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Reflectindo

por henrique pereira dos santos, em 17.01.26

Corina Machado ganhou o prémio Nobel da paz.

Se quisesse vender a medalha, pôr o diploma no prego, dá-lo como recordação aos filhos, ninguém a chateava e toda a gente percebia que ela não estava a atribuir o prémio Nobel a ninguém, estava simplesmente a fazer um gesto de necessidade, delicadeza ou desprezo pelo prémio que recebeu que, na hipótese mais séria, não seria mais que gesto simbólico.

Acontece que Corina Machado, em vez de fazer isso, resolveu, simbolicamente, dar a traquitanada que vem com o prémio a Trump, depois de Trump ter feito o favor ao mundo de retirar um tipo que se dizia presidente da Venezuela, apesar de parte do mundo, Portugal incluído, não lhe reconhecer esse estatuto, do seu lugar de poder a partir do qual perseguia os inimigos, que incluem Corina Machado, para o pôr numa cadeia, enquanto decorre um julgamento.

Até aqui, tudo normal, uns gostarão e aprovarão o gesto, outros não, mas todos sabem perfeitamente que se trata de uma coreografia simbólica com objectivos políticos.

O que merece reflexão é a quantidade de gente, incluindo os que atribuem os prémios Nobel, que resolvem fazer uma leitura literal da coreografia, para o que precisam de fingir que não sabem que o prémio não é a traquitanada que vem com ele, medalhas, certificados e afins, para poder esclarecer o mundo, que está fartinho de estar esclarecido, que quando um atleta olímpico põe a sua medalha de ouro no prego, não é quem compra que passa a ser campeão olímpico.

E se ocupassem o vosso tempo em alguma coisa de útil, por exemplo, como fez o anónimo que aproveitou o seu tempo para comentar este post, defendendo a minha honra desinteressadamente, explicando, com razão, que peão de brega, sim, agora chamar-me intelectual, francamente, não cabe na cabeça de ninguém.

Muito obrigado, ao anónimo em causa, vai começando a ser raro haver quem, desinteressadamente, reponha a verdade dos factos quando me chamam nomes injustificadamente.


15 comentários

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De Anonimo a 17.01.2026 às 20:27

Ladroes de bicicletas, arrastao, 31 da armada... o meu pipi... outros tempos.
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De Anónimo a 17.01.2026 às 21:12

31 da Armada, um dos melhores blogs de todos os tempos 
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De O apartidário a 18.01.2026 às 12:29

Jornalismo e activismos
Chegámos a um momento da nossa experiência democrática em que a traição à missão nobre da mediação jornalística autêntica excedeu tudo o que podia ser assimilado como ruído estatístico acidental.

18 jan. 2026, 01:39 no Observador (Miguel Morgado)

Muitas lágrimas foram choradas nos últimos anos por as redes sociais se terem substituído ao jornalismo. Por toda a parte as redes sociais são devolvidas à categoria de forças maléficas. Nalguns casos mais atrevidos são até denunciadas como causas exclusivas do que hoje se diz ser, com assomos de novidade histórica, a “crispação” ou a “polarização”, trazendo o grande Satã de volta sob a figura do maligno “algoritmo”. Quanto à novidade histórica da “polarização” ou da “crispação” não vale a pena perder dois segundos. Só pode afirmar uma coisa dessas quem possui a consciência histórica de uma pedra da calçada e passa tempo a mais nas redes sociais. Mas a rivalidade fingida entre o jornalismo e as redes sociais fez subir à superfície uns quantos equívocos. Nuns momentos, por ingenuidade; noutros, por má-fé.

O jornalismo é superior às redes sociais porque a estas falta, diz-se, uma superior mediação. Ora, a mediação, quando praticada segundo velhos padrões de racionalidade e objectividade, é um recurso precioso na compreensão da realidade e permite perceber como a apresentação pseudo-bruta dos “factos” insinua outras tantas ilusões e mentiras. Sucede que chegámos a um momento da nossa experiência democrática em que a traição à missão nobre da mediação jornalística autêntica excedeu tudo o que podia ser assimilado como ruído estatístico acidental ou simples e compreensível erro profissional. ( continua ) 


 (artigo completo na caixa  de comentários do post Mais Notícias da Europa no meu blog Planeta dos Macacos Politicos)  

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