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Corina Machado ganhou o prémio Nobel da paz.
Se quisesse vender a medalha, pôr o diploma no prego, dá-lo como recordação aos filhos, ninguém a chateava e toda a gente percebia que ela não estava a atribuir o prémio Nobel a ninguém, estava simplesmente a fazer um gesto de necessidade, delicadeza ou desprezo pelo prémio que recebeu que, na hipótese mais séria, não seria mais que gesto simbólico.
Acontece que Corina Machado, em vez de fazer isso, resolveu, simbolicamente, dar a traquitanada que vem com o prémio a Trump, depois de Trump ter feito o favor ao mundo de retirar um tipo que se dizia presidente da Venezuela, apesar de parte do mundo, Portugal incluído, não lhe reconhecer esse estatuto, do seu lugar de poder a partir do qual perseguia os inimigos, que incluem Corina Machado, para o pôr numa cadeia, enquanto decorre um julgamento.
Até aqui, tudo normal, uns gostarão e aprovarão o gesto, outros não, mas todos sabem perfeitamente que se trata de uma coreografia simbólica com objectivos políticos.
O que merece reflexão é a quantidade de gente, incluindo os que atribuem os prémios Nobel, que resolvem fazer uma leitura literal da coreografia, para o que precisam de fingir que não sabem que o prémio não é a traquitanada que vem com ele, medalhas, certificados e afins, para poder esclarecer o mundo, que está fartinho de estar esclarecido, que quando um atleta olímpico põe a sua medalha de ouro no prego, não é quem compra que passa a ser campeão olímpico.
E se ocupassem o vosso tempo em alguma coisa de útil, por exemplo, como fez o anónimo que aproveitou o seu tempo para comentar este post, defendendo a minha honra desinteressadamente, explicando, com razão, que peão de brega, sim, agora chamar-me intelectual, francamente, não cabe na cabeça de ninguém.
Muito obrigado, ao anónimo em causa, vai começando a ser raro haver quem, desinteressadamente, reponha a verdade dos factos quando me chamam nomes injustificadamente.
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