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Sartre contra Camus

por henrique pereira dos santos, em 05.08.20

E há quem insista em que há defesa racional para isto, com o que se sabe hoje sobre a doença.

Isto não tem nenhuma relação com a gestão de uma epidemia, isto é apenas a cedência política de populistas que fizeram uma escolha clara: se o povo quer segurança, o que é preciso é dar-lhe uma sensação de segurança, que se lixe a liberdade.

Que haja tanta gente razoável a justificar isto só não é surpreendente porque sempre foi com essa razoabilidade que todas as ditaduras se instalaram e se mantiveram, oferecendo segurança a troco da liberdade.

Em tempos de abundância e paz há sempre muito mais gente que, na prática, apoia Sartre contra Camus, justificando-se com as mais nobres razões do mundo, mesmo que, no fundo, no fundo, seja só medo dos riscos e custos de uma liberdade dada como adquirida.

"As if it were not bad enough that you can’t leave your house without being muzzled and without a “lawful reason” under this new regime you can’t even remain in your house unmolested by the cops, they can just pop ‘round anytime to make sure you haven’t had Bruce and Sheila from next door round for a couple of drinks".



4 comentários

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De Miguel Rm a 05.08.2020 às 16:26

Gosto muito da imagem de #apoiar sartre contra camus# para falar de quem não entende o enorme valor da liberdade. Chapeau!
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De Anónimo a 05.08.2020 às 22:06

Sartre fundiu ou confundiu muitas vezes liberdade com libertinagem. Ele e a mulher, não esqueça.
Aprecio mais a inquietação de Camus em busca da Verdade que ele privilegiava.
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De pitosga a 05.08.2020 às 23:11


Henrique Pereira dos Santos,
Cá estamos no cerne. Tem sido muito claro nas suas opções, nas suas análises críticas.
Eu acredito que não seremos nós 'a virar a página'. Alguém virá. A Vida é um livro feito de tantas páginas e de muito mais leitores...
Abraço
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De Anónimo a 07.08.2020 às 18:08

caro senhor


nestes tempos aburguesados e politicamente correctos a ditadura, em vez de entrar como um desígnio nacional ( Pátria, Povo, Território ), vem mansa como uma pomada: saúde, vida, egoísmo.


o Réquiem pela  Europa começou há cem anos: agora é apenas uma missa de sétimo dia.


Cumprimentos


Vasco Silveira

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