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Hipocrisia

por João Távora, em 11.01.18

Se estão comprovados benefícios medicinais da Cannabis, então que seja ministrada na forma de um medicamento (comprimidos, óleos, sprays) como recomenda a Ordem dos Médicos. Parece-me profundamente hipócrita a proposta do Bloco de Esquerda e do Partido dos Animais para a legalização do cultivo doméstico desta planta para ser fumada, quando o fim em vista é a liberalização a prazo do seu consumo recreativo, que será mais um passo para a desagregação social, o capricho de uns quantos pseudo-intelectuais para fragilizar os mais fracos.

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Liberalidades

por João Távora, em 27.05.14

... a cannabis terá sido, em 2012, a droga mais frequentemente referida pelos utentes que iniciaram pela primeira vez tratamento da toxicodependência.

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À atenção do prof. João Semedo

por João Távora, em 30.08.12

Legalizar o comércio e cultivo de cannabis a maiores de 18 anos, é como proibir a venda de rebuçados a menores de 16 anos e legaliza-la para os maiores. 

 

Adolescentes que iniciem o consumo de canábis antes de completarem 18 anos poderão perder até oito pontos do seu quociente de inteligência (QI) entre a infância e a idade adulta. (...) segundo os investigadores, há também uma crença generalizada, por parte dos adolescentes, na ausência de riscos no consumo de canábis, uma ideia confirmada ao i por Susana Henriques, do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE.

Segundo a investigadora, nos últimos anos tem-se verificado, por um lado, “uma certa desvalorização social do risco associado ao consumo de substâncias psicoactivas, como a canábis”. Por outro lado, há uma “atitude de ‘risco cultivado’ face aos riscos percebidos” – uma atitude motivada pela curiosidade na qual se observa uma “exposição voluntária ao perigo” e que, em última análise, assenta na “expectativa mais ou menos consciente de ultrapassar” essas consequências.


Jornal i - artigo completo aqui

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A liberdade de perder a liberdade

por João Távora, em 13.08.12

 

 

A liberalização do cultivo e venda de cannabis, não sendo um "assunto tolo", emerge curiosamente nas notícias em Agosto, reconhecido mês de leviandades e imprudências. Certo me parece que a dinâmica adolescentocrática dominante é imparável, e que mais tarde ou mais cedo teremos os tais “clubes sociais” do Bloco de Esquerda para fruição dumas boas “pedradas” em “quantidades controladas”.
Nos anos setenta também simpatizei com a ideia. Orgulhava-me até da autoria dum belo graffity sobre o assunto na Avenida Infante Santo. Já então pessoa de convicções, deixei de ir às aulas para me passear pelas margens, crente de que o Mundo se moveria pela força dos meus desejos e expectativas. A coisa não podia acabar bem.
Não foi tarde de mais que entendi que assim como uma família até consegue suportar um “excêntrico” no seu seio, demasiados excêntricos arruínam uma família. Suspeito que o mesmo suceda com uma cidade ou com uma civilização. Progressivamente vim-me apercebendo como é mais fácil desregular do que ordenar, como dá menos trabalho condescender do que educar, como é mais acessível contestar do que decidir. E de como nesta tão antiga e desesperada busca da felicidade, em determinados momentos, algo parece indicar-nos a urgência de se retroceder por necessários equilíbrios e contrapesos.
Os movimentos culturais dos anos cinquenta e sessenta no Ocidente fizeram algum sentido ao por em causa poderes e instituições demasiadamente rigidas e tendencialmente hipócritas. Mas acontece que com a água suja do banho foi-se o bebé pela janela abaixo. A ganância dos mercados e o voto a qualquer preço, a abolição da culpa e a ilusão do facilitismo baniram a Autoridade para um refúgio envergonhado. Mas acontece que amo demasiadamente a liberdade, para concordar que em seu nome ela própria seja hipotecada a quem quer que seja.
É nesta perspectiva que me parece que a liberalização da venda e cultivo da cannabis é mais um passo para a desregulação social. Que, por capricho de uns poucos serve para fragilizar os mais fracos, convidando-os a acomodarem-se na sua ilusão de prazer em guetos higiénicos que criem emprego (directo e indirecto) e paguem impostos. A favor da normalização da anomalia (Alienação) e extinção das expectativas sociais (pressão) pelo mérito e pela excelência.
Na história da humanidade, quase sempre a perversão pareceu-nos prevalecer sobre a virtude. Para além de tal ser uma ilusão, imperdoável mesmo será desistirmos de assumir a nossa posição na contenda. 

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