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Socialismo e choldra na saúde

por José Mendonça da Cruz, em 24.10.23

Há caos na saúde? Os doentes sabem que sim. O director executivo do SNS confirma que sim. O governo acha que não. Os crentes na imortalidade do corpo humano devem, portanto, votar socialista.

O primeiro-ministro António Costa vislumbra dois problemas: o que resulta da ignorância dos «utentes» (por assim dizer) que, apenas por não disporem nem de médico de família, nem de centros de saúde operacionais, se precipitam irresponsavelmente para as urgências quando se sentem mal; e o que resulta de a realidade ultrapassar os anúncios das maravilhas que o governo se propõe fazer, ou seja, a propaganda. Os crentes do masoquismo e da propaganda devem, portanto, votar socialista.

O director executivo do SNS, Fernando Araújo, que esperou um ano pelos estatutos, acordou para dizer que em termos de saúde pública e SNS «Novembro vai ser dramático. Não tenho dúvida». O novo organismo da nova organização socialista para a saúde põe o primeiro tijolo da sua obra: uma confissão de impotência. E como impotente remédio garante que a irresponsabilidade dos «utentes» (por assim dizer) será atalhada. Não será atendido nas urgências quem não esteja «referenciado» pelo SNS24 ou por um médico, ou seja, só serão atendidas as urgências prévia e devidamente analisadas. Os crentes nas virtudes da bandalheira devem, portanto, votar em mais tijolos de parte da nova organização socialista para a saúde.

Preocupante? O governo pensa que não. Hoje, numa reunião sobre saúde, em que o ministro esteve ausente, foi à secretária de Estado que (segundo a Sic, numa daquelas suas frases que balança entre a reverência e a ironia)  «coube mostrar que o governo está menos assustado do que o CEO para a saúde». Como é que a tal secretária mostrou? Assim (sic): «Temos a expectativa de que vamos conseguir como sempre organizar da melhor forma possível e abrir aquilo que for possível em termos de cuidados para responder às necessidade e de acompanhar...» (discurso cortado). Os crentes em que o governo consegue «como sempre», só «o que for possível», mas «da melhor forma possível» devem votar nas «possibilidades» e nas «expectativas».

Entretanto, Marcelo critica dois dos diplomas do governo para a saúde, relembra as críticas dos médicos e depois promulga. Os crentes que votaram Marcelo já não precisam de votar mais em Marcelo,


9 comentários

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De Impronunciável a 24.10.2023 às 23:29

Mas não é a valsa «esquerda/direita», perpetrada pelo Liberalismo, que é a verdadeira “CHOLDRA”? Ninguém consegue perceber essa imputação de culpa ao Socialismo ou ao Governo, mais do que quem se lhe opõe. Excepto se for alguém com interesse em acabar com o SNS, e substituí-lo pelo regime Liberal dos Seguros, ou pelo negócio privado da Saúde. Um País com a atual estrutura demográfica, com esta pobreza da maioria da população, com este nível de rendimentos, e com o nível de habilitações escolares da maioria dos idosos e mais desfavorecidos, jamais poderá adoptar um regime em que os mais ricos é que têm cuidados de saúde de qualidade. Que prestarão aos mais pobres, desde que isso não lhes afecte o lucro (que é o objetivo Liberal das suas empresas de saúde). Isso é um acto terrorista contra o ser-humano. Apesar de ser cometido por muitos países ditos «evoluídos», e chamarem-lhe candidamente ouros nomes. A "lei dos mais forte" Liberal, só serve para perpetuar a atual assimetria escandalosa entre seres-humanos no Mundo. Que leva às atuais guerras e conflitos.

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De Cá não há bar a 25.10.2023 às 12:27

Realmente a choldra veio primeiro, mas o pântano é claramente socialista. 
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De Anónimo a 25.10.2023 às 13:16

Seguros privados + ADSE = 4 milhões de portugueses
Duvido que sejam só os mais ricos e que haja assim tantos trabalhadores privados com seguro oferecido pela empresa, num conjunto onde 95% das empresas são micro-empresas (café da esquina, retrosaria, mercearia do bairro, etc, etc,etc).
O que acontece é que os seguros privados só são muito caros a partir de certa idade, até lá as pessoas fazem das tripas coração e arranjam um.
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De Luis a 25.10.2023 às 21:25

E isso vê-se sobretudo, na quantidade de gente desesperada para abandonar os tais países liberais (o ocidente) e ir para aqueles paraísos onde o Estado tudo controla (seja teocrático, autocrático ou outra coisa qualquer) - no mediterrâneo ou na fronteira EUA/México então são aos milhares os ocidentais que tentam a todo o custo fugir deste horror liberal.
Mas há mais, a superioridade dos regimes, chamemos-lhe iliberais face aos liberias pode também ser dacilmente percebida ao analisar vários indicadores onde o tal ocidente volta a ficar muito mal, IDH, taxa de alfabetização, rendimento per capita, esperança média de vida e taxa de mortalidade infantil, etc, etc, tudo índices onde os liberias levam autênticas abadas dos iliberais! Santa paciência!
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De César a 25.10.2023 às 01:17

Um país em que "Urgência" não é urgência. Assim a modos de alguém que tenha um ataque cardíaco e antes de pedir que uma ambulância o leve rapidamente para o hospital, tem de ligar para a linha 24....
Para o Dr Costa a culpa do caos nas urgências, de fecharem serviços, maternidades e o que calha é....dos portugueses.
O SNS era maravilhoso...se não existissem cidadãos que "teimam" em ficarem doentes. O país era incrível se não existissem...portugueses, que têm aquele estranho hábito de querem serviços com um mínimo de qualidade pagos com os seus impostos.
Não há pão? Comam brioches....
Não há SNS? Não adoeçam..
Continuem a votar no socialismo....



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De balio a 26.10.2023 às 12:04


alguém que tenha um ataque cardíaco e antes de pedir que uma ambulância o leve rapidamente para o hospital, tem de ligar para a linha 24....



Claro que sim. Se você quer um transporte gratuito, tem que justificar por que razão o quer.
Se quiser pode preferir telefonar para a Uber e ir de Uber para o hospital, mas nesse caso, paga você.
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De César a 26.10.2023 às 14:01

Infeliz, é preciso fazer um desenho que me estou a borrifar para si? Ou quer uma versão com bonequinhos?
"Você" é estrebaria. Eu dou-lhe a palga e "você" comia...
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De urinator a 25.10.2023 às 08:54

«Fui ao jardim da Celeste, Giroflé flé flá. O que foste lá fazer? Giroflé Giroflá. Fui lá buscar uma rosa, Giroflé flé flá. 
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De O apartidário a 25.10.2023 às 12:24

"Os crentes que votaram Marcelo já não precisam de votar mais em Marcelo" ------------------- E podem, no entanto, continuar a tirar selfies sempre que surgir a oportunidade(além de,claro, poderem ir a Fátima acender velas se forem crentes duplamente). 

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