem que os cobriu com a sua sombra; e eles ficaram cheios de medo, ao entrarem na nuvem. Da nuvem saiu uma voz, que dizia: «Este é o meu Filho, o meu Eleito: escutai-O». Quando a voz se fez ouvir, Jesus ficou sozinho. Os discípulos guardaram silêncio e, naqueles dias, a ninguém contaram nada do que tinham visto.

 

Palavra da salvação.

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Domingo

por João Távora, em 10.03.19

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas 


Naquele tempo, Jesus, cheio do Espírito Santo, retirou-Se das margens do Jordão. Durante quarenta dias, esteve no deserto, conduzido pelo Espírito, e foi tentado pelo Diabo. Nesses dias não comeu nada e, passado esse tempo, sentiu fome. O Diabo disse-lhe: «Se és Filho de Deus, manda a esta pedra que se transforme em pão». Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: ‘Nem só de pão vive o homem’». O Diabo levou-O a um lugar alto e mostrou-Lhe num instante todos os reinos da terra e disse-Lhe: «Eu Te darei todo este poder e a glória destes reinos, porque me foram confiados e os dou a quem eu quiser. Se Te prostrares diante de mim, tudo será teu». Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: ‘Ao Senhor teu Deus adorarás, só a Ele prestarás culto’». Então o Diabo levou-O a Jerusalém, colocou-O sobre o pináculo do templo e disse-Lhe: «Se és Filho de Deus, atira-Te daqui abaixo, porque está escrito: ‘Ele dará ordens aos seus Anjos a teu respeito, para que Te guardem’; e ainda: ‘Na palma das mãos te levarão, para que não tropeces em alguma pedra’». Jesus respondeu-lhe: «Está mandado: ‘Não tentarás o Senhor teu Deus’». Então o Diabo, tendo terminado toda a espécie de tentação, retirou-se da presença de Jesus, até certo tempo. 


Palavra da salvação. 

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Domingo

por João Távora, em 03.03.19

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas 


Naquele tempo, disse Jesus aos discípulos a seguinte parábola: «Poderá um cego guiar outro cego? Não cairão os dois nalguma cova? O discípulo não é superior ao mestre, mas todo o discípulo perfeito deverá ser como o seu mestre. Porque vês o argueiro que o teu irmão tem na vista e não reparas na trave que está na tua? Como podes dizer a teu irmão: ‘Irmão, deixa-me tirar o argueiro que tens na vista’, se tu não vês a trave que está na tua? Hipócrita, tira primeiro a trave da tua vista e então verás bem para tirar o argueiro da vista do teu irmão. Não há árvore boa que dê mau fruto, nem árvore má que dê bom fruto. Cada árvore conhece-se pelo seu fruto: não se colhem figos dos espinheiros, nem se apanham uvas das sarças. O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem; e o homem mau, da sua maldade tira o mal; pois a boca fala do que transborda do coração». 


Palavra da salvação. 

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Domingo

por João Távora, em 24.02.19

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas 


Naquele tempo, Jesus falou aos seus discípulos, dizendo: «Digo-vos a vós que Me escutais: Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, abençoai os que vos amaldiçoam, orai por aqueles que vos injuriam. A quem te bater numa face, apresenta-lhe também a outra; e a quem te levar a capa, deixa-lhe também a túnica. Dá a todo aquele que te pedir e ao que levar o que é teu, não o reclames. Como quereis que os outros vos façam, fazei-lho vós também. Se amais aqueles que vos amam, que agradecimento mereceis? Também os pecadores amam aqueles que os amam. Se fazeis bem aos que vos fazem bem, que agradecimento mereceis? Também os pecadores fazem o mesmo. E se emprestais àqueles de quem esperais receber, que agradecimento mereceis? Também os pecadores emprestam aos pecadores, a fim de receberem outro tanto. Vós, porém, amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, sem nada esperar em troca. Então será grande a vossa recompensa e sereis filhos do Altíssimo, que é bom até para os ingratos e os maus. Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso. Não julgueis e não sereis julgados. Não condeneis e não sereis condenados. Perdoai e sereis perdoados. Dai e dar-se-vos-á: deitar-vos-ão no regaço uma boa medida, calcada, sacudida, a transbordar. A medida que usardes com os outros será usada também convosco». 


Palavra da salvação. 

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Domingo

por João Távora, em 17.02.19

Leitura da Primeira Epístola do apóstolo S. Paulo aos Coríntios 


Irmãos: Se pregamos que Cristo ressuscitou dos mortos, porque dizem alguns no meio de vós que não há ressurreição dos mortos? Se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, ainda estais nos vossos pecados; e assim, os que morreram em Cristo pereceram também. Se é só para a vida presente que temos posta em Cristo a nossa esperança, somos os mais miseráveis de todos os homens. Mas não. Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram. 


Palavra do Senhor. 

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O crucifixo na sala de aula

por João Távora, em 10.02.19

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"A fé dos outros não me diz respeito; aquilo em que acredito ou não acredito já é um trabalho a tempo inteiro. Mas admito que me faz alguma impressão a total indiferença religiosa. Não a indiferença à fé ou às igrejas, mas ao sagrado enquanto facto antropológico e alegoria do humano. Entendo, e às vezes acompanho, as críticas às intolerâncias e iniquidades das religiões organizadas, incluindo as cristãs, mas sempre achei bizarro que alguém declare, por exemplo, que nunca leu a Bíblia porque é ateu, como se a Bíblia fosse imprestável para incréus.

Uma refutação veemente desse tipo de recusas encontrei-a num artigo que a escritora italiana Natalia Ginzburg (1916-1991) publicou no jornal comunista “l’Unità” a 22 de Março de 1988. Nascida numa família laica de origens judaicas, filiada no PCI, Ginzburg interveio inesperadamente na polémica sobre os crucifixos nas escolas. Não é a questão concreta que aqui me interessa, até porque defendo que num Estado não-confessional os edifícios públicos não devem ter símbolos religiosos; mas impressionou-me a valorização simbólica que a escritora faz da cruz de Cristo, que ela não interpreta exclusivamente como um artefacto religioso. Admitindo que, se fosse professora, preferia ter a cruz na sala de aula, Ginzburg assevera que “o crucifixo não gera nenhuma discriminação” E que é, bem pelo contrário, a imagem de uma revolução, a “revolução cristã que espalhou pelo mundo a ideia de igualdade entre homens”. E, então, pergunta: vamos negar que essa ideia mudou o mundo? E vamos negar que é justo celebrá-la?

Pode contrapor-se que a cruz simboliza para muita gente alguns aspectos do cristianismo bem menos benévolos. Mas o argumento do artigo é que o crucifixo é igualmente um símbolo de todo o sofrimento humano. Os pregos e a coroa de espinhos e a cruz evocam a dor, a solidão, a morte, males aos quais ninguém está imune. Quem é aquele condenado na cruz? Filho de Deus para uns, judeu perseguido para outros, é para tantos a imagem viva de um homem martirizado pelo amor a Deus e ao próximo. E esta ideia do “próximo” não pode ser indiferente nem a um ateu, muito menos a um progressista. Jesus na cruz representa todos aqueles que sofreram e morreram pelos outros, escreve Ginzburg, e esclarece logo que não vê escândalo nenhum nessa afirmação: “Porque antes de Cristo ninguém tinha dito que todos os homens são iguais, e irmãos; todos, ricos e pobres, crentes e não-crentes, judeus e não-judeus, negros e brancos; e ninguém tinha dito que no centro da nossa existência deve estar a solidariedade entre os homens. E ser vendido, traído, martirizado e morto por causa da fé é uma coisa que pode acontecer a todos. Acho que é bom que os rapazes, as crianças, aprendam isso nos bancos da escola”.

A autora de “Léxico Familiar” [livro recenseado nesta edição] diz que olhamos para o crucifixo como coisa muda que está numa parede ou faz parte da parede, mas que o crucifixo não é mudo nem inócuo: é um símbolo que traz consigo palavras. Palavras cristãs mas que há muito fazem parte da consciência colectiva, palavras como “bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça porque serão saciados”. Pergunta Ginzburg: “Como e onde serão saciados? No Céu, dizem os crentes. Enquanto os outros não sabem nem quando nem onde, mas estas palavras fazem com que sintam, sabe-se lá porquê, a fome e a sede de justiça de forma mais severa, mais ardente e mais forte”."

 

Pedro Mexia na Revista do Expresso desta semana

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Domingo

por João Távora, em 10.02.19

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas 


Naquele tempo, estava a multidão aglomerada em volta de Jesus, para ouvir a palavra de Deus. Ele encontrava-Se na margem do lago de Genesaré e viu dois barcos estacionados no lago. Os pescadores tinham deixado os barcos e estavam a lavar as redes. Jesus subiu para um barco, que era de Simão, e pediu-lhe que se afastasse um pouco da terra. Depois sentou-Se e do barco pôs-Se a ensinar a multidão. Quando acabou de falar, disse a Simão: «Faz-te ao largo e lançai as redes para a pesca». Respondeu-Lhe Simão: «Mestre, andámos na faina toda a noite e não apanhámos nada. Mas, já que o dizes, lançarei as redes». Eles assim fizeram e apanharam tão grande quantidade de peixes que as redes começavam a romper-se. Fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco, para os virem ajudar; eles vieram e encheram ambos os barcos, de tal modo que quase se afundavam. Ao ver o sucedido, Simão Pedro lançou-se aos pés de Jesus e disse-Lhe: «Senhor, afasta-Te de mim, que sou um homem pecador». Na verdade, o temor tinha-se apoderado dele e de todos os seus companheiros, por causa da pesca realizada. Isto mesmo sucedeu a Tiago e a João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão. Jesus disse a Simão: «Não temas. Daqui em diante serás pescador de homens». Tendo conduzido os barcos para terra, eles deixaram tudo e seguiram Jesus. 


Palavra da salvação

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Domingo

por João Távora, em 03.02.19

Leitura da Primeira Epístola do apóstolo S. Paulo aos Coríntios 


Irmãos: Aspirai com ardor aos dons espirituais mais elevados. Vou mostrar-vos um caminho de perfeição que ultrapassa tudo: Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como bronze que ressoa ou como címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom da profecia e conheça todos os mistérios e toda a ciência, ainda que eu possua a plenitude da fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou. Ainda que distribua todos os meus bens aos famintos e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada me aproveita. A caridade é paciente, a caridade é benigna; não é invejosa, não é altiva nem orgulhosa; não é inconveniente, não procura o próprio interesse; não se irrita, não guarda ressentimento; não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O dom da profecia acabará, o dom das línguas há-de cessar, a ciência desaparecerá; mas a caridade não acaba nunca. De maneira imperfeita conhecemos, de maneira imperfeita profetizamos. Mas quando vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá. Quando eu era criança, falava como criança, sentia como criança e pensava como criança. Mas quando me fiz homem, deixei o que era infantil. Agora vemos como num espelho e de maneira confusa, depois, veremos face a face. Agora, conheço de maneira imperfeita, depois, conhecerei como sou conhecido. Agora permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e a caridade; mas a maior de todas é a caridade. 


Palavra do Senhor. 

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Domingo

por João Távora, em 27.01.19

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

 

Já que muitos empreenderam narrar os factos que se realizaram entre nós, como no-los transmitiram os que, desde o início, foram testemunhas oculares e ministros da palavra, também eu resolvi, depois de ter investigado cuidadosamente tudo desde as origens, escrevê-las para ti, ilustre Teófilo, para que tenhas conhecimento seguro do que te foi ensinado. Naquele tempo, Jesus voltou da Galileia, com a força do Espírito, e a sua fama propagou-se por toda a região. Ensinava nas sinagogas e era elogiado por todos. Foi então a Nazaré, onde Se tinha criado. Segundo o seu costume, entrou na sinagoga a um sábado e levantou-Se para fazer a leitura. Entregaram-Lhe o livro do profeta Isaías e, ao abrir o livro, encontrou a passagem em que estava escrito: «O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres. Ele me enviou a proclamar a redenção aos cativos e a vista aos cegos, a restituir a liberdade aos oprimidos e a proclamar o ano da graça do Senhor». Depois enrolou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-Se. Estavam fixos em Jesus os olhos de toda a sinagoga. Começou então a dizer-lhes: «Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir».

 

Palavra da salvação.

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Domingo

por João Távora, em 20.01.19

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João 


Naquele tempo, realizou-se um casamento em Caná da Galileia e estava lá a Mãe de Jesus. Jesus e os seus discípulos foram também convidados para o casamento. A certa altura faltou o vinho. Então a Mãe de Jesus disse-Lhe: «Não têm vinho». Jesus respondeu-Lhe: «Mulher, que temos nós com isso? Ainda não chegou a minha hora». Sua Mãe disse aos serventes: «Fazei tudo o que Ele vos disser». Havia ali seis talhas de pedra, destinadas à purificação dos judeus, levando cada uma de duas a três medidas. Disse-lhes Jesus: «Enchei essas talhas de água». Eles encheram-nas até acima. Depois disse-lhes: «Tirai agora e levai ao chefe de mesa». E eles levaram. Quando o chefe de mesa provou a água transformada em vinho, – ele não sabia de onde viera, pois só os serventes, que tinham tirado a água, sabiam – chamou o noivo e disse-lhe: «Toda a gente serve primeiro o vinho bom e, depois de os convidados terem bebido bem, serve o inferior. Mas tu guardaste o vinho bom até agora». Foi assim que, em Caná da Galileia, Jesus deu início aos seus milagres. Manifestou a sua glória e os discípulos acreditaram n’Ele. 


Palavra da salvação

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Domingo - do Baptismo do Senhor

por João Távora, em 13.01.19

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Batismo de Cristo - Bacchiacca C. 1523-24

 

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas 


Naquele tempo, o povo estava na expectativa e todos pensavam em seus corações se João não seria o Messias. João tomou a palavra e disse-lhes: «Eu baptizo-vos com água, mas vai chegar quem é mais forte do que eu, do qual não sou digno de desatar as correias das sandálias. Ele baptizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo». Quando todo o povo recebeu o baptismo, Jesus também foi baptizado; e, enquanto orava, o céu abriu-se e o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corporal, como uma pomba. E do céu fez-se ouvir uma voz: «Tu és o meu Filho muito amado: em Ti pus toda a minha complacência». 


Palavra da salvação. 

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Domingo (Epifania)

por João Távora, em 06.01.19

Epifania.jpg
Retábulo da Basílica de São Tiago em Valência (Séc. XVI)

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus 


Tinha Jesus nascido em Belém da Judeia, nos dias do rei Herodes, quando chegaram a Jerusalém uns Magos vindos do Oriente. «Onde está – perguntaram eles – o rei dos judeus que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-l’O». Ao ouvir tal notícia, o rei Herodes ficou perturbado e, com ele, toda a cidade de Jerusalém. Reuniu todos os príncipes dos sacerdotes e escribas do povo e perguntou-lhes onde devia nascer o Messias. Eles responderam: «Em Belém da Judeia, porque assim está escrito pelo Profeta: ‘Tu, Belém, terra de Judá, não és de modo nenhum a menor entre as principais cidades de Judá, pois de ti sairá um chefe, que será o Pastor de Israel, meu povo’». Então Herodes mandou chamar secretamente os Magos e pediu-lhes informações precisas sobre o tempo em que lhes tinha aparecido a estrela. Depois enviou-os a Belém e disse-lhes: «Ide informar-vos cuidadosamente acerca do Menino; e, quando O encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-l’O». Ouvido o rei, puseram-se a caminho. E eis que a estrela que tinham visto no Oriente seguia à sua frente e parou sobre o lugar onde estava o Menino. Ao ver a estrela, sentiram grande alegria. Entraram na casa, viram o Menino com Maria, sua Mãe, e, prostrando-se diante d’Ele, adoraram-n’O. Depois, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra. E, avisados em sonhos para não voltarem à presença de Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho. 


Palavra da salvação. 

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Domingo - 4º do Advento

por João Távora, em 23.12.18

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

 

Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direcção a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio. Isabel ficou cheia do Espírito Santo e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor? Na verdade, logo que chegou aos meus ouvidos a voz da tua saudação, o menino exultou de alegria no meu seio. Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor».

Palavra da salvação.

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Domingo - 3º do Advento

por João Távora, em 16.12.18

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas


Naquele tempo, as multidões perguntavam a João Baptista: «Que devemos fazer?». Ele respondia-lhes: «Quem tiver duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma; e quem tiver mantimentos faça o mesmo». Vieram também alguns publicanos para serem baptizados e disseram: «Mestre, que devemos fazer?». João respondeu-lhes: «Não exijais nada além do que vos foi prescrito». Perguntavam-lhe também os soldados: «E nós, que devemos fazer?». Ele respondeu-lhes: «Não pratiqueis violência com ninguém nem denuncieis injustamente; e contentai-vos com o vosso soldo». Como o povo estava na expectativa e todos pensavam em seus corações se João não seria o Messias, ele tomou a palavra e disse a todos: «Eu baptizo-vos com água, mas está a chegar quem é mais forte do que eu, e eu não sou digno de desatar as correias das suas sandálias. Ele baptizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo. Tem na mão a pá para limpar a sua eira e recolherá o trigo no seu celeiro; a palha, porém, queimá-la-á num fogo que não se apaga». Assim, com estas e muitas outras exortações, João anunciava ao povo a Boa Nova».

Palavra da salvação.

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