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“quem passa nem liga”

por Jose Miguel Roque Martins, em 29.02.24

A campanha eleitoral corre de acordo com a tradição mais recente: fraca. Só os comentadores e a imprensa se agitam, na maior parte esmiuçando as escondidas intenções do líder da AD, fazendo eco da estratégia simples do PS: invocar medos e incertezas no regresso do fascismo.

Montenegro não parecendo grande espingarda, tem uma vantagem sobre PNS:  não parece um desvairado que não tem ideias a não ser o que lhe ocorre, normalmente mal, em cada momento. Montenegro não tem a bala de prata, mas oferece um descanso da tirania socialista. PNS não arrasta os pés, mas não se fixa em nada. É mais um comentário, sem consequências, que faço.

A grande maioria da população é bastante indiferente à campanha. A maior parte por já estarem convencidos à partida. Outros porque são completamente indiferentes ao que se passa. Alguns porque só se importam em tentar perceber qual o candidato menos mau a primeiro-ministro, por observação directa, sem o filtro dos comentários.

Há milhares de razões para decidir o voto de alguém. Até a campanha e comentários o vão fazer. Mas pouco. Muito pouco.

Eu já tinha escolhido o meu voto antes da campanha, vou votar na IL. Não por pensar ser um partido diferente ou por estar 100% de acordo com o seu programa. Antes por convicção da enorme falta que faz uma voz liberal num país histórica,tragica e profundamente estatista, da esquerda à direita. O que explica onde estamos.

Jornalistas e comentadores são os grandes perdedores. “ Quem passa nem liga” como se demonstra pelo crescimento do Chega, o campeão das criticas e a aparente queda do PS, apesar do colo do main stream mediático que tem e que ,afinal, talvez, não valha tanto como isso.


18 comentários

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De IMPRONUNCIÁVEL a 01.03.2024 às 10:42

Concordo.


Eu não voto não por me abster. 
Não voto porque não dou autorização a ninguém que decida por mim em assuntos como a guerra, o crime, as opções ideológicas e religiosas, as soluções para o desenvolvimento científico e tecnológico, as relações entre as pessoas humanas, e outros. 
Não voto porque considero o regime ideológico designado por 'Democracia' um dos piores desde o início da humanidade (façam-se as contas comparadas com os outros ao número de mortos, crimes, assimetria social e corrupção).
Não voto porque sou contra este regime ideológico vigente, que sobrepõe o critério 'quantitativo' (número de votos) ao critério 'qualitativo e humano' (por exemplo, qualquer país ou grupo com mais votos do que Portugal podia decidir que Portugal perdia a independência).
Não voto porque não permito que digam que foi com a minha autorização que fizeram o fazem durante os anos que governam.

Não voto por decisão política. Por não apoiar, não apenas os partidos actuais, mas por não apoiar este regime político baseado no voto.
Ir às urnas, e estar presente, é já estar a pactuar com esta ideologia política do voto. É uma imposição ditatorial e fascista.
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De Marques Aarão a 01.03.2024 às 13:27

Concordo perfeitamente com a apropriada argumentação para não votar.
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De Anonimo a 02.03.2024 às 12:45

Ir lá desenhar um artefacto das Caldas ainda separa quem discorda dos que simplesmente não quetem saber.

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