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Q.E.D.

por henrique pereira dos santos, em 22.11.22

Quando vi anunciar uma reportagem bombástica "Quando o ódio veste farda", não liguei muito porque suspeitei que uma reportagem com esse nome, actualmente, não passasse de um panfleto.

Quando um ou dois dias depois vi que o Público tinha também uma peça sobre o mesmo assunto e vi o nome de Paulo Pena como um dos autores, desliguei totalmente do assunto, há jornalistas cuja assinatura me poupa o tempo de ler o que escrevem.

Agora, Nuno Gonçalo Poças confirma integralmente que eu tinha razão para não dar importância a esses trabalhos jornalísticos: "No segundo episódio, por exemplo, aborda-se o fim da experiência do policiamento de proximidade no bairro da Cova da Moura, em 2005, sem um contexto e uma explicação, como se tivesse sido uma simples vontade de uma polícia pejada de racistas. Convém, pois, relembrar o que sucedeu em 2005: os polícias recusaram continuar a patrulha de proximidade depois de três agentes terem sido assassinados no bairro, com recurso a arsenal de guerra, um dos quais com mais de 20 tiros no corpo, 6 dos quais na própria face. Há por ali, de facto, não uma intenção jornalística de mostrar uma realidade, mas de deixar clara uma perspectiva política".

Eu não entendo, mas não entendo mesmo, como é possível a generalidade dos jornalistas, com honrosas excepções, claro, sentir-se confortável com um jornalismo que sabem, bem melhor que eu, que não tem o mínimo dos mínimos de respeito pelos factos e pelas regras da profissão.



9 comentários

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De Jorge a 22.11.2022 às 11:53

Já há cada vez menos jornalistas.  Foram substituídos por ativistas politicos. Nem todos podem ser contratados para acessores do Governo o dos vereadores de câmara. 
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De anónimo a 22.11.2022 às 12:39


Quantas de essas frazes, nas redes, em que se baseiam "reportagens" assinalando conteúdos agressivos, racistas ou outros, não serão de autores tipo "false flag"?. Têm a certeza, sim ou não?. Houve outros trabalhos semelhantes, de outros quadrantes, devidamente comprovados?.

Será que este jornalismo activista não estará à procura de água para o seu moinho mesmo quando ela exista, óbviamente que sim, mas seja notoriamente é escassa?. Ingenuidade?. Proselitismo?. Sensacionalismo?.
Ps- Estes profissionais nunca deram um "porra", mesmo que passageiro, quando desagradados no seu  emprego?.
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De Anónimo a 22.11.2022 às 14:25

A sua consabida generosidade leva-o a utilizar o termo "jornalista"   ao referir escribas/lacaios que "aviam" redacçõezinhas  cujos tema, e "timing",  , foram previamente determinados pelos seus amos ideológicos.
Nem de jornalixo se trata : é uma imensa fosso séptica...
JSP
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De entulho a 22.11.2022 às 15:22

jornalixo ou lixo humano


Algunos nacen estúpidos, otros alcanzan el estado de estupidez, y hay individuos a quienes la estupidez se les adhiere. Pero la mayoría son estúpidos no por influencia de sus antepasados o de sus contemporáneos. Es el resultado de un duro esfuerzo personal. Hacen el papel del tonto. En realidad, algunos sobresalen y hacen el tonto cabal y perfecto. Naturalmente, son los últimos en saberlo, y uno se resiste a ponerlos sobre aviso, pues la ignorancia de la estupidez equivale a la bienaventuranza

HISTORIA DE LA ESTUPIDEZ HUMANA  por PAUL TABORI
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De Anonimo a 22.11.2022 às 16:23


Há racistas nas forças policiais, não duvido.  Até porque conheço casos de alguns que foram para a polícia exclusivamente para ter arma e oportunidade de mandar uns balázios em gente cromaticamente menos recomendável, tendo pedido transferência para os mais pitorescos bairros de Lisboa.
A pergunta que deviam fazer é o porquê de hoje a polícia atrair tanta gente desta. Será porque, além de muito mal pagos, os polícias têm vindo a ver a sua carreira ir pelo cano em termos de autoridade e reconhecimento, tanto governamental como social?
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De Alexandre N. a 23.11.2022 às 08:13

O Jornalismo está doente.


Kabra-cega.blogs.sapo.pt


Post : o jornalismo está doente
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De Anónimo a 23.11.2022 às 09:51

Não é propriamente o jornalismo, ele apenas está contaminado, assim como muitas instituições, porque a verdadeira doença está nesta Democracia.
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De Anónimo a 23.11.2022 às 09:36

Não sei como o HPS ainda dá para esse peditório!!! Não que se deva desvalorizar esses temas e não discuti-los, longe disso, mas pelo menos, deixe-me ter o atrevimento de o aconselhar a "fechar" os seus posts com a frase de Catão!...:-))  (só para lembrar aos bons entendedores que ficaram assuntos pendentes e importantes por tratar).


Repare: tenho muitas vezes a sensação de que o governo nos lança o milho, ou melhor, manda lançá-lo pela mão dos srs. jornalistas, pivôs e quejandos. E nós comêmo-lo! É tal como na história do burro e da cenoura à frente do focinho, para que ele obedeça e vá para onde nós o queremos levar.

É fácil de topar que, concertadamente, marcam a "agenda" que mais lhes convém de momento e nós, distraídos,... cá andamos ao sabor, entretidos a desmontar e a esmiuçar um não-assunto, como é esta peça "jonalística" (e que peça! como demonstrou):  ele é o racismo, ele é o clima, ele é os unicórnios, ele é o futebol, ele é as saídas do sr.presidente ao «exterior», ele é os activistas colados, ele é o "congresso da direita" na apresentação dum livro para não se discutir o seu conteúdo. E tantos, tantos assuntos de enorme gravidade sobre o governo ficam de fora, «desaparecem» como por encanto _ e que teriam verdadeiro interesse para o país_ são sacudidos, rechaçados, banidos do espaço público. 
E assim, o dossier "governo Costa" vai passando com puco escrutínio, por entre os pingos da chuva...
É inacreditável a capacidade de regeneração e de sobrevivência destes tipos, mesmo perante a magnitude dos sucessivos "casos" de corrupção que têm vindo a lume, e dos miseráveis falhanços deste governo pouco sério QED. Não haja contemplações nem "distracções" com estes inimigos do progresso e do desenvolvimento,  autores da nossa pobreza, da nossa estagnação, do nosso subdesenvolvimento  terceiromundista. 


Na antiga Roma, Catão, nos seus discursos, fosse qual fosse o tema, mesmo  os de menor importância, terminava sempre com a mesma frase e que ficou célebre, pois era uma advertência (a lembrar a Roma quem eram os seus inimigos). A frase era : «Delenda Carthago est!» - É preciso destruir Cartágo! 


Para azar de Roma os cartagineses tinham uma capacidade incrível de regeneração, de resiliência e de sobrevivência, mesmo após sucessivos desaires ou derrotas.  
Para azar da Democracia também temos cá os nossos cartagineses. 
Sigamos Catão.
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De lucklucky a 24.11.2022 às 04:00


Confesso que não percebo porque não entendem o que é o jornalismo.
Quase ninguém vai para jornalismo para fazer jornalismo....
 Jornalistas são como  padres fanáticos que existem para pregar a religião politica. Para nos convencer que a politica tudo resolve; até controlar a temperatura da terra em decimas de grau... 
Por isso é caminhamos para a Democracia Totalitária.


Hoje são os telejornais e os jornais que dizem ao povo quais são os pecados e as virtudes não é a Biblia.
Esse poder atrae pessoas com predisposição para prosiletismo.

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