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A campanha suja

por João Távora, em 20.04.10

 

O Diário de Notícias há muito que nos habituou a uma abordagem facciosa das informações sobre os assuntos fracturantes em geral e da Igreja em particular, submetendo-as sempre a pontos de vista marginais ou mesmo externos aos interesses da comunidade católica que insiste menosprezar. Essa linha editorial é tanto mais estranha quanto, em matéria de “Opinião”, o jornal demonstra um posicionamento pluralista, reunindo católicos praticantes como a Maria José Nogueira Pinto, Adriano Moreira, João César das Neves, Pe. Anselmo Borges, e também outros tantos cronistas cuja posição perante a Igreja é pacífica e de boa-fé.

Neste sentido constitui um profundo mistério as razões pelas quais este periódico instituiu como agenda uma abordagem editorial claramente contestatária e anticlerical. Pergunto-me se a posição é política ou comercial: suspeito que nestes dias do materialismo ridicularizar pessoas religiosas, padres, bispos e Papas renda popularidade, um atributo que raramente anda a par da seriedade.

Veja-se como nos dois últimos dias, dois artigos — ontem com a entrevista a dois padres casados contra o celibato (redigido pela Fernanda Câncio, uma «desinteressada» especialista na «matéria») e hoje um outro sobre católicos (?) homossexuais e contestatários — denunciam uma linha anticlerical, uma campanha a favor duma revolução no interior da Igreja de acordo com descartáveis cânones mundanos como o casamento homossexual. Certamente a receita mais eficaz para uma rápida extinção desta milenar instituição.

Suspeito que o fundamento da inquietação que muitos não crentes manifestam a respeito do celibato do clero, a ser tida como altruísta, esteja bem explicada na forma como a jornalista Fernanda Câncio titula o seu artigo: "E eles não viveram sós para sempre". Não sabem os pobres, que um verdadeiro cristão conquistou e usufrui da melhor e mais calorosa das companhias: Jesus Cristo. Acredito que essa é uma realidade muito difícil de entender para um descrente, quem sabe causadora de incómodos ressentimentos.

De resto, parece-me absurdo que, ao lado destas capciosas peças jornalísticas estejam colocados anúncios de merchandising de apoio à visita do Papa, que se subentende responsável máximo da instituição que se nos pretendem fazer crer como hedionda e criminosa.

Finalmente deixo um desafio: porque é que o Diário de Notícias não intercala estas “notícias” com outras, dando a conhecer a fundo a Igreja viva no terreno e a sua fé em Cristo que inspira milhares de pessoas de boa vontade a viver com harmonia e ajudar os outros?

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Paciencia de Jó...

por João Távora, em 19.10.09

José Saramago é, na minha opinião, um escritor mediano e homem amargo, zangado com a vida e com a humanidade, e prova viva da total arbitrariedade política do “prémio Nobel”. Com uma sensibilidade comercial impar, o autor move-se e manipula como poucos o espaço mediático, em especial quando lança uma nova produção: a um estalar de dedos, a grande nação jornalística lança-se-lhe submissa aos pés, para gáudio dum pequeno Portugal ressabiado, jacobino e dogmático. Só assim se entende o porquê dum país inteiro despertar a uma segunda-feira com as rádios televisões e jornais proclamando as blasfémias do escritor: contra todos os filósofos ou homens de cultura dos últimos dois mil anos, o senhor Saramago vem a descobrir e denunciar que afinal a Bíblia “é um manual de maus costumes”.

Toda a vida houve quem dissesse grandes disparates, sem que deles fosse necessário apelar ao contraditório, à razoabilidade ou ao bom senso: eram simples disparates que não saiam dalgum pasquim, de conversas de café ou de salão. A diferença nos dias de hoje é o sucesso instrumental que facilmente obtêm estas frases assassinas, acalentadas por uma comunicação social que se alimenta, não dos factos ou da informação, mas da polémica sensacionalista. Mesmo que isso reverta na desinformação de muita gente incauta ou promova os mais obscuros projectos políticos.

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Respeitinho pós-moderno

por João Távora, em 16.08.09

Surpreende-me muito o Editorial de hoje do Diário de Notícias, (tarefa que, tenho notado, nesta época de estio deve estar entregue a algum ingénuo estagiário) o qual, além de malhar no PSD, nos aconselha “respeito” para com os objectos domésticos ultrapassados, como a televisão a válvulas, o disco de vinil etc. Não entendo porque raio devo eu “respeito” para com um velho telefone negro, uma lista telefónica ou cassete de vídeo. Pela minha mão já muita tralha dessa foi para o lixo sem qualquer remorso. Ainda admito que se exija respeito para com os seus ilustres inventores, talvez acenando-lhes uma vénia quando a eles nos referirmos... 

Até o mais inveterado dos conservadores, para quem o respeitinho é mesmo bonito, se for inteligente usa-o com critério e parcimónia... não vá o preceito tolher-lhe demasiado a existência. 

 

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