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Que vergonha, Manuel Carvalho, que vergonha

por henrique pereira dos santos, em 20.08.21

O Público despublicou um artigo de Pedro Girão (que reproduzo integralmente no fim do post, para que qualquer pessoa possa avaliar a questão, já que o Público o fez desaparecer) "Uma vacina longe demais".

As justificações são as seguintes:

"pelo tom desprimoroso e supérfluo usado pelo autor em relação a várias personalidades da nossa vida pública";

"pelo seu teor ... tende a instigar a ideia de que a vacina contra a covid-19 é "uma experiência terapêutica" sem validade centífica".

Despublicar um artigo de opinião com base nestas justificações, qualquer que seja o conteúdo do artigo, é uma vergonha para qualquer jornal no mundo e este post poderia ficar por esta constatação.

O Público é claro: "Numa questão tão sensível como a da pandemia, recusamos em absoluto promover juízos que tendem a negar a importância ou relativo consenso científico em torno das vacinas". Ou seja, o Público é claro a dizer que o consenso científico (uma contradição nos termos, seja em que assunto for, mas passemos por cima disso) é relativo, mas ainda assim entende que os seus leitores são incapazes de fazer juízos sobre as diferentes opiniões e, por isso, recusa-se a publicar opiniões que o Público acha inaceitáveis.

É extraordinário que jornais achem que há opiniões inaceitáveis, indignas de chegar ao espaço público e é por defender isso que o Público deveria pedir desculpas aos seus leitores, e não por publicar opiniões, sejam elas quais forem.

Se isto já fosse pouco, basta ler o texto abaixo para verificar que o Público entende que não se podem escrever textos "desprimorosos" para Marcelo Rebelo de Sousa, Gouveia e Melo e António Costa, as únicas "personalidades da nossa vida pública" referidas no texto. Deixemos de lado a comparação entre o desprimor deste texto para com essas personalidades, e o desprimor com que o Público, milhares de vezes, no tom e no conteúdo, se referiu a Cavaco ou Passos - para só referir dois habituais sacos de pancada do Público, quer dos seus colunistas, quer dos seus jornalistas - para nos espantarmos com a cobardia de omitir os nomes de três figuras do poder para disfarçar o facto do Público achar que o respeitinho é muito bonito e que o Poder (com letra maiúscula para condizer com o respeito que o Público lhe devota) não deve ser incomodado pelo tom dos artigos de opinião que se publicam.

Aparentemente o Público acha que as discussões sobre a vacinação de crianças e adolescentes, sobre os procedimentos excepcionais de aprovação de uso imediato das vacinas e coisas que tais, são tabus.

E, mais que isso, acha que a discussão ética sobre a ideia de usar crianças e adolescentes como escudo de terceiros nem sequer deve chegar ao espaço público.

Eu nunca escreveria o texto abaixo, não o subscrevo, sobretudo quando se equivale a aprovação das vacinas através de um procedimento excepcional a "uma experiência terpêutica", uma equivalência que me parece claramente excessiva, mas este post não é sobre este texto e muito menos sobre o seu conteúdo, mas sobre a vergonha de ter um jornalismo atento, venerando e obrigado.

Manuel Carvalho faria bem melhor em controlar a informação que o seu jornal publica sobre a epidemia, começando por impedir que os seus jornalistas propaguem informação falsa, como ainda hoje faz na sua primeira página, mesmo na manchete principal, ao sugerirem que hoje as máscaras são obrigatórias na rua, uma mentira recorrente do Público e de grande parte da imprensa.

Limitem-se a ser jornalistas e deixem-se de se preocupar com a minha, e de todos os leitores, incapacidade para interpretar textos e opiniões heterodoxas e minoritárias e, sobretudo, tenham vergonha, tenham muita vergonha, e deixem de fazer estas figuras tristes para me proteger.

"Os argumentos que foram e continuam a ser utilizados publicamente acerca das vacinas em geral, e agora muito concretamente acerca da vacinação de jovens e crianças, são argumentos irracionais, emotivos e políticos.
Cada ciência tem a suas leis, as suas regras, o seu modo de fazer as coisas. As decisões decorrentes delas devem seguir as regras da ciência, impondo decisões lógicas e transparentes. Quando se trata de construir uma ponte, por exemplo, os detalhes técnicos não se debatem nos jornais, na televisão ou nas redes sociais. Não ouvimos “especialistas” de economia, ou de matemática, ou de sociologia, a defenderem que o betão do primeiro arco pode ou deve secar uma semana em vez das duas habituais. Não importa a urgência, a necessidade ou a bondade da obra: há normas de procedimento, há regras de segurança, há ciência. Fossem quais fossem as pressões, nenhum engenheiro aceitaria diminuir os prazos correndo o risco de que a ponte caia — eventualmente com carros e pessoas a atravessá-la.
Certamente, poderíamos dizer que a Engenharia é uma ciência bastante exacta — e a Medicina não o é. A Medicina é uma ciência aplicada, com graus de risco e de falibilidade que não são em geral bem compreendidos por quem raciocina sob o prisma das ciências exactas. A Medicina não é uma dessas ciências, mas tem igualmente as suas normas de procedimento, as suas regras de segurança. E não é a aparente urgência de tratamentos, exigidos diariamente pela loucura mediática e pelo pânico geral, que deve permitir ultrapassar as regras. No caso das vacinas em geral, antecipadas mais do que a segurança que sempre foi seguida impunha, e muito particularmente no caso da sua aplicação a crianças e jovens, não é isso que está a acontecer: a ciência médica está a ser ignorada, as regras estão a ser quebradas. Os argumentos que foram e continuam a ser utilizados publicamente acerca das vacinas em geral, e agora muito concretamente acerca da vacinação de jovens e crianças, são argumentos irracionais, emotivos e políticos. Isso é o pior que se poderia desejar para uma ciência que se pretende devotada a curar mas também, e antes de tudo, a não causar danos.
Os apelos recentes do Presidente da República e do responsável da vacinação (ambos excedendo de forma escandalosa e irresponsável as suas competências) são emotivos e políticos — dando de barato que possam ser “bem intencionados”. O vice-almirante, melhor do que ninguém, deveria saber o que pode acontecer quando se ignora a ciência militar e quando, pressionado por razões ou interesses de ordem política, se ordena uma ponte longa demais. A História lembra-nos como isso pode ser meio caminho andado para a tragédia; e, quer essa tragédia aconteça que não, esse tipo de decisão não deixa de ser uma irresponsabilidade. Colocar em risco a vida dos soldados, ou mesmo achar normal a existência de eventuais baixas e de vítimas colaterais, pode ser uma ideia com que as chefias militares convivam tranquilamente. Mas não são aceitáveis. E, convém lembrar, nós não somos soldados; e convém também frisar que recorrer a crianças como soldados não é tolerável.
Pelos mesmos motivos, a posição do Presidente da República nessa matéria é absolutamente escandalosa, parecendo baseada em conhecimentos débeis do assunto, em hipóteses duvidosas, em desvario emocional, ou em possíveis interesses. É pena constatar que ele não é actualmente o defensor dos portugueses, tendo-se progressivamente transformado num risco para os portugueses. E a posição de António Costa, congratulando-se com uma decisão final que ele próprio e as autoridades que ele tutela manobraram de forma palaciana, seria lamentável se não fosse apenas o seu registo habitual, cínico e falso.
Repito, os argumentos usados pelos (ir)responsáveis e pelos especialistas (alguns deles médicos) são emotivos e não-científicos. Deixemos a ciência ser ciência, sem pânicos, emoções ou estados de alma. Ou seja, paremos de fazer o que andamos a fazer há um ano e meio. Vacinar jovens e crianças com a motivação emotiva de que temos de salvar o resto da sociedade é um argumento revoltante. Insistir nessa ideia quando já percebemos que a eficácia das vacinas é muito relativa é uma atitude puramente disparatada. Não podemos usar os nossos filhos como escudo para a pretensa defesa da saúde dos adultos; e justificar a administração de uma vacina insuficientemente testada para o bem da saúde mental dos adolescentes é, em si mesma, uma ideia que remete para o questionar da saúde mental de quem a defende.
Pessoalmente, na covid como em qualquer outra doença, tomarei todas as precauções possíveis e farei todos os tratamentos adequados. Mas há limites, e a segurança dos meus filhos é uma deles. Se eu tiver que morrer por causa desse princípio, morrerei tranquilo; mas não submeterei os meus filhos a experiências terapêuticas e a riscos para me salvar. Sobretudo quando tudo indica que essa “solução” seja mais um fracasso e mais uma mentira a somar às anteriores. Sobretudo quando essas experiências se aproveitam do pânico de uma população desinformada e manipulada. Sobretudo quando essas experiências são exigidas e decididas por especialistas cobardes, por médicos cobardes, por políticos cobardes, por militares cobardes. Sim, porque só pode ser cobardia tentar usar crianças como um escudo humano. Deixem-nas crescer. E cresçam.”



31 comentários

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De Anónimo a 20.08.2021 às 09:40

carvalho por parte da bisavó
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De JPT a 20.08.2021 às 10:05

Manuel Carvalho teria sido um excelente director do "Diário da Manhã" e, como é evidente, se o "Público" borregar (ou precisar de largar pessoal) tem emprego garantido na RTP (como a Lourenço, o AJ Teixeira, o Sena Santos et al). PS: porque não sei responder a estas perguntas (sou de humanidades), nem encontrarei as respostas no Público (nem sei bem onde), venho perguntar a quem saberá: (i) caso, como se anuncia, até ao final desta década, seja multiplicado por 20 o número de automóveis eléctricos, como será gerada a energia necessária para os abastecer a partir da rede pública? (ii) se, de acordo com o gráfico de barras que acompanha a minha conta da luz deste mês, a energia nuclear só contribui para gerar a electricidade que é fornecida em Portugal no primeiro trimestre do ano (e apenas conta 0,9%), porque é houve uma apagão parcial em Portugal, no mês passado, devido a uma quebra do fornecimento de energia vinda de França, que é 70% gerada por centrais nucleares?
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De João Sousa a 20.08.2021 às 10:29

O Manuel Carvalho já tem agora um emprego na RTP: ou será que ele, quando vai lá com tanta frequência "comentar coisas", o faz pro bono?
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De JPT a 20.08.2021 às 10:38

Certo. Como mudo de canal sempre que ele aparece, esqueci-me. Será avença, suponho, mas, se for preciso, arranja-se uma coisa fixa (sugiro Comissário das Comemorações dos 50 anos do 1.º de Maio de 1974). 
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De balio a 20.08.2021 às 10:32


O Público despublicou


Não se encontra publicado na versão impressa do jornal?
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De henrique pereira dos santos a 20.08.2021 às 12:18

Não, tinha sido só publicado na versão on line
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De Anónimo a 21.08.2021 às 14:00

Mas se a Liberdade de Expressão está consagrada na Constituição da República  de que está à espera o nosso Professor, versado em Direito Constitucional,  para se pronunciar sobre os tempos que correm? Não é ele useiro e vezeiro em mandar recados? Gostava que desse um sinal de vida, neste caso, para nossa tranquilidade.
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De Carlos Sousa a 20.08.2021 às 11:28

Mais uma vez se comprova a manipulação descarada que os média exercem sobre a população. E mais uma vez se comprova que por detrás da pandemia se esconde toda uma teia de mentiras que o tempo mais tarde se encarregará de pôr a nu. Esperemos é que a verdade não nos traga consequências físicas desastrosas e irreparáveis. 
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De Anónimo a 20.08.2021 às 22:31

 "por detrás da pandemia se esconde toda uma teia de mentiras que o tempo mais tarde se encarregará de pôr a nu". Provavelmente tem razão...
E provavelmente o mesmo se aplica ao "aquecimento global" que depois virou "alteração climática", que assim bate sempre certo e tanto dá para quente como frio.
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De Carlos Sousa a 20.08.2021 às 23:15

Com tantas experiências nucleares não percebo porque é que é tanta admiração com as alterações climáticas. 
É só ver no mapa onde é que há grandes manifestações de energia e ver qual é a grande potência que está naquelas coordenadas.
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De Anónimo a 22.08.2021 às 11:57

Desde já, declaro que não estou a desvalorizar, de forma alguma, a pandemia nem as alterações climáticas. Ambas existem e são um facto inquestionável. Mas não me fico por aqui e vou mais longe. O que eu quero dizer é que há     "muito mais coisas" por detrás disso que estão a dar oportunidades aos governos de as aproveitarem para outros fins. Refiro-me explicitamente às grandes MUDANÇAS que estão a ser paulatinamente introduzidas nas sociedades que vivem em regimes democráticos, IMPONDO-se um CONTROLO estatal nunca antes visto e a devassa, a repressão e a supressão das liberdades. É isto que os governos estão a fazer M-e-t-o-d-i-c-a-m-e-n-t-e  sob o pretexto da pandemia e da emergência climática, seguindo com poucas variações esta ordem:  
1 - começam pelos discursos catastrofistas (repetidos até à exaustão) de que está a chegar o Apocalipse! e "que vamos morrer todos" , que ninguém se vai salvar ou que, no mínimo, vamos todos ficar muito doentes com sequelas, e vai haver fome, etc. etc. -------- (com o contributo de muitos, entre os quais o "Público" especializado nesta propaganda e noutras...).
2 - o que se segue, obviamente, é que isso vai gerar  medo e pânico. 
3 - e o que acontece às populações em estado de pânico? Fazem o que os outros lhes mandam fazer, porque   e-s-t-ã-o  a  s-e-r   s-a-l-v-o-s  !!!  
4 -  chegadas a esta fase, as pessoas paralisadas pelo medo e em estado de pânico, reagem quase irracionalmente quase por instinto de sobrevivência. E eis o ponto onde queria chegar: entregam-se, prontas a  Obedecer-Sem- Questionar , agradecendo a quem as está a "salvar". A gravidade disto é que obedecem mesmo que as regras sejam as mais absurdas e perversas. (E quem as questionar ou detectar dentro dessas medidas  "outros fins" mais perversos (políticos e/ou económicos) dá-se-lhe caça, suprime-se, varre-se do espaço "Público"  e "cancelam-se" as suas opiniões desalinhadas, não vão elas fazer perigar os propósitos do  P-r-o-g-r-a-m-a  em C-u-r-s-o ).
5 - a partir daqui, o terreno é desconhecido, instala-se um clima de  M-e-d-o, mas um medo de outra "ordem", não da pandemia, nem das condições climaticas.  E com ele, vem a mansidão, a apatia, o siêncio. E perdida toda a coragem, fica-se cobardemente à mercê de toda a sorte de arbitrariedades.
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De Anónimo a 22.08.2021 às 12:58

No fundo, sem darmos conta, porque o método é novo, estamos a viver uma Revolução silenciosa, metódica e sub-reptícia.
O mundo de ontem? Já era!... Caminhamos devagarinho para a servidão.
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De Elvimonte a 22.08.2021 às 21:06

"75 years ago Herman Goering testified at the Nuremberg Trials and he was asked: how did you make the german people go along with all this? He replied it's an easy thing. The only thing a government needs to make people into slaves is fear. You can do this in a nazi regime, you can do it in a socialist regime, in a communist regime, in a monarchy and in a democracy. "
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De Anónimo a 20.08.2021 às 12:31

Caro Henrique Pereira de Carvalho


Mais uma vez o felicito e agradeço pelo oportuno  artigo que acima publica: a atitude do Público, jornal alinhado e com agenda própria , é bem representativa de uma esquerda defensora das liberdades e géneros, mas que felicita a tomada de poder dos talibâs em Cabul, por ter sido na sequência da saída americana.
Em boa verdade quem  é, não precisa de o estar sempre a afirmar: as repúblicas ditas democratas encontravam-se sempre nas ditaduras comunistas, que assim julgavam esconder as suas opressões. Nesse sentido O Público é claramente um jornal "democrático", e deveria  acrescentar o termo ao seu título. Público - Jornal Democrático", só para papalvo ver.


Melhores cumprimentos


Vasco Silveira
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De Anónimo a 20.08.2021 às 13:22

Ainda a tempo ... ?
..."há padrões e valores que não podem ser cedidos em nome do pluralismo. "


Esta frase da direção do Público , não atribuída a qualquer autor individual e responsável ( é um soviete ?), seria certamente subscrita, e foi frequentemente utilizada, por josé Estaline, Adolfo Hitler, e Mao Tsé Tung. Entre os três serão responsáveis por cerca de duas centenas de milhões de mortes de vidas humanas.


Ah!,  e a expressão "despublicar" é deliciosa, e poderia ser utilizada pelos três estarolas acima referidos:
holodomor - Os Ucranianos foram DESapropriados dos bens alimentares.
Holocausto - Os Judeus foram DESprovidos das condições de respiração adequadas .
Grande salto em frente - O Povo Chinês foi DESincentivado de produzir produtos agrícolas e de consumo.


Viva o grande líder DEsMOCRÀTICO da imprensa portuguesa o Jornal ( DES ) Público.


Melhores cumprimentos


Vasco Silveira




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De Anónimo a 20.08.2021 às 13:48

O jornal é independente e não sociedade por cotas tipo clube recreativo,é o que é e sempre foi e toda a gente sabe o que é,não tem obrigacoes com ninguem,compra e lê quem quer e pagando o seu conteudo,qualquer critica sera de quem não tem nada dentro da carola.
O médico escreveu um texto lógico longe da falaciosa lenga lenga xuxa zog dos especialistas stalinistas worldwide. O médico devia ser homenageado e uma estátua em sua homenagem pois é dos poucos com tomates neste país de nativos canalhas cobardes. 
Tentei em vão encontrar um email deste médico para o felicitar. Este médico,o Rui Castro,o pai contra as aulas de cidadania gay,os médicos e juristas pela verdade deviam ser todos homenageados porque são os verdadeiros herois desta pobre terreola mas os herois aqui são os futebois,o copo 3,a taberna e a xuxalhada...piercings,tatuagens,lobby gay,ganzas,violação de propriedade e privacidade,vandalismo,som pimba,morcela chispe e orelha de porco...tudo isto é covid tudo isto é fado!
Ass: Basilio vira casacas xuxalhão coiso...
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De balio a 20.08.2021 às 14:59


Eu gostaria de lembrar que os liberais clássicos defendem e afirmam o direito de ninguém ser obrigado a publicar qualquer coisa. Em particular, o direito de uma qualquer jornal não veicular uma qualquer opinião. Nem tem que apresentar justificação para tal: não lhe apetece publicar, não publica, e ninguém tem nada que criticar.
Por exemplo, se o Henrique Pereira dos Santos não quiser publicar este comentário, não publica: o blogue é dele (e dos co-autores), não é meu, nem eu tenho nenhuns direitos sobre ele. O Henrique não tem que me apresentar qualquer justificação para não publicar o meu comentário. Se eu ficar chateado, tenho uma solução, que é deixar de frequentar o blogue.
O Público tem todo o direito de, reconhecendo que cometeu um erro (segundo a sua própria opinião) ao publicar aquele artigo, o retirar da sua página internet. Nem tem que apresentar justificações, ao autor do artigo ou seja a quem fôr, por o fazer.
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De henrique pereira dos santos a 20.08.2021 às 15:42

Estamos de acordo: o direito à asneira é sagrado.
Tal como o meu direito a dizer que é uma vergonha que o Público tenha feito o que fez.
O post não sugere, nem vagamente, que o Público não deveria ter o direito a fazer o que fez.
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De Anónimo a 20.08.2021 às 22:42

HPS, que paciência a sua...
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De Anónimo a 21.08.2021 às 12:54

E mais uma vez, o Balio não relaciona!  É preciso algum discernimento para ver o óbvio:  isto é um caso de censura, pura e simples. 


Temos de perceber que os tempos mudaram: há avençados do regime, em parceria com uma certa CS, coutada do governo, que estabeleceram "as" novas regras que lhes permitem condicionar a liberdade de expressão, também chamada censura. Este é o bê-a-bá dos governos autoritários: o paradoxo de eles poderem ser "livres" para "reprimir", i.e., suprimir liberdades. Como nos está a acontecer. Capisci, Balio?




Durante o Estado Novo, institucionalizou-se o controlo dos meios de comunicação. Hoje, a situação inverteu-se e é a própria Comunicação Social que foi investida  e "empoderada" para exercer essa censura sobre a opinião  mais afoita, assim controlando possíveis danos que, de alguma forma, belisquem a actuação do nosso querido líder. Em simultâneo, aproveitam para levar ao redil a sociedade e doutriná-la nos bons costumes.  


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De Carlos Guerreiro a 20.08.2021 às 16:31

Interessante seria saber o autor do telefonema que levou o Público a despublicar o que tinha publicado (e aparentemente tinha achado que devia ser publicado).
Acho que não é a primeira vez que o Público despublica, talvez mudar o nome para Despublico.
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De Anónimo a 20.08.2021 às 22:29

"Público" ??!!
Quando existe, vantajosamente, a Fábrica de Papel Renova ?...
JSP

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