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Cheira a fim de... Socialismo.
O fenómeno do crescimento da extrema-direita, ou do alheamento dum certo espectro conservador da população, está quanto a mim intimamente ligado com a falta de competência da Direita democrática, que, na ânsia de ser aceite e aceder ao poder, se domestica ao centro, encravada num discurso politicamente correcto, penhorando assim as suas bandeiras naturais por troca duns quantos chavões populistas.
O CDS desde a fundação incorporou como sua esta ambiguidade. Obrigado a assumir um discurso “Centrista” para sobreviver num espectro político e eleitoral amputado pelos senhores da revolução, o partido acabou por constituir acolhimento de todos aqueles que não se reviam no unívoco discurso progressista saído do PREC. O pensamento então predominante, com mais ou menos lirismo significava à época, em termos de posicionamento político, aquilo a que hoje chamamos “Centrão”. Em consequência disso em 1976 coube ao CDS assumir a sua natureza sociológica, e na Assembleia Constituinte afirmar-se como o único partido a rejeitar o socialismo como desígnio constitucional, veleidade que ainda hoje lá perdura inscrita, mesmo que com expressão meramente (?) estética.
Daqui decorre que, ontem como hoje, a mensagem da Direita não pode jamais ceder na sua forma, por natureza sóbria e realista; ou conceder no conteúdo, guardiã que se deverá afirmar dos valores da Vida e da Família, de Valores como o da Honra e da Verdade, de Valores desacreditados como os do Trabalho, do Mérito e do sentido de Serviço. Estes são aspectos que muitos portugueses ainda aspiram ver defendidos com autoridade e convicção, antes que um dia, desiludidos, se virem para radicais quimeras, ou, tão mau quanto isso, se alheiem definitivamente do seu próprio destino, incrédulos e descrentes naqueles que os deveriam representar.
O meu envolvimento na Moção Alternativa e Responsabilidade ao XXIV Congresso do CDS tem a ver com tudo o que atrás escrevi. Para além disso, tem a ver com a sintonia ideológica e profunda amizade que me une a alguns dos seus subscritores, para além duma uma ligação sentimental antiga que nutro por este Partido que me acolheu ainda em tenra idade, depois do 11 de Março de 1975.
Para finalizar estas considerações, não quero deixar de afirmar estar eu certo de que no próximo dia 19 em Viseu a actual Direcção saberá valorizar uma iniciativa como esta, que como um salutar sinal de crescimento e maturidade do partido, confere densidade critica e ideológica a um projecto que queremos acima das pessoas que circunstancialmente o representam.
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