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"Seja justo ou não"

por henrique pereira dos santos, em 19.03.25

A ideia foi consistentemente aplicada contra Passos Coelho.

Passos Coelho executou, com grande dignidade política (isto é, optando claramente pelo que entendia ser o bem comum sobre o que seria o seu, ou do seu partido, interesse político) um duríssimo programa de austeridade, com resultados muitíssimos bons.

A generalidade da imprensa malhou sem descanso em Passos Coelho (desde a Tecnoforma até à espiral recessiva e ao segundo resgate), sempre, sempre sem grande razão, negando as evidências do que os números do êxito do programa de ajustamento iam dando conta.

Quando a imprensa considerava evidente que Passos Coelho ia levar um arraso eleitoral, porque o povo não esqueceria as malfeitorias que lhe fez (ainda por cima, contra o melhor político da sua geração, repetiam incessantemente sobre António Costa), Passos Coelho ganhou as eleições, mas sem dimensão suficiente para se defender da canalhice de António Costa que optou sempre por não dizer que, perdendo, iria fazer um acordo com o PC e o BE, se tivesse deputados para isso.

Depois aguentou uns tempos a ser vilipendiado pela imprensa (e pelos seus inimigos, isto é, a gente que no PSD o queria ver pelas costas) que, quando não tinha mais nada para fazer, inventava umas coisas (a maior parte das vezes através da técnica da deturpação, como aconselhava António Aleixo "P'ra mentira ser segura/ e atingir profundidade,/ tem que trazer à mistura/ qualquer coisa de verdade) e depois o responsabilizava pela má imprensa, acusando-o de não saber comunicar.

É a fase em que estamos com Montenegro, a fase do justa ou injustamente, Montenegro tem de ser afastado por uma questão de sobrevivência do PSD.

Voltando a Passos Coelho, esta conversa desembocou em Rui Rio e na maioria absoluta do melhor político da sua geração, António Costa, ajudado também da inteligência excepcional de Marcelo Rebelo de Sousa, qualidades de um de outro amplamente reconhecidas, mas de que apenas os próprios parecem ter beneficiado, visto que se desconhece qualquer benefício para o país da superior qualidade política de António Costa e da superior inteligência de Marcelo Rebelo de Sousa.

Há só a chatice de haver umas eleições a 18 de Maio.

A insistência das classes dominantes em triturar os lentos rurais que não fazem parte da bolha político-mediática dominante pode funcionar a favor de Montenegro, tal como funcionou a favor de Passos Coelho, porque é bem possível que as pessoas comuns se cansem de tanta sobranceria e arrogância.


17 comentários

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De Anónimo a 19.03.2025 às 20:10


Não me lembro se votei em Passos Coelho, da primeira vez que foi eleito.

Confesso que, na altura, não acreditei muito nele... se votei nele foi porque seria um mal menor!
Passei a acreditar, quando vi a forma como falava e actuava.
Fui prejudicado pessoalmente por algumas medidas que tomou, mas aceitei o facto, por entender ser a medida correta, dada a situação.
Na segunda vez que foi a votos... votei nele com toda a convicção, pois entendi ser o Primeiro Ministro de que Portugal precisava.
Voltarei a voter nele se ele se dispuser a sacrificar a sua vida pessoal, ao serviço de Portugal, sabendo que terá de enfrentar toda esta "cambada" de populistas que por aí andam a chamar populistas aos outros.
O que dizer do populismo de quem acusa outros de não fazerem em menos de um ano o que ele não fez em muitos, a não ser ter contribuido para os prejuizos da TAP e do reverso dos Hospitais que parece funcionavam bem!?

Cheguei a pensar que o mal seria nosso, mas quando vi alguns dos "cromos" portuguses, serem promovidos em postos de destaque pelo mundo!... começo a ter mêdo do mundo.

Mas isto sou eu, que tambèm sou um rural e quase analfabeto, por isso pensem pela própria cabeça e não pela cabeça dos outros, ainda que os julguem muito inteligentes

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