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A derrocada do delírio do betão

por João Távora, em 08.11.11

Hoje desloquei-me àquele surrealista mastodonte à entrada de Cascais projectado pela vereação de Judas em pleno delírio imobiliário do final dos anos 90, e reparei como no espaço de uma semana fecharam pelo menos 6 restaurantes 6 no piso da restauração. Para que conste, trata-se apenas duma pequena amostra da derrocada do eldorado do betão socialista, e a senhora Merkel tem pouco a ver com isto. 

Ai Europa, Europa!

por João Távora, em 15.10.11

 

Entretanto leio uma paradigmática entrevista a um casal de ingleses Mike e Angie Pepperman na última página do Diário de Notícias: "penso que qualquer pessoa na Europa sabe o que se está a passar em Portugal, na Grécia... A verdade é que vocês estão a sofrer muito mais do que nós, no Reino Unido, mas a crise económica está a afectar toda a gente. Por causa disso é complicado ajudarmo-nos uns aos outros. Do ponto de vista do Reino Unido, estamos preocupados com a ideia de enviar dinheiro para a zona Euro, quando não temos grande vontade de o fazer." O casal é Inglês, mas podia ser alemão, belga ou francês. Como já aqui referi em tempos, A União Europeia, de quem por estes dias dependemos para respirar, foi construída a partir do telhado, à custa da propaganda dos burocratas Bruxelas, e à revelia dos seus mal-agradecidos povos. Hoje constata-se que não passou dum prodigioso wishful thinking travestido de realidade por conta do dinheiro sacado às gerações futuras. 

Bailinho

por João Távora, em 19.09.11

 

O que têm em comum as dívidas Alberto João Jardim e a outra de seiscentos milhões de Joe Berardo? Ambas têm procedência na Madeira, a

conivência de Sócrates e o mais provável é virem a ser cobradas aos portugueses através do IVA.

Qual é o seu Plano de Emergência Social?

por João Távora, em 06.08.11

Esmola é uma pequena quantia de dinheiro dada a alguém necessitado por caridade. Caridade é um sentimento ou uma ação altruísta de ajudar o próximo sem buscar qualquer tipo de recompensa. Fui buscar estas definições à Wikipédia a propósito da chinfrineira que por aí grassa a propósito do Plano de Emergência Social apresentado ontem pelo ministro Pedro Mota Soares. Resolvida a questão semântica, que é por onde a oposição laica, republicana e socialista pretende afrontar o projeto, o importante, mais do que saber se os portugueses merecem a desinstitucionalização da pobreza, para que possa ser encarada como um acidente, uma transitória, mesmo que trágica circunstância, é preparar toda a comunidade, suas instituições e organismos, para o que aí vem. As perspetivas são negras e mesmo que tudo corra bem, a breve trecho será difícil evitar a multiplicação de situações de indigência e profundo sofrimento das pessoas. O desafio é ciclópico e dispensa a tralha ideológica ou preconceitos fúteis. Na certeza de que o dinheiro deixou de brotar das pardes dos multibancos, hoje todos somos chamados a este combate. O resto são balelas.

Sexagenário desaparecido

por João Távora, em 30.04.11

 

É notícia na edição impressa do Público de hoje que a PJ e a GNR resgataram uma sexagenária sequestrada em casa pela filha no concelho de Bragança. E porque esta coisa dos sexagenários mal tratados começa-me a preocupar, proponho que desde já estas eficientes equipas  também investiguem o paradeiro do ministro Teixeira dos Santos, que além de desaparecido das listas do PS ao parlamento, não dá sinais de vida há algum tempo, causando preocupação a todos quantos se habituaram à sua rotineira presença na imprensa, rádio e telejornais. Pela minha parte sugiro às autoridades que iniciem as buscas em S. Bento, justamente nos mesmos armários onde se encontram escondidos os famosos esqueletos.

Daniel Bessa diz que foi Teixeira dos Santos que forçou o pedido de ajuda externa e que a decisão devia ter sido tomada muito antes. Ler mais »»»

Manual anti-crise (1)

por João Távora, em 14.04.11

É só percorrer a marginal de comboio para constatar o facto: por estes dias as praias estão cheias. São um invejável e democrático luxo português: temos quase 900 km de areia fina e mar fresquinho, ao alcance da maioria das famílias, que como se sabe abandonaram o interior e residem perto do litoral. Bastam umas sanduíches de mortadela, maçãs e um cantil de água para garantir-se divertimento prós mais pequeninos e um bom antidepressivo para os graúdos (a quem se aconselha a não comprar o jornal e rejeitar o Destak). Não imagino como os alemães em Essen ou os ingratos dos Finlandeses sobreviveriam ao purgatório que nos preparamos para enfrentar. Se calhar por isso é que eles não deixam os seus créditos em mãos alheias, mas isso é outra conversa.

Uma enorme vergonha, é o que eu sinto

por João Távora, em 12.04.11

 

"O ponto a que chegámos está a afectar a imagem do país, das empresas e a credibilidade do país cá fora. Portugal está a ser visto como um país de terceiro mundo. Como portuguesa, estou preocupada”, diz Estela Barbot, citada pelo site da Agência Financeira.

 

Daqui

O Mal de Portugal...

por João Távora, em 09.04.11

 

... não é a aldrabice dos gregos nem a ganância dos bancos da Irlanda. Portugal está a ser castigado por razões honestas: por ter gastado mais do que ganhou e ter achado que talvez se pudesse safar.

 

Miguel Esteves Cardoso - Público

O valor da palavra

por João Távora, em 06.04.11

Estranham-se as virgens ofendidas que vêm a terreiro esconjurar a inconfidência de Bagão Félix ao contrariar uma declaração de José Sócrates na televisão. Aqui chegados quem é que ainda duvida sobre quem fala com independência e verdade? Que valor é dado por estes dias à Palavra dada?
Também me custa entender a súbita sacralidade pretendida por algumas tias viúvas do regime para o Conselho de Estado, órgão e consultivo e de nomeação de um Chefe de Estado com poderes pouco mais do que simbólicos.
Se o País e a credibilidade das suas instituições chegou ao que chegou, certamente não foi devido a algum excesso de zelo dos poderes e seus agentes com o altruísmo e com a Verdade. O desastre resulta do crescente triunfo da Imagem em detrimento da substância, numa cultura do relativismo moral, fenómeno que indubitavelmente se difundiu de cima para baixo. Um modelo de sociedade estéril e de economia inviável. Portugal não está só falido nas finanças, está falido nos valores.

Recordar um guru da nossa economia

por Pedro Quartin Graça, em 30.09.10

Foi o tal que decretou o fim da crise e que agora recebe o antigo "chefe" nos EUA...Um verdadeiro especialista sem margem para quaisquer dúvidas.

O PREÇO DA IRRESPONSABILIDADE*

por Pedro Quartin Graça, em 30.09.10

* Por ÁLVARO SANTOS PEREIRA, in DESMITOS

 

Obs- Pela sua oportunidade e valia, e com a devida vénia, publicamos infra o texto de autoria do Professor Álvaro Santos Pereira em que o mesmo "desmonta" as medidas ontem tomadas pelo Governo de Sócrates.

 

"As medidas anunciadas ontem pelo governo para o auto-proclamado “reforço da execução orçamental” e para o OE suscitam-me vários comentários e dúvidas por esclarecer.

Em primeiro lugar, parece-me por demais evidente que este pacote de medidas draconianas se deve exclusiva e totalmente à inacreditável irresponsabilidade e à incompetência atroz deste Primeiro-Ministro e deste Ministro das Finanças. As reduções salariais e um novo aumento dos impostos poderiam ter sido perfeitamente evitados se o governo já tivesse anteriormente atacado o crescimento explosivo da despesa pública ou, no mínimo, tivesse conseguido travar o inexplicável descontrolo orçamental. Ora, por razões eleitorais, o governo fez exactamente o contrário dos restantes países europeus: não só adiou os cortes na despesa pública, como também fez tudo para encobrir a verdadeira situação das contas públicas portuguesas. A consequência de tal incúria é fácil de medir: nos meses que se seguiram ficou por demais evidente que este governo é perfeitamente incapaz de controlar o despesismo voraz do nosso Estado, o que fez com que Portugal tivesse que se financiar no exterior a taxas cada vez mais desvantajosas.

 

Incompetência total

por Pedro Quartin Graça, em 29.09.10

As medidas foram anunciadas hoje e penalizam, uma vez mais, e de forma drástica milhões de portugueses. Os responsáveis têm um nome: O PS e em especial o Primeiro - Ministro José Sócrates. Mas as responsabilidades pela actual situação também devem ser atribuídas àquele que hoje aparece como promotor e incentivador da paz podre em que Portugal se tem visto enredado nos últimos anos e, agora de novo, como mentor da aprovação de um orçamento que revela a total incompetência do poder socialista que tem "governado" Portugal. Quiçá mesmo pelo pesado peso que tem na consciência, fruto da total incapacidade política que tem revelado como Presidente da República. Falo evidentemente de Cavaco Silva.

Sócrates e Cavaco são, aliás, as duas faces da mesma moeda. Má moeda por sinal. Ambos merecem o mesmo destino: a despedida. Quanto mais depressa saírem, mais rapidamente Portugal sairá também do pântano em que se encontra imerso. É uma questão de higiene mental. Agora cabe aos Portugueses decidir.

A república no pântano

por João Távora, em 10.09.10

 

A regra é não agitar muito para não se precipitar o afundamento. Mas a partir de hoje o presidente respira de alívio, impedido de dissolver a assembleia e poderá descartar-se de qualquer responsabilidade para com a actuação do governo e do ambiente de protesto que se irá assistir por via dos efeitos das medidas anti-crise que em breve começarão a fazer-se sentir. A reeleição de Cavaco será de bandeja, que perante a catástrofe, falando o mínimo possível, reservar-se-á atrás da sua impotência constitucional. A Passos Coelho resta-lhe engolir mais um sapo, a ambiguidade de recalcitrar um Orçamento que afinal está condenado a aprovar. O facto custar-lhe-á alguma popularidade, nada irrecuperável, se considerar-se que irá ter cerca de um ano para embalar para umas eleições antecipadas, com o país em rápido naufrágio moral e financeiro. Se não souber aproveitar será porque foi aselha, ou então porque a crise terá enveredado a Nação para algum cenário muito diferente daquilo a que nos habituámos. Quem sabe uma grande oportunidade de verdadeira mudança.

Mais do mesmo...

por Pedro Quartin Graça, em 13.05.10

Inveja

por João Távora, em 07.05.10

 

 

Imagino a frustração duma certa esquerdelhada socialista de ser governo hà tantos anos e não oposição numa conjuntura destas. É o que se chama estar no lado errado na hora errada: está visto que não serão convidados pró forró.

Naufrágio à vista!

por Pedro Quartin Graça, em 05.05.10

Presidente grego diz que país «está à beira do abismo»

 

O presidente da Grécia, Carolos Papoulias disse hoje que o país está à beira do abismo, depois de três pessoas terem morrido no interior de uma sucursal bancária alvo de um incêndio provocado por cocktails molotov.
«Temos todos a responsabilidade de não dar o passo em frente, que nos precipitaria no vazio», acrescentou o chefe de Estado, citado pela Jornal de Negócios, aludindo às manifestações ocorridas hoje na Grécia, fruto das medidas de austeridade anunciadas pelo governo. Com o Euro em queda a pique, a União Europeia está à deriva. A coisa está mesmo muito feia!

O aterrador fim

por Pedro Quartin Graça, em 03.05.10

Este é um artigo publicado pelo International Forecaster, verdadeiramente aterrador mas que aparenta estar muitíssimo próximo da actual realidade do mundo. Publicamo-lo na íntegra em inglês dada a sua enorme importância.

 

"Fiat money buckling, an inflationary depression, years of reckless spending, Greek debt unpayable, Euro zone in jeopardy, a loss of integrity in US markets, criminal charges for Goldman Sachs, side pockets a new hedge fun trick, Banks on subprime offensive, Fed works the printing presses overtime...


America and the world face a financial conflagration of immense proportions. The world of fiat money and massive credit is buckling under the pressure of unpayable debt. Each day the safe haven of gold and silver related assets become more attractive. We ask where else do you go for safety? A conflagration is a fire out of control and that is exactly the conditions the world faces today. The inflationary depression has smoldered for 14 months and it will soon accelerate.


A dizer coisas, como a Georgina

por José Mendonça da Cruz, em 05.02.10

 

De cenhos carregados, trazendo à ilharga muitos números (todos falsos), o ministro Teixeira dos Santos e o ministro Pedro Silva Pereira vieram ontem dizer-nos, fundamentalmente, que não saem. Teixeira Santos prometeu mesmo estar por lá até 2013 para tramar a Madeira e boicotar a lei das finanças regionais que uma maioria de 60% aprove hoje na Assembleia da República.

Diz muito bem António Filipe (um dos vários oásis de sentido político, inteligência e humor com que o PCP ainda nos surpreende): «Era o que faltava que o governo não cumprisse uma lei que a Assembleia da República aprovou.»

Mas nós captámos a mensagem principal: eles não saem. Não têm a certeza de que desta vez saíssem como vítimas.

No entanto, aproveitaram ambos a tensão, Santos e Pereira, para dizerem uma mistura de coisas confrangedoras e extraordinárias.

Pereira diz que Joaquin Almunia, o comissário europeu que veio do PSOE e era tão querido há tão poucos anos, agora, depois de afirmar que Grécia e Portugal estão em maus lençois, é autor de afirmações «infelizes» e «enganadoras».

Mais um a juntar aos pessimistas, às aves de agoiro, aos braços caídos, aos velhos do Restelo, aos derrotistas, à gente a soldo de interesses, a todos os economistas e organizações que alertaram para a má governação socialista.

Quanto a Teixeira dos Santos, inventou uma história com lobo mau, representando ele o Capuchinho Rosa: que o mundo todo dos agentes financeiros, das agências, dessa gente torpe e pérfida - União Europeia, FMI, OCDE, agências, mercados, investidores, pessoas em geral - esses todos que agora dão a penalização inevitável ao trabalho de 5 anos de um governo medíocre e perdulário, o fazem porque escolheram «uma presa» que era a Grécia, mas depois fartaram-se, e largaram «a presa», e resolveram fazer «presa» de nós, pobres coitados, sem razão nenhuma.

Esta citação não é literal, mas é fiel ao tom e ao espírito. O que Teixeira dos Santos disse é assim mesmo, confrangedor e pouco sério. Ora, Teixeira dos Santos, sendo o pior ministro das Finanças do pior governo da Europa, não é estúpido. Porque falará, então assim, como um Chavez, como uma fraca cabeça? Só pode ser uma coisa: está a falar para estúpidos.

Às vezes ele é fofo!

por Teresa Ribeiro, em 17.12.08

 

Prescindir dos princípios da economia de mercado para salvar a economia de mercado? Só mesmo Bush, com aquele estilo simplório que lhe reconhecemos para colocar a questão nestes termos. Os seus amigos ultra-liberais devem ter mordido o lábio e mesmo os mais moderados devem ter sentido alguma comichão quando o ouviram falar assim...



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