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Se cá nevasse fazia-se cá ski

por henrique pereira dos santos, em 25.06.20

Onde se dá o grosso da transmissão da covid?

Em coabitação.

O que pretendem as medidas que têm vindo a ser tomadas?

Que aumente o tempo de contacto na coabitação.

Eu sei qual é o argumento usado para defender isto: só há transmissão em coabitação porque alguém foi infectado fora de casa, se ninguém sair de casa, quebramos a cadeia de contágio e resolve-se o problema do contágio em coabitação.

Como lá muito atrás dizia um cientista sobre esta epidemia, é verdade que se em todo o mundo, ao mesmo tempo, toda a gente ficasse quatro semanas em casa, o vírus desaparecia.

Claro que esta solução implicaria que os doentes deixariam de ter assistência médica, morrendo em casa, infectando os de casa, ninguém recolhia o lixo, ninguém ia às compras, ninguém consertava uma torneira estragada, ninguém resolvia um curto-circuito, etc. e, ao fim de quatro semanas, uns tinham morrido, outros tinham deixado de ser infecciosos, não tendo o vírus como sobreviver.

O essencial era que isto fosse cumprido por todos, em todo o mundo, ao mesmo tempo.

Aparentemente a orientação política (há outra? a ideia de que existe uma orientação técnica e outra política na gestão de fenómenos sociais de larga escala parece-me completamente absurda) que temos em execução parte do princípio de que se ficarmos todos em casa tempo suficiente, quebramos as cadeias de contágio, mas sem atender ao pressuposto base inerente a essa política: todos têm de fazer o mesmo, em todo o lado, ao mesmo tempo, mais ou menos quatro semanas.

Ou seja, a alternativa à política clássica de tratar doentes, acompanhar cadeias de contágio conhecidas e preparar os serviços de saúde para responder às necessidades, sabendo que não há doenças potencialmente fatais sem doentes e mortes é, pelos vistos, a ideia de que se cá nevasse fazia-se cá ski.

E, com base na ideia de que se cá nevasse fazia-se cá ski, está o país inteiro a pagar uma enorme pista de ski.



2 comentários

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De Anónimo a 25.06.2020 às 15:33

Que aumente o tempo de contacto na coabitação?! Então eu estou lixado. Eu habito com nem sei quantos,  aquilo parece a casa da Amália, uns a sair outros a entrar, e ninguém leva vinho nem comida, tenho que ser eu a pagar tudo, até o frigorífico fica cheio de pines com poemas para a guitarra , depois, é ás multidões! Estou cozido com isto!
É como diz o outro- somos os melhores, os maiores, uns heróis...
Tou lixado c`a missa cantada ...
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De pitosga a 26.06.2020 às 18:59


Anón. da 15:33,  não está lixado!
Está a ser tratado como um genuíno tuga é tratado por estes azeiteiros [termo bem típico do Porto].
Por sermos mesmo bons, vamos dar a volta a esta corja e lutar [é isto mesmo] pela nossa vida, pela nossas autonomia e liberdade. Se não for a bem, pela calada, fintando o fisco e o desgoverno, irá ser com vara de marmeleiro. Ou por envenenamento súbito por chumbo.

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