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Entregadores de gaz não cuidam da cidade

por Corta-fitas, em 30.03.20

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Com ruas desertas e por isso perfeitamente acessíveis para que se leve a cabo massiva operação de pinturas de zebras pedonais e outra sinalética de prevenção rodoviária numa cidade como Lisboa, que tanto carece de intervenções deste tipo — até em zonas de maior incidência humana, como a Baixa ou Belém —, o que se vê é um presidente do município fazendo entrega domiciliária de botijas de gaz, arrastando consigo imprudentemente, desrespeitando o distanciamento social que a própria autarquia recomenda, matilha de fotógrafos e «jornalistas» que não têm outro remédio senão obedecer-lhe.

A gestão autárquica duma cidade condenada ao cálculo eleitoralista, demagógico e populista — sim, claramente populista!, ou haverá outro nome para isso? — duns quantos aprendizes de feiticeiro, ávidos de ambição de poder, que a Política é outra coisa.

Enquanto não fazem disparates destes, Fernando Medina e os seus devem passar horas a fazer contas — e a desesperar — ao grosso dinheiro que o Covid-19 lhes veio tirar em receitas e taxas turísticas, deixando-os paralisados para encarar essa janela de oportunidade para trabalho efectivo em prol da cidade. Não dá para mais, como diz o outro.

E quem sabe até, a baixa dos índices de poluição que a drástica suspensão da circulação automóvel e aeronáutica veio trazer a Lisboa Capital Verde da Europa vá ainda ser esgrimada como resultado das boas práticas incentivadas pelo município, esse mesmo que tem aparado árvores a torto e a direito, sem ciência, apelo ou agravo. Tudo é possível no quadro actual...

E vamos ver se, após a lúcida liberalização do transporte público — mas quando já estava garantido o pagamento dos passes de Março —, uma vez chegado Abril e caso a população entenda (mal, mas pode acontecer, de facto) que não precisa de carregá-los, não saltarão de trás dos postes, de repente, brigadas e mais brigadas de fiscais (neste período em boa reserva domiciliária, pressume-se) a vigiar e multar quem ainda tenha de sair de casa para trabalhar ou algo irredutivelmente necessário. É que efeito político de agradar sim, mas só até certo ponto...

Vasco Rosa

Na foto, Fernando Medina com amigo doutros tempos, também ele vítima do coronavírus e de si mesmo.

O verdete autárquico

por Corta-fitas, em 25.12.19

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A recente classsificação de Arroios como «bairro mais cool do mundo», ou lá que é, deve ter deixado a Câmara Municipal de Lisboa em tão enlouquecido narcisismo, que se esqueceu em definitivo das suas obrigações quotidianas com a higiene e a boa compostura dos seus bairros. Quem passe de autocarro na Estrada de Benfica pode constatar o abandono a que foi votado o Real Chafariz de Santo António da Convalescença, num vértice do jardim zoológico (o mesmo sucede àquele no largo do Rato e a tantos outros), mas a lista dos pequenos mas flagrantes descasos multiplica-se à medida que se avance cidade afora. Manutenção patrimonial consistente e vigiada simplesmente não existe na autarquia, nem é zelo que se implantasse nas freguesias por si mesmas. E o resultado está à vista, sem que incomode verdadeiramente «as autoridades», a quem é impossível reconhecer um plano de melhoramentos, ao menos nos lugares ditos simbólicos da história antiga de Lisboa (para turista ver).

Quem desça do cemitério do Alto de São João em direcção a Xabregas, ao fim da avenida D. Afonso III encontra um L de muralha que é tudo que resta do forte de Santa Apolónia, hoje entalado entre edifícios residenciais altos que dominam um maravilhoso panorama sobre o rio e a serra da Arrábida lá muito ao fundo. E ao fim da rua que o percorre encontra esta placa toponímica — que há-de parecer bastante pitoresca, very typical indeed, a turista que se aventure por ali, confundida com uma forma absolutamente original de sinalização urbana, quiçá candidata instantânea a qualquer prémio internacional de aparato. Mas só a ele, eventualmente. Um lugar onde por certo há muito tempo não vai ninguém que simplesmente possa ver e mandar fazer o que é tão evidente que tem de ser feito...

Vasco Rosa

Foi para isto que se fez o 25 de Abril?

por João Távora, em 25.04.19

Medina.jpg

 

Uma enorme vergonha alheia é o que se sente quando se lê esta notícia: ontem o Presidente da Câmara de Lisboa tentava fazer passar discretamente um protocolo de colaboração com uma recém-formada Associação dos Amigos dos Cemitérios de Lisboa (!), cujos corpos sociais junta um friso de insaciáveis socialistas e seus familiares – desta vez foram apanhados. A suprema lata e impunidade com que eles usurpam os escassos recursos públicos, um protocolo aqui outro ali, a ver passa à socapa e garantem mais umas rendas para a sua insaciável estirpe.
Não se indignem que não é preciso, eles são de esquerda…

Lisboa mal amada

por João Távora, em 01.04.15

António Costa abandona o barco e eis que é cooptado para presidente da Câmara Municipal de Lisboa um portuense desconhecido, à revelia dos lisboetas. E depois queixam-se da falta de confiança nas instituições políticas e da abstenção.

Ambição, incompetência e cumplicidade

por Vasco M. Rosa, em 17.04.14

Há uma máxima no bom jornalismo brasileiro: a ficção jamais supera a realidade.

Pensei nisso, agora que li que a taça da liga dos campeões vai passear de eléctrico por Lisboa — os mesmos eléctricos em que turistas em pé, comprimidos em lata, sacodem ao longo dum percurso que não avistam e pelo qual pagam um bilhete de quase 3 € ! —, vai aos pastéis de belém e talvez ao pastel de bacalhau, mas AC e a sra. vereadora de cultura hão de estar felizes, porque isso é uma maneira que eles lá têm de acreditar que fazem algo que preste.

Enquanto isso, a remodelação do palácio Galveias como biblioteca (um erro) serve para gastar 15 milhões, quando qualquer bibliotecário lhes diria que um edifício de raiz e funcional custaria bem menos; mesmo quando a hemeroteca foi fechada para venda dum palacete degradado há duas décadas, e a sua instalação num pavilhão desportivo ser uma solução burra e sem fim à vista (um ano pelo menos de atraso sobre o prometido!!); o vereador Salgado diz que é importantíssimo criar uma residência de estudantes no Intendente, para o que se destinam logo dezenas de milhões; mas quando um dos melhores legados de João Soares, o centro de estudos olisiponenses (numa casa de brasileiro na estrada de Benfica) fica durante semanas com a tela da entrada estropiada por um temporal, sem ser reposta (embora, se se tratasse da fachada dum privado, em dois dias haveria de estar no seu devido lugar, sinal de inépcia e de indiferência que assusta!), somos capazes de pensar que não há gestão que garanta 100 € de tela microperfurada... — para já não falar, mas falaremos, da almofada de silêncio e CUMPLICIDADE com que conseguiram abafar o escândalo de Inês Pedrosa, que na Casa Fernando Pessoa fez o que se provou e talvez muito mais que importaria ter apurado, em defesa da respeitabilidade da própria autarquia. Esperam que tudo se esqueça, que tudo passe, para que as moscas fiquem as mesmas...

Como se não bastasse, António Costa quer mandar nos transportes de Lisboa, sem que alguém lhe pergunte como espera poder fazê-lo se nem o estado das vias consegue gerir com a dignidade que a carga tributária paga e exige. A segurança, a comodidade, a normalidade do trânsito, a higiene, são miragens em Lisboa, problemas crónicos, patológicos, mas o presidente deidica-se a delírios, quer ir além dos seus braços, quer dar passos maiores que as suas pernas, talvez para que assim possa convencer que está tudo bem e ele tem margem para ir mais além.

Está tudo mal.

Malfadado sítio...

por João Távora, em 10.09.12


Entrar, contornar e sair incólume da rotunda do marquês foi até há pouco tempo a extrema prova de perícia para o condutor Lisboeta. A CML balança-se agora a mudar todo o esquema: para já conseguiu-o, paralisando o trânsito

Foi hoje, no Jardim Botto Machado (Campo de Santa Clara) que a Câmara Municipal de Lisboa prestou homenagem ao Professor Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, figura marcante da cidade e também Presidente Honorário do MPT - Partido da Terra, com a entrega da Medalha Municipal de Mérito, grau ouro. Gonçalo Ribeiro Telles foi fundador do MPT e seu presidente durante vários anos. Uma justa e merecida homenagem ao mais jovem de todos nós!

O BE já não lhe faz falta

por Teresa Ribeiro, em 21.11.08

Segundo o Público de hoje, o BE prepara-se para retirar o apoio a José Sá Fernandes depois de este ter aceite ficar com vários pelouros que pertenciam ao vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, o socialista Marcos Perestrello.

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Corta-fitas

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