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Se Cotrim quisesse um país moderno e liberal

por henrique pereira dos santos, em 05.12.25

Antes de começar a escrever, gostaria de chamar a atenção para o post anterior a este, do João Távora, ide lê-lo, se não o fizeram já, que é muito mais interessante que este que vai ficar mais visível até ao próximo post do blog.

Imaginemos que alguém tem uma ideia para o país, por exemplo, alcatifá-lo (uma proposta de Manuel João Vieira em anteriores candidaturas à presidência da república, que não sei se mantém).

O mais natural é que se envolva na política para executar essa ideia (alcatifar o país ou torná-lo moderno e liberal estão quase ao mesmo nível), procurando ter ou influenciar o poder executivo, aquele que verdadeiramente pode pôr em prática o que se pretende para o país.

Percebo que Manuel João Vieira só apresente as suas ideias em candidaturas presidenciais (ou em performances artísticas) porque não está para correr o duro caminho das pedras para o poder executivo que, em Portugal, implica fazer um partido, ganhar votos e influência e, com isso, conseguir executar, no todo ou em parte, o programa político que se defende.

Não assim Cotrim.

Cotrim juntou-se a um partido, ganhou votos, ganhou um lugar de deputado, ganhou um grupo parlamentar e, quando tinha tudo para, com responsabilidade e persistência, influenciar o poder executivo, desistiu e dedicou-se a outras tarefas (no caso, "o doce e fácil reino do blá blá blá" europeu).

Agora, sem que se perceba por que razão, resolveu aparecer nas eleições presidenciais reciclando o programa político que abandonou em devido tempo, tentando convencer os eleitores de que o que não lhe interessou o suficiente para aturar as complicações da gestão de um partido, ganhando relativamente pouco dinheiro para as dores de cabeça que daí advêm, afinal está ao alcance do poder de um presidente da república sem poderes executivos.

A vocês, não sei, mas a mim não me convence que tudo isto seja sério.


41 comentários

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De Anónimo a 06.12.2025 às 19:24

Tudo isto é triste, tudo isto é fado.

A mim não me convence nenhum. 


Tirando o "Capitão Iglo", o "Meia-Leca" e o "Mosca-Morta", todos procuram visibilidade para os partidos que os apoiam - querem espaço na prateleira. Sabem que não serão eleitos, são só ruído.


Tenho pena de não termos candidatos com a cultura e gravitas de, por exemplo, um Pacheco Pereira.


Executar uma campanha de vacinação, aparecer todos os domingos na televisão a servir de relais, ou ser uma personagem imaculada do campo socialista (leia-se, não fazer parte da tralha socrática) parecem-me ser méritos manifestamente escassos para a função.


Interrogo-me se a introdução de um sorteio (Lotaria Presidencial) não geraria melhor representação da lusa pátria...





Assim sendo, e para cumprir o dever eleitoral, apoio o Candidato Vieira, caricatura do país_a_que_chegamos. 


Um Ferrari para português e vinho canalizado.


A bem da nação


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De Anónimo a 07.12.2025 às 13:42

Note que a Vacinação foi uma Operação á Escala Nacional, executada em tempo Record, e praticamente, sem incidentes.


Isto por oposição á caótica Fase anterior, onde as coisas ameaçaram a certa altura, descambar para a anarquia e descontrolo absolutos,  com efeitos potenciais terríveis, a nível reputacional para as Instituições.


O Mérito de ter tido mão na Situação,  cabe por inteiro ao Almirante Gouveia e Melo e á Equipa por ele escolhida.


O Desempenho foi impecável e o resultado brilhante.


Para além de uma Carreira que o levou ao topo da hierarquia da Força Naval, O Almirante Gouveia e Melo provou saber enfrentar uma crise e estar á altura da situação.


Os outros Candidatos não se podem gabar do mesmo.
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De Anónimo a 07.12.2025 às 15:13

Este País é ajudado há quase novecentos anos por uma "Mão Oculta" que o tem guiado nos caminhos difíceis, amparado nos momentos de fraqueza e ajudado quando tudo parece perdido.


Mas Pacheco Pereira ? Mesmo transbordando gravitas, Portugal não aguentava.
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De Anónimo a 07.12.2025 às 11:28

Mas o Cotrim de Figueiredo não passou grande parte da vida profissional em funções públicas, ou seja, pagas pelo Estado.


Se for assim também quero ser Liberal.
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De Anonimo a 07.12.2025 às 17:12

Preocupante é nem todos os candidatos terem sido convidados para estes debates
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De Anónimo a 07.12.2025 às 21:31

Tem toda a razão.


Em matéria de debates, parece da mais elementar justiça, garantir uma igualdade simétrica e rigorosa a todos Candidatos.


Pelo menos nas Rádios e TVs Públicas.


É uma questão de rectidão intelectual.
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De Marques Aarão a 10.12.2025 às 09:43

O pessoal do sistema incluindo comentadores oficializados andam aflitos. Porque será ?

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