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Perdeu-se uma jornalista:

por Vasco Lobo Xavier, em 01.08.18


Assisti hoje a um episódio lamentável, ao oferecimento de tempo de antena (bem mais de meia hora) a Catarina Martins na RTP 3, que é paga com os nossos impostos. Ao mesmo tempo, à auto-destruição de uma suposta jornalista, Ana Lourenço. Eu sei que todos temos de viver e de pagar as contas mas a sujeição de Ana Lourenço ao papel de pé de microfone foi lamentável, uma verdadeira vergonha. Acho até, das imagens, que Ana Lourenço estava com nojo de si própria, o que compreendo. Estar para ali calada a ouvir Catarina a elogiar “as convicções” de Robles, a repetir a mentira de que Robles teria “travado o negócio” antes das notícias (quando o que aconteceu foi apenas que o especulador não conseguiu vender o prédio a tempo), os disparates das “contingências familiares, uma enorme colecção de imbecilidades, não deve ser fácil nem para quem se aprestou de antemão a fazer o papelucho. 
Não deve ser fácil a um jornalista sério ouvir calado Catarina Martins a dizer que “este caso foi criado pela direita” sem pestanejar quando “o caso” foi criado unicamente por Robles: foi ele quem comprou barato, investiu e pretendeu vender caro (o que por si só não seria criticável) quando apregoava por aí que isso quase seria crime e vociferava contra todos os que o faziam. O tipo é um hipócrita sem vergonha. Catarina Martins e a maltosa do Bloco, quando o defenderam e defendem, são a mesma coisa, e Ana Lourenço é mero pé de microfone. Nada me surpreende vindo do Bloco, mas não contava com o pé de microfone.
O pé de microfone, durante aquele tempo todo, nem se lembrou de fazer qualquer pergunta sobre os investimentos da empresária de hotelaria e alojamento local, Catarina Martins, no Sabugal, ou sobre os subsídios que recebeu para tal coisa. É bem certo que no noticiário da TVI das 20h00 (aquele que vi) também se não tocou no assunto e provavelmente nos restantes canais amantes do Bloco terá acontecido o mesmo, mas é mais estranho que no tempo de antena de hoje, perdão, na suposta entrevista de hoje na RTP 3 à Catarina Martins o tema não tenha vindo à baila. Uma vergonha. Pode até ser que Ana Lourenço tenha um pé bonitinho, mas não passa de um pé de microfone. Não podia descer mais baixo: perdeu-se uma jornalista.



10 comentários

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De Anónimo a 01.08.2018 às 20:10

Desculpe-me o atrevimento, mas com tanta surpresa, tem andado desatento...


Com a Lourença. Isto é o de sempre, para com os de sempre.
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De Carlos Conde a 01.08.2018 às 23:22

Será o Vasco o último surpreendido com a atitude da moça?
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De Anónimo a 02.08.2018 às 09:50

nunca me tinha apercebido que era jornalista
'um jornalista de esquerda nunca será um ser humano'
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De Anónimo a 02.08.2018 às 10:20

Ana Lourenço já está perdida há mais de um ano. Desde os fogos de Pedrógão.
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De José Luis Silva a 02.08.2018 às 11:37

Não se perdeu grande coisa. A Ana Lourenço sempre esteve ali entre a extrema esquerda do PS e o Bloco portanto para mim esse "frete" que ela fez não é novidade nenhuma e até acho que não lhe deve ter custado assim tanto.
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De Anónimo a 02.08.2018 às 13:05

Não há motivo de preocupação, Vasco. A Ana Lourenço é aquela jornalista que em 2014, tendo o crescimento das exportações passado de 5 para 4%, perguntava ao então ministro da Economia, Pires de Lima: «As exportações estão a descer. Isso não o preocupa?» Ela deve ter ouvido a Martins com grande gosto.
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De Anónimo a 02.08.2018 às 13:22

Prostituição , não comunicação, social, eis tudo.
E o ruminante gado eleitoral a olhar para outro lado...
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De Ramires a 02.08.2018 às 13:23

Prostituição , não comunicação, social, eis tudo.
E o ruminante gado eleitoral a olhar para outro lado...
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De Anónimo a 03.08.2018 às 19:41

Quando a ideologia e as preferências determinam o trabalho jornalístico é natural
que falem pouco ou se calem.
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De Anónimo a 04.08.2018 às 22:13

O negócio das TVs (e dos jornais) não é informar.
A conquista de audiências (tiragens) são os condicionadores do negócio.
Audiências conseguem-se não com correcção na informação, mas sim oferecendo ao -soberano- cliente o que ele quer ouvir ou ler. Se a titular do segmento tivesse sido mais incisiva óbviamente daría má fama ao canal.

Mesmo os óbvios desastres financeiros, neste ramo, desde que tragam influência, poder politico, compensam e muito.

Aliás nem a Sra. em referência, nem ninguém em todas essas organizações prestou um "juramento de Hipócrates".

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