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Isabel Jonet, ainda...

por Corta-fitas, em 09.11.12

 

O pecado de Isabel Jonet é a sua dicção, digamos, a maneira como mexe as mãos e pisca os olhos: é a sua condição social de «privilegiada», como agora se diz, o que, segundo a acefalia reinante, a desqualifica para qualquer intervenção pública. Mesmo sendo Isabel Jonet uma pessoa com um currículo a todos os títulos inatacável no trabalho de campo de combate à pobreza, qualquer consideração que faça sobre os mais «desfavorecidos» será considerado um «insulto», à imagem daquilo que se passou com Alexandre Soares dos Santos, por exemplo (já agora, como está a correr esse boicote ao Pingo Doce?). O dado preocupante nesta história é este (não é o «boicote» ao Banco Alimentar, que será feito por catorze pessoas com contas Twitter): a radicalização das várias sensibilidades sociais e políticas que conduzirão, tragicamente, a uma situação onde será impossível qualquer tipo de consenso sobre aquilo que o país tem de fazer.


Lourenço Ataíde Cordeiro - Complexidade e Contradição

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O início de uma longa batalha

por João Távora, em 28.11.10

 

Se ainda não foi, ainda vai a tempo de dar um saltinho ao supermercado para ajudar a encher um carrinho de compras para o Banco Alimentar Contra a Fome: por estes dias de crise, este é um desafio que todos temos de assumir com redobrado esforço, pois constitui cada indivíduo o primeiro e último reduto da responsabilidade social, e do inegligenciável amor ao próximo. Se a atenção aos mais desfavorecidos não for uma descoberta no coração de cada um, não há futuro nem caminho para a comunidade a que pertencemos. Nestes dias particularmente duros compete-nos a todos uma resposta redobrada ás carências do nosso semelhante, agindo com magnanimidade nesta campanha. Mais, os tempos que aí vêm reclamam uma adesão firme ao chamamento que inevitavelmente se acentuará oriundo das paróquias e associações que são acolhimento dos mais desesperados casos de carência material e sofrimento psicológico. O desafio principal deste socorro pertence e pertencerá a cada um de nós, e não é transmissível a qualquer entidade abstracta, cega e distante da realidade que está no nosso bairro, à nossa porta, à frente dos nossos olhos. Tempos de excepção desafiam Homens excepcionais, na caridade e na entrega tanto quando dispensam decretos e demagogias.

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