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Pirâmide invertida

por Jose Miguel Roque Martins, em 01.05.21

Captura de ecrã 2021-05-01, às 13.12.30.png

 

Ninguém me pode “acusar” de ser um ecologista, daqueles que amam a natureza mais do que a espécie humana. Os meus instintos naturais de protesto vão contra a falta de liberdade, desperdício de bem estar, pobreza , violência, minorização da educação, radicalismo  e  injustiças várias.  São estes os meus temas preferidos.

Gostaria por isso que, questiúnculas de baixa política, pequenas tricas, mentiras e mal feitorias de pequenos vilões, os dramas do futebol,  não serem o assunto predilecto dos jornais, comentadores e das pessoas em geral. Para meu gosto, parecem-me assuntos menores.

Em importância de assuntos que discutimos, na minha perceptiva existe uma pirâmide invertida. Discutimos em quantidade e intensidade, assuntos que me parecem menores e relativamente menos importantes do que outros.

É evidente que são perspectivas pessoais. Mas há assuntos seguramente mais importantes do que aqueles a quem eu atribuo a maior importância, e que ainda são normalmente mais ignorados.

Dentro deles, destaco o problema ambiental. O aquecimento global é uma realidade, em que a esperança é mesmo a de que seja provocada por nós. O problema da água, é ainda mais grave.

Ao contrario de outros assuntos, é a sobrevivência da espécie que está em causa.

Falar de questões tão dolorosas é muito humanamente evitado. A aparente falta de urgência do problema é ilusória. Precisamos de décadas para nos prepararmos e não parece que os esforços actuais sejam próximos dos suficientes.

Há soluções que não passam por voltarmos ao tempo das cavernas, como parece ser protagonizado por tantos. Mas para isso, temos que começar a trabalhar já, de forma séria. A alternativa será condenar a Humanidade.

 

 



13 comentários

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De Elvimonte a 01.05.2021 às 18:17


«O aquecimento global é uma realidade, em que a esperança é mesmo a de que seja provocada por nós.» (JMRM)


Mas aquecimento global relativamente a quê?


Ao período há cerca de 5300 anos atrás, quando Ötzi, o Homem do Gelo, terá escalado os Alpes, numa época em que apenas os picos mais altos da cadeia montanhosa eram gelados? (vd. artigo científico publicado na Scientific Reports).


Ao período quente romano?
«The Roman Warm Period, or Roman Climatic Optimum, was a period of unusually warm weather in Europe and the North Atlantic that ran from approximately 250 BC to AD 400. … That and other literary fragments from the time confirm that the Greek climate then was basically the same as it was around AD 2000.»


Ao período quente da Idade Média?
«The Medieval Warm Period (MWP) also known as the Medieval Climate Optimum, or Medieval … The warm period became known as the Medieval Warm Period.»


Ao período conhecido como Pequena Idade do Gelo?
«The Little Ice Age is a period between about 1300 and 1870 during which Europe and North America were subjected to much colder winters than during the 20th century. The period can be divided in two phases, the first beginning around 1300 and continuing until the late 1400s.» 


Parece-me que o autor do post, à semelhança da generalidade das pessoas menos informadas, para ser simpático, se refere a este último período, dada a conveniência de se colocar a origem do referencial nesta última época climática fria para sobrevalorizar o actual período em que nos encontramos, omitindo galhardamente a paleo-climatologia e toda a história de constantes alterações climáticas anteriores, ao mesmo tempo que se estabelece uma correlação entre aumento da temperatura média global e aumento da concentração de CO2, alegadamente consequência da revolução industrial.


Acresce que correlação não é causalidade, nunca podendo uma correlação estabelecer, por si só, uma relação de nexo causal, princípio científico elementar de que se vai abusando para gerar pânico e alarmismo, como se tem visto no decorrer da actual epidemia com os confinamentos e o uso de mácara, cuja eficácia a evidência empírica se tem encarregado de desmascarar sempre que existem "experiências naturais" com verdadeiros grupos de controlo (vd. "Lockdown Effects on Sars-CoV-2 Transmission – The evidence from Northern Jutland", https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2020.12.28.20248936v1.full).


Voltando ao "aquecimento global", gráfico de temperaturas  do período inter-glacial do Holoceno: http://prntscr.com/wg63ma
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De Anónimo a 01.05.2021 às 18:43


Os factos que relata são conhecidos, mas são irrelevantes. 
Não interessa o referencial, o ponto é que o aquecimento em relação ao nosso passado proximo traz consequências que em nada parecem positivas. Acresce que, neste momento com 9 biliões de habitantes, consequências a este nível serão diferentes do que no passado. Não esquecendo que as consequências de outras alterações climáticas menos favoráveis, também trouxeram morte a muitos. Como já morreram , não parece drama nenhum. 
Quanto á agua, não consta que tivessem sido usados de forma os aquíferos que estão agora a esgotar-se. 
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De Anónimo a 01.05.2021 às 21:12

quando se quer tudo é irrelevante
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De Elvimonte a 01.05.2021 às 18:19


Prova-se (de várias formas) que a temperatura é independente da concentração atmosférica de gases com efeito de estufa. O que existe é uma relação bi-unívoca entre pressão e temperatura à superfície de corpos celestes com atmosferas espessas, dada aproximadamente por uma das equações de Poisson, que não dependem das pressões parciais de gases com efeito de estufa, nem da distância ao Sol. Como exemplo:


Vénus ->pessão superf. =93 bar ——>temp. superf. =740 K (95% CO2)
Terra –>pressão superf. =1 bar ——->temp. superf. =288 K (400 ppm CO2)
Marte ->pressão superf. =0,006 bar ->temp. superf. =213 K (95% CO2)


E é pelo facto da pressão diminuir com a altitude que a temperatura também diminui com a altitude. Inversamente, as temperaturas mais elevadas registam-se em depressões, constituindo o Vale da Morte exemplo paradigmático.
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De Jose Miguel Roque Martins a 01.05.2021 às 18:50

As suas conclusões não são universais. O que retiro do que estudei sobre o tema é que é muito mais provável que a emissão de Co2 provoque efeitos estufa, do que o contrario. 
A nossa esperança, como refiro, é que assim seja e possamos reverter o processo. Se não for, teremos aquecimento global de forma certa e inevitável. O que me parece pior, sem solução e com consequências certas. 
Acresce que acabar com as emissões de efeito estufa, tem solução e não obriga a deixarmos de usar energia de forma abundante. Porque não faz-lo? Os custos seriam inferiores ao que acabamos de gastar numa pandemia, comparativamente muito menos grave. 
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De Elvimonte a 02.05.2021 às 00:37

Pois devia ter estudado Matemática, Termodinâmica, Transmissão do Calor, Mecânica de Fluidos, Energética Ambiental, Química, Radiação Solar, Física da Atmosfera e Climatologia. Tudo disciplinas essênciais - e agora não vou ser simpático - para não escrever asneiras no que a este assunto diz respeito.


Caso o tivesse feito, facilmente compreenderia que:


1. Na dedução da expressão do gradiente atmosférico vertical de temperatura adiabático seco apenas interveem a equação fundamental da Hidrostática, a equação de estado dos gases perfeitos e a expressão para as suas evoluções adiabáticas, sendo universal a diminuição da temperatura com a altitude como resultado da diminuição da pressão e inversamente;


2- Em consequência da Lei de Henry e das suas limitações impostas pela curva de solubilidade do CO2 na água em função da temperatura, de elevado declive negativo para as temperaturas ambientes, tendo em consideração o ciclo do carbono na Terra é a elevação da temperatura que precede (é a causa) da elevação da concentração de CO2 atmosférico, algo que todos os  paleo-registos mostram, p.e.:
“Our analyses of ice cores from the ice sheet in Antarctica shows that the concentration of CO2 in the atmosphere follows the rise in Antarctic temperatures very closely and is staggered by a few hundred years at most,”  
(Niels Bohr Institute,
 https://www.nbi.ku.dk/english/news/news12/rise_in_temperatures_and_co2/);


3. Numa escala temporal de menor amplitude, o referido em 2. pode ser constatado na curva de valores médios mensais de concentração atmosférica de CO2 (vd. NOAA, Mauna Loa) que, desde o início dos registos no final dos anos 50 do século passado, apresenta máximos em Março/Abril e mínimos em Setembro/Outubro, independentemente da quantidade de CO2 de origem humana;


4. Pegando na série de valores médios mensais de concentração de CO2 referida em 3. e numa qualquer correspondente série de temperaturas (UK Met, GISS, UAH, RSS), usando apenas técnicas simples de tratamento de dados, prova-se que os extremos (máximos e mínimos) dos valores médios mensais de temperatura global (dos oceanos, da troposfera, dos continentes e por hemisfério) precedem sempre (são a causa) os correspondentes extremos da concentração de CO2 e lanço aqui o repto a que alguém prove o contrário, ficando na expectativa até à eternidade;


5. Não é apenas via Termodinâmica (a tal equação de Poisson) que se prova que a temperatura superficial de corpos celestes é primordial e universalmente função da sua pressão à superfície, evidenciando a Análise Dimensional resultados semelhantes, como se mostra na imagem seguinte: 
http://prntscr.com/12dc99p  (colhida em Volokin & Rellez, 2015).  

6. A Ciência é mesmo assim. Baseia-se em números e não em paleio. A fé, a convicção, a presunção, a ideologia, a religião, a política, os interesses económicos, os concensos, a ignorância, as “fake news” e a propaganda, todos eles devem ser mantidos o mais afastados possível da Ciência, para não a contaminarem. "It doesn't matter how beautiful your theory is, it doesn't matter how smart you are. If it doesn't agree with experiment, it's wrong." (Feynman)


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De Elvimonte a 02.05.2021 às 20:10


Veja lá bem de aquece:
http://prntscr.com/12dlhbr - anomalia de temperatura medida por satélite (RSS e UAH) 1993-2016 em função da concentração de CO2



Durante a década de 70 do século passado também havia um consenso e imensa propaganda alarmista. Tudo indicava, para os especialistas de então, que estávamos a caminho de uma nova glaciação. E de facto as temperaturas desceram dos anos 40 até ao final dos anos 70. Se bem que as séries de temperatura oficiais, fruto de adulteração pura e simples, tenham praticamente eliminado esse facto, os dados brutos e as notícias e programas televisivos da época continuam a confirmá-lo, não se sabendo até quando o "Ministério da Verdade" o vai permitir...


Na altura pensava-se em cobrir os glaciares com pó de carvão e até mesmo recorrer a explosões nucleares para derreter as massa geladas. Hoje pensa-se (B. Gates à frente, como financiador) em poluir (o termo é mesmo poluir) a atmosfera para diminuir a irradiação solar. 


Tão loucos e ignorantes ontem como hoje. Fico perplexo como ainda não se percebeu - se é que não se percebeu - a correlação existente, e à vista de todos, entre a AMO (Atlantic Multidecadal Oscilation) e o que se passa, por exemplo, em Reykjavik e no Ártico em geral. Fico atónito como a correlação entre a temperatura média global e a PDO (Pacific Decadal Oscilation) não é evidenciada (imagens abaixo). 


Não acredito que não se perceba que o 1%, aproximadamente, de variação na temperatura média global expressa na escala absoluta (0 ºC = 273,15 K) é consequência da actividade solar (convém lembrar aqui o mínimo de Maunder, de que ninguém fala, imagens abaixo) potenciada pelo efeito gerador de núcleos de nuvens proveniente da radiação de fundo da galáxia (vd. artigos e experiência do Prof. Svensmark, DTU). 


Duvido que o facto dos últimos ciclos solares terem diminuído de intensidade, algo referido na literatura e que é indicativo da aproximação de um novo grande mínimo solar (vd. artigos da Prof. V. Zharkova, p.e.) ainda não tenha encontrado eco em muitas cabeças. Do que não duvido é que muitos "cientistas das alterações climáticas" vão ficar sem emprego quando isso acontecer, o que não é de todo da sua conveniência.


http://prntscr.com/12dlq37 - Pacific Decadal Oscilation (PDO)
http://prntscr.com/12dlue4 - PDO correlacionada com temperatura global
http://prntscr.com/12djmjv - irradiação solar 1500-2000, mínimos de Sporer, Maunder e Dalton
http://prntscr.com/12dl3pj - Correlation of 14 C with Oort, Wolf, Spörer, Maunder, Dalton, and 1880-1915 Solar Minimums. Each minimum was a period of high 14 C production and each corresponded to a cold climate. 
 http://prntscr.com/12djssz - actividade solar 1600-2000, 400 anos de observação de manchas solares
http://prntscr.com/12djz3b - idem, + futuro, de acordo com modelo (Zharkova) verificado 97% correcto contra dados históricos
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De lucklucky a 03.05.2021 às 03:16

"Do que não duvido é que muitos "cientistas das alterações climáticas" vão ficar sem emprego quando isso acontecer, o que não é de todo da sua conveniência."



Nada do género vai acontecer. Não interessa à religião que substituiu todas as religiões no Ocidente: Política.
Os cientistas do clima têm o futuro assegurada desde que o que digam reforce/mantenha o poder dessa religião. 
Os problemas têm de continuar e ser infinitos, senão os políticos e jornalistas deixariam de ter boa parte da razão de ser.

Viu-se bem a organização do jornalismo na operação mediática Greta.
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De Elvimonte a 03.05.2021 às 18:11


Algumas notas adicionais sobre CO2.


Quando se registou a "explosão de vida" no período Câmbrico (541-485 M.a. atrás), a que se seguiu o Ordovício, qual era a concentração de CO2 atmosférico? 
A incerteza associada é muito grande, mas podemos apontar para cerca de 4000 ppm., um valor intermédio das estimativas. 


"On the contrary, during the long warm Cambric-Mid Ordovician period (540-455. Ma) it is estimated that the CO2 atmospheric concentrations were 14 times higher [than today]."
(https://ec.europa.eu/programmes/erasmus-plus/project-result-content/27701abf-fbba-4746-aa86-1e7160957113/O2_EduCO2cean-Magazine.-Volume-2.pdf)


E a seguir, no Ordovício, com concentrações de CO2 semelhantes, ocorreu uma glaciação? 
É verdade. Não se sabe bem porquê, mas a teoria mais bem fundamentada assenta nos ciclos de Milankovitch - relativos à geometria da orbita, ao movimento de precessão dos equinócios e à inclinação do eixo de rotação da Terra - em conjunção com os ciclos de actividade solar de larga e pequena escala temporal. Só a variação da excentricidade da órbita é responsável por uma variação cerca de 27% na constante solar relativamente ao seu valor actual.    


"The Ordovician glaciation stands out from the crowd since
it occurred under high CO2 values. Climate proxies (Yapp
and Poths, 1992) and continental weathering models (Berner,
2006; Nardin et al., 2011) indicate that the Ordovician CO2
atmospheric partial pressure (pCO2) was equal to some 8–20
times its preindustrial atmospheric level (1 PAL = 280 ppm)." 
(A. Pohl et al.: Effect of the Ordovician paleogeography on the (in)stability of the climate, https://hal.archives-ouvertes.fr/hal-01115066/document)


Tencionava ainda escrever sobre a solubilidade do CO2 na água em função temperatura, processo de formação do calcário e carbonato de cálcio, alegada acidificação dos oceanos, geração do isótopo 14C e sua relação com a radiação de fundo da galáxia/actividade solar, mas não tenho nem tempo nem pachorra para tanto. Fica para uma próxima oportunidade. Em todo o caso, se tiver curiosidade, estou certo que encontrará muita informação na net.
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De lucklucky a 03.05.2021 às 03:10

 "O aquecimento global é uma realidade, em que a esperança é mesmo a de que seja provocada por nós."

Ridículo. Vê-se mesmo que não tem tempo. Só tem presentismo.
Basicamente pessoas como você são aliados que quem vai provocar mais  fome e genocidios generalisados.
.
Como é que você distingue uma seca do Séc XVI de uma do Séc.XXI?
Já estão quase todos formatados pela lavagem cerebral feita pelo jornalismo "de referência" para se isto acontecesse hoje diziam logo onde está a culpa: https://en.wikipedia.org/wiki/Saint_Marcellus's_flood

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De Antonio Sousa Leite a 04.05.2021 às 01:58

e o que é que governa a pressão? Porque é que Vénus, com uma aceleração gravitacional semelhante à da Terra (ligeiramente menor), suporta uma atmosfera a uma pressão superficial 93 vezes superior? Não será porque simplesmente tendo uma capacidade dissipativa (por radiação) menor , a atmosfera possui mais energia, consubstanciada nas propriedades pressão e temperatura? É que a validade da equação de Poisson que relaciona pressão e temperatura deriva tão só do facto de ser lícito admitir a expansão adiabática ao longo do perfil da atmosfera, até ao espaço, mas nada dizem quanto às causas da pressão, nem da temperatura (que não depende da pressão, tal como a pressão não depende da temperatura, no sentido em que não é uma que comanda a outra - são conjugadas)
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De Elvimonte a 05.05.2021 às 19:28

Na presença de um campo gravítico, a pressão em fluidos (em repouso) é proprocional ao peso da coluna de fluido que jaz acima. Desde Torriceli que sabemos isso (relembrar que 760 mm Hg = 1 atm).


p = p0 - ro * g * Z  (eq. fundamental da Hidrostática)
p - pressão (Pa, leia-se Pascal)
p0 - pressão de referência (Pa)
ro - massa específica do fluido (kg/m3)
g - aceleração da gravidade (m/s2)
Z - coordenada vertical, a aumentar com a altura (m)
* - operador multiplicação



Implicações:
- à superfície de um corpo celeste, a pressão depende da espessura da sua atmosfera, da massa específica (média) dessa atmosfera e da aceleração gravítica do corpo (basta colocar o refencial no topo da atmosfera, onde p0 assume o valor 0, para constatar); 
- a pressão aumenta com a profundidade e diminui com a altitude (p.e. em água, por cada 10 m de profundidade (no nosso planeta), a pressão aumenta 1 atm, aproximadamente);

Em qualquer gás, existe uma relação entre pressão e temperatura dada pela sua equação de estado. Não sendo os gases reais "perfeitos", é de uso generalizado a equação de estado dos gases perfeitos, apenas havendo que contabilizar fugacidades em situações em que se exija grande rigor.



p = ro * R * T  (eq. de estado dos gases perfeitos, uma das formas) 
p - pressão (Pa, leia-se Pascal)
ro - massa específica do fluido (kg/m3) 

R - constante particular do gás, ou mistura de gases e eventualmente vapores
T - temperatura absoluta (K, 0 ºC = 273,15 K)


Implicações:
- para ro e R constantes, existe uma relação bi-unívoca entre pressão e  temperatura absoluta, podendo exprimir-se arbitrariamente p em função de T e vice-versa;
- para ro e R constantes, um aumento da temperatura (respectivamente pressão) traduz-se sempre num aumento da pressão (respectivamente temperatura) e inversamente;
- um motor diesel não precisa de velas para início da combustão porque as taxas de compressão (elevadas, acima de 20) permitem que a mistura ar-combustível, fruto da pressão atingida no cilindro, atinja temperaturas suficientes para se auto-inflamar.


Agora veja qual a espessura da atmosfera de Vénus, a sua massa específica média, a aceleração gravítica e calcule a pressão à superfície usando a equação fundamental da Hidrostática. Em seguida, através da equação de estado dos gases perfeitos, calcule T. Compare com os valores conhecidos de p e T e tire conclusões. 


http://prntscr.com/12j7ydf - gráfico do perfil de temperatura da atmosfera de Vénus



Albedo da atmosfera de Vénus, para ficar com uma ideia da pouca importância relativa dos efeitos radiativos:
"The wavelength and spherically integrated albedo, or Bond albedo, has typically been cited as between 0.7 and 0.82 (Colin 1983). Yet, recent photometry of Venus at extended phase angles between 2 and 179° indicate a Bond albedo of 0.90 (Mallama et al., 2006)."
Isto para uma contante solar cerca de 2600 W/m2 (quase o dobro da da Terra, cujo albedo da atmosfera é cerca de 0,3). Portanto "entram" em Vénus 260 W/m2 contra 950 W/m2 na Terra, aproximadamente.


Por último: não é apenas via Termodinâmica (a tal equação de Poisson) que se prova que a temperatura superficial de corpos celestes é primordial e universalmente função da sua pressão à superfície, evidenciando a Análise Dimensional resultados semelhantes, como se mostra na imagem seguinte: 
http://prntscr.com/12dc99p  (colhida em Volokin & Rellez, 2015).  

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