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Há uns anos, quando havia uma discussão acesa sobre causas de incêndios e maneiras de lidar com isso, comecei a fazer (não inventei, há muita gente que faz isso) regularmente previsões e a pedir a quem tinha opiniões diferentes que fizesse o mesmo, prever o que ia acontecer nos dias seguintes em matéria de fogos.
Na altura eu sabia ainda menos do que sei hoje, de maneira que fui dizendo algumas asneiras, como aliás continuarei a dizer, evidentemente, mas procurando diminuir a quantidade de asneiras recorrendo a quem sabe mais que eu.
Todos os dias dou uma vista de olhos pelas previsões de chuva e vento para a semana seguinte, mesmo sabendo que previsões meteorológicas a mais de três dias são o que são, e, quando me interessa qualquer coisa, dou uma vista de olhos noutras coisas, como fiz ontem, com a humidade atmosférica.
A questão é que olhando para os ventos, sem grande precisão e num site que tem bons bonecos mas nem acho especialmente confiável, pareceu-me que ali por Segunda-feira iríamos ter condições para desenferrujar o dispositivo de combate, nada de especialmente relevante, mas alguma animação em matéria de fogos.
Como me pareceu uma coisa pouco sólida, perguntei ao Paulo Fernandes, que me disse que realmente a probabilidade de grandes fogos era menor que 10% em todos os distritos e o dia que parecia mais complicado era Sábado, e não Segunda.
Em relação ao que tem sido este ano, eram uns dias que motivariam mais saídas dos bombeiros dos quartéis (eu sei que a protecção civil tem um sistema de avisos mas, francamente, não ligo nenhuma aos avisos da protecção civil que tem uma escala esquisita qualquer que rapidamente dá avisos de risco máximo, o que torna os avisos pouco relevantes porque não lhes dá elasticidade para distinguir o que é realmente risco extremo).
Resolvi fazer este post hoje, na Quinta de manhã, porque continuo convencido de que fazer estas previsões é a forma mais pedagógica que conheço para chamar a atenção para o facto dos incêndios serem essencialmente controlados pela meteorologia e a disponibilidade de combustíveis (daí que o tempo decorrido desde o último incêndio acabe por ter alguma relavância, é a forma mais eficiente de reduzir a disponibilidade de combustíveis).
Como na meteorologia mandamos pouco, restam as opções de gestão de combustíveis.
Por favor, não me incomodem com as ignições (já bem me chega o Pingo Doce a moer-me os juízos com conversa de treta sobre a redução de fogos que eu consegui por não fazer churrascos) porque Portugal reduziu para um terço o número de ignições, com um efeito irrelevante na área ardida.
O essencial é isto: corro o risco de prever o futuro, uma actividade bastante insensata, para dizer que nos próximos dias, com a falta de notícias e a meteorologia, é provável começarmos a ver aparecer notícias de fogos, que este ano têm sido poucas.
A ideia não é ilustrar as minhas capacidades de Zandinga, a ideia é apenas demonstrar que o que precisamos é de rapidamente levar gestão de combustíveis finos ao terreno, ou seja, de pagar essa gestão a quem tenha menos de 50cm de altura de combustíveis finos no seu terreno.
Quase tudo o resto, em matéria de gestão do fogo, são jogos florais "um esforço inútil, um vôo cego a nada".
"Mas dancemos; dancemos
Já que temos
A valsa começada
E o Nada
Deve acabar-se também,
Como todas as coisas".
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