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Ainda dizem que o Futebol se presta a violências? Da nossa Herança Clássica ficou impressivamente gravado o episódio de Édipo, o qual, não aguentando enfrentar a realidade do que tinha feito, arrancou os olhos. Depois da vergonha do jogo com a Albânia, desde o princípio agoirado por me pôr a torcer contra uma equipa das Águias, o Presidente da Federação fez gesto idêntico, sob a forma mais suave de sair do campo. Não se pode pedir-lhe mais. Quem contrata Queiroz para Seleccionador demonstra não ter vistas para vazar.
O Meu Amigo FAL censurou-me asperamente pela negatividade da mensagem do Leão de pelo rosso e eu dou a mão à palmatória, pelo que publico uma imagem que corrija, tamanho é o seu poder de afirmação:
Ganhar a equipas italianas é sempre difícil, mas este Benfica Florido, que cresce de jogo para jogo, fê-lo com uma autoridade ainda insuspeitada. Em relação aos primeiros jogos da época, duas grandes diferenças, para melhor - mais jogos e Katsouranis no meio-campo. Aliás, a linha Katsou-Yebda-Ruben é quase um coador dos ataques adversários, que chegam muito menos intensos à defesa. Com a falta dos pontas de lança previsivelmente titulares, na frente, já que o Nuno Gomes é mais móvel do que Cardozo e não corre tão uniformemente para diante como Suazo, quase assistimos a uma linha adiantada de três, paralela à anteriormente citada, com o grande abre-latas Reyes e o hoje outra vez Olímpico Di Maria. A ausência forçada de Aimar até terá sido um bem. E Carlos Martins começa a ser o Rei das Assistências em centros da direita, seja em livre ou bola corrida.
Águias ao Alto!
Por que será que, de repente, me passei a interessar tanto por porcelanas com esta imagem como marca? O título justifico-o não só pela bela actuação do Extremo espanhol, como por no duelo entre o Rei da Selva e a Rainha dos Ares ter prevalecido quem se consegue elevar mais alto. Quique, hoje, decidiu claramente o jogo nas substituições, ganhando o meio-campo com Katsouranis, como já aqui defendi, perante o cepticismo de alguns Leitores; e introduzindo o passe certeiro de Aimar, no momento próprio.
Ah, o Amigo João Távora pegou ao Paulo Bento a mania das estatísticas.
SLB! SLB! SLB!
Finalmente a Águia fez suas as asas da Vitória, muito por ter demonstrado a força de que se fazem os campeões, quer dizer, a anímica de não baixar os braços a cada golo ao adversário oferecido por flagrantes fragilidades defensivas, como a física de aguentar um joga inteira, coisa que ficou por ver no jogo contra o Porto e que já fazia as aves agoirentas imaginá-la para continuar. A equipa melhorou vários aspectos, por exemplo o de finalmente fazer centros capazes, como se não via desde a primeira época do Nélson. A Mata Real foi verdadeira coutada da Rainha dos Ares, com a abdicação de um extremo direito a ser bem compensada pelas vezes que Amorim e, episodicamente, Carlos Martins, lá apareceram. Para o Futuro haverá sempre a hipótese de aumentar a consistência no centro do terreno, através de Katsouranis.
Os Chineses não dizem que a verdadeira glória consiste em levantarmo-nos de cada vez que caímos? Pois a cada frangalhada servida ao adversário, lá se remontava, voltando ao comando do marcador, para estragar os corolários estatísticos do João Távora, ou ampliando a vantagem, para precaver o brinde que se seguisse. E o prémio, a tal estrelinha de Campeão surgiu sob a forma do petardo que bateu no poste e entrou. Hoje, a ceguinha estava voltada para o lado certo, pelo que não lhe baterei mais.
Venha a lagartada!
Sport Lisboa e Benfica (2008/2009)
Quaisquer que sejam os méritos de gestão e recuperação financeira da Direcção do Glorioso S.L. Benfica, só posso considerar como caótico o seu comportamento perante as raras contratações de estrangeiros em que acerta, de entre as muitas a que se dedica. Quando um é claramente acima da média, dá bota; e não no sentido de chuteira! Miccoli provou, apesar de algumas lesões, que era bom, logo no primeiro ano? Pois nada de exercer a opção de compra, ficando a andar ó tio, ó tio na segunda época, deixando-o abalar para Palermo e fazendo-nos passar por palermas. Há um calmeirão na defesa que falha frequentemente e põe sempre a culpa nos colegas? Pois tem-se essa fragilidade por voz de comando e toma-se o partido dele contra um jogador notável, Katsouranis, a quem se arranja um treinador pronto a liquidá-lo na época seguinte, deslocando-o do lugar onde era dos melhores da Europa, para uma posição que apenas deveria preencher em situações de recurso.
Agora é Cardozo posto a banhos. Não tarda estão a empandeirá-lo. Marcou golos como há anos se não via, no ano transacto? Lá vem um técnico bem-falante acusá-lo de falta de empenho. Vai-se a ver a acusações e elas resumem-se a não ter pressionado a equipa adversária - do treino - à saída da defesa, de acordo com o desejo do técnico, e a ter marcado um livre contra a barreira. Não se leva em consideração a morfologia do jogador, que, equacionada, até levaria à surpresa, pela mobilidade que revela. Quanto ao tiro ao boneco, desde que Simão saiu, se vão promovê-lo a critério disciplinar, vão ter de suspender o plantel inteiro.
O Clube está a tornar-se uma trituradora de craques. Daí o neologismo do título. Mas se preferem "escol", escolofagia também não ia mal...
1. A derrota de Portugal em casa contra a Dinamarca, num jogo a contar para o apuramento do próximo Mundial de Futebol, foi acolhida com mais tranquilidade e bonomia pelos comentadores da modalidade, rendidos a Carlos Queiroz, do que os empates e até algumas vitórias da selecção sob o anterior comando de Scolari. Um bom exemplo disto foram as declarações de Rui Santos, ontem à noite, no seu verborreico programa de comentários na SIC Notícias, em que tudo fez para atenuar e justificar a derrota. Chegou até a dizer que "em Portugal não existe um grande guarda-redes, um grande defesa esquerdo, um grande defesa-direito nem um grande ponta-de-lança". Fabulosa análise. Que vale agora para Queiroz mas não valia antes para Scolari.
2. Só foi pena que Rui Santos, tantas vezes crítico das opções de Scolari e admirador confesso desse "descobridor de talentos" que é Carlos Queiroz, não tenha explicado aos telespectadores por que motivo Antunes e Carlos Martins, que Queiroz "inventara" nos jogos contra as Ilhas Faroé e Malta, tenham afinal desaparecido para darem agora lugar a Paulo Ferreira e Maniche, habitualmente utilizados na era Scolari. Com a pequena diferença de que rendiam mais sob o comando do brasileiro.
Ou me engano muito ou este fantástico "descobridor de talentos" ainda acabará por ir também buscar o Ricardo para o lugar do Quim.
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Nada se salva, mas Corina ao menos, sabe o que faz...
A Máquina do PS tem sem dúvida, uma força tremenda...
Aplaudo e subscrevo integralmente, tudo o expresso...
diplomata ou ''o que vai só até 1/2 da ponte'' tem...
gostava de saber o que acontece às ''merdalhas'' a...