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Vozes militantes (e que prometem polémica)

por José Aguiar, em 23.07.09

Dois blogues incontornáveis na consulta quotidiana – pelo menos até dia 28 de Setembro (o dia pós-eleições, ganhe quem ganhar, será de antologia, não se duvida…). Um e outro, a não perder. Espero que entrem, muitas vezes, em diálogo. Cá estaremos para os cortar, sem dó nem piedade, seja a torto, seja a direito. Desde já, a premissa deste primeiro parágrafo é nada mais que um palpite (embora o partilhe, pede-se demonstração da mobilidade inter-bloco, porque o que mais existe por aí é eleitorado mal caracterizado ou não caracterizado de todo e a justificação, embora plausível, carece de demonstração) e as afirmações deste, enfim – tirando a lágrima fácil do “voto em liberdade” – se são verdade quanto à ausência gritante de programa do PSD, deveria com honestidade dizer que o PS também não apresentou nada, ainda (tudo o resto serão, igualmente, ideias desgarradas e o que vale para um, vale para o outro).

 
PS: Vamos lá a ver o que será um blogue onde participa o José Pacheco Pereira no qual, à partida, existirá a publicação (livre?) de comentários…

As eleições perdem-se

por Tiago Moreira Ramalho, em 24.12.08

E o actual momento da política portuguesa é a prova disso. Uma legislatura como esta, em condições normais, isto é, com uma liderança forte e unificadora na Direita, com uma oposição minimamente inteligente e com um Presidente da República menos passivo, já teria, muito provavelmente, os piores índices de aceitação da História. O problema é que esta não é uma legislatura normal.

Nunca eu vi um governo no qual o primeiro-ministro não fosse responsável por nada. Colapso da Escola Pública? Chamem Maria de Lurdes Rodrigues. Inconstitucionalidades no Código do Trabalho? Chamem o Vieira da Silva. Dinheiro esbanjado em Obras Públicas? Chamem o Mário Lino. E por aí sucessivamente, tocando a todos os ministros a exclusiva responsabilidade das suas pastas. Não é, portanto, de admirar que todos os ministros sejam impopulares menos o próprio José Sócrates. O suposto governante só aparece para falar do Miguel Torga, para oferecer Magalhães às criancinhas (ou fingir que oferece...) ou para anunciar grandes planos de emergência que vão ajudar toda a gente a superar a crise de agora a partir de 2017.

Mesmo nas sessões parlamentares às quais, admito, não assisto sempre, oiço argumentos vazios, propaganda barata e, de quando em vez, uma reprimenda a uns meninos mal comportados, tudo isto vindo do responsável máximo pela governação de Portugal. E os que estão sentados do outro lado, como se tivessem tomado alguma coisa, ficam assim, impávidos e serenos a ouvir os disparates, sem capacidade argumentativa que permita desmontar os argumentos rídiculos a que o sexy boy lá do sítio frequentemente recorre.

Em 2009 não é Sócrates que vai ganhar, são os outros que vão perder.

Não havia necessidade

por Pedro Correia, em 16.03.08

No comício do Porto, Maria de Lurdes Rodrigues recebeu aplausos, mas surgiu como uma derrotada. Colaram-na a José Sócrates para o País ver. Puseram-na à frente das câmaras de televisão. Focaram-na a bater palmas entusiásticas ao primeiro-ministro. É o que costuma suceder a quem precisa de balões de oxigénio na política. Mas não havia necessidade. O Presidente da República já lhe manifestou apoio: é quanto basta para Sócrates a segurar no cargo contra todas as pressões da "rua". Ao contrário do que aconteceu com Correia de Campos, que não gozava das boas graças de Belém. Por isso ele perdeu o lugar no Conselho de Ministros. Enquanto ela ainda lá está.

A vez de Elisa

por Pedro Correia, em 15.03.08

 

O comício socialista do PS no Porto, a pretexto do terceiro aniversário da entrada em funções do Governo, serviu afinal para o lançamento da candidatura autárquica de Elisa Ferreira na Invicta. Rui Rio que se cuide: a liderança do PSD continua a ser uma miragem, apesar de alguns procurarem desesperadamente empurrá-lo para lá, e a Câmara do Porto pode mudar de côr já em 2009, condenando-o ao desemprego político. Elisa foi a estrela do comício: há sinais que não enganam.

A "oposição" que se opõe a si própria

por Pedro Correia, em 13.03.08

Na pior semana de vida do Governo de José Sócrates, logo após cem mil professores terem saído à rua em protesto contra a ministra da Educação (incluindo a mulher do número 2 do PS), o PSD voltou a dar uma péssima imagem de si próprio mergulhando em novo debate interno sobre questões de intendência. Ao ouvimos falar uns e outros, com uma carga de ódio tão transparente de parte a parte, percebe-se cada vez melhor que este partido deixou de ter condições de sobrevivência. Como já aqui acentuei, no momento em que Luís Filipe Menezes iniciava funções na Rua de São Caetano à Lapa, o PSD morreu. Ou antes: dividiu-se irremediavelmente em dois partidos. Há um PPD - mais regionalista, mais popular, mais enraizado na malha autárquica - e há um PSD - mais urbano, mais liberal, mais institucional - que são irreconciliáveis. Esta fractura começou a verificar-se quando Durão Barroso ungiu Santana Lopes como seu sucessor antes de rumar a Bruxelas. Prolongou-se com o efémero executivo de Santana e avolumou-se com a formação do actual grupo parlamentar do partido - talvez o mais medíocre de sempre. E foi já em plena guerra intestina entre o PPD e o PSD que a liderança de Marques Mendes entregou de mão beijada aos socialistas a gestão da Câmara de Lisboa. Não adianta apontar culpas: deixou de haver inocentes nesta trama indigna do partido fundado em 1974 por Francisco Sá Carneiro. Menezes, Santana e Ribau Esteves nada têm a ver com Rui Rio, Pacheco Pereira e Paula Teixeira da Cruz: são duas facções em guerra que a todo o momento demonstram não merecer a confiança dos portugueses.

José Sócrates, que assiste de camarote a tudo isto, é um homem de sorte. Qualquer governo sonha ter uma "oposição" assim.

Só Cavaco ainda aguenta esta ministra

por Pedro Correia, em 07.03.08

 

Ao que consta, o secretário de Estado Valter Lemos ainda não terá pedido a demissão apesar das críticas descabeladas que dirigiu à política educativa de Ana Benavente quando esta era secretária de Estado de Augusto Santos Silva, actual ministro dos Assuntos Parlamentares, no executivo de António Guterres. O episódio revela bem como o PS já não é o que era: Sócrates, que não consegue passar um dia calado, estimula a que todos falem - no partido e no governo - com os resultados que estão à vista. A contenção verbal, trunfo "socrático" dos primeiros tempos, pertence ao passado, tal como a garantia de apoio aos ministros, por mais impopulares que estejam nas sondagens. O que sucedeu há um mês a Correia de Campos demonstra bem como o primeiro-ministro pode deixar cair os protagonistas das tão apregoadas "reformas". Maria de Lurdes Rodrigues que se cuide: só a recente intervenção presidencial, apelando à serenidade" pública no momento em que a ministra enfrenta o maior coro de críticas, lhe deu algum conforto. Imagine-se só o que seria se o presidente fosse Manuel Alegre - amigo de Benavente, agora na primeira linha das críticas ao Ministério da Educação - ou Mário Soares, esse grande mentor do "direito à indignação".

 

E ainda...

- Pedro Duarte, vice-presidente da bancada parlamentar do PSD, critica Cavaco pelo apoio à ministra. No dia seguinte, Santana Lopes, presidente da bancada, desautoriza o vice-presidente. Só há uma palavra para isto: desnorte.

- Luís Filipe Menezes tenta surfar a onda reivindicativa, dialogando com os dirigentes da Fenprof. Não pode haver melhor demonstração de que o PSD nem sonha ser governo nos anos mais próximos.

Dizem que falar faz bem aos nervos

por Pedro Correia, em 07.03.08

 

A ministra da Educação desdobra-se em entrevistas. Irresistivelmente, isto faz-me lembrar os últimos dias de mandato de Correia de Campos como ministro da Saúde: nunca aquele santo cavalheiro falou tanto aos jornalistas como nas duas semanas que antecederam o seu pedido de demissão (ou a ordem que recebeu para se demitir, pois há versões para vários gostos). Neste ambiente de nervosismo governamental, a RTP mais parecia ontem uma versão abreviada do Conselho de Ministros: depois de Maria de Lurdes Rodrigues, avançou o ministro da Administração Interna, Rui Pereira. Também ao vivo, em directo e a cores. Dois membros do Governo entrevistados em longa sequência na mesma noite é um sinal evidente de que o executivo de José Sócrates atravessa um dos seus momentos mais complicados. E pior estaria ainda se o PSD não tivesse sumido algures. Dão-se alvíssaras a quem o encontrar.

Falar com teleponto ao Portugal sentado

por Pedro Correia, em 23.02.08

 

Uns professores que hoje ousaram descer à rua para contestarem a ministra da Educação e se atreveram a prestar declarações aos órgãos de informação foram imediatamente cercados por agentes da PSP, que lhes exigiram os bilhetes de identidade. Acabo de ver na SIC esta notícia que nos parece falar de um país longínquo. Mas não: estamos no Portugal de 2008. O mesmo que José Sócrates, no aconchego dos seus fiéis, garantiu hoje estar no bom caminho. "Governar bem é governar com competência e com rigor, é pôr sempre o interesse geral acima dos interesses particulares, é trabalhar a favor da estabilidade e da confiança nas instituições. É manter uma linha de rumo, é realizar um programa, é apresentar resultados", declarou o primeiro-ministro na abertura do Fórum Novas Fronteiras.

Quem o veja nesta sucessão de cerimónias propagandísticas é capaz de lhe dar razão. Mas perguntem a opinião aos professores descontentes que hoje desceram à rua debaixo de chuva e se viram cercados pela PSP como se fossem delinquentes. Que "interesse geral" levará a polícia a tratá-los como se a liberdade de expressão estivesse reservada apenas a quem fala com teleponto ao Portugal sentado?

Défice de oposição

por Pedro Correia, em 19.02.08
O enorme défice de oposição ficou bem patente na ronda de reacções na SIC Notícias que ontem se seguiu à entrevista com Sócrates. Nenhum dirigente de primeiro plano se dignou falar, desperdiçando assim uma notória oportunidade de fazer passar uma mensagem ao País. Os que falaram quase só debitaram banalidades. Com destaque para a social-democrata Zita Seabra, que aludiu três vezes ao ar "triste" de Sócrates, obviamente por não lhe ocorrer nada melhor para dizer. Sócrates, por sinal, nem tinha ar triste. Ao contrário de Zita, que parece ser uma daquelas pessoas incapazes de sorrir. Já era assim quando assumia funções de "controleira" no PCP.

As críticas de Alegre e o receio de Sócrates

por Pedro Correia, em 30.01.08

A mini-remodelação que José Sócrates ontem anunciou, enquanto decorria a abertura oficial do ano judicial, responde a todos aqueles que juravam pela inutilidade do milhão e duzentos mil votos obtidos há dois anos nas urnas por Manuel Alegre. Percebe-se agora muito bem que o histórico socialista pode condicionar a renovação da maioria absoluta do PS. A possível repetição nas legislativas de 2009 do que ocorreu nas presidenciais de 2006 e da eleição intercalar em Lisboa do Verão passado (em que Helena Roseta, sem máquina partidária, obteve 10%) é talvez hoje o maior pesadelo do primeiro-ministro. As críticas de Alegre ao péssimo desempenho do ministro da Saúde, dando voz ao que milhares de socialistas pensam, ditaram o destino de Correia de Campos. Mais ainda: a substituição de Campos por uma ex-apoiante de Alegre, com a clara intenção de condicionar as intervenções críticas do poeta nesta área, são a melhor prova de que Sócrates receia o ex-candidato presidencial. Há uma esquerda socialista que, não se revendo no PCP nem no Bloco, jamais voltará a votar no actual primeiro-ministro mas optaria por uma alternativa eleitoral corporizada por Alegre, que também sem aparelho obteve 20% na corrida a Belém. Quem desvalorizar isto arrisca-se a falhar todos os vaticínios.
Alegre, que teve um papel importante nas presidenciais, pode ter uma intervenção decisiva nas próximas legislativas. Tudo depende da sua vontade. E Sócrates sabe isso melhor que ninguém. Daí o seu receio.

O ministro embaciado

por Pedro Correia, em 27.01.08
Um velho transmontano morre no hospital de Vila Real, onde permaneceu em condições indignas e recebeu alta de modo aparentemente irresponsável, vindo a ser internado novamente horas depois - já demasiado tarde. O ministro da Saúde, numa das múltiplas entrevistas que deu nos últimos dias na vã tentativa de limpar a sua imagem irremediavelmente embaciada, disse ontem na SIC que se tratou de um "pequeno acontecimento" enquanto recomendava mais "responsabilidade ética" aos órgãos de comunicação.
Correia de Campos preferia que notícias como a de Vila Real fossem silenciadas. Azar dele: não são. E a morte de um ser humano, lamento informá-lo, nunca é um "pequeno acontecimento". Sobretudo quando ocorre nas lamentáveis circunstâncias em que este ocorreu.

O que parece é

por Pedro Correia, em 18.01.08
Muito interessante, esta revelação de José Medeiros Ferreira.

Outros tempos, outros costumes

por Pedro Correia, em 17.01.08

Em Dezembro de 1962, Salazar chamou o seu ministro do Ultramar - tido como uma das figuras mais reformistas do regime - e comunicou-lhe a intenção de alterar a linha de rumo seguida desde Abril de 1961 que levara, entre outras inovações, à abolição da lei do indigenato.
"Nós acabamos de mudar de política", anunciou o presidente do Conselho.
"Então acaba de mudar de ministro", limitou-se a retorquir o ministro, que se chamava Adriano Moreira. Dito e feito: abandonou o Executivo e nunca mais reassumiu um posto governativo.
Hoje é possível mudar de política mantendo inalterado o elenco ministerial. Mais do que possível, é moeda corrente. Mário Lino aí está para o provar.
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Foto: Adriano Moreira em 1961, durante uma visita oficial a África como ministro do Ultramar

Dá cá, toma lá

por Corta-fitas, em 16.01.08
«Região Oeste vai ter novo hospital»

A moção que serve o Governo

por Pedro Correia, em 16.01.08
O PSD já anunciou a intenção de votar contra a moção de censura ao Governo que hoje será apresentada na Assembleia da República pelo Bloco de Esquerda. É uma decisão acertada. Esta moção não faz sentido - acaba por servir apenas para que os socialistas cerrem fileiras em torno de José Sócrates, ultrapassando de vez a controvérsia interna provocada pela quebra de mais uma promessa eleitoral (as críticas de António José Seguro ao chefe do Governo, na última reunião da cúpula do PS, são bem sintomáticas). Se de cada vez que o Executivo quebrasse uma promessa eleitoral houvesse uma moção de censura em São Bento, este instrumento político banalizar-se-ia a um ponto insustentável. E note-se que na questão de fundo estou em sintonia com o BE: o referendo ao Tratado de Lisboa devia ter-se realizado, por constituir uma das mais emblemáticas bandeiras eleitorais dos socialistas e por constituir um instrumento indispensável na aproximação dos portugueses ao projecto europeu. Mas transformar a crítica ao PS, justa e merecida, numa irrelevante moção de censura acaba por constituir um bónus ao Governo. Sócrates agradece.
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ADENDA: Dizem-me que o PSD afinal vai abster-se em vez de votar contra, o que não altera o essencial do que fica dito atrás: em termos objectivos, a moção serve os desígnios estratégicos do Governo.

A opositora que serve ao Governo

por Pedro Correia, em 15.01.08
Zita Seabra fez parte da direcção do PSD-Marques Mendes, que era contra a Ota. Agora faz parte da direcção do PSD-Luís Filipe Menezes, que era (até à semana passada, pelo menos) a favor da Ota. Ontem esteve no Prós & Contras, bradando contra o trocatintismo de Sócrates. Acho comovente a convicção com que esta mulher defende tudo e o seu contrário, apontando incongruências aos adversários políticos do alto da sua imensa autoridade moral nesta matéria. "O País não aguenta mais situações destas", dizia ela ontem na RTP. Fátima Campos Ferreira chamava-lhe "doutora Zita Seabra" e ela não rejeitava o grau de licenciatura que nunca teve...
O Prós & Contras, que já foi um programa interessante, transformou-se numa Parada de Ministros carentes de balões de oxigénio. Correia de Campos esteve lá na semana passada, Mário Lino apareceu lá ontem. Pela oposição, só Zita. Sócrates deve sorrir: não pode haver opositora que melhor sirva ao Governo.

Recordar é votar

por Corta-fitas, em 14.01.08
Disse que não aumentaria os impostos, mas subiu o IVA para 21% e criou um novo escalão máximo de IRS; Declarou que não haveria portagens nas SCUT em regiões sem desenvolvimento, e foi o que se viu; Criaria 150.000 postos de trabalho e aumentou o desemprego. Colocaria a Economia a crescer 3% e referendaria o Tratado Europeu: Todos sabemos o que se passou.
Hoje, o Público destaca na sua página 3 as «promessas quebradas e os objectivos falhados», contrapondo ao programa eleitoral do PS as decisões do Governo: Nada de novo, poderão dizer. E, no entanto, há alturas em que a novidade importa menos do que o refrescar da memória, para que entendamos como é possível que um partido político prometa 150.000 empregos e, uma vez no Governo, tente desculpar-se afirmando que «a meta (isto é, o cumprimento do compromisso eleitoral) não depende da sua vontade».
Déjà vu, esta prática de dar o dito por não dito? Transversal ao rotativismo do bloco central, este estar-se nas tintas para honrar a palavra dada a quem os elegeu? Esta prática de prometer o que sabe que não poderá dar? É bem capaz de ser. E é capaz de continuar a sê-lo. Mas a culpa é de todos os que acusam de «falta de carisma» aqueles que se pautam pelos valores e pela honra e se deixam ofuscar pela forma, permanecendo surdos à desafinação dos conteúdos. Recortem esta página do Público de hoje e, em 2009, tirem-na da gaveta. Talvez vos ajude a decidir.

Cavaco: duas vitórias em dois dias

por Pedro Correia, em 10.01.08

O Presidente da República impôs a sua agenda ao Governo em dois dias consecutivos, confirmando o papel interventivo que lhe cabe no sistema político português. Ninguém tenha dúvidas: José Sócrates foi forçado a rasgar a sua promessa de convocar um referendo europeu em grande parte devido à posição de Cavaco Silva, que sempre foi contra esta consulta, e trocou a Ota por Alcochete também devido à opinião do Chefe do Estado, que nunca escondeu a preferência pela localização que o Executivo hoje anunciou.
Sem uma palavra em público, Cavaco marcou pontos em dois tabuleiros decisivos. E o ano ainda só agora começou.



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