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Acho engraçado o título da notícia do Observador sobre as medidas da geringonça para os profissionais em recibo verde, que deve ter sido sugerido pelo governo. “IRS só muda para recibos verdes acima de 27 mil euros.” “Só muda”?!?... O governo não está a criar mudanças no regime simplificado: o governo acaba com o regime simplificado e torna-o numa bagunça imensa; e tudo isto apoiado pelos comunistas e pelos bloquistas (convém ter sempre presente o apoio desta malta a estas medidas).

Os profissionais liberais em regime de recibos verdes (onde me incluo, fica aqui a declaração de interesses) são já o grupo mais desprotegido no mundo do trabalho (sim, sim, sim, comunistas e bloquistas…: muito pior do que funcionários públicos em geral e professores em particular) e agora ainda levam mais uma enorme cacetada, obrigados a inúmeros trabalhos e despesas para terem uma contabilidade organizada. Todos? Não!... Parece que uns quantos ficam de fora – agricultores e pequenos comerciantes e aqueles que não aufiram a enorme fortuna de 27.000 euros anuais (em 12 meses, não em 14 com apenas 11 de trabalho). E sabe-se lá por que assim se decide, mas deverá ser apenas mais uma politiquice politiqueira para aguentar António Costa num lugar que não conquistou, sempre com o apoio dos bloquistas e dos comunistas, que se estarão nas tintas para as pessoas em regime de recibos verdes.

Estou ansioso para ver como bloquistas e comunistas vão defender esta proposta no parlamento, essa maltosa que anda sempre com os “trabalhadores” na boca, que agora só lhes sabe a sapo, mas que agora se evidencia serem apenas defensores dos que trabalham para o estado (a minúscula é propositada).

Mas…, sabem eles? Cerca de setecentos a novecentos mil profissionais liberais vão ter de passar a ter uma contabilidade organizada, com todas as despesas inerentes a isso, sempre em seu prejuízo, sem estabilidade, sem subsídios de desemprego, sem nada. Pode ser que esses profissionais ainda se não dêem conta disto mas, quando tiverem de pagar as despesas ou os impostos em Agosto de 2019, estes 700 a 900.000 profissionais liberais irão aperceber-se da triste realidade desta medida da geringonça socialista, bloquista e comunista.

Tenho por certo uma coisa. Se o PS vai para a frente com esta medida orçamental é porque não conta ir a eleições em 2019, quando deveria ser, e depois de toda esta gente ter levado bordoada: António Costa vai querer eleições antecipadas e os comunistas e bloquistas nem estão a perceber isto. Nem os profissionais liberais que não se insurgem.

 



14 comentários

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De Anónimo a 18.11.2017 às 09:20

"uns quantos ficam de fora"? Uns quantos? O Vasco deve estar a gozar com o pagode.  A grande maioria da malta dos recibos verdes adorava ganhar mais de 27000 euros e ter o problema do Vasco. 
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De Vasco Lobo Xavier a 18.11.2017 às 21:12

Este anónimo deve ser funcionário público, com ordenado garantido por catorze meses e férias, baixas pagas, subsídios vários e variadas benesses mais, sorte a sua.
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De Anónimo a 19.11.2017 às 10:51

Não, não sou, mas tenho familiares funcionários públicos e não me caem os parentes na lama por causa disso. O Vasco não tem, ou não teve, familiares funcionários públicos? Trate dessa azia profunda com eles. 
Renato 
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De Anónimo a 18.11.2017 às 11:00

Eu acho que o país devia mobilizar-se em protesto para apoiar o direito dos que ganham acima de 27 mil euros anuais a não justificar despesas, uma trabalheira. Seria uma mobilização popular inédita no mundo, muito original, e até boa para o turismo.
Renato
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De Vasco Lobo Xavier a 18.11.2017 às 21:14

Informe-se primeiro sobre a realidade que discute. Depois talvez tenha tempo para debater consigo. Cumprimentos.
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De Anónimo a 19.11.2017 às 10:45

Informo-me primeiro? Amigo, a minha mulher durante anos não ganhou mais do que 400 euros por mês a recibos verdes, com desconto de 60 euros para a segurança social, a dar apoio domiciliário a idosos para uma empresa. Como ela, muitos milhares. 400 euros já era um bom mês. Se queria ganhar um pouco mais, teria de fazer também as noites. E vem-me falar de 27 mil euros? Quem se tem de informar é o Vasco.
Renato
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De Vasco Lobo Xavier a 19.11.2017 às 22:58

A esquerda gosta muito de usar a inveja pois esta leva à cegueira. Vamos lá ver: eu não tenho culpa nenhuma que a sua mulher só ganhe 400 euros a recibos verdes, nem o ponto é esse. O regime simplificado dos recibos verdes foi criado por Pina Moura no tempo de Guterres, há mais de quinze anos, e beneficiava o Estado e a administração fiscal e os trabalhadores em regime de recibos verdes. Aplicava-se a quem auferia de zero a 200.000 euros por ano. De um momento para o outro isso reduz-se de 200.000 para 27.000, esse número redondo, sem qualquer justificação. Isso não o faz interrogar-se e satisfaz-lhe o sentimento de inveja? Lambuze-se com ela e faça bom proveito.
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De Anónimo a 20.11.2017 às 09:20

Inveja? Nada. Nem disse que a culpa é sua, nem lhe pedi nada, não se dê essa importância. Estava apenas a demonstrar-lhe que a grande maioria dos portugueses não tem nada a ver com as suas preocupações, apenas isso. Seria feliz um país que tivesse como preocupação o trabalho que dá ter contabilidade organizada para quem ganha acima de 27 mil euros por ano. Acha que a grande maioria das pessoas se interroga sobre isso, como diz? Falta-lhe conhecer o país, Vasco, o ponto é exatamente esse. 

Renato

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De Anónimo a 20.11.2017 às 10:05

O regime simplificado dos recibos verdes foi criado por Pina Moura no tempo de Guterres, há mais de quinze anos, e beneficiava o Estado e a administração fiscal e os trabalhadores em regime de recibos verdes. Aplicava-se a quem auferia de zero a 200.000 euros por ano.

1) Lembrar que uma coisa foi criada por Pina Moura no tempo de Guterres não é propriamente incentivar o pessoal a gostar dessa coisa.

2) O Vasco acha que esses 200 mil euros são um limite razoável? Eles correspondem a aceitar que uma pessoa gasta 50 mil euros por ano em despesas profissionais - um número descabido.

3) O Vasco tem algum limite alternativo a propôr, em vez de 200 mil euros?
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De Anónimo a 18.11.2017 às 17:54

(1) 27 mil euros por ano é de facto uma fortuna, para Portugal. Eu diria que não mais do que 20% dos trabalhadores portugueses recebe isso.
(2) Não são certamente "setecentos a novecentos mil" os trabalhadores a recibos verdes que auferem tal fortuna. Não sei quantos serão, mas duvido que sejam mais de 200 a 300 mil.
(3) Não serão "obrigados a [...] terem uma contabilidade organizada". Só a deverão ter se quiserem descontar mais de 25% daquilo que auferem como despesas profissionais. Se aceitarem descontar um pouco menos que isso, não precisarão de ter contabilidade organizada.
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De Anónimo a 20.11.2017 às 22:59

O problema é que. de acordo com a proposta inicial, deverão estar justificadas as despesas profissionais acima de 4 104,00 € até ao valor resultante de 25% dos rendimentos brutos, não lhes sendo permitido ultrapassar esses 25%.
Não fará igualmente sentido, porque dificilmente justificáveis, as despesas em valor equivalente a 90% dos subsídios à exploração dos agricultores ou de 70% dos serviços prestados não considerados "profissionais liberais".
Entendo a medida, dado ninguém se dar ao trabalho de assinalar no e-fatura as despesas profissionais quando o enquadramento é o regime simplificado, dando um sinal errado, que quem está no regime simplificado não pede fatura das suas despesas. Esta era um dos motivos da alteração aumentar o número de faturas no e-fatura.
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De Vasco Lobo Xavier a 21.11.2017 às 22:00

Por que razão ponho de lado regras antigas e me deixo debater com anónimos? Que disparate o meu. Para uns, o facto de a medida penalizar minorias sem voz torna-a legítima. Para todos, o esquecimento de que estão a ver a coisa ao contrário e a interrogarem-se às avessas. A questão é: depois de tantos anos, o que justifica que o regime simplificado de um momento para o outro se aplique apenas a quem aufira menos de 27.000 euros? Baixa-se de 200.000 para 27.000 de um momento para o outro sem qualquer explicação? É por estas e outras que a população jovem e bem formada vai seguir vida profissional para o estrangeiro.
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De Anónimo a 22.11.2017 às 09:17

“É por estas e outras que a população jovem e bem formada vai seguir vida profissional para o estrangeiro.”


Não, a população jovem e bem formada é obrigada a emigrar quando ganha aqui metade ou um quarto desses 27 mil euros. Sim, sim, conheço casos de jovens doutorados a ganhar pouco mais do que o salário mínimo a recibos verdes. Ou seja, o problema desses jovens, Vasco, não é bem, bem, exactamente, ser obrigada a ter contabilidade organizada a partir de 27 mil euros por ano.

Não é obrigado a discutir comigo, Vasco. Pode ler, aprender comigo e apagar de seguida, tanto me faz. 

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De Anónimo a 22.11.2017 às 10:47

A questão é: depois de tantos anos, o que justifica que

O que justifica é achar-se que a medida anterior, apesar de ter vigorado durante muitos anos, estava errada e/ou é descabida. Nunca é tarde para se emendar um erro. É sempre melhor emendá-lo tarde do que nunca o emendar. O facto de uma medida ter estado em vigor durante muitos anos não é justificação para que ela não possa ser alterada.

Baixa-se de 200.000 para 27.000 de um momento para o outro sem qualquer explicação?

A explicação dada é que se quer que todas as despesas sejam faturadas. É bem sabido que em Portugal montes de coisas não são faturadas.

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