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Racismo do bem

por henrique pereira dos santos, em 13.05.24

A.S. Embora os negros da África Ocidental sub-saariana sejam dos mais negros dos negros, os fulas que têm o seu epicentro nessa zona, serão conhecidos exactamente pelo inverso. Não sei, fizeram-me este reparo e não vou estar a perder tempo com este pormenor, que é irrelevante

"os herdeiros dessa história têm a responsabilidade colectiva - e não a culpa - de dar os passos possíveis e necessários para reparar o passado.

...

Embora os portugueses brancos tenham de admitir que usufruíram (e usufruem) de toda uma estrutura que tem origem, em parte, nas receitas coloniais e que se deixaram levar, vezes de mais, pela ideia de superioridade civilizacional e étnico-racial, não foi o "português comum" quem beneficiou a escravatura e do colonialismo".

Cristina Roldão, na sua crónica habitual do Público.

Comecemos pelo, aparentemente, mais simples: o que é um português branco e por que razão deve ser distinguido de um português não branco?

Usemos os meus netos para tentar perceber de que fala Cristina Roldão.

Aparentemente são todos brancos, portanto, têm de admitir que usufruem de toda uma estrutura que tem origem parcial nas receitas coloniais e que se deixaram levar pela ideia de superioridade civilizacional e étnico-racial.

Vamos esquecer que a mais velha acho que tem oito anos (e lá onde vive acho que nem é classificada como branca mas como hispânica) e vai daí para baixo até às poucas semanas da mais nova, mas Cristina Roldão, ainda assim, acha que têm de assumir isso tudo e se deixaram levar por uma ideia qualquer porque existe uma responsabilidade - não é culpa - colectiva que decorre da cor da sua pele.

Essa responsabilidade e o resto virá da sua história, de que falo agora.

Andando para cima das gerações, aparentemente a geração dos meus filhos, genros e noras são também todos brancos, portanto, responsabilizáveis.

O problema começa a fazer-se notar quando chegamos à geração dos avós dos meus netos, que é a minha: aparece uma avó mulata, bastante clara, talvez seja preciso olhar com atenção, mas inequivocamente mulata (não sei se Cristina Roldão, seguindo o exemplo dos antropólogos da segunda metade do século XIX e primeira do século XX, quer andar a medir outras características fenológicas, como a grossura dos lábios ou o encrespamento do cabelo, ou se prefere ficar-se pela cor de pele para atribuir responsabilidades diferenciadas a pessoas).

E continuando a andar para trás nas gerações, naturalmente vai-se encontrar gente com cada vez mais melanina, até entroncar nalguma bisavó fula, dos mais negros dos negros.

Portanto, a tese de Cristina Roldão tem um problema prático: como se define a responsabilidade desses meus três netos em relação aos meus netos restantes?

Até aqui, nada de especial, é uma conversa que foi frequente ali pelo século XIX e princípios do século XX, com os resultados conhecidos, e que levou a um imenso esforço de catalogação de grupos sociais em função de características fenotípicas.

Francamente, talvez também por desde há anos ouvir o meu cunhado João Zilhão a argumentar a favor da tese, antes maldita e hoje dominante, da miscigenação entre neandertais e homens modernos, dizendo que grande parte das distinções que existiam na catalogação de espécies de hominídeos se baseava em poucos exemplos de diferenças fenotípicas que cabem dentro da natural variabilidade da espécie actual, estou-me completamente nas tintas para a dificuldade prática de distinguir entre o que é um branco e um não branco (para uma visão mais completa da demonstração da idiotice que é esse esforço, é ler "Portugal na idade do gelo, território e habitantes").

O que não deixo de assinalar é o evidente racismo de se pretender atribuir responsabilidades colectivas em função da cor da pele, como faz Cristina Roldão.

Quer isso dizer que Cristina Roldão é racista?

Em rigor, não, quer apenas dizer que faz afirmações inequivocamente racistas, mas isso não decorre, forçosamente, de um sentimento racista, mas de uma necessidade absoluta de torcer o que for preciso para contrabandear a ideia de que a discussão da história do colonialismo é um instrumento essencial da luta anti-racista, e não apenas aquilo que é: a discussão da história do colonialismo.

O racismo combate-se hoje, com os factos de hoje, com a realidade (e a responsabilidade) das pessoas de hoje, misturar isso com a história do colonialismo só tem um resultado prático: a luta pela transformação da história num panfleto político.

Não, não é aceitável que se distribuam responsabilidades colectivas e direitos de reparação de vítimas em função da cor da pele, com base em deturpações da história, isso sim, é promover o racismo.


44 comentários

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De Anonimus a 13.05.2024 às 09:32


Não sabia que o passado se reparava (f***** mais os neo-anglicismos, é tão irónico ver os pseudo-intelectuais defensores da língua com reparações, resiliências e adições na boca).



Racismo há em todo o lado, até nos países ditos modelo de integração e tolerância. E nem é preciso ter o pantone disruptivo, basta ser fisicamente diferente para ser tratado de modo diferente (e não para melhor).



Há uns 40 milhões de escravos aos dias de hoje. Podem entreter-se a "reparar" o presente desses.
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De balio a 13.05.2024 às 11:33


Racismo há em todo o lado


Sim, mas há racismo institucionalizado, que é diferente do racismo "normal" das pessoas.


Alguns países, como os EUA, a África do Sul, a Alemanha, e outros, institucionalizaram o racismo, pelo menos em certos períodos da sua história. Com programas sistemáticos de impedir a mistura de raças na habitação, a procriação mista, os comércios mistos, etc.
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De lucklucky a 13.05.2024 às 21:33

Sim por exemplo nos EUA temos a Affirmative Action com exemplo de racismo de esquerda , embora o Supremo Tribunal em 2023 tenha dito que é proibido usar raça para determinar entrada nas Universidades.
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De balio a 13.05.2024 às 09:38


uma bisavó fula, dos mais negros dos negros


Não necessariamente. A mulher que me limpa o gabinete, que é fula, é castanha, não é negra, muito menos das mais negras das negras. Há fulas de diferentes tons de pele.
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De Júlio Sebastião a 13.05.2024 às 12:58

No seu caso não é fula: está fula. E não apenas ela.
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De balio a 13.05.2024 às 09:43


Embora os portugueses brancos tenham de admitir que usufruíram (e usufruem) de toda uma estrutura


A frase de Roldão é parva por um motivo mais básico: os portugueses não-brancos usufruem de exatamente a mesma estrutura que os portugueses brancos. Dispomos de bancos (mais ou menos) funcionais, de estradas (mais ou menos) boas, de centrais de fornecimento de eletricidade que a fornecem mesmo, e assim por diante, e essa estrutura tanto beneficia os portugueses brancos como os não-brancos.
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De Anonimus a 13.05.2024 às 10:36


"Embora os portugueses brancos tenham de admitir que usufruíram (e usufruem) de toda uma estrutura"


Essa afirmação só faz sentido quando a luta de classes substituiu a classe económica pela raça.
Um negro americano também usufruiu de toda uma estrutura, dizem eles, baseada no colonialismo e na escravatura, e no entanto está na coluna dos "a receber"
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De balio a 13.05.2024 às 09:46


lá onde vive acho que nem é classificada como branca mas como hispânica


São as pessoas quem se classifica a si mesmas, não é outrém que as classifica.



E não é hispânica, porque os "hispânicos" são os naturais da América Latina que sejam miscigenados de ameríndio. (Há muitos latino-americanos negros ou brancos "puros", e esses não devem ser considerados "hispânicos".)
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De balio a 13.05.2024 às 11:39


Há que ter em conta que no racismo institucionalizado, que foi regra nos EUA durante séculos, a procriação em comum das raças era pessimamente vista e considerada pecaminosa. Assim, um mulato era (e é) oficialmente considerado como negro. É desta forma que Barack Obama nos EUA é considerado negro, quando para nós ele é somente mulato (mistura de preto com branco).
Da mesma forma, uma mistura de ameríndio com branco, que é uma coisa muito vulgar em certas partes da América Latina, é nos EUA muito rara. É a isso que eles chamam "hispânico".
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De JPT a 13.05.2024 às 10:07

Um contributo para a tese da dissociação cognitiva dessa malta. Destaque no artigo de ontem do Público, assinado por Joana Gorjão Henriques "Autoridades identificam recrutamento de jovens pela extrema-direita [...] propagadores de ódio “mascarados” de jornalistas." Essa foi na mouche, ó Joana.
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De O apartidário a 13.05.2024 às 18:06

Exactamente. Isso e activistas disfarçados de jornalistas. 
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De O apartidário a 14.05.2024 às 13:47

Mais um engano, mais uma mentira
A versão woke da história da escravatura e da sua abolição assenta numa série de apagamentos selectivos, em premissas falsas (ou não verificáveis) e numa teoria de raiz marxista.

13 mai. 2024, 00:17 no Observador

Cristina Roldão tem manifesta tendência para subscrever e difundir tudo o que possa servir para denegrir a imagem do Portugal dos tempos coloniais. Os portugueses foram os maiores negreiros da era colonial? Cristina Roldão rejubila com isso — quanto pior melhor — e reforça a dose. Em vez dos 4,5 milhões de escravos que o país efectivamente levou, à sua reponsabilidade política, para a colónia do Brasil através do Atlântico, atribui-lhe 6 milhões. Avisada por diversas vezes de que esse número estava errado e resultava duma tendenciosa soma dos quantitativos de Portugal e do Brasil já independente, e já senhor das suas opções políticas, Cristina Roldão continuou teimosamente a insistir no erro.
João Pedro Marques no Observador

https://observador.pt/opiniao/mais-um-engano-mais-uma-mentira/
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De Anónimo a 13.05.2024 às 10:31

Claro que sim, a Cristina Roldão não só é racista como ela e outros como ela se servem do racismo para promoverem a sistematização do discurso de ódio contra o homem branco, com vários objectivos, sendo um deles, o da radicalização e divisão da sociedade conforme o teor de melanina. À falta de melhor, o colonizado, explorado pelo patrão branco, veio substituir a velha e rançosa "dialéctica da História" da velha luta de classes, do velho operariado e campesinato politizados e desaparecidos... de tanto combate!. O outro objectivo está na cara, claro está. É visível que esta forma de punição colectiva através de indeminizações materiais têm a forma de uma estocada final. Um furor movido pela vingança, pela ambição desmedida e desejo de humilhar o outro. Não se trata de nenhuma reparação histórica. A História não tem reparação, não se pode rebobinar o tempo, nem os acontecimentos do passado.

Não percebo certas contradições que se verificam na actualidade portuguesa, em relação a uma dualidade ou ambiguidade que tem seguido caminhos diametralmente opostos: 
- por um lado é exigida uma reparação e que a História reponha certas omissões (segundo alguns) e retrate os portugueses como uns verdugos, uns colonialistas cruéis e uns exploradores desalmados _ o protótipo do anti-herói, do vilão, símbolo do homem criminoso, desonrado e sem quaisquer atributos morais ;  
- mas, por outro lado, as pessoas africanas ou afrodescendentes anseiam pela nacionalidade portuguesa, supostamente (presume-se) porque sentem uma "ligação" a Portugal e, como tal, desejam uma via verde para a sua plena integração portuguesa. 
Esse laço histórico que pessoas provenientes das ex-colónias sentem e pretendem manter e estreitar com o nosso país, demonstra um vínculo afectivo que se poderia classificar como "injustificávell", segundo a perspectiva da novilíngua dos historiadores-activistas woke e na sistemática propagação do seu discurso contra os "esfoladores" colonialistas e imperialistas. Quanto a mim, estas duas atitudes são um paradoxo que não consigo desatar. 
Dá-se-me um nó na cabeça com este enigma, porque não joga a bota com a perdigota: pela lei das probalidades, não seria suposto, mais expectável que as vítimas marcadas pelas sucessivas agressões sofridas às mãos dos seus algozes,  sentissem hostilidade e uma repulsa visceral pelos seus agressores de séculos (para usar um eufemismo) e consequentemente uma rejeição de Portugal, pelos traumas que foram infligidos a esses povos  durante a exploração colonial portuguesa?
Afinal em que ficamos? 
Tenho uma proposta: adopte-se nas escolas um manual de História escrito sob a perspectiva exclusiva de historiadores africanos. (convém preparar os silícios e o chicote da auto-flagelação para expurgar "a culpa do homem branco").


Se isto fosse levado até às últimas consequências, não sei até que ponto esta turbulência  podia ou não vir a causar efeitos danosos na nossa própria identidade nacional construída durante séculos, e na destruição traumática e humilhante da nossa auto-imagem colectiva.
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De Anónimo a 13.05.2024 às 18:12

E Cristina Roldão tem contribuído para a destruição dessa identidade nacional onde nos revemos e nos integramos, ao  "transmitir ideias (...) tendentes a apoucar a memória que o país tem do seu passado".
(para citar o historiador  João Pedro Marques)
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De O apartidário a 14.05.2024 às 13:55

O tabu do tema “imigração” como cancelamento
Ao misturar o tema da imigração com racismo ou xenofobia evita-se a discussão. É uma forma de cancelamento.

13 mai. 2024, 00:09 no Observador

O debate político, na atualidade, parece preocupar-se mais em atacar o adversário ad hominem do que discutir com argumentos ou rebater as ideias do interlocutor. Assim, verificamos que desde há alguns anos determinados temas, como a imigração, têm vindo a ser afastados do debate público. Isto acontece porque há um lado da perspetiva ideológica que classifica automaticamente o outro como racista ou xenófobo, quando na realidade a maior parte das vezes apenas se quer trazer argumentos para uma discussão. Por que razão isto acontece? Acontece porque a imigração é um tema político e com uma abordagem política que, aparentemente, interessa bastante às populações e ao misturar o tema com racismo ou xenofobia evita-se a discussão, pois ninguém quer ser rotulado de racista ou xenófobo apenas por discutir um tema político com uma abordagem política. É uma forma de silenciar a outra parte, um método de cultura de cancelamento.

Gonçalo Costa Santos no Observador

https://observador.pt/opiniao/o-tabu-do-tema-imigracao-como-cancelamento/
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De O apartidário a 14.05.2024 às 17:04

O artigo de João Pedro Marques está já a seguir (acima) nesta caixa de comentários. 
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De cela.e.sela a 13.05.2024 às 11:14

sou 'rosto pálido' devido às inúmeras miscigenações que ocorreram no passado sem sair do continente europeu.


«Macaca para o companheiro: -Xico vamos recomeçar que esta hominização foi um desastre»
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De Nelson Gonçalves a 13.05.2024 às 12:04


"Vamos esquecer que a mais velha acho que tem oito anos (e lá onde vive acho que nem é classificada como branca mas como hispânica)"



Eu já perde a conta ao número de vezes que magrebinos em Bruxelas, vêm ter comigo e me falam logo em árabe. Não me chateia, tenho a fronha que tenho. Mas é um claro sinal de que caracterizar uma pessoa pela aparência é abriar a porta à asneira.
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De Anonimus a 13.05.2024 às 12:57


Oh....
Sou um real membro do patriarcado causasiano opressor, e quantas vezes me perguntaram de que país do Norte de África era proveniente. E mesmo no fim de Agosto não me comparo a uma Cleópatra. Mas para um polaco...


(o que também é consequência da ignorância americana, que acha que a Europa é um "sítio". Bem, também acham que África é um sítio)
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De Anónimo a 13.05.2024 às 13:31

Os norte africanos, orientais e europeus partilham a mesma ascendência próxima;
São os “Caucasianos/Eurasiaticos/West Asians” da literatura.
Sul europeus, Libaneses ou Argelinos são ainda mais próximos.
O “erro” é vulgar e compreensível.
É como confundir um Bakongo com um Cuanhama.
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De balio a 13.05.2024 às 14:53

Isso faz-me lembrar o tempo em que vivi nos EUA. Vivia num bairro (predominantemente) judeu e, no inverno, deixava creser bastante a barba. Uma vez ou duas, ao sábado, judeus que voltavam da sinagoga cumprimentavam-me como se eu fosse um deles...
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De Anónimo a 13.05.2024 às 13:56

Para esta tropa fandanga , a História só começa  após a chegada  do Mayflower, ( Pilgrim`s rock e folclore associado ) ao continente americano. Papagueiame , sobretudo, macaqueiam  " a verdade histórica"  exportada pelo campus universitário estadunidense   a partir de meados dos 60, sec.passado , e que tão bons resultados tem dado portas adentro...
A nossa indigente Academia ( aquilo que, para consumo estritamente interno, passa por "élite  Intelectual"),  copia e adopta, imediata e sôfregamente, tudo o que venha lá "de fora" , com carimbo de modernaço, "científico" ...e  com a benção  do internacionalismo esquerdista.
Até aos anos 50 foi a "Rive Gauche" a inspirar as redacçõesinhas  dos nossos laboriosos e aplicados escribas/amanuenses    -    mas, quando os efeitos do  desfecho 39/45 se fizeram sentir em pleno, a "inspiração"  passou a vir do lado de lá...
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De Anonimus a 13.05.2024 às 14:44


Pior...
é perfeitamente visível, desde a Academia a "documentários", que a vida nas Américas e em África era uma espécie de utopia, sem guerras, impérios ou escravatura, e que os brancos ao desembarcarem nos ditos Continentes trouxeram os males do Mundo, qual caixote de Pandora.
O próprio conceito de "colono" só se aplica ao branquelo, o Alexandre Macedónio é considerado um grande colonialista, um percursor dos grandes Impérios Europeus.
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De marina a 13.05.2024 às 14:08

nessa história das reparações , pelo menos no que respeita ao brasil , a coisa é clara : se alguém tem de pagar são os brasileiros de origem europeia que continuaram por lá  aos brasileiros "puros" , instituam um "imposto reparatório " e acaba.se a conversa.
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De balio a 13.05.2024 às 14:56


Muitos dos brasileiros de origem europeia têm antepassados que só emigraram para o Brasil no século 20, já bem depois da escravatura.
Por exemplo, o meu avô paterno emigrou para o Brasil em 1926 e só de lá regressou em 1948. Muitos irmãos dele também emigraram para lá e lá se fixaram definitivamente, numca mais regressaram nem deram notícias, pelo menos foi o que o meu pai me contou.
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De marina a 13.05.2024 às 15:29

sim , isso deu-me uma ideia   para resolver o problema emigratório actual  : os emigrantes , em vez de borlas fiscais , que paguem um plus já que vêm usufruir de estruturas para as quais nunca pagaram , tipo aqueles impostos que pagam os turistas para visitarem algumas cidades ,  a taxa hoteleira ou turística.
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De Anónimo a 13.05.2024 às 20:58

Voce não bate bem.
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De marina a 14.05.2024 às 12:28

verdade , mas é bem  mais divertido que bater monotonamente como V.Ex.ª,
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De Anónimo a 14.05.2024 às 20:20

O balio é que não bate bem !
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De marina a 14.05.2024 às 21:49

ok  , mas eu também não. adoro não bater igual a todo mundo.

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