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Quando "governar é criar descontentes" *

por João Távora, em 18.07.15

Passos-Coelho-Parlamento-fev20151.jpg

Disse-o e repito: as consequências da actuação do governo Syriza na Grécia põem em evidência o sucesso da estratégia escolhida pelo governo português nos anos de chumbo do resgate. Assentada a poeira desta dura e persistente crise, estou convicto que a História reservará um lugar de destaque a Passos Coelho pela sua coragem e tenacidade. Mas no curto prazo isso não é perceptível para a maioria das pessoas: as feridas abertas pelos efeitos colaterais do duro e inacabado ajustamento da nossa economia, que levará tempo a produzir resultados dignos de nota, condicionarão os resultados das próximas legislativas. Com erros próprios, uma comunicação social adversa e os condicionalismos das trágicas circunstâncias herdadas, a coligação não conseguirá evitar pagar uma pesada factura pelos mais de três anos de excepcional desgaste. 

Por tudo isto é que me parece que o PSD e CDS só ganhariam evitar qualquer espécie de triunfalismo na campanha eleitoral que se vai iniciar. Pelo contrário deveriam adoptar uma propaganda fundada na sobriedade, no humilde reconhecimento do sofrimento causado a tantas pessoas e famílias sacrificadas pelo ajustamento levado a bom termo. A implosão dum estéril modelo económico assente na construção civil, no investimento público e consumo interno nunca deixaria de causar vítimas concretas e um assustador alarme social como aquele que vivemos não há muito tempo. Não há malabarismos estatísticos nem propaganda que acelere a cicatrização dessas feridas ainda recentes. Os eleitores não deixarão de castigar a boa actuação duma governação de emergência, a que a História se encarregará de homenagear e prestar justiça.

 

* Anatole France

 


5 comentários

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De Anónimo a 18.07.2015 às 17:24

João Távora, tenho pena que de forma subreptícia, ou inconscientemente (acredito mais que seja assim) faça o jogo da oposição. Qual foi o grande sofrimento causado às pessoas? É a esquerda que anda a colocar falsas fotografias de filas em centros de saúde, já desmentido pelo ministro, e entre tantas outras coisas falsas, exagerando imenso no pretenso "empobrecimento" da classe média, como se fosse todos à sopa dos pobres. Os portugueses apenas não gastam tanto como gastavam antigamente, quando o dinheiro "corria", mas não falta nada de essencial. O João Távora acha que os portugueses são parvos?
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De luis miguel a 18.07.2015 às 19:24

Nao podia discordar mais de si
Não vê que o Dr. Passos já tem um lugar reservado na História de Portugal??
E até mesmo no Céu
Ele é bom senhor
Ele ama as criancinhas
É amigo dos pobrezinhos
Em suma é como se fosse o próprio Cristo na Terra.
E com ele o querido Dr. Portas, tão vertical e tão coerente nas suas declarações ao longo do tempo. 
Ele é a Voz da Verdade, para usar o nome do jornal da diocese que tão bem lhe assenta como cognome


Agora já concordo consigo quando diz que os fascistas vermelhos da imprensa portuguesa como a Ana Lourenço e o Anselmo Crespo mentem com todos os dentes quando falam da miséria do povo grego
O povo grego é felicíssimo, todos sabemos, a sic e as outras são muito exageradas, não conseguem ver o lado bom das coisas
graças a cinco anos de resgate, o grego habituou-se a não ter dinheiro, que, como diz o Evangelho, só corrompe as almas
os gregos estão super-agradecidos à querida troika
pobres como ficaram não serão como o tal rico que não passa pelo buraco da agulha
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De Anónimo a 18.07.2015 às 19:20

"malabarismos estatísticos" ??? Está a falar de quê? Pode ser mais claro?
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De luis miguel a 18.07.2015 às 19:31


Por falar em pessoas que vão ficar na História de Portugal, além dos benfeitores Drs. Passos e Portas, uma senhora de grande estatura moral e além disso profundamente ecologista, pois defende o verde:


https://www.youtube.com/watch?v=DoSn4AaEuu4

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