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Se fossemos todos FPs já não eram precisos CCs

por José Mendonça da Cruz, em 01.03.21

Um Cartão de Cidadão caducava em Outubro de 2020, mas não haja problema, foi prorrogado até Março de 2021. E fica agendado atendimento presencial para entretanto. Mas o atendimento presencial foi cancelado. Os funcionários públicos não podem arriscar infecções indo trabalhar, ainda que o governo socialista garanta que o vírus não infecta ninguém em autocarros, comboios, barcos e Metro. Já no trabalho do funcionalismo, sim, afecta. Mas o cidadão não se amofine, o cidadão pode «solicitar» renovação online, para levantamento oportuno. E, sendo que o cidadão «solicita», o funcionalismo informa que o cidadão pode levantar o seu CC em Julho, daqui a 5 meses apenas. Entretanto, o cidadão deve imprimir o comprovativo enviado em anexo, e fazer-se acompanhar dele em todas as circunstâncias. Durante meio ano.

Ora, há quem critique o dr. Costa e considere excessivo que ele tenha contratado mais 19.792 funcionários públicos desde 31 de dezembro de 2019, assim «revertendo» ao mesmo número total de funcionários públicos da magnífica gestão de Sócrates. Afinal, não. A julgar pelo exemplo acima, eles são ainda poucos. O dr. Costa deve contratar o triplo. E deve contratar só socialistas, não vá alguma alma independente prejudicar o delicado equilíbrio, a visível organização e gestão, e a patente competência geral disso que agora existe. 

 



2 comentários

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De Anónimo a 02.03.2021 às 11:13


E vê alguma crítica? Vê, ouve ou lê alguma notícia ou discussão acesa sobre a partidarização da Justiça e a sua blindagem pelo governo?
Sobre aquela recente "carta aberta" de um grupo de Intelectuais (com maiúscula e a devida vénia) dirigida à imprensa em geral e aos jornalistas em particular, sempre tive as minhas suspeitas e as mais sérias reservas sobre a honestidade intelectual dessa carta. Vinda de quem vem é, quanto a mim, um exercício do mais abjecto cinismo, destinado exactamente a "salvar" o Jornalismo actual!  Se há sector que actualmente seja alvo das mais violentas e acertadas críticas na opinião pública é, nem mais nem menos, o sector da Informação. Se há tema que tem estado permanentemente na ordem do dia é a acusação contínua feita ao jornalismo: que não escrutina o poder,  "faz política", com parcialidade e é dependente, subserviente ao governo e, descaradamente, sua correia de transmissão. Têm-se feito críticas ao jornalismo pela sua falta de isenção, por nunca "incomodar" os poderes instalados. Ora, exactamente, inequívocamente, o oposto do que o "grupo de Intelectuais"  acusa as redacções !!! Portanto, a "carta" vinda de quem vem (repito) não é senão um simulacro grosseiro e uma finta para ludibriar papalvos e lavar a cara do "jornalismo". "Fabricaram" de repente um jornalismo que é muito "incómodo" ao governo! I De caminho, mais uma tentativa de lavagem cerebral das massas. Isto é para totós (passe o termo).
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De Anónimo a 02.03.2021 às 13:22

De salientar que é sabido e conhecido que os subscritores da carta aberta  têm todos afinidades ideológicas com o jornalismo vigente que circula na maioria das redacções que foram alvo do seu ataque. Misteriosamente, ou não, tanto os jornalistas apontados, como estes "críticos" têm sido velhos aliados, com mútuas influências e...  provêm todos da mesma família política , o que não deixa de ser um estranho contrassenso. Mas a carta cumpriu bem os seus objectivos: por um lado, apresentou de forma bastante "criativa" uma nova versão dum jornalismo que, repentinamente, se viu reabilitado como muito "independente"; e por outro lado, foi muito eficaz a desviar as atenções da má reputação em que caiu certa imprensa. Manteve-se o pagode animado e a populaça distraída.  


Isto é o que se chama "manipulação de massas"  ao mais alto nível !  E, não tenhamos dúvidas, por gente bem conhecedora da "psicologia de massas".
 

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