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Seis meses depois… Um país fraturado!

por Vasco Mina, em 29.05.16

As últimas semanas trouxeram à evidência a consequência de uma solução política assente em posições conjuntas  entre o PS e cada um dos partidos à sua esquerda. Não tendo conseguido um acordo conjunto entre as partes, António Costa ficou preso a soluções que foram, são e serão resultado de negociações caso a caso e nas quais o BE e o PCP têm uma influência determinante. Soma-se a tudo isto o discurso e a praxis de reversão de tudo quanto sido feito pelo Governo anterior. Resultado: um país fraturado! Não apenas pelos chamados temas fraturantes (são já vários os exemplos ocorridos e mais ainda aqueles que estão anunciados) mas também na Educação, nas horas de trabalho semanal na função pública versus setor privado, na cedência aos sindicatos afetos à CGTP (deixando de “fora” os que estão desempregados ou desenquadrados), etc. Seria desejável que assim não tivesse acontecido mas, como diria alguém, as coisas são o que são. A crispação está na ordem do dia (por muito que Marcelo Rebelo de Sousa anuncie o contrário) e fatalmente temos, no terreno, dois grandes blocos na sociedade portuguesa: o ideológico de esquerda  assumido pelo PS mas fortemente condicionado pelo PC e pelo BE e o que se opõe à parada fraturante. O primeiro tem lideres identificados mas o segundo ainda carece de enquadramento político. A fratura está exposta, os portugueses divididos e o confronto (hoje bem patente na grande manifestação organizada pelo Movimento Escola Ponto) na rua. A questão que se colocará nos próximos meses será a de perceber qual a força política capaz de enquadrar este bloco que se sente cada vez mais desprezado pelos detentores do poder. Ao contrário do que se poderia pensar não serão as questões económicas e financeiras que comandarão os destinos quer da atual governação quer da oposição. Será que o PSD e Passos Coelho vão perceber esta fratura ou vão continuar a acompanhar a agenda do BE? E Assunção Cristas?


18 comentários

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De comunista a 31.05.2016 às 14:58

Ai Salazar...ai Passos Coelho...tanto fizeram para nos empobrecer...qual peixe grelhado e vinho branco! Pão e água da torneira...para não vivermos acima das nossas possibilidades!
Portugal só funciona se for governado pela direita salarazista e católica ou pela direita da paf. Assim, o ministro alemão fica feliz, o fmi rejubila, os comissários europeus já podem ejacular de alegria...o arquiteto Saraiva e o Zé Manuel Fernandes podem sair à rua para festejar! Talvez tomar chá com a dona Avillez, para lembrarem os tempos de miséria a que os portugueses foram sujeitos pela direita.
E um brinde a Pinochet, Franco, Cerejeira e ao padre Manuel Barbosa.
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De Anónimo a 31.05.2016 às 18:58

Eu cá só brindo ao Mao e ao Cunhal quando ele brinda ao sol dele que ilumina a terra
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De antónio a 31.05.2016 às 19:34

Uma homilia fantástica, só ao alcance de um Pacheco Pereira dos tempos dos papelinhos escondidos no sobretudo ou de um Boaventura Sousa Santos vizinho da bruxa de Penacova. Parabéns. O comité central bem que avisou o Sócrates mas o malandro do Teixeira dos Santos fez orelhas moucas e a vigarice já estava nos 11%. Qual vinho branco qual quê, brinde-se com champagne mas do original que o espumante da Bairrada é para remediados. Brindemos a Mao, Estaline, à STASI e que um passarinho não nos deixe esquecer um brinde a Chavez. Nestes países os povos são verdadeiramente felizes, têm orgasmos somente retratados pelo Mastroianni na "Grande Farra" naquela cena do rebentamento da latrina. As Mortáguas gostam e o Jerónimo não desaprova. No fim, se estivermos enfartados, tomemos um chá que é o que falta a muita gente neste país. 
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De Comunista a 31.05.2016 às 23:04

Noto que há um fetiche com o comité central, eu é mais com a minha mulher.

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