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Quando se zangam as comadres…

por Vasco Mina, em 15.12.14

Ricciardi contra-ataca: Marcelo tem mágoa por já não passar férias na casa de Salgado no Brasil

 

Somos um país pequeno em que todos, ou quase, se conhecem. Somos, por natureza desconfiados mas convivemos bem e até somos afáveis uns com os outros. O problema é quando rebentam as broncas. Então, como diz a sabedoria popular, “zangam-se as comadres e… descobrem-se as verdades”. Tudo ganha maior dimensão e projeção mediática quando se tratam de elites (seja elas de que natureza forem). Assim, a Comissão parlamentar de Inquérito ao BES / GES, torna-se, como aqui bem referiu a Maria Teixeira Alves, num reality show. Assistimos a tudo isto e ainda, desconfio eu, veremos muito mais. Poderemos até descobrir muitas verdades mas, infelizmente, seremos confrontados com muitos “podres”. Estamos a isto condenados com este e os outros casos que ocupam por completo o espaço noticioso. Seria desejável que houvesse contenção nas intervenções públicas mas quando o “verniz estala” qualquer apelo cai no vazio. No final (se é que tal acontecerá) ficará uma pergunta que já se começa a colocar: Como fomos capazes disto tudo? Sim, a pergunta é na primeira pessoa do plural porque seremos poucos sem qualquer responsabilidade (direta ou indireta).


1 comentário

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De manuel branco a 15.12.2014 às 14:41


Alto lá! nem directa nem indirectamente tenho parte na coisa. Até já me acusaram de só defender causas perdidas. Causas perdidas quando afinal mais tarde se vem a ver que afinal quem andava extraviado eram os outros. Mas que entretanto fazem de nós uns excêntricos e uns empatas.

O que levou a isto tudo? a falta de vergonha. Foi ontem, é hoje e será amanhã. Aquilo no parlamento é um reality show? e então? leia a campanha alegre de Eça. Vá lá que a tecnologia trouxe mudanças. Consta que o marquês do lavradio era surdo como tudo e andava com uma corneta de lugar em lugar para ouvir o que os comparsas diziam. Esse ao menos podia desligar quando não lhe interessava. 

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