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Prémio Trotsky - o rótulo 2022

por João-Afonso Machado, em 04.01.22

Não acredito a generalidade do eleitorado ande por aí acompanhando atentamente os debates diários entre os diversos concorrentes. Sobretudo porque o que está em causa já todos sabem, e só o Sr. Rui Tavares, coitadíssimo, acredita no mérito da sua própria mensagem.

Por isso, os debates são para passar à frente e as consequentes apreciações dos politólogos também. E eu a dizer isto e a lembrar-me dum excerto do elevado confronto de ontem entre a nossa Catarina e André Ventura. Em que ele a tratava pelo nome de baptismo (foi oficiante o Papa Francisco) e ela com o rótulo de «o candidato da extrema-direita».

Gostei do apontamento. Dele retiro que o BE anda com o credo (ensinado a rezar pelo actual Sumo Pontífice) na boca, tal o medo de perder o terceiro lugar no ranking. E retiro, sobretudo, que para a Esquerda as pessoas continuam a não ter nome: são números, estatísticas, heróis ou estigmas políticos. Tal qual num vulgar julgamento sumário, algures na Sibéria soviética.  

 



18 comentários

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De Anónimo a 04.01.2022 às 17:54


Madame Catarina receia que a perca da esta preciosa estabilidade em vigor-feita programa político das esquerdas e de um PR, ambos instalados no poder- lhe faça perder o seu preclitante 3º posto.
A verdade é que a direita, melhor a dita direita, também não aprecia lá muito o programa desestabilizador do cavalheiro André.
Erros de paralaxe?.
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De maria a 04.01.2022 às 19:44

Só  Ventura dá aos debates algum interesse. O deputado mais inteligente deste parlamento.
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De balio a 04.01.2022 às 21:55

Trata-se de uma questão cultural. Nos países da América é costume tratar as pessoas pelo seu nome próprio. Em Portugal, não é. Em Portugal trata-se as pessoas por "o sr engenheiro" ou "o doutor", etc. E sobretudo as mulheres agarram-se a isso e raramente tratam um homem pelo nome. Em Portugal é muito rara a mulher que trata um homem pelo seu nome próprio.
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De Anónimo a 05.01.2022 às 09:38

O balio e as suas conclusões. Ja trabalhei em varios lugares com centenas de mulheres e só uma me tratava por eng. 
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De Anónimo a 05.01.2022 às 21:02

"Trata-se de uma questão cultural"


https://blasfemias.net/2022/01/05/tesourinho-deprimente/
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De Anónimo a 04.01.2022 às 22:24

_ Seu extremista!!! _ disse o roto ao descosido.
E prosseguiram. Ela extremamente seráfica. Ele a gozar o pratinho, extremamente.
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De Anónimo a 05.01.2022 às 13:00

...divertido.
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De Anónimo a 05.01.2022 às 12:08

Gostei de ouvir o Rio a enumerar ao Ventura os três tipos de prisão perpétua que existem actualmente, para obrigar o seu adversário a expôr-se ao país, forçando-o a dizer com toda a clareza qual dos tipos de prisão perpétua o Ventura, afinal, defendia... Foi isto que se passou. 
 Mas, não tendo muito por onde "pegar", foi lindo apreciar o ACosta a contorcer-se e a aproveitar esse tema do debate para enviesar as palavras do RRio, desvirtuando a sua táctica: este, pretendeu manter-se neutral e impávido, para assim "dar o palco" todo ao Ventura para que este se "esticasse" à frente dos portugueses e esclarecesse, sem equívocos, que tipo de prisão perpétua pretendia implementar no país!. O Costa percebeu bem demais a estratégia do Rio, mas a estocada de acusá-lo de defender a prisão perpétua, apenas demonstrou que o desespero é muito. A avaliar pelos "humores" dos comentadores afectos ao poder, diria mais: há sinais de que a esquerda está insegura e assustada. (Uns e outros têm lá as suas próprias sondagens).
Mas voltando ao assunto: Acho espantosa esta hipocrisia do ACosta em mostrar-se tão "chocado" com o referido tema da prisão perpétua. E ainda mais neste país com uma predisposição inata para discutir, aprovar e legislar toda a espécie de temas fracturantes. Porque não discutir-se a Justiça e a forma como (não) são aplicadas certas penas ? Suponho que o Costa ficaria de queixo caído com a opinião dos portugueses se o tal tema viesse à liça. Este homem paira, vive na sua bolha e "descreve-nos" um país virtual, pois desconhece o país "real" como bem demonstrado ficou na sua recente e descarada campanha autárquica. E como tal,  ainda não percebeu bem qual a percepção dos portugueses sobre a nossa justiça e a forma cirúrgica como não se aplicam as "sentenças" (devidas).
Isso sim, devia chocá-lo.


 E de resto, por que cargas de água ele decretou que não se pode discutir o assunto? Desde quando na nossa Democracia há temas tabu?


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De Anónimo a 05.01.2022 às 12:57

Até mereceu (o tal tema) um comunicado ao país da parte do 1º ministro !!!
Esta "manobra" tão confrangedoramente simplista e tão básica, só para distrair o país e pô-lo a discutir o que nem sequer está na agenda, é demasiado para o nosso estômago! Nesta já nem os papalvos caem.
É uma estratégia de propaganda tão fácil de "desmontar" que até insulta a inteligência dos portugueses. Um comunicado quase "solene" apenas e só para que não se discuta o presente e o verdadeiro estado do país  nem os assuntos que verdadeiramente interessam e dos quais depende o nosso futuro.
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De Anónimo a 05.01.2022 às 14:12

Rio fez bem em dar largas ao Ventura. Assim deixou-o fazer o estenderete todo para vermis o seu populismo. Mas pelo menos, tem a virtude de dizer ao que vem. Ninguém vota nele às escuras. Já do Costa ninguém sabe o que fará do voto dos portugueses...
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De Anónimo a 05.01.2022 às 17:17

Dar trela solta ao Ventura foi bem pensado da parte do Rui Rio. Assim vai desgastar o adversário rapidanente, porque é quase monotematico, repetitivo e não tem outro assunto. Rio demonstrou  que é sempre mais do mesmo. Não estava à espera dessa estratégia, vinda do Rio.
Assim guarda as "baterias" para outros debates. 
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De Anónimo a 05.01.2022 às 13:48

Esta subida exponencial de casos de covid eram mais que previsíveis. A elevada abstenção será a consequência imediata. Mas bastou que Cavaco Silva tivesse sugerido (e bem) que a melhor data _ e mais segura para os portugueses _ para as eleições fosse entre Fevereiro ou Março, para toda a esquerda inviabilizar a sugestão e o acusasse de favorecer a direita.
Marcelo sentiu-se acossado pela mesma acusação de favorecimento e (como sempre), cobardemente, cedeu à pressão da esquerda para que as eleições fossem "já".
Esta gente todos os dias põe mais um prego na democracia.


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De balio a 06.01.2022 às 14:44


Marcelo não cedeu a pressões para que as eleições fossem "já". Muito pelo contrário: ele marcou-as para daí a três meses (!!!).
E a altura mais segura para fazer as eleições não teria sido fevereiro em março, teria sido dezembro. As eleições poderiam ter sido marcadas para 19 de dezembro.
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De Manuel Lourenço a 05.01.2022 às 18:27

Com o devido respeito que é muito, para com os comentaristas, o Rio levou um baile total do Ventura e ainda por cima a questão da prisão perpétua - a tal que horror nem falar nisso - é aplicada na maioria dos países europeus que nos dão 100 a zero em termos de justiça. O Rio que é burro, deixou-se enredar e se tivesse tomates assumia que essa questão deveria e poderia ser discutida.
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De Anónimo a 05.01.2022 às 20:38

Mas penso que o Rio não recusou categoricamente esse debate. Embora deixasse o Ventura a falar sozinho... acho que não fechou a discussão. Seria interessante saber-se o que pensam os portugueses sobre a prisão perpétua com revisões e avaliações periódicas como é aplicada em muitos países europeus. Mas nunca nos foi perguntado....
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De Anónimo a 06.01.2022 às 11:00

Estes debates televisivos fazem-me lembrar aqueles antigos "programas de Variedades" muito datados, um pouco saloios mas muito democráticos, visto por toda a gente (à falta de melhor) e que tanto agradavam aos patrões como aos(às) empregados(as). De vez em quando lá vinha pelo meio uma tentativa de humor com um sketch previsível e gasto, para nos ir arrancando uma ou outra gargalhada triste que nos distraía do marasma em que se vivia então.
Assim, as politiqueiras "Variedades" de hoje, cheias de banalidades coçadas e sebosas pelo uso, são um retrato do mediocrismo e do pretensiosismo do país. E os actores principais de pior qualidade. Seria uma canseira dizer muito mais. Fiquemos, pois, pela decadência e falta de talento destes títeres.
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De Anónimo a 06.01.2022 às 13:31

https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/a-importancia-de-falar-claro-13515899



Isto é falar claro.
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De Anónimo a 06.01.2022 às 15:09

Quando o regime cair, é de tão podre que está.


https://portadaloja.blogspot.com/2022/01/o-imbroglio-no-poder-judicial-com-o-csm.html

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