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Sócrates e os direitos e deveres de postura dos arguidos

por João-Afonso Machado, em 08.07.25

Já lá vão 40 anos de andanças pelos tribunais como advogado. Assisti a muitos excessos, quer da parte dos magistrados ou dos colegas, quer da parte dos arguidos, quantas vezes indivíduos violentos e de um despropósito que só a sua pouca educação, o seu primitivismo, poderiam desculpar. Assim o entendiam os juízes num desconto que os poupava (aos arguidos) a dissabores maiores.

Tudo isto para dizer que José Sócrates é totalmente desprovido de educação, é um verdadeiro arruaceiro, um primitivo cuja falta de escrúpulos lhe encheu os bolsos e ergueu o tom de voz e a desconexão do discurso. Não obstante,  um ex-primeiro-ministro desta República o tempo bastante para conhecer os mínimos protocolares. Sem perdão, portanto.

Do que me tenho apercebido passar-se, dentro e fora da sala de audiências, jamais pensei ser possível. No exterior, enfrentando a horda de jornalistas propalando os maiores dislates em tom de desafio, o nariz já enrolando e estrafegando a pobre ponte Vasco da Gama. Lá dentro, poisando os seus calhamaços à sua frente e explicando à Presidente do Colectivo como se propõe conduzir os trabalhos. A sua exposição, que já anunciou longa e em relação à qual impõe a todos os agentes judiciais não o interrompam.

Hoje foi só o primeiro dia. Intuamos o que se avizinha... Oxalá o tribunal esteja à altura e a magistrada que o preside não desmereça das suas colegas que, mais que os seus colegas, gostam pouco de não serem prontamente obedecidas.

A procissão ainda vai no adro. Os milhões de Sócrates ainda terão farta aplicação. Quanto terá ele pago a Paulo Pinto de Albuquerque pelo vergonhoso parecer que este deu em seu auxílio?


9 comentários

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De Anónimo a 08.07.2025 às 17:54

Estupefacto e indignado, pergunto se não haverá possibilidade de meter este f.d.p. em prisão por desrespeito ao Tribunal   -   como fazem os anglo-saxónicos .Juromenha
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De Anónimo a 08.07.2025 às 21:47

Que lhe ponham um açaime e metam este animal feroz numa jaula como se faz em alguns países de Leste.
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De Anónimo a 08.07.2025 às 22:45

Boa noite,
Bruno Carvalho foi acusado de 99 crimes , em julgamento foi absolvido de todos.
Isto pode parecer que não tem nada a ver com este caso . Mas tem tudo.


Luis Almeida 
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De Silva a 09.07.2025 às 11:14

Até posso estar equivocado (quem souber que possa esclarecer), mas parece-me que os procuradores recebem o mesmo quer os acusados sejam condenados ou inocentados.
Perseguir inocentes tornou-se uma mina de ouro para os procuradores.
O contribuinte paga para o emperramento da máquina da Justiça.
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De Anónimo a 09.07.2025 às 16:55


Exatamente.
Se a eficiência dos médicos, dos polícias ou dos condutores de autocarros fosse a mesma que a dos magistrados do Ministério Público, estávamos todos lixados. Mas como esses são inimputáves, podem caluniar qualquer pessoa que nunca vão presos. Acusam uma pessoa de cem crimes, mas só conseguem provar quando muito uma dezena deles, e muitas vezes zero.
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De maria a 09.07.2025 às 10:28

Tenho apreço pelas as suas opiniões , lamento, desta discordo. Acho bem que Sócrates lute pela sua causa, embora não seja verdade tudo o que defende.  Acho errado os juízes lá nos pícaros quererem AMANSAR e abafar a sua palavra. Penso que Sócrates já foi bem castigado durante 12 anos ao servir de arremesso por milhares de comentários. Um pouco de complacência!
Tenho um exemplo no prédio que é um grande cretino. Ameaça com a justiça os que o contradigam.
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De João-Afonso Machado a 09.07.2025 às 11:13

Creio que não será bem assim. Por isto: do que se vai sabendo a acintosidade parte de Sócrates para os juizes. E há regras... Depois: é o próprio Sócrates que vem ao encontro da Comunicação Social, com papeis ou sem eles e faz aos seus comícios à porta do tribunal; depois entra neste, volta a sair, acrescenta algo...
A generalidade dos arguidos, nestas circunstâncias, ao invés tenta esquivar-se e passar o mais discretamente possível.
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De Anónimo a 15.07.2025 às 19:41

Caro João Afonso Machado, fui magistrado do Ministério Público cerca de 6 anos, pouco mais de 15 anos exerci a advocacia e mais de 20 fui juiz. Pertenço a um grupo acintosamente atacado por este arguido (José Sócrates), que retirou a assistência médica excecional que possuíamos (magistrados), extinguindo os Serviços Sociais do Ministério da Justiça, reduziu as férias judiciais a metade, prejudicando, essencialmente os advogados, alterou o direito que eu (e outros nas mesmas condições) teria à jubilação, com diminuição dos direitos que o meu estatuto sócio profissional me garantia, perante a aceitação (cobarde?) do Conselho Superior da Magistratura. Para terminar, assisto a tudo o que se passa relacionado com este julgamento e com este arguido, que nunca imaginei ser possível. Apetece-me dizer: até quando Catilina abusarás da nossa paciência (este dito não é meu e vai traduzido, toscamente, do latim).
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De João-Afonso Machado a 15.07.2025 às 19:50

Como advogado (reformado) faço minhas as suas palavras. Dono de 34 milhões (alguns já gastos) que a vida lhe pese na cabeça, porque no bolso não pesará.

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