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Que vergonha, Observador, que vergonha

por henrique pereira dos santos, em 17.08.20

Há quase uma semana o Observador resolveu traduzir uma porcaria qualquer de um jornal qualquer sugerindo que uma menina de onze anos tinha morrido com covid e não tinha patologias prévias.

Como se pode ler aqui nos comentários, a história era tão mal contada que era evidente que o título do Observador (que aliás ainda consta do link) fazia parte da campanha de terror do Observador a propósito da covid.

Pois bem, depois da autópsia, é evidente que a menina não morreu por causa da covid, tendo morrido durante uma cirurgia de urgência por causa de uma situação urgente que não tinha nenhuma relação com a covid e o que o Observador faz é mudar o titulo, pôr uma nota a dizer que a notícia foi actualizada, e siga a banda.

Não, Observador, a notícia não foi actualizada, a notícia é outra, desmente cabalmente a primeira, como logo na altura era evidente que era o mais provável e o mínimo dos mínimos era o Observador fazer um desmentido claro e um pedido de desculpas sem mimimis.

O que fizeram ao publicar a primeira notícia é uma vergonha de jornalismo, na verdade, é a mera publicação de um boato, o que fizeram agora é acrescentar indignidade a essa vergonha.


19 comentários

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De Anónimo a 17.08.2020 às 20:14

Que tristeza, se o Observador faz isto, já não sei em que jornal confiar. Penso que em nenhum.
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De Anónimo a 19.08.2020 às 10:23

Não concordo. Hoje, quando quero ler sobre assuntos da actualidade, já só os encontro escritos com verdade factual e rigor sem peias no Observador e até mesmo em alguns blogs frequentados por bons jornalistas onde escrevem sobre as verdades inconvenientes. De outro modo estaríamos atolados na propaganda ideológica  _"de sentido único"_  que nos querem impingir.
Há notícias de determinados acontecimentos em outros países que só vamos conhecendo e sabendo porque o Obs. informa. Contudo, noutros meios de comunicação nem são noticiados. Muito pelo contrário, até são muito convenientemente silenciados, porque põem em causa a "ideologia" e contrariam as "agendas".  
 De uma forma geral, ao jornalismo já só lhe restou tornar-se o bajulador dos poderosos. Leiam-se os títulos ... são só encómios. Chegam a ser cómicos. Quem os desmonta bem e àquele contorcionismo todo é a Helena Matos.  



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De Ricardo Miguel Sebastião a 17.08.2020 às 20:40

A campanha de terror do Observador sobre a pandemia é simplesmente ridícula. O Observador já só vale por alguns colunistas...
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De voza0db a 17.08.2020 às 20:42

Nunca li notícias em tal sítio... Sugiro que façam o mesmo.
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De Anónimo a 19.08.2020 às 08:31

Sugiro que experimente lê-lo. Acredite que vale a pena. (Cometerá eventualmente alguns erros? Talvez. E a perfeição existe?)  É do melhor jornalismo que temos presentemente. Considero o Observador o sítio onde se faz a melhor análise da actualidade política e social (e não só). Este jornal tornou-se o principal incómodo do governo e por isso, o mais perseguido (e à descarada). Lembremo-nos do caso das atribuições dos subsídios. Contundente, livre, não faz cedências aos poderes vigentes, antes denuncia os seus "podres", os seus fiascos e não se deixa "comprar". Fiável, portanto. E não é dizer pouco, num tempo de jornalistas-lacaios, que se dão mal com a liberdade, com o pluralismo,  mendicantes, corruptos e "vendidos". Como toda a gente sabe, o jornalismo vigente transformou-se na principal agência de propaganda do poder político.  
O Observador, pode ser definido em poucas palavras:  tem  gente  decente.

Qualidade que hoje vai rareando e que por isso devia ser valorizada e tida em conta.


António Barreto escreveu isto aqui há tempos:
(...) o Governo é hoje o grande timoneiro da comunicação social, isto é, o mais feroz condicionamento da liberdade de expressão.
Como nunca antes, o Governo “marca as agendas”, selecciona as notícias e os estudos, escolhe os órgãos de imprensa que fazem jeitos, paga publicidade institucional, não responde a quem procura e investiga, alimenta a maior parte das agências de comunicação que, sem o governo, pouco teriam para fazer. Os noticiários das televisões parecem feitos nos gabinetes dos ministros.
 
A.B. escreveu isto ANTES daquela distribuição de "subsídios". É fácil perceber o estado em que se encontra hoje a comunicação social: ainda mais sob controlo e mais condicionada.
É mais uma das heranças que nos deixa A, Costa.


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De Anónimo a 17.08.2020 às 20:45

Há muito tempo que o Observador deixou de ser um jornal a sério. Tirando alguns artigos de opinião, as notícias são apresentadas de forma a serem sensacionalistas, sem critério e pouco fundamentadas na maior parte dos casos.
Pena.
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De voza0db a 17.08.2020 às 21:16


É assim! Sempre que a coisa não agrada à PROPAGANDA OFICIAL temos de ajustar a realidade...


Vejamos outro exemplo clássico, desta feita de outra máquina de produzir PROPAGANDA, mas do Reino [des]Unido!


Escreveu o "The Guardian" a propósito da vacina da Rússia para a gripe de 2019/2020:
"But it’s unlikely to work – most vaccines don’t."


Apreciem a delícia a negrito! E eu que julgava que as vacinas eram o cálice sagrado da medicina moderna, quando afinal a maioria não funciona!


Eles não se importam de interromper a PROPAGANDA PRÓ-VACINA apenas para deitar abaixo a vacina dos Russos. Claro que a MANADA de boçais nem dá conta destes deliciosos detalhes...


Está num estado de pânico tal que se lhes injectarem alumínio e vírus com genes modificados e conservante e outros ingredientes que nem sequer sabem quais são... eles pagam e dizem "obrigado por me ter salvo a vida"!


Upa, upa...
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De Carlos Gonçalves a 19.08.2020 às 10:54

Estava em viagem quando ouvi a notícia da vacina russa pela rádio. Sorri para mim próprio: havia notícias de vacinas promissoras de ingleses, israelitas... E a vacina parecia ser a esperança da humanidade.
Nos noticiários que se sucederam ouviram um "especialista" (em imunologia?, não sei...) que declarou que era duvidoso que uma vacina para o covid pudesse ser eficaz. Não a russa, qualquer vacina.... 
Depois, ouvi a versão que os russos era feios porque haviam saltado uma das fases. Depois ainda continuaram, mas deixei de ouvir. 
Afinal de contas, essa coisa da vacina não interessa para nada. Se for russa. 
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De Samuel B. ilva a 18.08.2020 às 00:39

Henrique,  impressionante de facto.  O seu pupilo foi logo a correr acusar o Observador.   Ja sobre as publicações sobre os dados do brasil..... habilidosamente manipuladas pelo seu pupilo que sabe muito bem que os dados nao estao actualizados em Agosto.....   essa publicações nao merecem uma errata!   Impressionante nao é ?
O Observador esse sim veio corrigir a noticia
Mas.... quem diria ja viu ? O observador agora ja nao presta.....
Quando era para ser 
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De Anónimo a 18.08.2020 às 10:24

O que tem sido feito instilando o terror, de forma consciente e totalmente desadequada (dolosamente) nas populações, é um autêntico crime. O medo mata! O que mais impressiona é a escala brutal e o modo organizado como isto tem sido feito. Políiticos e jornalistas deveriam num futuro breve, ser chamados à pedra, e serem condenados judicialmente e de forma exemplar pela criação desta monstruosidade.
Infelizmente desconfio que isto nunca irá ocorrer... eu também estou com muito medo, mas é medo da nova sociedade e do novo mundo que me aguarda a mim e aos meus filhos. Hoje sou uma pessoa profundamente transformada, estou revoltado e perdi a inocência e respeito pela maior parte das instituições que nos governam ou que de uma forma ou doutra mais influenciam a nossa vida. Provavelmente não serei o único, e desconfio que está criado o caldinho certo para outro tipo de transformações na sociedade em anos vindouros e com potencial catastrófico...
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De Anónimo a 18.08.2020 às 12:18

Por falar em mau jornalismo. E aquela peça vergonhosa do Observador sobre o Passos Coelho? Não sei se leu, mas está cheia de contradições, não sei se intencionais para baralhar os leitores ...  Começa por dar destaque com foto de 1ª página e título com insinuação caluniosa e com suspeições sobre a pessoa em causa. Depois, a própria notícia recua, acabando a contradizer-se e já a admitir que uns pagamentos* enviados a um tal "Príncipe" (nome de código) afinal não podiam ter sido ao PPC, uma vez que as datas não coincidiam, pois os tais pagamentos já vinham de trás e estavam a ser feitos continuadamente desde os anos de 2008 e 2009 em várias tranches e SEMPRE relacionados com a barragem do Baixo Sabor e a Odebrecht (Brasil). segundo o Min.Púb. no Brasil.  Entretanto, também informam o leitor que no ano de 2015 (no fim de Março e início de Abril) ainda houve as últimas transferências SEMPRE para o tal "Príncipe" e  SEMPRE com a mesma origem  e que JÁ estariam programadas, conforme apurou também o MIn. Púb. do Brasil.
 
 Mas bastou uma data. Repito: bastou uma data, 2015, ano de eleições, e portanto de preparação da campanha eleitoral dos partidos. Foi o bastante ao olharem para  2015 data em que PPC era 1º Min. e talvez por isso, para  numa guinada, a notícia passar repentinamente a fazer coincidir o seu nome com o "Principe" dos pagamentos ilícitos (pasme-se!!!) numa mixórdia de insinuações forçadas.  Não é isto uma coisa extraordinária? 


 Nesta altura já estamos todos tão baralhados com tantos zig-zagues na notícia que até já nos íamos esquecendo de perguntar: mas... então e quem era o de 2008 ?!  Quem era afinal aquele "Príncipe" para quem eram feitas as transferências* desde o início da construção da barragem  (2008) até à sua fase final (2015)?  Nada. Zero. A notícia não diz.


Terá sido escrito assim, manhosamente, para instalarem a dúvida? Confundirem as pessoas intencionalmente? 
Cada um fique no que lhe parece... 


* = luvas?

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De Anónimo a 18.08.2020 às 13:38

 O Observador já era.
Infelizmente.
Meia dúzia de artigos de Opinião e o resto não presta.
RIP!
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De Seve a 18.08.2020 às 14:15

Simplesmente Vergonhoso!

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