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Já lá vão 40 anos de andanças pelos tribunais como advogado. Assisti a muitos excessos, quer da parte dos magistrados ou dos colegas, quer da parte dos arguidos, quantas vezes indivíduos violentos e de um despropósito que só a sua pouca educação, o seu primitivismo, poderiam desculpar. Assim o entendiam os juízes num desconto que os poupava (aos arguidos) a dissabores maiores.
Tudo isto para dizer que José Sócrates é totalmente desprovido de educação, é um verdadeiro arruaceiro, um primitivo cuja falta de escrúpulos lhe encheu os bolsos e ergueu o tom de voz e a desconexão do discurso. Não obstante, um ex-primeiro-ministro desta República o tempo bastante para conhecer os mínimos protocolares. Sem perdão, portanto.
Do que me tenho apercebido passar-se, dentro e fora da sala de audiências, jamais pensei ser possível. No exterior, enfrentando a horda de jornalistas propalando os maiores dislates em tom de desafio, o nariz já enrolando e estrafegando a pobre ponte Vasco da Gama. Lá dentro, poisando os seus calhamaços à sua frente e explicando à Presidente do Colectivo como se propõe conduzir os trabalhos. A sua exposição, que já anunciou longa e em relação à qual impõe a todos os agentes judiciais não o interrompam.
Hoje foi só o primeiro dia. Intuamos o que se avizinha... Oxalá o tribunal esteja à altura e a magistrada que o preside não desmereça das suas colegas que, mais que os seus colegas, gostam pouco de não serem prontamente obedecidas.
A procissão ainda vai no adro. Os milhões de Sócrates ainda terão farta aplicação. Quanto terá ele pago a Paulo Pinto de Albuquerque pelo vergonhoso parecer que este deu em seu auxílio?
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