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Dúvida de género

por Corta-fitas, em 05.02.08

Já suspeitava há algum tempo que o nome Sofia Bragança Buchholz não passava de um pseudónimo. Mas, o que nunca me atravessou a cachimónia até ao dia de hoje, foi a assustadora ideia de que se tratasse de um gajo. No entanto, numa primeira leitura deste fragmento publicado no blogue da revista Atlântico, a conclusão pareceu-me inevitável.
Escreve a «Sofia» que os seus melhores amigos são homens. Ora essa é, como cedo descobre qualquer mulher por experiência própria, uma impossibilidade técnica. Tivesse a autora uma aparência capaz de afugentar o casal de grifos de estimação do Público e, mesmo assim, haveria sempre uma altura, normalmente após um jantar mais demorado ou a terceira caipirinha, em que isso deixaria de ter importância para qualquer um dos seus «melhores amigos», excepto os que sejam monges trapistas.
Por outro lado, a Sofia reproduz o mais puído cliché que imaginar se possa, quando acrescenta, taxativa: «As mulheres são seres elaborados, complexos, sensíveis e consequentemente falsas, matreiras, invejosas. Estendem o ombro às amigas para logo em seguida, quando lhes convém, as crucificarem» (Reparem no advérbio de modo que estabelece a ligação entre a complexidade e a sensibilidade, por um lado, e a falsidade e matreirice, por outro).
Aqui, voltei a ter dúvidas de género. Nunca ouvi ninguém expressar esta forma de pensar que não usasse saias. Normalmente, quando um homem ouve uma mulher desdenhar assim da sua própria espécie, levanta e encolhe com desdém os ombros. Ele sabe que, para a fêmea em causa e por mais que as suas palavras tentem desmentir, é impossível ela passar a fazer parte da «irmandade da pilinha» à qual só aqueles que não baixam a tampa da retrete pertencem. Para um homem, a mulher que critica outras mulheres como se a atingisse um qualquer desequilíbrio hormonal tem um problema. Ou seja, é ela sim um «ser elaborado e complexo». «Consequentemente», algo que se deve manter à mesma distância segura que uma mina anti-pessoal.
Em Ce que les femmes disent de femmes, Marie Gasquet cita Madame Necker: «Dans un mari il n'y a qu'un homme, dans une femme digne de ce nom, il y a un homme d'honneur, une pére, une mére, une épouse». O que tem isto a ver com o assunto? Tem tudo. Não gosto que critiquem as mulheres. São o melhor que levamos desta vida. E não o digo por amizade.

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E a mulher mais bonita da TV é...

por João Távora, em 21.11.07
Caros Leitores:

Aproveitando um súbito assomo de bom senso dos nossos leitores (e leitoras) que sabiamente colocaram a apresentadora Adelaide de Sousa no primeiro lugar do nosso inquérito, decidimos então terminar esta veleidade que a todos nos ia deixando ficar mal. Não foram necessários os métodos antidemocráticos propostos pelo João Villalobos, posto que imperou o bom gosto e a decência neste concorridíssimo passatempo. Tudo acabou em mais uma prova da maturidade democrática dos portugueses anónimos. É assim tempo de mudarmos rapidamente para uma nova página das nossas vidas, ou seja, para num novo inquérito que vos será apresentado já daqui a pouco pelo ilustríssimo curador Pedro Correia. (Manda-me o cheque para a morada do escritório, sff)

Sempre vosso e leal escriba,

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Lisistrata*

por Corta-fitas, em 14.11.07

Isto tem que ser dito: Noto as mulheres desta casa muito preocupadas consigo mesmas. Elas poderão dizer com as outras, mas o argumento não me convence. É a Teresa e as leis do mercado, a Maria Inês e se os homens serão todos iguais, a Cristina e a sua affirmative action sempre que alguém (o FAL, sempre o nosso FAL :) coloca aqui a imagem de uma miúda de tirar o chapéu (da cabeça dela, porque hoje só as mulheres usam chapéu).
Ora, como já a Cristina aqui escreveu num comentário a um dos meus posts (ou terá sido a Teresa?), «os homens são muito básicos» (ou «simples». Enfim, vai dar ao mesmo). Respondendo à Maria Inês, era bom que fossemos todos iguais mas alguns são menos homens do que os outros. Tirando esses, somos de facto todos Playmobil. Uns encarnados, outros azuis, mas iguais (já estou a ver alguém a ter a brilhante ideia de realçar que os Playmobil não têm, enfim, «Aquilo». Não interessa para o caso).
Não percebo que mais querem as mulheres. Têm a suprema vantagem competitiva de saberem o que queremos, como somos e os limites do que podemos ser. Já os homens são todos Freudezinhos que se vêem em palpos de aranha para perceber o que querem realmente as senhoras por detrás daquilo que dizem querer. Com a idade, tendemos a perder a paciência para as compreender. Ou encontramos uma mulher que nos diga claramente o que quer, ou outra para a qual nos estejamos nas tintas sobre o que pretende. Isto é um bocado abrutalhado de dizer-se. Mas os homens, por natureza, são abrutalhados. Há-os sensíveis, não duvido, mas a prazo saem um bocado caros no deve e haver do coração. Valha a verdade, sou adepto de que uma mulher só procura um homem sensível quando desistiu dos outros, da mesma forma que o homem abdica do cartão de crédito. Voltando ao início, já conheço cada uma das mulheres que escrevem neste espaço. Todas elas, sem excepção, têm razões para provocar deslumbramento em qualquer homem que se preze. Fosse eu solteiro e continuaria a sê-lo com cada uma. Isto é um elogio? Para mim sim. O que é que se pode fazer? Como homem, não tenho remédio.

*Título roubado a um gajo grego

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Um planeta a explorar

por Corta-fitas, em 23.10.07

Adelaide Sousa é a apresentadora do novo programa diário da SIC Mulher,
«Mundo das Mulheres», de segunda a sexta-feira, das 18h50 às 20h00.

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... Sexta

por João Távora, em 12.10.07

Charlize Theron

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Pretéritas Sextas (VI)

por João Távora, em 28.09.07
Greta Garbo

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Pretéritas Sextas (V)

por João Távora, em 21.09.07
Jacqueline Bisset

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Pretéritas Sextas (IV)

por João Távora, em 14.09.07
Lauren Bacall

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Pretéritas Sextas (III)

por João Távora, em 07.09.07

Audrey Hepburn

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Pretéritas Sextas (II)

por João Távora, em 31.08.07
Laura Elliott... Porque sim.

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Basta de paprika

por Corta-fitas, em 29.08.07

Quantas vezes, na Hungria, eu e o Luís Naves recordámos com estima o nosso FAL. Pensávamos que ali ele viveria feliz. Cansado, porventura, mas feliz. A paisagem humana convidava a um périplo constante e deslumbrado. Apesar do calor de Agosto, as raparigas pareciam embalagens daquelas pré-congeladas, vistosas e coloridas, mas imprestáveis antes de aquecidas durante alguns minutos no micro-ondas.
Antes de partir, alguém me avisara que levava «areia para a praia». Outro – repleto de sabedoria arcana – lembrou o ditado «para a Hungria não leves companhia». Quando atravessámos um pequeno jardim onde dezenas de estónias despiam antes da festa os seus collants, numa apressada mudança de roupa para qualquer traje típico do seu país, parecia sexta-feira. Quando, sentados nas esplanadas, virávamos o pescoço para a esquerda e a direita e, na maior parte das vezes, para cima, num movimento espiralado capaz de dar um torcicolo duplo ao mais flexível instrutor de yoga, era sexta-feira outra vez. E no entanto…
Ao regressar, ao ver as nossas portuguesas, ao conseguir de novo vislumbrar sorrisos nas inocentes trocas de olhar que são o alimento da alma para qualquer praticante compulsivo do flirt como eu, ao vê-las descontraídas, bronzeadas, suspirei de alívio. Não sou por natureza contemplativo e muito menos adepto de refeições rápidas. Em todos os desportos que pratiquei, sempre detestei a fase de aquecimento. Pode ser que na Hungria seja sempre sexta-feira. Mas, se lá voltar, irei de novo acompanhado. Aquela não é a minha praia.

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Pretéritas Sextas (I)

por João Távora, em 24.08.07
Grace Kelly

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A vida, o universo e tudo o mais

por Corta-fitas, em 10.08.07

«Quiere, aborrece, trata bien, maltrata,
y es la mujer, al fin, como sangría,
que a veces da salud y a veces mata».
Lope de Vega, citado aqui pela rititi.

Talvez Pinto da Costa devesse ter lido Lope de Vega e antecipado melhor os efeitos secundários da «sangria». Talvez lhe tivesse sido útil ter também lido a rititi e o seu post sobre essa obsessão – para ela inexplicável - que os homens têm com as glândulas mamárias. Ou não. A vida, como todos os que já andam aqui há uns anitos aprenderam, não é explicável. E há, nas glândulas mamárias, uma afirmação exuberante da vida. É sabido, querida Rita, que quanto maiores elas são mais vitalidade transparecem. Não duvido de que existe, algures, um limite. Mas, qual Star Trek atrevendo-se «to boldly go, where no man has ever gone before», também um homem que o seja ambiciona o momento em que essa fronteira lhe surja para poder então, com a voz quiçá asfixiada, dizer basta. Para mim, como profetizavam os gauleses, «amanhã não será a véspera desse dia». E, se a mulher é como a sangria, venha daí um jarro dela. Tinta ou branca, tanto faz.

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Igualdade de géneros

por João Távora, em 10.08.07
Pouco se importaria que eu descobrisse a cura da calvície ou salvasse a Pátria. Condescende algum interesse nos livros que leio ou no que escrevo. Importante, importante, para a minha mulher é que eu faça a sopa do José Maria! Toda a família e arredores será rapidamente informada do prosaico acontecimento...

P.S.: Não queiram saber a dificuldade que é manipular o computador portátil com um miúdo de 6 meses aos guinchos ao colo. Nem vos digo!

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Kiss é isto, ó Francisco

por Corta-fitas, em 26.06.07

Só para ficar aqui uma imagem mais bonita do essa bocarra horrenda que até dá arrepios. Brrrr! Reparem na delicadeza com que surgem recortadas as plantas, em subtis nuances de luz.

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Aniversário na cidade

por Corta-fitas, em 19.06.07
Hoje, a Carrie faz anos. É jornalista (neste blogue são todas mulheres e todas jornalistas) e muitas vezes queixa-se da vida. A Samantha também, aliás. A Charlotte já não a leio há muito tempo e a Miranda, bem...A Miranda essa não se dá muito a conhecer, mas vai mostrando as fotografias de viagem. Se hoje à noite derem, em Lisboa, com quatro belas moçoilas a emborcar caipirinhas, já sabem. São elas.

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Tallulahisms

por Corta-fitas, em 26.05.07

«I'll come and make love to you at five o'clock. If I'm late, start without me».
«It's the good girls who keep diaries; the bad girls never have the time».

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Interregno tablóide

por Corta-fitas, em 27.04.07

Enquanto os meus camaradas que realmente têm algo de importante a dizer sobre o país não se decidem a escrever, faço aqui um intervalo a propósito do mail de uma amiga que acabei de receber, comunicando-me o fim do seu romance com um príncipe indiano e a muito interessante experiência que ambos tiveram com a ayahuasca. Conheci a Emily há três anos - tinha ela 21 acho eu por razões legais que me convêm - no Largo Camões, em Cascais, onde cantava o seu último álbum «Domination». Isto à noite. Durante o dia exibia o seu corpo nu pintado de verde em jeito de mulher estátua. Após a primeira hora de conversa, convidei-a para ficar em minha casa porque achei que não fazia sentido estar acampada em frente à igreja paroquial (nem mesmo eu desejo tal escândalo na vida do Padre Raúl). Fiquei a saber que a Emily fazia o curso de estudos orientais em Londres, aos 18 vivera 6 meses na Indonésia onde aprendera a língua, surgira nos escaparates dos jornais ao acorrentar-se - também nua e vestida de verde - ao portão de um jardim em vias de se tornar parque de estacionamento na cidade de Winchester e, por prazer que não por necessidade, gostava de fazer table dancing num bar de strip londrino. Entender a Emily é entender a globalização. Acreditem no que vos digo.

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O país do Amor

por Corta-fitas, em 26.04.07

É Primavera, embora hoje não pareça, e acho Portugal um óptimo país para namorar. Uns bons anos depois do 25 de Abril fui expulso da piscina do Estoril-Sol por estar deitado em cima da minha namorada (bem confortável e fofinha por sinal) numa posição considerada indecorosa. De quando em quando, ao longo da minha vida, lá fui ouvindo impropérios seguidos das frases «por que é que não arranjam um quarto?!» ou «antigamente iam ver o que era bom, se fizessem essas figuras na rua!». Tudo isso me faz crer que, no tempo do Outro Senhor, as demonstrações de afecto e de desejo não eram lá muito bem vistas. Hoje não é assim pois não? Nem nunca mais vai ser, não acham? Por isso, toca a esquecer os ódios e desatar a beijocar as pessoas de quem gostamos. Faz muito melhor à saúde.

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O melhor conselho do dia

por Corta-fitas, em 13.04.07

«Flirt when the time is right ... which is now. Venus just entered Gemini!»

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Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com




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