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Realidade

por João Távora, em 21.04.16

Uma prova de provincianismo e mesquinhez é a que vem daqueles que se babam de deleite com uma fotografia da Família Real Britânica e ao mesmo tempo espumam de obscuros ressentimentos perante uma fotografia da Família Real Portuguesa.



24 comentários

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De Renato a 21.04.2016 às 10:47

É simples. Para além do facto de não existir actualmente “Família Real Portuguesa” (a não ser para os cortesãos que seguem a família para todo o lado, com bandeirinhas) temos que a monarquia portuguesa nunca se comparou com a monarquia inglesa. 

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De João Távora a 21.04.2016 às 12:14

Em 2006, um parecer do Departamento de Assuntos Jurídicos do Ministério dos Negócios Estrangeiros, contrário ao definido pela Constituição Monárquica de 1838 e à própria Constituição da República Portuguesa, reconheceu Duarte Pio de Bragança como o único e legitimo herdeiro do trono de Portugal.[12] Esse parecer foi fundamentado pelo alegado "reconhecimento histórico e da tradição do Povo Português", pelas "regras consuetudinárias da sucessão dinástica", e pelo "reconhecimento tácito das restantes casas reais da Europa e do Mundo com as quais a legítima Casa de Bragança partilha laços de consanguinidade".[12] Recordou, ainda, ter sido conferido pela República Portuguesa a Duarte Pio a representatividade política, histórica e diplomática, e foi lembrado que os pretendentes ao título de duque de Bragança "são várias vezes enviados a representar o Povo Português em eventos de natureza cultural, humanitária ou religiosa no estrangeiro, altura em que lhes é conferido o passaporte diplomático"
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De Renato a 21.04.2016 às 12:55

Não é um departamento da função pública que reconhece ou nega à família do Duarte Pio de Bragança o estatuto de “Família Real Portuguesa”. Aliás, não foi isso que os juristas disseram, mas sim que o Duarte Pio era herdeiro do trono de Portugal. Obviamente, ele senta-se no trono apenas quando isso acontecer. Numa República, por definição, não existe família real.

Mas não deixa de ser curioso e irónico que os monárquicos tomem como certificado um parecer de um departamento da República…. 

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De Anónimo a 21.04.2016 às 17:25

Sem querer entrar em conversa alheia, se a própria República reconhece a existência de uma Familia Real portuguesa é porque esta existe - apenas não reina.
Mas a república fez mais: por exemplo o seu embaixador no Reino Unido durante a II GG era o Duque de Palmela e o Estado tratava-o como tal.
Mais ainda: o Duque de Bragança tem um lugar (por acaso até acho que nem devia ter) no protocolo do estado. Vá lá saber-se porquê, para os que sabem como as coisas são mas fazem de conta.
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De Luís a 21.04.2016 às 14:23

Coitada da "família Real Portuguesa".
Completamente ignorada pelas restantes casas reais Europeias, com quem partilha laços de consanguinidade :-). Nem a família lhes liga!
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De Anónimo a 21.04.2016 às 14:49

Não te rales. Ao "Costa Concordia" também só lhe ligam em França, e qualquer dia nem isso, quando o Hollande for corrido.
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De Anónimo a 21.04.2016 às 22:47

Quando o Senhor D. Duarte casou era ver quem era mais monárquico....
Até o Marocas lá foi à festa. E a estrangeirada também.
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De Anónimo a 21.04.2016 às 12:31

Nunca se comparou em quê? Nem se podia comparar, porque eles são ingleses e nós portugueses. E de facto em Inglaterra também não existe a pobreza de espírito, a mesquinhez e a inveja que grassa na esquerda em Portugal. 
A mesma esquerda que fica embevecida com a foto do Costa e do seu "bulldog" a bordo de um Falcon em direcção a Atenas. 
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De Renato a 21.04.2016 às 13:28

Está enganado. A nossa esquerda nem presta muita atenção à nossa “família real”. Não vejo muitos comentários da esquerda sobre ela, e muito menos o BE ou o PC se pronunciam sobre ela. Nem me lembro da última vez. Porque o fariam? A família lá faz a sua vida e tem os seus adeptos. Na Inglaterra, pelo contrário, nem imagina o que a esquerda republicana diz da Rainha e sua família. Até vos dava um badagaio, se fizessem o mesmo cá à família do Duarte Pio.

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De Anónimo a 21.04.2016 às 14:45

A esquerda republicana em Inglaterra são os tipos que fazem e lêem o Guardian. Valem zero no país. Sorte a deles.
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De Anónimo a 21.04.2016 às 17:27

Quem lê este comentário fica alarmado: será que a esquerda republicana inglesa se prepara para a fazer subir ao cadafalso?
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De Anónimo a 21.04.2016 às 13:42


E acrescento que para que a Monarquia inglesa faça boa figura (para depois os parolos em Portugal ficarem embevecidos) a sua representação não é descurada em termos de recursos. Já em Portugal a Monarquia parecia decadente porque o país era pobre e a Corte de parasitas recusava-lhe o financiamento.


Tal como hoje, por razões ideológicas, nunca houve vontade política para rematar a fachada poente do Palácio da Ajuda só por este monumento estar "conotado" com a Monarquia. Percebeu?
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De Renato a 21.04.2016 às 15:15

Percebi perfeitamente, obrigado. A fachada poente do Palácio da Ajuda não está rematada porque a esquerda maçónica quer castigar a monarquia. É até um complot contra a família real. Eu acho que a esquerda tem medo que a família real queira lá viver e está a tentar que o palácio caia. É tal e qual isso.

O país era pobre durante a monarquia? Ora essa! O país ia até com frequência a Paris ver as raparigas do can-can e caçava muito nas herdades do Alentejo. 

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De Anónimo a 21.04.2016 às 15:33

A esquerda tem medo que o país perceba que o legado da República é uma merda, sim. São uns ressabiados que tentam desvalorizar tudo o que tenha sido feito antes do 5 de Outubro de 1910, como se o país se tivesse desenvolvido alguma coisa só por causa da República. Tretas!
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De Anónimo a 21.04.2016 às 17:30

E tinha liberdade de imprensa que é uma coisa muito dificil de explicar a certos ignorantes. Recomenda-se a Wikipedia e as entradas «jornal O Mundo» e «França Borges».
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De Renato a 21.04.2016 às 15:57

Sim, o Guardian é um jornal de paróquia, feito pelo dono e um ajudante e lido por meia dúzia. 
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De Anónimo a 21.04.2016 às 21:53

Quase 80% dos britânicos querem a manutenção da Monarquia. Chega? A esquerda republicana na Grã-Bretanha não chega a 20% do eleitorado, por isso não pense que todos os trabalhistas são republicanos.
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De Renato a 22.04.2016 às 10:46

Quem disse o contrário? Eu até sou adepto da monarquia britânica. A nossa, em quase oitocentos anos, produziu um dos países mais pobres da Europa, alvo de chacota geral, apesar de termos um império. Não foram 30 nem 50 anos.
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De Anónimo a 23.04.2016 às 22:05

Este Renato não existe. Deixá-lo.
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De McMangus a 21.04.2016 às 12:02

Deixe lá: essas são as mesmas pessoas que se babam por um estrangeiro e desprezam o seu compatriota!
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De jo a 21.04.2016 às 13:46

A mim faz-me mais confusão que se defenda um sistema político que frequentemente coloca no mais alto cargo de um país indivíduos que são doidos e se babam, isto só porque são filhos do rei anterior.


É triste pensar que os pergaminhos que alguém pode ter para reinar num país sejam unicamente o ser descendente de D. Maria I que morreu louca e de D.Miguel que liderou uma revolta contra o irmão e a sobrinha.


Não me interprete mal. Até penso que o pretendente é uma pessoa estimável, mas se a avaliação fosse só pelo pedigree, ficava muito mal na fotografia.
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De Anónimo a 21.04.2016 às 14:47

E? Portugal já teve um doido em Belém, o Só-ares, e outro em São Bento, o Sócrates, ambos eleitos.
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De João Távora a 21.04.2016 às 16:30

Os dogmas e os preconceitos são uma chatice... Portugal tem pago bem caro por isso. 
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De João. a 21.04.2016 às 21:30

Não sei se se babam ou não mas em todo o caso em Portugal não há família real.

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