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Que vergonha, que vergonha, que vergonha

por henrique pereira dos santos, em 06.05.21

Vale a pena ouvir o video que está nesta ligação em que, se eu quisesse enxovalhar Manuel Carmo Gomes, faria o que a jornalista fez: citá-lo.

Mas não, não quero ridicularizar afirmações que, sendo transcrições fieis, não podem deixar de ser lidas no contexto do que está a ser dito, são ridículas na mesma, mas são compreensíveis.

O que é absolutamente incompreensível é depois de meses a falhar estrondosamente previsões sobre a evolução da epidemia, Manuel Carmo Gomes continue com a obsessão de apontar o dedo aos países que desprezaram a ciência (que, no seu caso, é o que ele diz) e por isso as coisas correram mal, ao mesmo tempo que explica que não foi o caso de Portugal, em que o governo ouviu a ciência (que, no seu caso, é o que ele diz) e portanto as coisas não correram mal, mas avise que corremos um risco gravíssimo para o futuro: não lhe dar dinheiro suficiente para ele contratar as pessoas que entende necessárias para produzir a ciência (que, no caso dele, é o que ele diz) que garanta o mesmo nível de rigor das projecções para o futuro que conseguiu desta vez.

E ainda falam da figura triste de Moniz da Maia na Assembleia da Repúlica.



6 comentários

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De Anónimo a 06.05.2021 às 17:04

em vez de confinar o vírus
confinaram as pessoas


no séc xix havia lazaretos para a quarentena
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De Anónimo a 06.05.2021 às 18:33

Cambada de imbecis, de repente esqueceram-se de 3 centenas de mortes por dia e voltamos a ser os melhores.
Pois o lugarzinho no Estado dá muito jeito. Vendidos!
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De Anónimo a 07.05.2021 às 00:35

Mas as 3 centenas de mortes não foram devidas á vaga de frio?
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De Anónimo a 10.05.2021 às 20:32

Sr. Inteligente: nos picos gripais, em anos anteriores, chegaram a morrer 1000 pessoas em 3 dias.
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De Elvimonte a 07.05.2021 às 16:37

Que desgraça... MC Gomes personifica no vídeo a nulidade, a nódoa intelectual que nem com benzina sai. Só mesmo sendo demitido. E sem direito a reforma, que era o que faria, se pudesse, que temos que pôr termo à inimputabilidade destes sujeitos.
 
Os primeiros 40 segundos do vídeo são esclarecedores. Diz MC Gomes: "Quando as decisões são tomadas sem dados, e portanto sem factos, temos decisões baseadas em crenças, em agendas políticas, em desejos (...)".


Como previsões, nomedamente as produzidas por ele e C. Antunes, não constituem dados nem factos, conclui-se imediatamente que as decisões tomadas com base nessas previsões foram "baseadas em crenças, em agendas políticas, em desejos (...)". Nem sei como MC Gomes consegue continuar de pé, tal a quantidade de tiros que desfere contra os seus próprios pés.


Mas vamos aos dados e aos factos. Comecemos pelas duas imagens seguintes, colhidas no último relatório semanal do INSA (http://www.insa.min-saude.pt/wp-content/uploads/2021/05/Report_covid19_07_05_2021.pdf):


http://prntscr.com/12mn1nn

http://prntscr.com/12mn9bs

Na primeira imagem, vê-se claramente que o pico de testes positivos - no caso do teste RT-PCR, falsos positivos com 97% de probabilidade se o cycle threshold (ct) for igual ou maior do que 35, situação corrente na Europa e nos EUA - ocorreu por volta de 18/1/2021.
Na segunda, constata-se que o pico do R(t), após o Natal, ocorreu a 4/1/2021.



Foram as decisões relativas ao 7º estado de emergência e ao subsequente encerramento das escolas tomadas com base em dados e factos, ou foram "baseadas em crenças, em agendas políticas, em desejos (...)", a que as previsões de MC Gomes e C. Antunes deram corpo?


Continue-se com os dados e factos provenientes de "experiências naturais" com verdadeiros grupos de controlo, como sejam os casos de Dakota do Sul (sem confinamento, sem mácaras obrigatórias e com tudo aberto) e Dakota do Norte (com confinamento, máscaras obrigatórias, escolas e estabelecimentos não-essencias fechados), ou da região dinamarquesa da Jutlândia do Norte, onde 7 municípios implementaram confinamento rigoroso e 4 permaneceram abertos. E quando se dispõe de grupos de controlo as comparações e conclusões são rigorosas e inequívocas. Os dados e factos estão patentes nas imagens  seguintes:


http://prntscr.com/10bfmrd 
(colhida do artigo científico "Lockdown Effects on Sars-CoV-2 Transmission – The evidence from Northern Jutland", https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2020.12.28.20248936v1.full);


http://prntscr.com/10elvsp - Dakota do Sul vs. Dakota do Norte, "casos" 
http://prntscr.com/10em0aq -  Dakota do Sul vs. Dakota do Norte, óbitos
(fonte: worldometers).


As previsões de MC Gomes e C. Antunes têm por base dados e factos, ou são "baseadas em crenças, em agendas políticas, em desejos (...)"?



As respostas às questões enunciadas são por demais evidentes. MC Gomes e C. Antunes constituem a prova de que "uma desgraça nunca vem só".
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De pitosga a 10.05.2021 às 13:29

Só uma nota: Em 2020, a Suécia decidiu seguir as normas da OMS existentes. Depois podem vir salafrários afirmar que foi errado. E salafrários a modificar as normas.

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