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Há caos na saúde? Os doentes sabem que sim. O director executivo do SNS confirma que sim. O governo acha que não. Os crentes na imortalidade do corpo humano devem, portanto, votar socialista.
O primeiro-ministro António Costa vislumbra dois problemas: o que resulta da ignorância dos «utentes» (por assim dizer) que, apenas por não disporem nem de médico de família, nem de centros de saúde operacionais, se precipitam irresponsavelmente para as urgências quando se sentem mal; e o que resulta de a realidade ultrapassar os anúncios das maravilhas que o governo se propõe fazer, ou seja, a propaganda. Os crentes do masoquismo e da propaganda devem, portanto, votar socialista.
O director executivo do SNS, Fernando Araújo, que esperou um ano pelos estatutos, acordou para dizer que em termos de saúde pública e SNS «Novembro vai ser dramático. Não tenho dúvida». O novo organismo da nova organização socialista para a saúde põe o primeiro tijolo da sua obra: uma confissão de impotência. E como impotente remédio garante que a irresponsabilidade dos «utentes» (por assim dizer) será atalhada. Não será atendido nas urgências quem não esteja «referenciado» pelo SNS24 ou por um médico, ou seja, só serão atendidas as urgências prévia e devidamente analisadas. Os crentes nas virtudes da bandalheira devem, portanto, votar em mais tijolos de parte da nova organização socialista para a saúde.
Preocupante? O governo pensa que não. Hoje, numa reunião sobre saúde, em que o ministro esteve ausente, foi à secretária de Estado que (segundo a Sic, numa daquelas suas frases que balança entre a reverência e a ironia) «coube mostrar que o governo está menos assustado do que o CEO para a saúde». Como é que a tal secretária mostrou? Assim (sic): «Temos a expectativa de que vamos conseguir como sempre organizar da melhor forma possível e abrir aquilo que for possível em termos de cuidados para responder às necessidade e de acompanhar...» (discurso cortado). Os crentes em que o governo consegue «como sempre», só «o que for possível», mas «da melhor forma possível» devem votar nas «possibilidades» e nas «expectativas».
Entretanto, Marcelo critica dois dos diplomas do governo para a saúde, relembra as críticas dos médicos e depois promulga. Os crentes que votaram Marcelo já não precisam de votar mais em Marcelo,
Mas não é a valsa «esquerda/direita», perpetrada pelo Liberalismo, que é a verdadeira “CHOLDRA”? Ninguém consegue perceber essa imputação de culpa ao Socialismo ou ao Governo, mais do que quem se lhe opõe. Excepto se for alguém com interesse em acabar com o SNS, e substituí-lo pelo regime Liberal dos Seguros, ou pelo negócio privado da Saúde. Um País com a atual estrutura demográfica, com esta pobreza da maioria da população, com este nível de rendimentos, e com o nível de habilitações escolares da maioria dos idosos e mais desfavorecidos, jamais poderá adoptar um regime em que os mais ricos é que têm cuidados de saúde de qualidade. Que prestarão aos mais pobres, desde que isso não lhes afecte o lucro (que é o objetivo Liberal das suas empresas de saúde). Isso é um acto terrorista contra o ser-humano. Apesar de ser cometido por muitos países ditos «evoluídos», e chamarem-lhe candidamente ouros nomes. A "lei dos mais forte" Liberal, só serve para perpetuar a atual assimetria escandalosa entre seres-humanos no Mundo. Que leva às atuais guerras e conflitos.
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os seus dirigentes estão em Bruxelas
os vários socialismos adoram, com o ''sucesso'' qu...
os preços praticados são a mais límpida e clara ex...
Porque será que os Governos passam a vida a anunci...
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