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Propaganícias

por José Mendonça da Cruz, em 20.06.22

Revela na Sic, hoje, o primeiro-ministro que as pensões vão ter um aumento «histórico», em cumprimento de uma lei cujo autor não lhe ocorre. É para 2023.

Um membro do Governo diz, hoje, na Sic, que o Siresp vai entrar em funcionamento. Custa 75 milhões e mais 150 de aperfeiçoamentos. Estará em pleno em 2026.

Outro membro do Governo anuncia, hoje, na Sic, que o pagamento do abono de família vai passar a ser simples e automático. Em 2028, sem falta.

Devemos esperar para amanhã o hidrogénio verde para 2070, o TGV para 2080, o novo aeroporto para 2085, a perspetivação para o futuro da previsão da possibilidade de eventuais lucros na TAP?

2023?! 2026?! 2028?!

Serão propriamente notícias, ou uma barragem de propaganda veiculada pela informação do irmão do primeiro-ministro para distrair do caos no SEF e no SNS? Ou uma coisa e a outra serão sinónimos?



25 comentários

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De Anonimo a 21.06.2022 às 10:08


Na linha do post anterior.
Mandam-se umas papagaiadas, e como o jornalista não sabe ou não se quer dar ao trabalho de saber, passa. Entretanto aparecem uns "peritos" a validar, e voilá.
Chega-se ao prazo e, se por mero acaso alguém se lembrar da promessa, entra a procissão da justificação. A pandemia, a guerra, a troika, a conjuntura internacional, e (a)manda-se com novo prazo cheio de boas intenções e sustenatado por reputados estudos que ninguém conhece.
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De Anónimo a 25.06.2022 às 07:57

Que esperava?! Então não vê que estamos perante uma grande "agência de emprego"? Ora repare: o governo está pejado de sociólogos inúteis e de outras tantas nulidades que se não fosse a política estariam desempregados! Fazem pela vidinha, meu caro! Julgava que isto era gente para levar a sério?!
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De pitosga a 21.06.2022 às 10:33


José Mendonça da Cruz,
O provérbio, actualizado, seria:
«Em casa sem pão todos mentem e todos têm razão».


Uma deixa: «Quem quer casar com o Carochinho?»
Conforme o acordês, é tudo sinónimos...


Abraço de estima
do ao
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De balio a 21.06.2022 às 11:06

A mim parece-me que isto não foram propriamente revelações feitas na SIC (apareceram também noutros órgãos noticiosos), nem revelações feitas somente (ou primordialmente) por António Costa (Marcelo Rebelo de Sousa também falou do aumento das pensões de reforma que estará na calha).
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De Martim Moniz a 21.06.2022 às 11:37

Estamos bem entregues(siga a marinha,o circo,os arraiais e outras coisas tais como festivais e porrada na night nos olivais e em cascais) 
https://portugalnonevoeiro.blogspot.com/2022/06/estamos-bem-entreguescontinuacao.html
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De João Sousa a 21.06.2022 às 17:44


O Cepeda está a justificar os quatro mil euros pagos pelo contribuinte para ele dirigir a comunicação do governo.



Por outro lado, nada há de muito novo aqui: Costa aprendeu com Sócrates a anunciar e reanunciar os mesmos "investimentos": o povinho tem memória curta, o jornalismo garante que assim continue e para as outras situações há Marcelo.
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De Carlos Sousa a 21.06.2022 às 18:55

Se o povinho tivesse memória curta o PSD tinha ganho as ultimas eleições. Mas como o povinho não tem a memória curta e lembra-se perfeitamente quem lhe roubou o 13° mês e lhe foi às pensões e ao ordenado quando tinha jurado que não o fazia, dificilmente voltará a cair no conto do vigário. 
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De António a 21.06.2022 às 22:08

Dificilmente o PSD de Rui Rio ganharia eleições. Dificilmente o PSD de Montenegro “Portugal está melhor, os portugueses é que estão pior” ganhará.
Quanto a contos de vigário, temos no governo praticamente os inventores da coisa. Fique o Sr. Carlos Sousa assegurado que quando o BCE subir a taxa de juro Portugal entra imediatamente em incumprimento, e será este PS a roubar o 13º mês. Se bem me lembro foi este PM que jurou que o adicional ao ISP era só com o barril de crude abaixo dos 30 dólares. Juras de políticos são todas iguais.
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De Carlos Sousa a 21.06.2022 às 23:22

Se o BCE subisse a taxa de juro Portugal entrava em incumprimento muito mais depressa se tivéssemos tido o azar de lá ter metido o PSD. Penso que não deve estar esquecido dos cortes que estavam previstos na Segurança Social e no Serviço Nacional de Saúde, pois não? Imagine se os cortes tivessem sido feitos como é que você tinha passado a covid? Se agora há problemas na saúde, imagine os mesmos problemas com menos 600 milhões de euros?
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De Anonimo a 22.06.2022 às 09:41

Felizmente o passos governou com total liberdade e um clima de pujança económica. Mesmo assim roubou o 13º mês e a pensão aos velhinhos. Ah, e obrigou os jovens a emigrar. Em 4 anos conseguiu estragar tudo o que a excelência governativa da dupla Socrates / Costa construiu e se esforça por reparar.
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De António a 22.06.2022 às 13:35

Houve tempos em que lhe tentaria mostrar que está errado.
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De Anónimo a 23.06.2022 às 09:22

Com os meus cumprimentos, ao cuidado do Sr. Carlos Sousa, um desmemoriado relapso e contumaz (que isto do saber não ocupa lugar):

https://observador.pt/factchecks/fact-check-quem-trouxe-a-troika-quem-negociou-com-ela/



AM
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De Carlos Sousa a 23.06.2022 às 15:10

Desmemoriado é quem aceitou a austeridade em dobro.
Relapso e contumaz é continuar a comer gelados com a testa.
Deixe lá, o Montenegro ganhou, teve metade dos votos do Rui Costa no Benfica, agora é que vamos ter uma oposição a sério. Não desanime.
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De Anónimo a 23.06.2022 às 19:24

já vi que não leu!
Leia, caro, Sr., leia!
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De Carlos Sousa a 23.06.2022 às 19:46

Ler o quê? Que o PEC4 já tinha o acordo da Alemanha? Que a direita se aliou à esquerda para fazer cair o governo? O que é que você quer desmentir?
O Passos foi ao pote como quis, esteve a lixar-se para as eleições e quando chegou ao fim as eleições lixaram-no. É o karma amigo, pode ser que daqui a quatro anos a coisa mude.
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De Anónimo a 23.06.2022 às 19:51

Se este é o país com que sonhou, Carlos Sousa, então está dentro dos parâmetros de exigência a que este governo nos habituou. Parabéns, pois está tudo em conformidade com as suas expectativas. Não há nada melhor que estar em sintonia com os ares do tempo!  Parabéns também ao governo, objectivo conseguido: portugueses (tão) felizes. E sempre a bombar notícias boas! E siga a marinha!
O problema é meu, que não "alcanço", não estou à altura.
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De Carlos Sousa a 24.06.2022 às 00:42

Não é o país com que eu sonhei, simplesmente não quero que ele fique pior.
Diga-me lá então, com as condições actuais, com as pessoas que conhecemos da politica, quem é que na sua óptica fazia melhor.
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De Anónimo a 24.06.2022 às 14:28

"não quero que ele fique pior" e segundo a sua óptica ninguém "fazia melhor". Ou seja, você sofre da "doença nacional" identificada pelo Costa: o cepticismo dos portugueses. 
O Sr. pertence àquele grupo dos que desistiram de ambicionar por já não acreditarem que o país possa melhorar. "Mal por mal"... é assim que pensam as pessoas como V.  É um pensamento derrotista, de desistência, de conformismo com o status quo. É o estado de espírito de quem é céptico e perdeu toda a esperança.


 No meu caso, um inconformista contumaz, no fundo ainda acredito que temos energias latentes prontas a despertar e, citando o Rui Ramos, tenho esperança de que "os portugueses, de repente, começassem a acreditar em alguma coisa" _ (para mal do Costa e do socialismo que se têm alimentado da descrença de pessoas como V. que nada contestam e se recusam a procurar uma solução para isto. "Não é o país com que eu sonhei" _ reconhecem, mas preferem a inércia, a passividade abúlica por medo de arriscar uma alternativa).  Pressinto que, no íntimo,  me dá razão.  
Se me permite, aconselho-o a ler o que escreveu hoje, sobre o tema, o Rui Ramos:
https://observador.pt/opiniao/sim-antonio-costa-tem-razao-o-problema-e-o-cepticismo/
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De Carlos Sousa a 24.06.2022 às 17:30

Você fala muito bem, mas não respondeu à minha pergunta. Quem é que você lá colocava a governar? É que eu não sofro de cepticismo eu sofro é de realismo.
O que é que interessa ter ideias mirabolantes, reformistas e de vanguarda se depois não há ninguém para as aplicar. Será o Montenegro, que foi eleito com menos de metade dos votos que o Varandas no Sporting? É o partido do Taxi?
A não ser que você acredite em unicórnios. 


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De Anónimo a 24.06.2022 às 20:17

Pede-me um nome. Portugal não é uma autocracia, não tenho um nome, tenho  muitos nomes. Acredito na democracia em torno de um projecto em prol do país, num trabalho em equipa com base em livres escolhas que mobilizem e incluam os melhores da sociedade civil , com provas dadas, pessoas com Know.how, com mérito, conhecimento, competência, saber, ... Portugal tem essas pessoas altamente qualificadas, cheias de talento, temos altos quadros de excelência, com grandes capacidades técnicas...Conhecêmo-las e sabemos onde elas estão.  Mas... acontece que não se sentem mobilizadas para darem o seu tempo ao país. Houve quem o tivesse feito outrora, mas isso eram noutros tempos...
O problema é que hoje (salvo honrosas excepções, sublinhe-se) a política, no geral, perdeu a "elevação" e deixou de ser uma nobre arte, tornando-se coisa "suja", um centro de emprego para uns quantos que não tinham onde cair mortos, onde tratam da vidinha, do emprego, da reforma e onde encaixam a família e os amigos.
O Carlos Sousa acha que a política, como tem sido exercida, é atractiva para pessoas idóneas e com uma reputação a defender? Contudo, tenho fé e espero ver (em breve, quem sabe!) gente capaz de vestir a camisola pelo país, com absoluto desprendimento e espírito de missão , quando  houver um projecto mobilizador e estimulante, capaz de motivar os melhores. Há quem já o tenha feito no passado, como sabe.      
O país está em pleno declínio e batemos no fundo, porque tem sido governado pelo "refugo", pelo mais rasteiro oportunismo, por ignorantes, por incompetentes, por idiotas úteis e "yes man" babados, pela cor partidária, pelo cartão partidário, pelo compadrio, pelos "inner circle" do chefe da matilha, pelos mais sórdidos conluios, pelos interesses, pelos favores. Pense: chegámos a este nível de decadência porquê??? 
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De Anónimo a 25.06.2022 às 07:38

O país está assim porque há um tipo de eleitores de raciocínio muito lento, coitados! que não topam os políticos que têm pela frente. 
 "muitos Portugueses, [tipo Carlos Sousa] dependem e querem muito um paizinho estado que não é verdadeiramente o seu pai nem se interessa por eles. No entanto, aceitam tudo o que vem desse paizinho. Não questionam nada, incluindo os muitos confiscos fiscais, a troco de nada  senão serviços públicos cada vez mais lentos, ineficientes e, muitas vezes, duplamente pagos  através de taxas além dos impostos. Os portugueses infantilizados permitem ao pai estado todos os desaforos e ordens". 

"Os portugueses com mente socialista-marcelista lenta confundem autopromoção propagandística de políticos egocêntricos com amor paternal pela população. Isto apesar de tais paizinhos sempre desprezarem o povo nos atos, antes a favor de banqueiros corruptos do BES, construtores que lhes fazem favores nas PPPs rodoviárias e advogados dos negócios da TAP, amigos do peito deles."

https://observador.pt/opiniao/o-paizinho-dos-pobrezinhos-portugueses/


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De Carlos Sousa a 25.06.2022 às 18:56

Realmente é pena que o país esteja dependente dos eleitores de raciocínio muito lento mas se formos a ver bem, sempre é preferível do que estar dependente dos que não têm raciocínio nenhum.
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De entulho a 22.06.2022 às 08:57

já anunciaram a dessalinização da água do mar.
provavelmente para o próximo milénio
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De Anónimo a 23.06.2022 às 09:40

De tão atordoados que andamos com tanta irrealidade e fantasia "propagandeada" e "propagada", já nem sabemos se este é o país que nos pintam ou se pirámos nós de vez e já nem conseguimos enxergar as maravilhas de tão prodigioso governo...  
O texto que tomei a liberdade de indicar a seguir, foi o melhor retrato que li, nos últimos tempos, sobre o nosso viver (da autoria de Nuno Gonçalo Poças):


https://observador.pt/opiniao/derrubar-o-muro-de-adriano/



(Depois, cada um fique no que lhe parece a versão mais realista do país em que nos tornámos...)
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De Anónimo a 25.06.2022 às 07:09

" (...) para uma maioria de cidadãos eleitores só o seu pai biológico ou adoptivo não lhes chega. Quando chegam a adultos dependem de um segundo pai que não lhes é nada nem quer saber deles. Nunca se conseguem emancipar desse pai que não é pai nenhum. Ficam sempre crianças obedientes. Há para eles mais que um verdadeiro pai, há um paizinho. Esse país é, claro, Portugal. Esse bizarro paizinho que não os desenvolve, mantendo-os infantis sem crescerem psicológica ou economicamente, é o estado português, obviamente. Os portugueses (muitos deles, principalmente os que votam PS) são, no mundo ocidental, dos povos menos independentes, menos empreendedores e reivindicadores, mas mais pobres e imobilizados pelo paizinho. Têm uma fé deprimente no pai estado". --- Pedro Caetano



Certeiro! É este o retrato dos eleitores deste país. Contentinhos e imbecilizados pelo "paizinho".

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