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A propósito da prisão recente de algumas personalidades públicas, hoje num artigo no jornal i o professor de História do Direito Miguel Romão justifica a desigualdade de tratamento nas prisões por estas constituírem afinal um “prolongamento” das desigualdades que existem na sociedade. Não sendo certamente este um assunto de resolução simples, confesso que me choca a indiferença ou consentimento que a sociedade nutre por tão gritante injustiça. Desconfio até que este seja daqueles casos que um dia serão vistos pelas gerações futuras como incompreensíveis aberrações. Sendo a prisão um ambiente artificial, administrado, custa-me a acreditar que não haja falta de vontade política para a promoção de uma orgânica que atenue as diferenças sociais. Tal acontece em muitos sistemas de internato e, não me atrevendo a comparar os casos, nas melhores comunidades terapêuticas experimentam-se soluções com relativo sucesso, até para bem do processo de cura.
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