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Sugiro o PS ou o Bloco a Teresa Leal Coelho

por Maria Teixeira Alves, em 17.01.14

Teresa Leal Coelho (foto LUSA)

Teresa Leal Coelho, vice-presidente da bancada do PSD, apresentou a demissão do cargo.

 

Luís Montenegro não diz se aceita.

 

"Teresa Leal Coelho, vice-presidente da bancada do PSD, apresentou a sua demissão do cargo, depois de se ter ausentado do plenário durante a votação do referendo à co-adopção gay".

 

"Teresa Leal Coelho não concordou com a disciplina de voto imposta aos deputados e recusou votar a favor de um projecto com o qual não concorda".

 

É assim mesmo, se não se está de acordo com o eleitorado do seu partido há que procurar uma nova casa onde as suas ideias sejam defendidas às claras.

 

Agora o que não faz sentido é o PSD ter uma senhora deputada que vota favoravelmente medidas contra uma parte substancial do seu eleitorado. O eleitorado de Direita tem o direito a saber de antemão o que vai o partido de Direita defender na sua governação. De preferência antes de votar nele, para não haver enganos.

 

Teresa Leal Coelho, há mais tempo tivesse ido então. 

 

 

 


18 comentários

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De Tiago Lemos Peixoto a 17.01.2014 às 14:12

Esta posta de pescada é quase tão mal amanhada como a palhaçada política a que hoje se assistiu na Assembleia.


Vamos até esquecer o facto de que a lei como está no seu corrente estado nega a uma parte dos cidadãos direitos fundamentais e viola o princípio da igualdade dos mesmos perante a lei, que os considera a todos iguais independentemente de raça, credo, ou orientação sexual. Vamos até igualmente esquecer que esta lei visa situações já existentes em que as crianças, se não houver alteração, sairão prejudicadas.

a) A lei já foi debatida em sede própria, na Assembleia da República, onde os deputados do PSD puderam, como diz o corta fitas, manifestar-se contra esta medida. A lei passou na AR, e nunca esteve em cima da mesa a questão de levar a dita a referendo. O referendo é um expediente para tentar reverter uma votação inteiramente legítima, e isso só isso, seria por si só motivo de nojo.

b) Gostaria de pensar, contra as crescentes evidências, que nem todo o eleitorado de direita prima pelo preconceito grunho. É possível, por exemplo, ser-se fiscalmente conservador, e socialmente progressista, e espero mesmo para bem do partido que ser homofóbico não seja condição sine qua non de militância. E uma das garantias disso é precisamente o existir de por norma não haver disciplina de voto em questões como esta. Quando a lei passou (repito, de forma legítima), houve essa liberdade de voto, que agora, com um expediente no mínimo rasteiro, e muito possivelmente de legalidade duvidosa, é retirada. 

Porque, além de todas as considerações específicas, há essa questão fulcral a considerar: este tipo de jogada de bastidores é no mínimo, uma rasteirice política e uma forma de, numa mesma legislatura, abater uma lei que passou. Repito: passou. Legitimamente.

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De JC a 17.01.2014 às 15:08

Essa das crianças sairem prejudicadas é engraçada.
Ontem ouvi a argumentação pela primeira vez: uma mãe "lésbica", doente cancerígena, dizia que, se morresse, a sua filha biologica, que vive com ela e a "companheira", teria de ir para uma instituição porque a sua "companheira" não a podia adoptar.
Nada mais falso!
Como se deturpa a verdade!
Existem actualmente na lei portuguesa vários institutos que permitem que a criança continuasse a cargo da companheira da dita senhora!
Desde logo, no âmbito da promoção e protecção de crianças em perigo, a confiança a pessoa idónea (que seria, obviamente, a companheira da mãe);
Depois, a tutela: a companheira da mãe poderia ser nomeada tutora da menina.
Finalmente, a limitação do poder paternal, confiando-se a guarda desta criança à referida companheira da sua mãe.
Portanto, dizer-se que a criança teria de ir para uma instituição, que seria prejudicada por não haver co-adopção, é uma grande mentira!

Cumprimentos.
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De Tiago Lemos Peixoto a 17.01.2014 às 16:11

Tudo opções que obrigam a que o cônjuge tenha de saltar toda uma série de bloqueios legais para provar que tem direito à custódia da criança; bloqueios legais que não só não se colocam no caso de casais heterossexuais, como não garantem ao dito cônjuge a guarda da criança, e a sujeitam a processos legais que são, por natureza do nosso sistema legal, morosos e penosos.


E que por conseguinte, prejudicam criança e progenitor.


Ou seja, no essencial, e segundo os seus próprios dados, o corrente sistema legal não impossibilita a coadopção da criança, apenas a torna muitissimo mais complicada. Obrigado por fortalecer o argumento a favor da lei que hoje foi cobardemente remetida para referendo.


 Cumprimentos.
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De Anónimo a 30.01.2014 às 15:41

Portanto, concorda comigo no sentido de que é falso que as crianças, no caso que referi, tenham de ir para uma instituição.
Quanto aos "bloqueios legais" que a criança tem da "saltar", não se tratam de bloqueios nenhuns. Nem se tratam de processos "morosos" e "penosos".
Os procedimentos que referi são procedimentos simples, processos sem grandes formalismos e muito céleres.
Muito mais simples e menos solenes do que um eventual processo de adopção.
E dizer que o actual sistema legal não impossbilita a co-adopção, apenas a torna mais complicada, é totalmente falso.
Claro que o actual sistema não permite a co-adopção!
Co-adoptar alguém, como devia saber, é ficar pai ou mãe do filho do conjuge homosexual, isto é, a criança vai ter dois pais (masculinos) ou duas mães. Ora, isto não é admissivel à face da nossa lei. Os procedimentos que eu referi "apenas" dão a tutela ou a guarda do filho de alguém ao seu companheiro/a falecido (homosexual ou não).
Por outro lado, não a torna mais complicada: qualquer processo de adopção é sempre mais complicado do que os procedimentos que eu referi.
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De Tiago Lemos Peixoto a 17.01.2014 às 16:46

E aproveito para acrescentar que de mim nunca leu que as crianças iriam automaticamente para instituições; leu, e reitero, que as mesmas sairão prejudicadas se a lei não for alterada.




 Quem afirmou que mais valia entregar crianças a instituições porque (aparentemente, e na sua muito douta óptica) todos os gays são pederastas que irão predar nos adoptados aquando da adolescência foi a escriba deste blog, decerto num momento de amnésia que a fez esquecer todo o processo Casa Pia.
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De :P a 19.01.2014 às 12:27

 Sendo que setenta % dos abusos sobre crianças ocorrem no seio familiar dever-se-á inferir que será imenso o nº de lares compostos por casais homossexuais com crianças a cargo.
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De Vítor Augusto a 17.01.2014 às 14:14

Um ataque repentino de consciência, ou gozar com a cara do eleitorado. Deveria a Sra. ter pensado nisso antes de ter permitido entrar comodamente nas listas do partido em lugar elegível, e provavelmente não teria estado alapada na cadeirinha de deputada até agora. E ainda se queixam que são mal pagos. Estamos mesmo a precisar dos votos em branco representados por cadeiras vazias no parlamento, para os partidos deixarem de brincar com os eleitores.
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De Simão a 17.01.2014 às 14:38

Quem é a Srª para falar em nome da "Direita"?!
Quem é a Srª para falar em nome do "eleitorado da Direita"?!


Que lata!
Tenha juízo.



Eu sempre votei PSD* e acho estas posições de um reaccionarismo de meter pena. O votar num partido não implica aceitar tudo e mais alguma coisa defendida pela sua direcção (isso sim é um tique estalinista tal como esta coisa ASQUEROSA e típica de países atrasados que é a "disciplina de voto")
Está convencida que os da "sua" opinião vão sair vencedores no referendo?!
Tenha cautela, olhe que.......nunca se sabe... :)
Se o SIM sair vencedor (o que é, dadas as circunstâncias, relativamente fácil) espero que não lhe passe o "apetite" referendário e, já agora, que RESPEITE o resultado.


*e, já agora, quem lhe disse que o PPD/PSD é um partido puro de "Direita"?
Quem é que lhe disse?! A Esquerda, só pode.
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De makarana a 17.01.2014 às 14:58

Quem é que você se julga para determinar o que é que deve pertencer á Direita ou não? Pensava que um partido liberal respeitava as liberdades individuais das pessoas,em vez de mandar postas de pescada sobre aquilo que as pessoas devem ser ou não.
A direita é um conceito demasiado relativo para ser definido assim.Pela sua lógica Maria,o PCP (o partido mais homófobo do passado recente de Portugal) seria um partido de direita conservador...
Fique sabendo que muitos deputados do PSD,apresentaram declaração de voto.Mais: na europa,muitos partidos liberaisconservadores votaram a favor do casamento homossexual e da adopção.
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De zé luís a 17.01.2014 às 15:10

PSD de Direita ou trólóró que se quiser, nada como uma limpeza de balneário porque as consciências pesam. Ainda que está em modo autónomo e nada como limpar a própria porcaria. Se me permite, não ligo a paneleirices que é, mais uma vez, o que está em causa.
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De Ana a 17.01.2014 às 15:20

A sério? Conheço imensa gente de direita que votou no PSD que está completamente a favor da co-adopção e que está chocadíssima com esta palhaçada infantil. enfim...
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De Octávio dos Santos a 17.01.2014 às 15:28

É verdade que o PPD/PSD não é, nem nunca foi, um partido de direita. Já o CDS, e como escrevi hoje em comentário a outro texto, só o foi num determinado período... Agora, Maria Teixeira Alves tem toda a legitimidade para falar em nome do eleitorado de (verdadeira) direita. Que existe, ao contrário do que vários querem fazer crer. 
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De João a 17.01.2014 às 15:40

Que idiotice pegada! Eu votei CDS e acho isto uma vergonha. Para além de mim, pelo menos a Teresa Caeiro, deputada do CDS, também acha. E para além da Teresa Leal Coelho, que nem esteve presente na altura da votação, houve mais 14 deputados do PSD a apresentar declarações de voto. E garanto-lhe que tanto no PSD como no CDS há muito mais pessoas a considerar isto uma vergonha, principalmente entre as gerações mais jovens (sim, sou jovem, sei bem do que estou a falar). Quem é a senhora para dizer que não somos de direita? Vou fazer minhas as palavras de David Cameron, Primeiro-Ministro britânico e líder do Partido Conservador "eu sou a favor do casamento gay precisamente por ser conservador e não apesar de ser conservador." Mas para a Maria ele também se devia juntar ao bloco lá do sítio provavelmente...
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De jo a 17.01.2014 às 18:50

E o presidente do partido que andou a dizer que dava liberdade de voto, onde é que anda?
Já sei anda a perguntar a todos os eleitores qual a opinião para poder ter a certeza.
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De Jose Augusto a 18.01.2014 às 03:12

Eu percebo que muita gente não perceba: mas há um novo tipo de pessoas com um pensamento novo: são de 'direita' em questões económicas e de 'esquerda' em questões como esta: chamam-se libertários.

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