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Sendo o Ricardo Jorge a dizer já se pode levar isto a sério?

por henrique pereira dos santos, em 17.02.21

insa mort.jpg

"Os excessos de mortalidade por todas as causas apresentam uma associação muito forte com a mortalidade específica por COVID-19 no período de excesso de outubro-janeiro. Contudo, a partir da semana 53/2020 (28 de dezembro a 03 de janeiro), existe uma fração de mortalidade por todas as causas que não é totalmente explicada pela mortalidade específica por COVID-19 e que foi coincidente com um período de frio extremo, durante o qual, de acordo com o sistema de alerta FRIESA coordenado pelo Departamento de Epidemiologia do INSA, eram esperados impactos na mortalidade por todas as causas.(18,19)

O frio tem impactos negativos na saúde humana, quer por efeitos ao nível cardiovascular e respiratório, afetando sobretudo pessoas com doenças cardíacas e respiratórias prévias, quer pelo agravamento do curso de infeções respiratórias ativas.(20,21)

Por outro lado, o frio pode aumentar a transmissibilidade dos vírus respiratórios por diversos mecanismos. Deste modo, as inter-relações entre frio, COVID-19 e mortalidade são complexas e sinérgicas, podendo a sua coocorrência ter contribuído para o excesso extraordinário de mortalidade por todas as causas observado neste período. Quer isto dizer, que é plausível que o frio tenha contribuído para o aumento da mortalidade por COVID-19 pelo agravamento do prognóstico desta infeção.

Estudando a mortalidade atribuível no período estimamos que a maior fração de mortalidade acima do esperado foi atribuível a COVID-19 (61%), enquanto o frio explicará 26% da mortalidade acima do esperado. Há ainda uma fração da mortalidade por todas as causas acima do esperado (cerca de 13 %) não explicado por este modelo e que pode dever-se a fatores não tidos em conta na análise, como a seja a alteração do padrão de utilização dos cuidados de
saúde."



8 comentários

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De Anónimo a 17.02.2021 às 14:36

Preto no branco, aquilo que o HPS anda a tentar evidenciar há muito tempo!
Será que os nossos "especialistas Covid" poderiam ler o relatório (basta a conclusão) em voz alta?!
E a comunicação social irá dar ênfase a este relatório e questionar os especialistas ou irá continuar na saga dos números de internados/UCI/infectados/etc.?
O que interessa agora perguntar é o seguinte: identificados os motivos para o súbito aumento de casos e mortalidade associada ao Covid, ainda se justificam as medidas cegas de confinamento, atendendo a que: 1) a conjugação de factores não se vai voltar a repetir e 2) os casos e respectivas mortes caíram drasticamente no decorrer do mês de Fevereiro, e até quando? 
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De Susana V a 17.02.2021 às 20:42

É interessante notar pelos gráficos de óbitos que na Madeira e nos Açores os portugueses não celebraram o Natal com o regabofe dos Continentais. Deviam  levar uma condecoração do PR. 
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De Anónimo a 18.02.2021 às 00:15

E a gripe sazonal, deixou de existir? deixou de matar entre dezembro de 2020 e hoje?
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De balio a 18.02.2021 às 16:03


Entretanto, convém (em minha opinião) olhar para o futuro e não somente para o passado.
Se fizermos o somatório dos últimos 14 dias dos novos casos covid, obtemos 440 casos por cem mil habitantes. Este número tem vindo a descer, dia após dia, em cerca de 50. Quer dizer que, daqui a quatro dias - na terça-feira, o mais tardar - se tudo correr bem, Portugal terá os 240 casos por cem mil habitantes que António Costa disse que seriam necessários para terminar o confinamento.
Pergunta: que farão então António Costa e o hipocondríaco Marcelo? Prolongarão o confinamento ainda mais, mesmo quando as condições para o seu levantamento já manifestamente se verificam? OU terão a coragem de acabar com o confinamento e mandar as crianças voltar às escolas e as lojas todas reabrirem?
Espero, naturalmente, que a segunda possibilidade se realize. Mas tenho as mais sérias dúvidas.
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De Carlos Guerreiro a 19.02.2021 às 15:09

O frio potencia a propagação dos vírus respiratórios, mas por que motivo fomos os piores do mundo se os países do centro e norte da Europa tiveram temperaturas ainda mais baixas (com início anterior) e têm hoje temperaturas mais baixas do que as que tivemos no “período de frio extremo”?

Talvez o “efeito Natal” tenha algum “efeito” complementar. E associado ao atraso da entrega dos resultados dos testes no período do Natal por encerramento dos laboratórios (sei de um caso que foi de 8 dias) levou a que pessoas infectadas e contactos de risco das mesmas tenham andando a passear livremente até saberem o resultado. No caso do utente que esperou 8 dias pelo resultado significa que só precisava de estar mais 2 dias em isolamento se fosse positivo e os contacto de alto risco mais 6 dias… Claro que, cumprindo as regras, ao fazer um teste a pessoa deveria ficar em isolamento até saber o resultado, mas se até o presidente da república não cumpre (visitou um lar no Barreiro sem saber o resultado do teste que tinha feito) como vamos obrigar as outras pessoas a cumprir?




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De henrique pereira dos santos a 19.02.2021 às 15:46

Não é o frio em abstracto, são as condições meteorológicas concretas que ocorreram em Portugal, que deram origem a uma anomalia meteorológica.
Repare que se argumentar que também há frio noutros lados tem de argumentar que também há Natal noutros lados.
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De Carlos Guerreiro a 19.02.2021 às 17:09

As “as condições meteorológicas concretas” são referidas no documento do Ricardo Jorge como “um período de frio extremo”. Seria de esperar que países sujeitos a um "frio extremo” ainda mais extremo tivessem piores resultados, mas não, nós é que fomos os piores do mundo. 

Estava mesmo à espera que iria falar do Natal nos outros países. Mas a maioria dos países da Europa já tinham apertado as regras de circulação e contacto entre as pessoas antes do Natal, em Portugal é na altura do Natal quando começa a verificar-se um aumento das infecções (cujo contágio teria ocorrido 1 ou 2 semanas antes) e não terá isso associado ao aumento dos contactos entre as pessoas que provoca a explosão do número de casos? Se a isto associarmos a propaganda das vacinas, temos as condições para uma tempestade perfeita.




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De Na verdade... a 23.02.2021 às 17:29


Os países do centro e norte da Europa a que se refere, que tiveram (e anualmente têm, por esta altura) temperaturas mais baixas, têm todas as suas infraestruturas muito melhor preparadas para as pessoas se protegerem do frio. Podemos falar também nos custos da compra de energia (para aquecermos a casa onde estamos confinados) que em Portugal são (d)os mais altos da Europa...



E se quiser falar dos apertos às regras de circulação, compare os números de Portugal ou outro país severamente confinado, com os da Suécia - onde não só não se confinou ninguém, como faz muito mais frio que em Portugal...

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