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Salazar, o provinciânico

por João Távora, em 27.07.14

Nesta silly season que ora se inicia, por conta da biografia de Ribeiro Meneses publicada em fascículos pelo Expresso, revisitamos Oliveira Salazar. No meu entender o ditador veste como uma luva as expectativas de uma época que em certa medida hoje persistem: o provincianismo messiânico. Isso justifica a longevidade do seu pontificado. Ontem como hoje são poucos os portugueses que fazem diferença e a mediocridade faz escola - os maus hábitos não acabam por decreto. Ontem como hoje temos aquilo que merecemos, órfãos a mistificar um pai utópico que nos devolva uma Pátria virtuosa escondida nas brumas da memória. Quero dizer: Salazar não instaurou uma mentalidade, mas ele foi fruto dela e soube servir-se dela para "levar os portugueses a viver habitualmente", aquilo que quase toda a gente queria. Resta-nos manter a inquietação.




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