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Um sorriso de esperança

por João Távora, em 16.03.16

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A chegada de Assunção Cristas à liderança do CDS enche de expectativa uma Nação desgastada e desiludida que clama por uma renovação significativa no estilo e no discurso político, e que há muito entendeu não ser possível um “tempo novo” com os problemas e vícios antigos. Assunção Cristas traz para o espectro político um perfil inédito que possui um profundo significado: uma mulher inteira, jovem mãe de família que não prescinde dum brilho próprio muito feminino, alguém que emergiu para a vida partidária pelos seus méritos profissionais, pela determinação e inteligência com que defendia as causas em que acredita, mesmo que contra o discurso do politicamente correcto. Sem vergonha das suas convicções humanistas e católicas, com um discurso fluente e afectuoso, ela conseguiu unir o partido e rodear-se de uma jovem e renovada equipa, cujo génio e capacidade de trabalho esperam-se reflectidos quanto antes num dinamismo de propostas e ideias que catapultem o CDS para um novo patamar de afirmação, urgente, tendo em conta os dramáticos desafios que esperam os portugueses. Para já Assunção irradia um atraente sorriso de esperança, que não é coisa pouca na política dos nossos dias.

 

Publicado originalmente no Diário Económico

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A política como serviço

por João Távora, em 18.01.14

Na sequência do congresso do CDS do passado fim-de-semana em Oliveira do Bairro em que o grupo em que participo, emergiu decisivamente da sombra mediática, venho recebendo por correio electrónico ou através das redes sociais inúmeras mensagens de alento e de simpatia de quantos não se conformam em perder a esperança. Ora acontece que tais mensagens não têm qualquer efeito prático se a essa adesão não corresponder uma participação concreta na vida partidária, pois que nas actuais circunstâncias é através dos partidos que se decide o rumo político do País.
Como quem me conhece sabe, para além de monárquico, sou adepto da democracia representativa parlamentar, um sistema legislativo de decisão colegial que resulta mais racional e salvaguarda com mais eficácia o bem comum das paixões e interesses individuais ou de circunstância. Sendo certo que não existem regimes perfeitos, e perante a evidente urgência dum aperfeiçoamento do nosso, também salta à vista como essa é a desculpa de mau pagador que justifica o desinteresse de muitas pessoas na participação cívica, fruto quem sabe, duma enraizada tradição filosófica latina do “tudo ou nada” e do “não entro em comboios” se não for para ir no gabinete do maquinista.
O grande fracasso duma pessoa é a cedência à amargura, sentimento impróprio de um católico ciente da herança de Cristo que encarna. A amargura é a ausência de Fé, a corrosão lenta da alma desistente, o inferno feito vida, conformada à impotência que essa sim é a verdadeira morte. É nesse sentido que urge escutar a exortação do Papa Francisco feita há uns meses para que os cristãos se envolvam na política, considerando-a serviço, uma forma de caridade, sugerindo que o pouco empenho dos cristãos talvez seja uma causa da má reputação das organizações políticas. "É muito fácil culpar os outros", foram as suas palavras.
Porque a História não pára e é produzida por todos nós e cada um: a cada passo e direcção escolhida, dependente de cada decisão tomada por cada protagonista do seu tempo a cada momento. É entre a nossa atitude de desistência, iniciativa e participação que se decide o Portugal que hoje nos cabe em sorte. Perante as contrariedades, de nada servem amuos ou intestinas cóleras, sempre contra entidades convenientemente tão obscuras quanto abstractas e inatingíveis, que a montante do nosso penoso destino terreno vêm desde tempos imemoriais conspirando contra a instauração do céu na terra. Não, isso tudo somos mesmo nós e as nossas escolhas. Ou a ausência delas, a concessão ao malogro, a definitiva assunção da impotência perante a realidade feita amálgama, diabólica teoria da conspiração, como convém à consciência de um instalado comodista, para amargurado poder viver a vida pela televisão e nela intervir pelo Facebook, expressando enfurecidos estados d’alma.
A coisa é simples: se se tem verdadeiramente ideais e acredita que é possível fazer melhor, ou se atiram os egos e outras misérias para trás das costas e se vai à luta, seja pela a reforma do sistema político, da transparência nos negócios, pelos valores da vida e da dignidade do ser humano; ou outros com diferentes intenções o farão no nosso lugar.
Hoje como noutras eras difíceis da sua história (e onde estão as fáceis?) urge regenerar Portugal com o empenho de gente generosa que acredite que a sua contribuição faz a diferença. Gente que sem precisar de viver da política, não receie nela se envolver a combater por um modelo de sociedade respirável por todos, uma Pátria habitável para os seus filhos nela poderem viver, se possível melhor do que nós. 

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As coisas que ficamos a saber

por João Távora, em 16.01.14

Para lá dos custos financeiros para o País, pelos vistos a factura política da crise do "irrevogável" para o CDS foi bem pesada.

 

 

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No pasa nada

por João Távora, em 06.07.13

Se o acordo de solução da crise entregue a apreciação de Cavaco Silva é compreensivelmente assunto sob reserva, Paulo Portas ontem também não explicou nada no Conselho Nacional sobre o abalo que pôs Portugal inteiro à beira dum ataque de nervos por conta de suas “decisões de consciência”, que por definição “não se partilham nem são sufragáveis”.
Com estas explicações Paulo Portas saiu ontem à noite do Largo do Caldas, não em ombros, mas num andor, exaltado por boa parte dos presentes que assim acalentam pelo líder uma afeição religiosa, inquestionável, autojustificada.
Assim, para alguns, o terramoto da última semana foi liminarmente passado à história (?) com falta de pudor ou simples artes de retórica, com a entoação de silogismos bem articulados em voz grossa que aguentam tudo quando desvinculados da realidade. Saímos do Conselho Nacional com a leve impressão que talvez tenhamos sido vítimas de um delírio colectivo: não vivemos a tensão de um folhetim que estraçalhou um governo tremendamente fragilizado entre a ameaça de ruptura social e as exigências do resgate financeiro, não tivemos (temos!) um País em estado de choque. Uma cena macabra que confundiu e traiu as expectativas dos eleitores centristas avessos à instabilidade política. Não, talvez não tenha acontecido nada, tudo não tenha sido mais que um sonho mau que passou na minha cabeça.

 

 

 

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Alguém me sabe esclarecer

por João Távora, em 03.07.13

Como pode Paulo Portas no congresso de Sábado candidatar-se a presidente do partido com uma Moção em defende valor da Estabilidade governativa?

 

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Imperdoável

por João Távora, em 03.07.13

 

Dada a conjuntura, confesso que tive esperanças que o dever patriótico obrigasse Paulo Portas a um radical controlo sobre a sua instabilidade. Afinal, a meio dos trabalhos, foge na primeira oportunidade sem nos deixar obra ou marca, para além duns quantos amuos, zangas inconsequentes e… um Portugal hoje muito mais pobre. Pela minha parte tolerei tudo a este governo que a determinada altura considerei de generosos heróis. Depois, não desisti de tentar  entender tudo dadas as circunstâncias: a ineficácia do discurso, a amargura do desemprego, o adiamento dos cortes na despesa e um bárbaro aumento dos impostos.
Tenho muitas dúvidas que por estes dias o País tolere baixa política, intrigas e golpes palacianos. receio bem que as próximas sondagens revelarão um CDS em total derrocada. Já sabíamos como Paulo Portas é um exímio predador político. Desistente dos seus compromissos, não tem préstimo algum. Vamos ter que nos virar e juntar os bocados, ajudar a recuperar a credibilidade ao partido.

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Paulo Portas o "instável"

por João Távora, em 03.07.13

O CDS tem sido o partido dos conservadores e estes não lhe perdoarão o caos. Nos tempos do dinheiro a rodos, a irresponsabilidade era coisa para alguns aceitável, mas hoje, na iminência do descalabro geral das instituições e da situação em que cada um dos dez milhões de portugueses se encontra, não há lugar para mais conspiratas de serviço aos interesses de uma ínfima minoria de privilegiados. 


Nuno Castelo Branco ler mais aqui

 

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Um debate muito pertinente

por João Távora, em 18.06.13

 

Quem defende os valores da direita quando a direita está no poder?

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À atenção de Paulo Portas:

por João Távora, em 17.10.12


Não é tempo do CDS lançar o País numa profunda crise política de consequências imprevisíveis. Não, não é desse modo que o partido vai recuperar a confiança do seu eleitorado, antes pelo contrário. Um conservador que se preze, assume com determinação a responsabilidade dos seus actos e escolhas (erros inclusivé) até às últimas consequências. 

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A atracção do... centrão

por João Távora, em 23.03.11

 

Depois de um congresso em que os discursos repetiram à saciedade a falência do modelo socialista e a consequente oportunidade de uma afirmação alternativa à direita, não entendo a necessidade de Paulo Portas insistir na disponibilidade do CDS numa solução de governo "alargada"que inclua o PS. Não me parece que tal proposição mobilize o seu eleitorado natural ou conquiste o descontente, mesmo que tal cenário se revele inevitável por razões patrióticas.

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A Luta Continua

por João Távora, em 21.03.11

 

Apesar de não electivo e sem polémicas expectáveis, foi inegável o grande impacto político do XXIV Congresso do CDS, um dos mais participados e entusiásticos de sempre. O acontecimento revelou-se uma grande demonstração de unidade quanto às prioridades, perante a oportunidade de crescimento e afirmação do partido, no culminar da falência do socialismo a que Nação Portuguesa vem resistindo há décadas. Se dúvidas houvesse sobre a competência e tenacidade de Paulo Portas, elas seriam dissipadas pela forma como o partido tem cavalgado o esgotamento desse modelo, e pela renovação de quadros de inegável qualidade que a direcção vem patrocinando e protegendo.

Do outro lado do espelho, vislumbram-se preocupantemente palpáveis os vícios que emanam da desmesurada ambição do líder na perspectiva de controlo absoluto do partido. A vergonhosa instrumentalização do Congresso de Viseu, expressa na tentativa de anulação duma iniciativa independente como a Moção Alternativa e Responsabilidade, retirando-lhe maquiavelicamente o palco, revelou-se tão gratuita quanto desnecessária: uma liderança forte e aglutinadora não se compadece com estas pequenezas. 

. Das vinte intervenções para abordagem na especialidade das matérias da Moção, às 3,00hs. da manhã tinham-se realizado três, e a Mesa havia reduzido o tempo para dois minutos por pessoa. Paulo Portas ao desmultiplicar a sua Moção em sete “sectoriais”, e repartindo as apresentações pelas suas figuras em “promoção”, acabou por monopolizar, desvalorizar e restringir um debate que se desejaria construtivo e plural. Estranho é que o mesmo líder que diagnostica a tal emergência duma sociedade “pós-partidária” (indiferente aos partidos e organizações), não promova a credibilização e transparência dos processos para dentro da estrutura, numa demonstração do mais ordinário desprezo pelos militantes empenhados. 

Dizia-me um amigo que o golpismo regimental dentro dos partidos e particularmente em congressos é moeda corrente, sendo que a sua banalização pouco comove os aparelhos instalados, muito menos a comunicação social. Esta é uma triste realidade a que as bases inconformadas e livres não podem jamais ceder, para que em tempo certo os bons costumes e propósitos não deixem de fazer a diferença, contra uma Direita enfeudada ao politicamente correcto e com tiques relativistas.

Finalmente, como balanço, fica o reforço da iniciativa liderada por Filipe Anacoreta Correia, demonstrada na entrada para a comissão política de Pedro Pestana Bastos, um dos grandes dinamizadores da Moção, e de Gonçalo Maleitas Correa, além do aumento de cerca de 40% votos para o Conselho Nacional em relação ao congresso anterior, mantendo-se a sua representatividade em cerca de 20% dos eleitores. A luta continua.

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