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Também temos o nosso Partido dos Piraras

por João Távora, em 21.11.13

Produtores de vídeos criticam deputado que procurou link pirata no Twitter para assistir a um jogo de futebol.

 

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Um outro fado de Lisboa

por João Távora, em 28.09.13

  

“Muitos estão prontos a ‘rasgarem as vestes’, diante de escândalos e injustiças – naturalmente cometidos por outros -, mas poucos parecem dispostos a actuar sobre o seu coração, a sua consciência e as próprias intenções (…)”

Bento XVI

 

 

 

Talvez inspirado pelo instinto de sobrevivência, admito que sou um cândido optimista, mas o facto é que me perturbou a notícia de que Lisboa ganhou recentemente o título de cidade menos honesta: tal foi o resultado do teste feito pela Reader’s Digest em 16 cidades onde os seus repórteres andaram a “perder” carteiras em "parques, centros comerciais e passeios” recheadas com dinheiro e documentação suficiente para poderem ser devolvidas. Pois então, se em Helsínquia onze das doze carteiras foram devolvidas, em Lisboa apenas uma logrou tal destino! E não me venham cá com argumentos economicistas, justificando a desonestidade com a diferença do PIB entre as cidades, porque em Bombaim, na Índia, foram devolvidas 9 em 12.
Enfim, quem ouve nos cafés ou redes sociais os protestos contra a desonestidade dos governantes e corrupção dos políticos, quase chega a acreditar num país dividido entre uma virtuosa sociedade civil e uns quantos criminosos que se decidiram por uma carreira pública ou simplesmente pela militância partidária, que se concentram particularmente nos corredores dos tribunais, ministérios e no hemiciclo de S. Bento. Mas não, pela minha parte eu não necessitava duma brincadeira destas para acreditar no pior dos diagnósticos: o maior problema de Lisboa e de Portugal é colectivo, somos nós os portugueses e o nosso transversal grau de incivilidade e sentido de honra. 

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 "Como quereis que os outros vos façam, fazei-lho vós também. Se amais aqueles que vos amam, que agradecimento mereceis? Também os pecadores amam aqueles que os amam." (Lc 6, 27-38)

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A questão dos papéis

por João Távora, em 22.08.13

Ontem à tarde no parque infantil em má hora decidi elogiar efusivamente um menino vestido com uma t-shirt do Jubas (a mascote do Sporting) com quem o meu filho brincava animadamente. Então, o miúdo estacou à minha frente e, chocantemente prolixo, tratou de me esclarecer que era simultaneamente adepto do Sporting e do Benfica, porque o pai sportinguista e a mãe benfiquista eram divorciados e só assim ficavam os dois felizes. Confesso que embatoquei.

 

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Blasfémias

por João Távora, em 30.01.13

 

É irónico como na nossa cultura hedonista, que venera as aparências e o prazer, não haja parábola mais eficaz sobre as virtudes do mérito e do sacrifício do que a da (boa) forma física: é que esta depende fatalmente da austeridade alimentar e dum sério compromisso (!!!) com um exercício esforçado e... regular!

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Os mal-amados

por João Távora, em 13.01.13

 

Estes dias difíceis da crise, de incerteza e aflição que atravessamos, têm o condão de evidenciar desmesuradamente o pior das pessoas, depois ampliado nas redes sociais e nos blogues. Muitas vezes instigadas por figuras públicas com agenda política mas sem tento na língua, assim acende-se o rastilho com que explodem e se multiplicam autênticas matilhas sectárias e persecutórias na internet, a brandir o insulto mais rasteiro e xenófobo. É assim que com motivações diversas e despoletadas por insuspeitos epifenómenos, incendeiam-se os mais inopinados ódios: por causa de uma inadvertida opinião, um tom de voz afectado, uma frase infeliz ou simplesmente descontextualizada da sua fundamentação. Este prodígio de constante catarse expele bílis por todo o lado, menos onde se justificaria que é num divã do psiquiatra.
É esta a minha perspectiva sobre o chinfrim que estalou recentemente à volta da conversa duma tal Pepa Xavier e de uma marca de telemóvel. Ou sobre os tumultos verbais a propósito de Isabel Jonet e agora a verborreia imunda por causa da gravidez da ministra Assunção Cristas. Tudo serve para que as redes sociais se transformem numa imensa casa de banho pública.
Resta-me a convicção de que a opinião pública é bastante diversa da opinião publicada. E que a alma do povo português está longe de se reflectir nos blogues e nas redes sociais. De qualquer maneira é demasiada essa gente que, a espumar rancor, ao som de “Imagine” se entretém a rufar os tambores de guerra sob qualquer estímulo ou pretexto. E se o objectivo é aborrecer, desmoralizar, às vezes até conseguem.

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O medo de sentir medo

por João Távora, em 04.01.13

 

O Homem fica sempre mais frágil quando rejeita os seus sentimentos. Exemplifico com um bastante desprezado, mas afinal tão valioso como os outros: o medo é o principal inimigo da realização humana, e o maior adversário da liberdade individual; se por um lado potencia a inércia e a omissão, também acciona a violência mais irracional. Mas aquilo a que chamamos “valentia” significa uma de duas coisas: ou inconsciência, ou… o domínio sobre o medo. Para domina-lo é necessária inteligência para o reconhecer, racionalizar e ponderar os nossos limites.  A isso se chama sabedoria.

Por esse caminho chegamos à conclusão de que o medo faz muita falta: é salutar que tenhamos medo de atravessar o Marquês de Pombal pelo meio da Rotunda, ou a 2ª circular fora duma passadeira para peões. É salutar um pai ter medo de deixar o seu filho sozinho perto duma piscina. É normal termos medo de caminhar por um caminho às escuras. O medo das alturas pode salvar uma criança de cair da janela. Odiamo-lo, mas à sua ausência chamamos inconsciência, irresponsabilidade.

 

Texto reeditado

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Tanto atrevimento...

por João Távora, em 02.01.13


O pior não é a ignorância, um mal que mais ou menos, em termos relativos, todos sofremos. Trágica é a arrogante falta dessa consciência, hoje tão fácil reprimir com umas roupitas de estilo e licenciaturas de bolonha.

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Morte lenta

por João Távora, em 29.10.12

Acontece com os indivíduos e com as nações: o processo de crescimento tem a ver com a adequação do desejo e vontade às contingências da realidade. Uma tão gratificante quanto dolorosa aprendizagem de convivência com o sucesso e frustração. Sob reservas mentais e ilusões de conveniência, sem concessões aos factos, por mais duros que sejam, o risco é de perpetuar um estágio de ambiguidade adolescente, um equilíbrio precário, uma morte lenta. Evitada a realidade, sem tocar o chão com medo do desespero, a bolha não rebenta comprometendo a maturidade e a autonomia. Em troca fica uma existência alienada e estéril.

 

Texto reeditado

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Contra-revolução II

por João Távora, em 30.05.12

 

A auto-estima, atributo louvado pela máquina do consumo e um dos mitos da modernidade, é na maior parte das vezes confundido com a eufórica ilusão de auto-suficiência. Paradoxalmente, a sensação mais próxima da auto-estima procede uma atitude de abnegação. Paradoxalmente o amor-próprio procede o realismo de não nos levarmos muito a sério: o umbigo, quando não tende a um ávido buraco negro, é um local obscuro e entediante. Ao contrário do que a cultura adolescentocrática nos impinge, o pote de ouro está na superação do eu, na descoberta do “outro”, enfim na genuína entrega à “relação”. Daí que a parte que nos compete, é dar, não é ter.

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Coisas da vida

por João Távora, em 15.02.12


2) Excesso de História

Acontece com as pessoas, acontece com as famílias, acontece com os povos. O excesso de história é causa de entropias fatais, de decadência, de extinção. Agarrados a velhos mitos, traumas e memórias genéticas, cultivam-se desavenças e incompatibilidades pueris. Qual amargo solteirão que não se liberta de vazios rituais e trôpegas manias, é atraído para o abismo da estéril solidão. Sem futuro nem esperança, mistifica um passado glorioso, e espera um messias improvável, uma miraculosa lotaria que o resgate da omipresente decadência.

Cheias de história, feitos e conquistas ancestrais, as pessoas, as famílias ou todo um povo, almejam por direitos e honrarias vitalícias. Com excesso de história não se conformam com os ingratos deveres rotineiros, repugnam-lhes as pequenas maçadas e as mais básicas práticas de subsistência. Alienados, impotentes para com a realidade, assim se esvai o que sobra da auto-estima, do gosto pela vida, enfim. Isto acontece com os povos, com as famílias e até com as pessoas.

 

Texto reeditado

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Coisas da vida

por João Távora, em 11.02.12

1) Do amor e do ciúme

Ponto prévio: tenho para mim que o amor estará condenado à partida quando for um fim em si próprio. O que não impede que possamos ter uma "relação" fantástica sem muito amor, ou até nenhum. O ciúme pode excitar a “relação” mas liquida o amor. Enaltecer  o ciúme é como exaltar a desavença na perspectiva que esta acarreta uma lúbrica reconciliação. Ao amor feliz o que menos faz falta são efeitos especiais, sensações bombásticas, pólvora seca ou surround em 5.1. 
O amor feliz exige desprendimento, dádiva, e um conhecimento mutuo profundo. Que cada um conheça os caminhos do outro, as curvas e contracurvas, os poros, tonalidades, texturas e odores, todas as nuances da alma e do corpo. Tudo isto carece de tempo, muito tempo, e... confiança! Exige uma entrega incondicional, o sacrifício dos segredos mais profundos, vaidades e fraquezas. Exige muito amor.
O ciúme é a parte da história em que o amor sucumbe à proeminência dum umbigo, quando vence em nós um predador ferido. O ciúme é presunção, ilusão de paixão, prenúncio de vazio: um paliativo existencial que oculta uma mortal solidão. O ciúme está sempre onde deveria estar mais amor. Como escreveu David Mourão Ferreira, um amor feliz não tem história. E no fundo, no fundo, isso até pode ser bom, não pode?

 

Texto Reeditado

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Coisas simples

por João Távora, em 04.11.11

 

Mesmo na nossa pequenez, lealdade e perseverança inabaláveis são raras qualidades que nestes tempos de incerteza e relativismo fazem a maior diferença... ao Mundo.

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A rejeição da cruz

por João Távora, em 20.08.11

 

A um pequeno texto meu publicado aqui há dias, alguém comentava no Facebook, qualquer coisa como “trabalho sim, padecimento não”. Este pensamento traduz o terrível preconceito que há muitos anos nos vem condenando ao fracasso. Porque o sofrimento é definitivamente o sentimento que precede a redenção do Homem. Porque é essa a afeição que o mais das vezes precede o Conhecimento, a Criação Realização humana. E é-o ironicamente desde o brutal momento em que nascemos.
Mas desçamos aos exemplos comezinhos: como pode a criança memorizar a tabuada ou aprender gramática, o adolescente exercitar a matemática, como pode o jovem aspirar a médico sem muita renúncia e contrariedade? Não é certamente prazer o que sente ciclista em pleno esforço a subir à Senhora da Graça, nem é sem muita austeridade que se obtém a boa forma física e clarividência mental. Da “violência” do despertar bem cedo, ao cioso cumprimento das nossas tarefas, o sucesso de qualquer projeto profissional depende em grande parte da renúncia aos nossos apetites. Ou de como o confronto sem paliativos com a depressão e a dor são antecâmera da redenção e do crescimento da Pessoa, e a evasão inevitavelmente a sua desgraça.
A obstinada recusa da Cruz (na acepção cristã do termo), pela contemporaneidade ocidental não é mais do que um trágico sinal da nossa decadência. Abstendo-nos do seu profundo significado religioso detenhamo-nos ao menos no seu simbolismo mais prosaico e terreno: sobre o que a sua recusa significa na adolescentocracia em que a nossa civilização encalhou e se afunda.

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A ignorância instrumental

por João Távora, em 26.07.11

 

Não é propriamente inédito, broncos com uma licenciatura sempre os houve. Como dizia o meu sogro, médico pneumologista em Sintra, foi com incredulidade que no seu tempo testemunhou alguns terem terminado cursos superiores.
O fenómeno da massificação artificial da instrução implementada nas últimas décadas acabou por ser a forma mais eficaz de acabar definitivamente com qualquer veleidade sobre o mérito ou nobreza da academia.
Definitivamente não era este o sonho daqueles nossos antepassados que idealizaram uma sociedade mais equitativa e livre, justamente porque moldada pela democratização do conhecimento e da erudição. Acontece que o capricho igualitário produziu hordas de inscientes e inúteis licenciados em cursos que sabe Deus para que servem. Revoltados, alguns serão sempre úteis para aderirem a demagógicas quimeras revolucionárias. Sem as mais básicas noções da História do seu país, aritmética ou ortografia. Mas o que me parece mais grave nem é isso: é a constatação de que esta ludibriada geração, através dos modelos de mediocridade pop que lhe são fornecidos pelos Media, jamais terá oportunidade de reconhecer essa sua fatídica circunstância.

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Sobre as boas maneiras

por João Távora, em 01.09.10

 

Faz-me alguma confusão a banalização duma  linguagem violenta e rasteira que prolifera  em cançonetas, filmes e programas de televisão, direccionados à juventude ou a uma certa classe social "alternativa". Basta ver um filme de acção americano para classe média, um qualquer standup rasco, bonecos animados para adolescentes, ou escutar as palavras dum irrelevante recitador de RAP, para sermos agredidos com a mais hostil gíria e descontextualizado insulto a tudo o que mexe.  Um dia destes vi na MTV, num reality show na moda entre os adolescentes, uma rechonchuda cachopa americana vilipendiando ao vivo a sua namorada traída; numa verborreia onde o epíteto “cabra” era o mais carinhoso dos adjectivos. Eram seis da tarde.

As boas maneiras não resolvem tudo, nem sempre contêm a semente de violência ou de auto-destruição que não raro brota na alma humana. Mas o pior é que as palavras e os símbolos nunca são só palavras ou símbolos; estão colados aos seus significados precisos que assim se exaltam. Estranho que a mesma adolescentocracia que tolera e trivializa estas aberrações “culturais”, vem a jusante chorar lágrimas de crocodilo e indignar-se com a violência doméstica, discriminação e outras enfermidades sociais que afinal alguma educação e valores teriam por certo resolvido ou atenuado.

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Mais Páscoa

por João Távora, em 01.04.10

 

 

Não é possível uma sociedade boa sem homens bons. As soluções aos desafios humanos, estão nas atitudes pessoais, começam nas nossas casas e partem dos nossos actos e vontades.

Na educação das minhas crianças travo duas duras batalhas contra a cultura do consumo e do sensacionalismo: a primeira é a sua formação religiosa cristã, uma missão quase impossível no meio desta ruidosa bagunça hedonista.  A segunda, não menos ingrata, é a promoção da leitura: porque a boa literatura desvenda a magnitude do drama existencial, desacomoda e desafia. Em ambos os casos no lugar da adrenalina urge o silêncio e humildade. Duas qualidades completamente fora de moda.

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O Dia do Pai

por João Távora, em 22.03.10


Foi com um quentinho no peito que hoje estreei no escritório os desajeitados presentes que recebi dos miúdos no Dia do Pai. A coincidência desta data se celebrar no dia de S. José, pai "adoptivo" de Jesus, quanto a mim está carregada dum profundo simbolismo que jamais deveria ser menosprezado. Sob o bombardeio da nossa cultura hedonista e consequente delapidação da família e do tecido social, este dia deveria constituir uma privilegiada ocasião para se reclamar de todos os pais o seu insubstituível papel e responsabilidade na defesa dum núcleo familiar tão saudável quanto irredutível. Numa época em que se festejam com estridência os mais inusitados dias de Tudo O Que Mexe e Mais um Par de Botas, o “do Pai” deveria ser um daqueles para mais a sério ser levado. Quem sabe deveria merecer a dignidade dum feriado, que para não pesar na economia poderia substituir o disparate do 5 de Outubro. Tudo isto porque, para lá das efémeras delícias inerentes ao acasalamento e à paternidade, dos encantadores afectos trocados com os amorosos infantes quando eles são nossos incondicionais, a tarefa vem afinal a constituir a mais desafiante, dura e arriscada missão que um homem pode ambicionar: a criação de seres responsáveis, justos e felizes. Uma empreitada que confere pouco “prestigio” ou carreira, mas que é decididamente prioritária e indeclinável.

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A mais subtil revolução

por João Távora, em 10.03.10

 

 

Nas suas recentes entrevistas, Caetano Veloso, músico que admiro desde a minha tenra juventude, conhecido pela sua rebeldia de tonalidades esquerdistas do início da carreira, hoje acusa Lula de grosseria e vai deixando escapar um discurso sereno, racional e realista que muitos acusam ser de direita sem que o cantor refute esse crime. 

Joan Baez, que toca logo à noite no Coliseu, é uma das vozes mais importantes da música de intervenção dos anos sessenta. Quando a jornalista do Sol (26 Fev, p.52) a questionou sobre «se escrevesse hoje uma canção que tema abordaria?» a cantora quase a fazer setenta anos, respondeu que «As pessoas deveriam saber que actualmente passo muito tempo com a família». Sem mais.

É universalmente aceite que, regra geral, o passar dos anos refreiam os ímpetos mais subversivos às pessoas, e o avançar da idade tende apurar a racionalidade e bom senso.

É assim que me permito vislumbrar algo de positivo no meu País do ano 2050, em que se prevê que cerca de um terço da população terá mais de 60 anos... sem reforma mas plenos de juízo e sabedoria. Imaginem por exemplo, como será nessa altura a propaganda política e a publicidade em geral, com as quotas de imbecilidade restringidas ao mínimo. De resto, suspeito que o panorama demográfico incluirá umas raras crianças e jovens, maioritariamente provenientes de meios conservadores e católicos, dalguma minoria étnica ou casais excêntricos. Talvez então a nossa proverbial adolescentocracia entre finalmente em regressão, perante uma emergente cultura contra-revolucionária de origem... demográfica. Isto, claro está, se não andarmos todos a aprender árabe como língua obrigatória. 

 

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À procura de Leandro

por João Távora, em 08.03.10

 

 

O pequeno Leandro continua desaparecido oculto algures num baixio do Rio Tua como que bradando pela atenção que nunca teve enquanto era humilhado e sovado com a conivência dum sistema de ensino inimputável. Aliás perante a crueldade destes factos, nenhuma alma desta indulgente adolescentocracia que todos ajudámos a edificar jamais deveria ficar tranquila.

Aqui deixo uma sugestão: enquanto se procura o Leandro, todos os estabelecimentos de ensino nacionais deveriam colocar a bandeira a meia-haste, e os seus intervenientes dedicarem uma hora diária de confronto profundo sobre a responsabilidade de cada um para que atrocidades como o bullying possam acontecer à nossa volta apesar de tanta modernidade. 

 

Fotografia Joana Oliveira, Público

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