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A cidade sem crianças

por João Távora, em 25.05.12

 

Até estranhei ontem ao final da tarde ao ver um punhado de divertidas raparigas, talvez entre os 9 e os onze anos, trajando farda de colégio a atravessar o jardim em frente ao meu escritório. Isto é coisa rara por estes dias, em que o contacto dos miúdos com a rua, com a cidade, é feito do asséptico e seguro habitáculo do automóvel dos pais, pelo menos até à idade do liceu. A verdade é que actualmente também não há muitas crianças, aspecto que é decisivo para o seu desaparecimento da paisagem urbana.
Muita gente surpreende-se quando conto que antigamente eu e a maioria dos meus colegas a partir dos oito ou nove anos íamos e vínhamos da escola pelo nosso pé. Era aos magotes que a miudagem se juntava gradualmente no caminho das aulas, ou se dispersava ao final da tarde pelos trajectos para suas casas. Claro que às vezes chegávamos mais tarde por conta duns minutos a jogar aos pontapés numa lata velha, ou embasbacados numa montra de brinquedos. Claro que uma ou outra vez tivemo-nos de esconder dos miúdos do Casal Ventoso. 
De resto o pretenso aumento de inseguraça da modernidade, não passa de uma ilusão promovida pelo excesso de informação. Os dias que corriam há 50 anos tinham os seus perigos (eu lembro-me bem de algumas aflições por que passei). Mas as famílias tinham mais filhos, e não se podiam dar ao luxo duma paranóia securitária. Sem dúvida a contracepção trouxe uma radical mudança de mentalidades, e estamos a construir uma sociedade de "filhos únicos", com o que isso tem de bom e de perverso. 

Os tempos hoje mudaram em muitos aspectos para melhor. Mas do que eu estou certo é de que uma cidade sem crianças nas ruas é um muito mau sinal. 

 

Imagem daqui

Eu também quero contribuir sff

por Pedro Quartin Graça, em 25.10.10

Julgou que "apenas" teria de passar a ganhar menos? Desengane-se! De acordo com o Ministério das Finanças, e na sequência da proposta de Orçamento de Estado para 2011, a obrigatoriedade de todos os dependentes incluídos num agregado familiar que apresente declaração de rendimentos estarem fiscalmente identificados aplica-se já em 2011 quando se efectuar a entrega da declaração anual de IRS relativa aos rendimentos de 2010. Assim, e de futuro, todas as facturas relevantes para efeitos fiscais que digam respeito a dependentes, ainda que menores de idade, deverão conter a respectiva identificação fiscal. Tem uma criança de meses? Pois terá de lhe arranjar um simpático número de contribuinte, ou melhor, todas as crianças, bebés incluídos, terão de ter obrigatoriamente atribuído um número de contribuinte para que possam constar como dependentes nas declarações fiscais dos respectivos país ou tutores.

Na prática, e como refere a página Economia e Finanças, esta obrigatoriedade implica requerer o Cartão do Cidadão uma vez que o cartão de contribuinte já não existe. Pedir o Cartão do Cidadão conduz à inscrição automática do cidadão nos serviços de Identificação Civil, das Finanças, da Segurança Social e  de Saúde. As crianças até aos seis anos terão de pagar 7,5€ pelo Cartão do Cidadão. Para idades superiores o custo é de 15€. No final agradeça ao Ministro Teixeira dos Santos pelo tempo que vai estar numa fila e pelo dinheiro que vai gastar, pf.



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