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SNS?! Tanto faz!

por José Mendonça da Cruz, em 30.08.22

A ministra da Saúde demitiu-se alegadamente de sua vontade por considerar que «já não tem condições» para tutelar a política de Saúde que António Costa, ela, o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista defenderam, propuseram, implementaram e apoiaram e que tão bons resultados tem dado.

O governo de António Costa, a ministra da Saúde e a Directora-Geral de Saúde recomendaram aos portugueses que não estivessem doentes em Agosto por não haver maneira de os socorrer. Grávidas e bebés correm risco de vida ou morrem porque as maternidades públicas não podem atendê-las. Serviços de Urgência fecham regularmente nos dias que entendem (Serviços de Urgências fecham regularmente) em resultado da política que António Costa e Marta Temido, o Bloco de Esquerda e o PCP defenderam, propuseram, implementaram e apoiaram.

O governo de António Costa e a ministra Temido, com o incentivo e o aplauso do Bloco de Esquerda e do PCP, «nacionalizaram» os hospitais que funcionavam em regime de PPP. Disfarçaram a manobra ideológica propondo aos privados condições inaceitáveis. Hoje, todos os hospitais que funcionavam em regime de PPP são, graças a Costa, Temido, Bloco e PCP, mais caros para os contribuintes e piores para os utentes (quando funcionam).

O governo de António Costa e a ministra Temido, o Bloco de Esquerda e o PCP têm um tal ódio «ao privado» que não hesitaram em violar a lei e impedir que (ao contrário do que está estabelecido) recorram a hospitais privados os doentes cujo prazo de atendimento no público foi largamente excedido.

António Costa diz que a substituição da ministra não será rápida e que a política se manterá a mesma. Com Costa, evidentemente, a política será sempre a mesma. Sendo a política a mesma, decerto que PCP e Bloco vão gostar e calar-se. De qualquer maneira não se compreende de que se queixavam ou o que queriam, visto o que temos ser o que quiseram, e é o que quiseram que tem os resultados que tem. Os resultados devem-se a eles e a Costa.

Sendo a política a mesma, além disso, o substituto de Temido tanto faz (e não apenas por definição): pode ser Lacerda Sales, que decerto não envergonhará Temido com a sua competência; ou o candidato recusado pelos eleitores do Porto, para satisfazer o gosto que Costa tem de impor aos portugueses aqueles que eles acham que não prestam; ou outro qualquer, homem ou mulher, sobre quem a Sic decerto e rapidamente descobrirá curricula magníficos, grandes competências e feitos inesquecíveis (coisa que no domingo o Dr. Marques Mendes confirmará).

Quem pode queixar-se são as vítimas de problemas de saúde súbitos, as famílias dos que morreram precocemente por falta de vigilância ou atendimento, as mães de bebés mortos, as grávidas que passam momentos de desamparo e pânico. Talvez Costa pense em dar-lhes algum «apoio do Estado»: fartura de propaganda e «jornalismo» amigo, e mais 1 ou 2 euros por mês.

 



8 comentários

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De anónimo a 31.08.2022 às 08:52


Exacto. Entretanto o Sua Excelência o Presidente da República explica-se "... com a “vontade popular”, que culminou com uma maioria absoluta do executivo de António Costa."...nesta Assembleia da República. É verdade. Mas.



Alguém poderá explicar a Sua Excelência que 3/4 da "vontade popular", uma maioria substancial dos eleitores, cidadãos do País do qual é Presidente, não votou, de forma alguma, nem em António Costa nem no partido PS.

Alguém poderá explicar a Sua Excelência que pelo contrário, de esses 3/4 houve 1/4 que se expressou claramente contra, com cruzinha no boletim de voto, contra o partido PS do Sr Costa.
Alguém poderá explicar a Sua Excelência que 1/4 do eleitorado, os eleitores do partido PS, são uma maioria absoluta na AR, mas são uma tremenda minoria no País, todo, do qual ele devia ser Presidente.
Será que Sua Excelência se baste em ser só mais um outro Presidente de esta Assembleia da República?.
Aqui há algo que não está nada bem.
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De Anónimo a 31.08.2022 às 10:46

Tem toda a razão! Ainda bem que veio lembrar o factor "abstenção".
Infelizmente os portugueses "esquecem-se" de fazer essas contas e, a tudo isso acresce o seu fraco poder de abstracção,  e por conseguinte uma enorme dificuldade em "ver" essa realidade (da abstenção), até porque ela fica completamente escamoteada quando se olha para o nosso "completo" e "preenchido" Parlamento. Seria preciso dar à abstenção uma forma muito "visualista" e mais explícita, para que ela fosse mostrada e vista  pelos portugueses com toda a clareza:  por isso defendo que na AR devia existir_ apenas a título demonstrativo, logo após cada resultado eleitoral_  um número de cadeiras vagas correspondente à percentagem de abstenções. Nada como um choque frontal com a realidade ! E para que os governos aferissem a sua legitimidade «de facto» com menos prosápia!!! É que há uma grande diferença entre uma "maioria" e uma maioria... (sem aspas)
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De Anonimo a 31.08.2022 às 09:58


Marta Temido fez um bom trabalho ou um mau trabalho, eis a questão.
Sendo que, o seu trabalho não depende apenas dela... sem aval do PM e do Medina/Centeno, não há boa vontade que resista.
Assim sendo, saiu porque não sabe mais, ou saiu porque lhe é impossível fazer o que deseja dadas as condições que são apresentadas? Seriam interessantes questões, penso de que. Como a história é apresentada, Temido sai porque é incapaz. A restante equipa é top, faz maravilhas.
Agora, assumindo que a senhora falhou redondamente... o que se segue? Numa sociedade normal daria de imediato um valente tombo na hierarquia, quiçá isto do Ministério foi apenas o Peter do Princípio, ou então ia colocar os papelinhos no IEFP. Sendo Portugal o PS e o PS Portugal, segue-se um período de descanso (ou reflexão, como se diz), seguido de um cargo de chefia numa qualquer instituição de menor mediatismo, onde pode continuar a espalhar magia... ou não. Mas longe do escrutínio popular, de preferência.
Ou então são tudo chavões da gestão das organizações, e é tudo natural. Orgânico, é assim?
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De balio a 31.08.2022 às 10:53


as vítimas de problemas de saúde súbitos, as famílias dos que morreram precocemente por falta de vigilância ou atendimento, as mães de bebés mortos, as grávidas que passam momentos de desamparo e pânico



Conviria talvez notar que a grávida que morreu causando a demissão era uma estrangeira, indiana, que estava em Portugal de férias e que, aparentemente, tinha uma tensão arterial altíssima. Cabe perguntar se uma grávida nessas condições não deveria ter permanecido no seu país, seguida pelo seu médico, e se o SNS português (isto é, os contribuintes portugueses) tem a obrigação de prestar serviços gratuitos a um qualquer turista.
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De Anónimo a 31.08.2022 às 11:54

Só numa cabeça como a sua passaria a ideia imoral e absurda de que prestar auxílio ou salvar uma vida depende da sua nacionalidade. Ou da sua residência permanente no país. Ou se é um mero turista de passagem ... O seu comentário é tão chocante quanto desumano. Nada de espantar vindo de si!.
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De balio a 31.08.2022 às 12:06


Eu uma vez, há muito tempo, tive um pequeno problema de saúde na Suécia, dei uma queda e tive que ser cosido (só dois ou três pontos) num hospital. À entrada do hospital exigiram-me pagar 30 coroas suecas. Disseram que não levava nada sem pagar isso. Fora o seguro que me estava a cobrir (eu estava numa viagem organizada e coberta por um seguro), que deve ter pagado o restante.
Se o anónimo se deslocar a qualquer país estrangeiro, mesmo que da União Europeia, leve sempre consigo o seu cartão internacional de saúde. Caso contrário, arrisca-se a não ser atendido num hospital.
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De Anónimo a 31.08.2022 às 16:29

Reitero o meu comentário e não lhe retiro uma vírgula. 
Já lá vão ... certos valores como a solidariedade, a partilha e a compaixão fraterna. Nós, os europeus, estamos habituados a viver de barriga cheia, incapazes de um sacrifício,  rodeados de "direitos" e de todo o conforto material,  do qual não prescindimos. A visão e perspectiva que temos do mundo é demasiado eurocentrista, sentimo-nos "os" protagonistas do Mundo e "a medida de todas as coisas". E com isso, desaprendemos de relativizar, começando, desde logo, pelo "nosso" conceito de "pobreza" que, como muito bem deve saber, Balio, é bastante diferente do de outras latitudes. 


O mundo não evolui nem caminha todo ele em simultâneo, nem à mesma velocidade, em direcção ao Progresso e ao Desenvolvimento. O Renascimento não nos chegou aqui ao mesmo tempo que em Itália!!! 
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De Luis a 31.08.2022 às 14:36

Votaram neles agora aguentem e não reclamem. Para a próxima não se esqueçam de votar ainda mais no PS que eles têm efetuado um ótimo trabalho não hajam dúvidas! Às vezes tenho dúvida se os portugueses ainda têm alguma inteligência e vontade própria ou se não passam de 1 mero rebanho que vai para onde o mandarem ir... Que tristeza o meu país! 

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